@museumwnf/explore-data 1.0.1
This diff represents the content of publicly available package versions that have been released to one of the supported registries. The information contained in this diff is provided for informational purposes only and reflects changes between package versions as they appear in their respective public registries.
- package/LICENSE.md +44 -0
- package/README.md +34 -0
- package/collections.json +1 -0
- package/countries.json +1 -0
- package/glossary.json +1 -0
- package/items.json +1 -0
- package/languages.json +1 -0
- package/manifest.json +1 -0
- package/package.json +23 -0
- package/partners.json +1 -0
- package/translations/collections.de.json +1 -0
- package/translations/collections.en.json +1 -0
- package/translations/collections.es.json +1 -0
- package/translations/collections.fr.json +1 -0
- package/translations/collections.it.json +1 -0
- package/translations/collections.pt.json +1 -0
- package/translations/countries.ar.json +1 -0
- package/translations/countries.cs.json +1 -0
- package/translations/countries.de.json +1 -0
- package/translations/countries.el.json +1 -0
- package/translations/countries.en.json +1 -0
- package/translations/countries.es.json +1 -0
- package/translations/countries.fr.json +1 -0
- package/translations/countries.hr.json +1 -0
- package/translations/countries.hu.json +1 -0
- package/translations/countries.it.json +1 -0
- package/translations/countries.pt.json +1 -0
- package/translations/countries.se.json +1 -0
- package/translations/countries.si.json +1 -0
- package/translations/countries.tr.json +1 -0
- package/translations/glossary.ar.json +1 -0
- package/translations/glossary.de.json +1 -0
- package/translations/glossary.en.json +1 -0
- package/translations/glossary.es.json +1 -0
- package/translations/glossary.fr.json +1 -0
- package/translations/glossary.it.json +1 -0
- package/translations/glossary.pt.json +1 -0
- package/translations/glossary.se.json +1 -0
- package/translations/glossary.si.json +1 -0
- package/translations/glossary.tr.json +1 -0
- package/translations/items.ar.json +1 -0
- package/translations/items.cs.json +1 -0
- package/translations/items.de.json +1 -0
- package/translations/items.en.json +1 -0
- package/translations/items.es.json +1 -0
- package/translations/items.fr.json +1 -0
- package/translations/items.it.json +1 -0
- package/translations/items.pt.json +1 -0
- package/translations/items.se.json +1 -0
- package/translations/items.tr.json +1 -0
- package/translations/partners.ar.json +1 -0
- package/translations/partners.de.json +1 -0
- package/translations/partners.en.json +1 -0
- package/translations/partners.es.json +1 -0
- package/translations/partners.fr.json +1 -0
- package/translations/partners.it.json +1 -0
- package/translations/partners.pt.json +1 -0
- package/translations/partners.tr.json +1 -0
|
@@ -0,0 +1 @@
|
|
|
1
|
+
{"00ecda57-2327-5971-bdbe-6e4561c493f6":{"name":"Hospital Real","description":""},"0220688a-7aaf-5f1a-ae99-e9634dd61ecd":{"name":"Muro ocidental da Igreja e Torre mudéjar","description":""},"02407ded-5c6c-5254-b075-26e447eaabad":{"name":"Bairro de Alfama","description":""},"0258c18a-d593-5e24-b464-4155e9fcd988":{"name":"Igreja de Lanteira","description":""},"02bd9718-461e-5fae-a0aa-5c302bfc3b74":{"name":"Casa Prioral","description":""},"031e427e-12fb-5148-83a7-80614cd96c96":{"name":"Alenquer Islâmica","description":""},"03dc4099-756e-55d8-96db-2447147a4e38":{"name":"Sala Nobre ou das Batalhas","description":"A Sala Nobre ou Sala das Batalhas está decorada com painéis de azulejos azuis e manganês, com ligeiros pormenores de amarelo e verde, que recriam, por escrito ou com desenhos, a história das batalhas travadas durante a Guerra da Restauração da Independência de Portugal: em 1644, Montijo (Espanha); em 1653, Arronches; em 1658, São Miguel (cerco de Badajoz); em 1659, Linhas de Elvas; em 1663, Ameixial; em 1665, Montes Claros; em 1667, recontro de Chaves. \nOs estuques do século XVIII que decoram a parte superior das paredes e dos muros e o tecto celebram a independência recuperada e reproduzem retratos de membros da família Mascarenhas.","dates":"Azulejos: 1660–1670; estuques: último quartel do século XVIII","location":"Interior"},"040fe1cd-9b7a-55db-8d54-02749cb389d1":{"name":"Abside de San Juan de la Cuesta","description":""},"046cd314-621c-5f73-8496-b5d6b9cd5653":{"name":"Muralhas de Évora.","description":"A integração da cidade romana de *Ebora* na realidade política do *al-Andalus* não significou que tivesse havido grandes alterações na sua componente social e, sobretudo, em componentes do seu tecido urbano - alguns dos quais visíveis ainda hoje. Mas a *Ebora* que chega aos inícios do século II AH / VIII AD passou por transformações ainda difíceis de avaliar, nas fases do baixo Império e “visigótica”. Entre as construções então levadas a cabo encontra-se a cerca conhecida como “muralha romana”, que se sobrepõe a casas romanas e onde predomina um *opus quadratum* irregular. \n \nNas crónicas de época islâmica não há informações que indiciem um crescimento tal que levasse à substituição da muralha herdada da época anterior. Ora, quando no ano de 301 / 913 a cidade de Évora (*Yâbura*) é atacada por tropas comandadas pelo futuro Ordonho II de Leão é essa muralha que encontram pela frente. A descrição detalhada de Ibn Hayyan refere que os leoneses encontraram uma muralha baixa, sem parapeito nem merlões e que aparentava ter remendos recentes; no seu exterior havia vários montes de lixo, que servirão aos atacantes para acederem ao topo. \n \nA derrota e o massacre sofridos pela população islamizada de *Yâbura*, que ficou desabitada, levou a que a família rebelde que controlava a região a partir de Badajoz, os Banu Jilliqi, decidissem tomar providências: numa primeira fase, derrubaram «até à base» as muralhas para que os berberes das redondezas não se estabelecessem no seu interior e, depois de decidirem entregarem-na a uma família *muladí* tradicionalmente aliada, iniciam a sua recuperação no ano seguinte: a muralha foi, então, reconstruída e os edifícios da cidade restaurados. Os Banu Jilliqi de Badajoz forneceram homens e material para essa reconstrução e embora não esteja concluída uma análise dos paramentos desta muralha, tudo leva a crer que a parte refeita tenha seguido, em grande parte do seu perímetro, a muralha tardo-romana. No estado actual dos conhecimentos, os indícios existentes apontam para uma recolocação - com um aparelho não muito diferente do referido *opus* e com semelhanças com o que em outros pontos do *al-Andalus* é datado como dos períodos emiral-califal. Mantém-se a utilização de torres quadrangulares, aproveitando embasamentos anteriores e deve ter-se definido um fosso em seu redor, que tem sido atestado em intervenções arqueológicas e na própria micro-toponímia, que ainda conserva, para a envolvente exterior desta muralha a designação - já existente nos textos medievais - de *Alcárcova*. \n \nOs acontecimentos de 301 / 913 tiveram reflexos em toda a região; o cuidado na recuperação das muralhas de Évora é acompanhado por um programa de obras de reforço das fortificações da região do Médio Guadiana e pela construção de outras de raiz. *Yâbura* inicia, a partir de então, uma fase de ascensão e este perímetro amuralhado (com cerca de 1100 metros, envolvendo uma área de 8 hectares) conservar-se-á durante todo o período islâmico e será utilizado até ao século VIII / XIV.","short_description":"A muralha islâmica de Évora tem uma extensão aproximada de 1100 metros e rodeia uma área de 8 hectares. A construção data de inícios do século IV H./X d.C., quando toda a cerca foi re-edificada, na sequência do assalto à cidade pelo futuro Ordonho II. A obra de reconstrução fez-se aproveitando aproveitando embasamentos anteriores e mantendo a utilização de torres quadrangulares. Deve ter-se então definido um fosso em seu redor, que se conservou na própria micro-toponímia, sob a forma de *Alcárcova*. \nA parte mais significativa desta muralha pode ser vista junto ao Palácio dos Condes de Basto.","dates":"301-302 AH / 913-914 AD.","location":"Évora.","method_for_datation":"As escavações na rua de Burgos revelaram que aí as muralhas assentam e cortam casas de época romana. Na zona da Alcácova realizaram-se escavações que revelaram fosso entulhado com materiais posteriores ao século VIII / XIV. A crónica de Ibn Hayyan descreve com muito detalhe: 1 - o estado em que a muralha se encontrava em 301 / 913; 2 - o arrasamento feito pouco tempo depois para evitar uma ocupação indesejada; 3 - a reedificação efectuada em 302 / 914 com construtores vindos de Badajoz.","bibliography":"Hayyan, Ibn, *Crónica del califa Abdarrahman III An-Nasir entre los años 912 y 942 (al-Muqtabis V),* tradução, notas e índices por M. J. Viguera y F. Corriente, Saragoça, 1981, pp. 81-84 e 88-91. \n \nLima, Miguel Pedroso, *O Recinto Amuralhado de évora*, Ed. Estar, Lisboa, 1996. \n \nPicard, Ch., *Le Portugal Musulman (VIIIe-XIIIe siècle): l'occident d'al-Andalus sous domination islamique*, Paris, 2000, pp. 197-199. \n \nSidarus, A. Y., \"Um texto árabe do século X relativo à nova fundação de évora e aos movimentos Muladi e Berbere no Ocidente Andaluz*\"*, Sep. boletim *A Cidade de évora*, 71-76, 1988-1993, évora, 1994, pp. 7-37.","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"059edbc5-9442-564e-ae32-2efb3b02e0ba":{"name":"Sala da Bênção. Mármore policromo","description":"Situada a meio do Paço Real e sobre a Basílica, parece fazer parte integrante desta pela sua decoração em mármores policromos. Simboliza a origem divina do poder de um rei absoluto, cuja autoridade se sobrepõe à da própria Igreja. Dos seus varandins a Família Real assistia às cerimónias religiosas e, da varanda que abre sobre o Terreiro, D. João V abençoava o povo.","dates":"Século XVIII","location":"No centro do Paço Real"},"063aaf6a-d622-5969-98a6-e4a403c0034b":{"name":"Castelo do Alandroal.","description":"O castelo do Alandroal é um bom exemplo da *arte mudéjar* no Alentejo, na medida em se trata de uma fortificação encomendada por elites cristãs a um alvanél ou arquitecto de origem islâmica. \n \nEsta fortificação foi mandada edificar, em finais do século XIII (1298), pela Ordem militar de Avis, durante o reinado de D. Dinis (1279-1325).Trata-se de uma construção que utiliza o xisto da região, embora em alguns pontos se detecte a utilização de tijolo e mármore. \n \nO seu arquitecto ou alvanél foi o mestre “Mouro Calvo” a quem, curiosamente, os senhores da vila e do castelo permitiram a colocação, numa esquina da torre da direita de uma das portas da fortificação, de uma lápide onde, além de o construtor se identificar, utiliza, no final dessa lápide, uma expressão equivalente à divisa dos reis nasrís de Granada mas transcrita em caracteres latinos. A inscrição é curiosa, na medida em que depois de algumas frases em português medieval, termina com a seguinte afirmação: \"LEGALI : BI : IL : ILLALLA\". Trata-se de uma forma algo disfarçada da expressão \"Wa la Ghalib illa Allah\" que, pela forma como foi separada, poderia iludir de alguma forma uma identificação automática com a divisa nasrí. \n \nÉ possível encontrar nesta fortificação alguns dos traços mais significativos da arquitectura dominante nas fortificações do *al-Andalus*. Para além da existência de predominância de torres quadrangulares, verifica-se que a parte superior de algumas das torres prolonga-se para o interior, até à face interna da muralha – situação que obriga a que a torre seja atravessada por pequenos túneis sobre o caminho de ronda. Encontram-se torres com esta mesma configuração nas muralhas islâmicas de Sevilha que, eventualmente, podem ter servido de modelo ao arquitecto muçulmano deste castelo. \n \nMas o alvanél Mouro Calvo quis deixar, intencionalmente, uma outra marca da matriz islâmica *andalusí*; numa zona escondida do castelo, num ângulo de difícil visibilidade, foi colocada uma pequena janela que, construída no interior em tijolo maciço, exibe-se para o exterior no esplendor do mármore, desenhando uma abertura com um arco em ferradura enquadrado por um \"alfiz\" ou moldura, comum em sistemas decorativos da fase final do domínio islâmico. \n \nA torre de Menagem, embora tipologicamente diferente das torres de época islâmica, tem, sobretudo a nível das abóbadas escalonadas da escadaria interior, paralelos com fortificações do reino de Granada – aspecto que está neste momento em estudo. \n \nEsta fortificação é um exemplo da permanência, no sul do reino de Portugal, em finais do século XIII, do compromisso entre o mundo cristão medieval, dominante, dono de uma obra onde a sua matriz não está ausente e o peso que ainda têm os mestres construtores formados na \"escola\" *andalusí*, não se coibindo de deixar, marcados na pedra, elementos identificadores da sua origem cultural. Poder-se-á considerar, por este conjunto de circunstâncias, um dos melhores exemplos da arte mudéjar no Alentejo.","short_description":"O castelo do Alandroal é um bom exemplo da *arte mudéjar* no Alentejo, na medida em se trata de uma fortificação encomendada por elites cristãs (697 AH/1298 AD) a um alvanél ou arquitecto de origem islâmica, “Mouro Calvo”. \nO autor da obra não só utilizou modelos arquitectónicos usados na época em Sevilha e em Granada (bem patente na modulação das torres e no desenho de um arco em ferradura) como conseguiu inscrever numa lápide uma expressão equivalente à divisa dos reis nasrís de Granada mas transcrita em caracteres latinos: \"LEGALI : BI : IL : ILLALLA\", ou seja \"Wa la Ghalib illa Allah\".","dates":"1298.","location":"Alandroal., Évora.","method_for_datation":"As inscrições existentes no castelo referem o nome do construtor, identificando-o como \"Mouro Calvo\". Porém, é em documentação medieval, da Ordem de Avis, que se consegue obter a data exacta: pelos documentos existentes, pode dizer-se que a sua construção decorreu essencialmente, entre 1294 e1298.","bibliography":"Barroca, M. J., *Epigrafia Medieval (862-1422)*, Lisboa, 1999, vol. II, t. 1, pp. 1114-1118. \n \nCorreia, F. B., \"Espaços Fortificados de época e Influência Islâmica na Margem Direita do Curso Médio do Guadiana\", *Batalius*, I, Madrid, 1996, pp. 77-88. \n \nLobo, F. S., “Alandroal, Terena e Juromenha (três sistemas defensivos)”, *Castelos do Alandroal - VII Séculos*, Alandroal, 1998, pp. 23-65. \n \nRei, A., \"As revoltas Mudéjares no 'Algarve' ibérico em meados do séc. XIII e a divisa dos Násridas de Granada na zona do Médio Guadiana\", *Callipole*, nºs 10-11, Vila Viçosa, 2002-2003, pp. 19-26.","author":"Fernando Branco Correia","patrons":"Ordem de Avis.","architects":"“Mouro Calvo”.","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001; IAM_ES_PT_001"},"0662576a-20c2-5a1d-9a1e-60069ff1ad90":{"name":"Igreja de Santa Ana e San Gil","description":""},"06b3828b-2f67-532e-bc3e-d67f86de6f9d":{"name":"Castelo e Muralhas","description":""},"0791adf8-6e5c-552e-86d8-28d9c5549585":{"name":"Figura de Convite","description":"Figura de Convite pintada a azul-cobalto sobre azulejo branco. A personagem usa um traje típico do início do século XVIII, não tem armas e adopta uma postura de convite, com o chapéu na mão. Provavelmente, a personagem representa um porteiro ao serviço da confraria.","dates":"1700–1714","location":"Entrada do pátio, no início da escadaria"},"082ba573-5349-5a5c-b779-c2ec96f62da5":{"name":"Vista geral do interior: os retábulos laterais","description":"Nos retábulos laterais, de talha dourada, telas de André Gonçalves (*Estigmatização de S. Francisco*, *A Educação da Virgem, O Milagre das Rosas, Beatas Mafalda, Teresa e Sancha*, *São Miguel Arcanjo* e *Assunção da Virgem*) e de André Ruvira (*São José e o Menino*), datáveis de 1730.","dates":"C. 1730","location":"Interior"},"08354b10-1797-50b3-80a2-2aabc67c1881":{"name":"Interior da Igreja visto do Coro","description":"Talha dourada do arco triunfal e retábulo do altar-mor.","dates":"Final do século XVIII","location":"Interior da Igreja"},"08d8e4eb-4e97-56d5-aaae-35156343392a":{"name":"Igreja de San Miguel","description":""},"091b9985-830d-5a24-aeb3-8b6403f919cf":{"name":"Fonte do Obelisco de S. Paulo","description":"Partindo do reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, um segundo aqueduto distribuía a água através de uma rede de fontes dispersas na cidade, algumas das quais ainda hoje se mantêm. Desenhada por Reinaldo dos Santos, em 1774, só veio a ser construída em 1848, com ligeiras alterações em relação ao plano inicial, a cargo de Malaquias Ferreira Leal.","dates":"1774; 1848","location":"Largo de S. Paulo"},"0a18b18c-28ba-5a3c-9fe9-43418b6ac604":{"name":"Decoração da Capela-mor","description":"O altar principal é composto por embutidos em pedra policroma, com representação de uma Fénix no topo. A pintura da abóbada, em perspectiva, representa a coroação de Nossa Senhora.","dates":"1713–1717 (escultura); 1754 (pintura)","location":"Interior"},"0ae422d2-fc36-5816-a58f-c3569d7f0ccb":{"name":"Igreja de San Nicolás (opção)","description":""},"0afdb217-dfe3-585d-b558-a47101de04b5":{"name":"Sinagoga do Trânsito","description":""},"0b28b929-ce16-560a-81fd-232c5188e78d":{"name":"Igreja de San Nicolás","description":""},"0b341bf4-15f0-5418-a82f-5e490e210384":{"name":"Praça Chica","description":""},"0b664640-1b19-5212-875c-eb14019b13af":{"name":"*Casa do Raio*","alternate_name":"Casa do Raio","description":"Palácio de planta quadrangular irregular, com escadaria interior de acesso ao andar nobre de três lanços. Tem dois andares, o térreo e o nobre, bem como um terceiro piso em ático. Possui uma extensa fachada, revestida a azulejos lisos de cor azul, o que lhe confere uma especial reverberação nos dias de sol. Na fachada principal, de dominante horizontal, rasgam-se quatro janelas e três portas ao nível do rés-do-chão, alternadas; no piso nobre, abrem-se seis janelas e uma sétima, de sacada, ao centro. O eixo é marcado pela janela de sacada, com varandim rematado lateralmente por duas figuras exóticas de vulto inteiro. A ornamentação das molduras estende-se até à “porta do carro”, no piso inferior. A decoração das padieiras das portas e das ombreiras é típica da obra de André Soares, com frontões curvos. O tema encontra-se mais enfaticamente desenvolvido no eixo da fachada, com a porta do rés-do-chão ladeada por dois motivos em consola, à maneira das obras de talha de madeira e do mobiliário. O edifício insere-se no programa de enriquecimento urbano da cidade de Braga, levado a cabo no reinado de D. João V, sendo de destacar neste quadro outras obras de André Soares, com a mesma linguagem de transição entre o barroco e o rococó, tal como a casa dos Malheiros-Reimão.","short_description":"Palácio urbano de planta trapezoidal com dois pisos e uma magnífica fachada rococó.","type":"Arquitectura civil; palácio urbano.","dates":"1754/5–1760","location":"Braga, Braga","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Smith, R., *André Soares, Um arquitecto do Minho*, Lisboa, 1976. \nVitor, S., *O Barroco*, Lisboa, 2003.","author":"Paulo Pereira","history":"Encomendado pelo rico comerciante, “recebedor” ou “provedor”” das obras da Igreja e Santuário da Falperra, João Duarte de Faria. O seu nome advém-lhe do facto de ter sido adquirido em 1834 pelo Visconde de São Lázaro, Miguel José Raio (donde Casa “do Raio”).","patrons":"João Duarte de Faria.","architects":"Arquitecto: André Soares (1720–1769); Bartolomeu Antunes (1688–1753) azulejador português (atr.).","monument_contact":{"fax":"+351 253 205 101","email":"scmbraga@mail.telepac.pt www.scmbraga.net","phone":"+351 253 205 100","address":"Santa Casa da Misericórdia de Braga \nEdifício Nevarte Gulbenkian \n4700-352 Braga","institution":"Santa Casa da Misericórdia de Braga"}},"0d0e56db-22c0-5b6c-94fa-3c424bf11d56":{"name":"Coro ou Sala do Tesouro","description":"Provavelmente usado como lugar de reunião pelas monjas, com soalho marchetado em madeira brasileira, era também designado Sala do Tesouro pela profusão de vitrinas de talha com relicários, que, dispostos por cima do cadeiral, contêm estátuas de madeira estofada. O varandim para a Igreja é encimado por um tabernáculo ostentando as armas do rei D. José I. Azulejos decoram os vãos das janelas e no tecto e nas paredes distribuem-se pinturas sobre a vida de Cristo e da Virgem Maria, dos séculos XVII e XVIII.","dates":"Finalizado entre 1746 e 1759","location":"Oposto à capela-mor"},"0d239d25-d965-5b71-8627-0f936291989e":{"name":"Caixa do órgão","description":"Notável caixa de órgão, produzida na segunda metade do século XVIII. A um nível inferior, retábulos dos séculos XVII e XVIII, enquanto nas paredes se podem ver pinturas de Vieira Lusitano, emolduradas em talha dourada.","dates":"Cerca de 1770","location":"Do lado da Epístola, junto ao coro alto, sobre as duas primeiras capelas."},"0d745a08-f360-5294-82ed-7b23a5b36bce":{"name":"Igreja e torre-campanário","description":""},"0e41b05b-ae01-5a6b-9c44-f8c43d058bc4":{"name":"Santuário de la Peregrina","description":""},"0f35b172-0d2a-596c-a8b4-04b40be2b1e8":{"name":"Placas de arqueta.","description":"Placas em osso que serviram de revestimento a uma pequena arca. Da arca, que seria provavelmente em madeira, não nos chegaram quaisquer vestígios. Os dois conjuntos de placas apresentam uma decoração idêntica, finamente pintada e de grande simplicidade. \n \nParece-nos, por comparação com outras peças conhecidas, um dos exemplares de decoração mais sóbria (podemos mesmo falar de um certo primitivismo), no contexto dos marfins e ossos islâmicos do Mediterrâneo Ocidental. \n \nA figuração é simples: a peça é marcada pela presença central de uma rosácea de laçaria ladeada por duas figuras humanas (numa das faces é apenas visível uma delas). Os círculos das rosáceas eram desenhados a compasso, sendo depois as figuras esboçadas a tinta da china ou com traços de manganés com um pincel, preenchendo-se o resto com pigmentos. \n \nOs antropomorfos são representados em duas dimensões, sem qualquer modelação de luz e sombra, e de forma esquemática: os olhos são dois pequenos círculos, cuja direcção em que olham é dada pela posição relativa da íris face às sobrancelhas. A boca é simbolizada por um único e fino traço. \n \nAs figuras da peça de Moura parecem envergar roupagens largas, de tradição oriental - possivelmente o *kaftan*, longa túnica de seda, veludo ou cetim que se prolongava até aos joelhos ou aos tornozelos, de longas mangas e aberta à frente. A tipologia das figurinhas, de grossas sobrancelhas arqueadas e longo nariz, aponta também para o arquétipo representativo dos homens do Próximo Oriente. \n \nNos extremos da composição figuram dois conjuntos fitomórficos, que parecem tentar uma representação realista, presente em toda a arte islâmica ocidental e cujo uso generalizado atingiu uma certa convencionalidade que facilita a sua identificação. Longos e flexíveis caules rematados por formas globulares combinam-se, em registos sobrepostos, com flores de lótus envolvidas por palmetas digitadas.","short_description":"Placas em osso datáveis da fase final da presença islâmica (596-629 AH / 1200-1232 AD). Pensa-se que tenham servido para revestir uma pequena arca em madeira. Os diferentes elementos (humanos, vegetais e geométricos) sugerem um fabrico peninsular, não sendo estranhas ao autor influências orientais.","holder":"Museu Municipal de Moura.","owner":"Câmara Municipal de Moura.","dates":"596-629 AH / 1200-1232 AD.","location":"Moura., Beja.","dimensions":"Alt. 6,2 cm; Larg. 12,8 cm.","method_for_datation":"A atribuição de uma cronologia foi realizada através do estudo comparativo desta peça com exemplares semelhantes oriundos de Espanha, com datações propostas para os séculos VII-VIII AH / XIII-XIV AD. A presença dos elementos antropomorfos (praticamente idênticos aos das peças esgrafitadas de Murcia, da primeira metade do séc. VII AH / XIII AD), e a própria data da reconquista de Moura permitem-nos propôr os inícios do séc. VII AH / XIII AD como datação plausível para o fabrico desta peça.","method_for_provenance":"Encontradas *in situ*.","provenance":"O local de fabrico destas placas, encontradas no castelo de Moura, pode ter sido a região de Granada.","obtention":"Escavações arqueológicas no castelo de Moura (1980 ou 1981).","bibliography":"AAVV*, Portugal Islâmico. Os últimos sinais do Mediterrâneo*, Lisboa, 1998, p. 103. \n \nMacias, S., “A arqueta pintada de época islâmica do Museu de Moura”, *Actas das V Jornadas Arqueológicas (Lisboa, 1993)*, 2º vol., Lisboa, 1994, pp. 295-298. \n \nMacias, S.,e Torres, C.*, O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, p. 168.","author":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"0f4d66cb-21b7-5dcb-a89f-b7f2fc186d06":{"name":"Torre de Santo Domingo de Silos","description":""},"0fed53de-aed9-5304-a60a-840e7a58a840":{"name":"Igreja de Santa María e Museu","description":""},"1011c9fb-7fc0-5c19-8adb-40e2c283d8ec":{"name":"Castelo de Mértola","description":""},"103b4dc6-8b7e-5376-80eb-864545d6bb54":{"name":"Igreja de Santiago Apóstol","description":""},"1052ab03-ec8b-5886-849f-1eee96aa17dc":{"name":"Mesquita de Mértola.","description":"\"Igreja que foi mesquita\". A legenda que identifica a igreja matriz de Mértola no desenho feito por Duarte d'Armasnos inícios do século XVI não deixa margem para dúvidas. O principal templo da vila fôra, em tempos, a aljama de *Martulah*. \n \nNesse registo é ainda perfeitamente legível a estrutura da mesquita, construída na segunda metade do século VI AH / XII AD e consagrada ao culto cristão após a \"Reconquista\". Templo com cinco naves, cada uma com um telhado de duas águas, dele restam ainda os muros exteriores e quatro pequenas portas (três abertas ao antigo pátio e uma outra ao exterior) em que o arco em ferradura, levemente peraltado, é emuldurado por um alfiz. \n \nA manutenção da estrutura base do edifício, e mesmo tendo em conta a reconstrução da cobertura em meados de Quinhentos, conferem a esta igreja-mesquita um irresistível exotismo. Mantiveram-se os arcos em ferradura das portas que abriam ao *sahn* (o pátio do local de culto) e o *mihrab*, desentaipado há algumas décadas. Ladeava-o um estreito compartimento para o *minbar*. De planta poligonal, este elemento orientador da prece muçulmana, ostenta ainda uma decoração em estuque, hoje sem policromia, com três arcos cegos polilobados rematados por uma cimalha moldurada por dois cordões do infinito, tema que se repete no topo do conjunto. Surpreendentemente, esta peça única no nosso País escapou às investidas purificadoras da \"Reconquista\" e da Contra-Reforma, tendo chegado até nós em razoável estado de conservação. \n \nNo Museu Nacional de Arqueologia (Lisboa) conserva-se parte de uma cornija em granito com duas linhas de inscrição. Segundo Nykl, deve ser a mesma de que fala Estácio da Veiga nas *Memórias das Antiguidades de Mértola*. Amador de los Ríos leu na linha inferior a primeira parte do verso 28 da sura XXXVI do Alcorão: \"Não fizemos descer sobre o seu povo depois dele \\[exército\\]\". O conteúdo do texto e o facto de ter sido lavrado numa cornija leva a supôr que possa ter pertencido à mesquita de Mértola. \n \nA decadência económica da vila levou a que a estrutura do edifício fosse reaproveitada a seguir à Reconquista, mudando-se apenas as suas funções (de mesquita passou a igreja). O próprio *minbar* subsistia ainda nos inícios do século XVI, sendo nessa altura utilizado como altar. As obras realizadas um pouco de 1530 levaram ao desparecimento de todos esses vestígios, assim como à concretização de modificações estruturais, que não foram suficientes para apagar os traços da antiga mesquita aljama.","short_description":"A manutenção da estrutura base do edifício (último quartel do século VI AH / XII AD), e mesmo tendo em conta a reconstrução da cobertura em meados do séc. XVI, conferem a esta igreja-mesquita um irresistível exotismo. Mantiveram-se os arcos em ferradura das portas que abriam ao *sahn* (o pátio do local de culto) e o *mihrab*, desentaipado há algumas décadas. \nO edifício original tinha cinco naves, cada uma com um telhado de duas águas e quatro pequenas portas (três abertas ao pátio e uma outra ao exterior) em que o arco em ferradura, levemente peraltado, é emuldurado por um alfiz.","dates":"Último quartel do século VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","method_for_datation":"A datação da mesquita de Mértola foi estabelecida a partir de comparações feitas com a mesquita de Tinmel (em Marrocos), que lhe terá servido de modelo. Por outro lado, a decoração vegetalista dos estuques apresenta paralelos com a de outros monumentos da mesma época (mesquitas de Tinmel e de Almeria, nomeadamente), o que permite datar com razoável rigor a época de construção deste local de culto.","bibliography":"Amador de los Ríos, R., *Memoria acerca de algunas inscripciones arábigas de España y Portugal*, Madrid, 1883. \n \nEwert, Ch., “La mezquita de Mértola”, sep. de *Cuadernos de la Alhambra*, n° 9, Granada, 1973. \n \nMacias, S. et al., *Mértola – Mesquita / Igreja matriz*, Mértola, 2002. \n \nNykl, A. R., “Arabic inscriptions in Portugal”, *Ars Islamica*, XI-XII, 1946, pp. 167-183. \n \nVeiga, S. E., *Memória das antiguidades de Mértola*, Lisboa, 1880.","author":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"1084aaed-e8e6-546c-a128-c123e7ab84e2":{"name":"Igreja de Santa María","description":""},"10b09ae4-8e90-57d0-b70f-35b6ba8fa139":{"name":"Fachada com duas torres e pedimento sobre a porta principal","description":"Numa rua de grande inclinação, a fachada apresenta os três vãos característicos da arquitectura da congregação de S. Paulo, definindo uma galilé de amplas proporções. No frontão da porta principal, encontra-se o símbolo do Santíssimo Sacramento, segunda invocação da igreja, tema que é retomado no ornamento dos tectos no interior do templo.","dates":"1763","location":"Exterior"},"10d750a7-3e97-564d-91ea-8ba5b2fae352":{"name":"Conjunto urbano","description":""},"110a2e29-0bba-5c5a-b18e-e962ddce3b9f":{"name":"Palácio de D. Pedro I, actual convento de Santa Clara","description":""},"115f7f25-26b7-52ec-8c3d-ef3324820ddf":{"name":"Museu Municipal de Santarém São João de Alporão","description":""},"121d7b8f-eaf4-5545-aff0-ad69b9902ec1":{"name":"Escadaria dos Reis","description":"A Escadaria dos Reis é decorada com um conjunto de esculturas dos reis de Portugal, dispostos cronologicamente: Conde D. Henrique de Borgonha, seguido por seu filho, D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, e por seu neto, D Sancho I, e, finalmente, D. José I. Os reis da corte espanhola da dinastia de Habsburgo são representados a uma escala inferior.","dates":"Século XVIII","location":"Ligação intermédia entre os dois patamares do jardim"},"121f0793-9d39-54e5-80a5-b503d8ae19e9":{"name":"Retábulo de Santo António","description":"Exemplo da talha dourada da época de D. João V.","dates":"1724","location":"Interior"},"1288aecf-a814-535b-a170-246be71bef2c":{"name":"Tectos pintados e Capela","description":"A sala de entrada está ornamentada com um tecto pintado sobre madeira, decorado com motivos florais. Ao centro, uma nau portuguesa invoca Santelmo, o santo padroeiro da Confraria. \nNa segunda sala, o tecto pintado a têmpera mostra imagens de Santelmo, entre motivos florais. \nNa capela, completamente forrada a talha dourada, ao “Estilo Nacional”, sobressaem os bustos-relicários incrustados nas paredes, os painéis de azulejos com cenas da vida de Santelmo e o pavimento de tijoleira com aplicação de azulejos de motivos florais.","dates":"1714–1720","location":"Interior"},"128ade4a-8221-5910-9ee7-61ede5c15971":{"name":"Detalhe do portal e da fachada","description":"Na fachada, sobre os três arcos, encontram-se as estátuas de *Santa Engrácia*, do *Santo Condestável* e de *Santa Isabel*, respeitando a determinação da infanta D. Maria de, na Igreja de Santa Engrácia, apenas se homenagearem santos portugueses. \nNa galilé, o portal barroco é ladeado por duas colunas salomónicas e encimado por uma coroa e pedra de armas.","dates":"1682–1966","location":"Fachada / portal"},"13b79634-03b0-538a-9826-541612b5cfbc":{"name":"Altar de estilo barroco nacional","description":"Altar-mor da Igreja, de talha barroca, em estilo nacional.","dates":"1719–1721","location":"Capela-mor"},"1457fd35-6296-51f2-b56d-677e962095a6":{"name":"Porta do Templo.","description":"Esta porta do recinto amuralhado da Alcáçova parece coincidir com aquela que vem a ser conhecida, já no período cristão, como Porta do Templo, por junto a ela se localizarem bens imobiliários doados à Ordem religiosa-militar dos Templários logo após a integração de Elvas na coroa portuguesa. \n \nPorém, esta entrada pode passar algo despercebida a quem tente encontrar traços da alcáçova de época islâmica dado que, à semelhança do que se passa com outros traços do passado islâmico desta cidade, eles encontram-se em grande medida dentro de quintais e de casas particulares. \n \nPara hoje se entrar no espaço da Alcáçova islâmica atravessa-se um arco rasgado a direito na parede de taipa (*tabiyya*), do seu recinto amuralhado. Antes, porém, o seu acesso era, por uma questão defensiva, formado por um sistema de porta dupla, com um ângulo ou cotovelo de 90°. Essa entrada dupla era formada por uma torre destacada da muralha e ligada a ela por uma parede em ângulo recto, tornando obrigatória, para quem quisesse entrar na muralha, a passagem por duas portas e por um espaço intermédio; a primeira entrada encontrava-se, assim, perpendicular em relação à muralha e dava acesso a uma câmara que antecedia a entrada no recinto amuralhado, feita a través da transposição de uma segunda porta, esta já na muralha. \n \nEm termos de materiais de construção, apesar de dominar a utilização da taipa, este porta, como acontece em algumas outra fortificações do *al*\\-*Andalus*, apresenta silhares de granito nas ombreiras. No século XIX chegou a iniciar-se a sua destruição mas esse projecto foi abandonado; tentando remediar o efeito das obras iniciadas, a parte superior dos arcos foi refeita, observando-se aí argamassas mais recentes que tentam assemelhar-se às originais. Porém, desde os níveis da base, até aos arranques dos arcos \"ultrapassados\", bem como na câmara exterior à entrada na alcáçova mantêm-se as características e dimensões originais. Os vestígios de moldura do arco ou \"alfiz\", esses são também originais. A referida câmara intermédia apresenta uma planta quadrangular com uma área aproximada de 12 m2. \n \nEm termos estruturais e tipológicos esta entrada em cotovelo, pelos paralelos que tem com outras obras defensivas pode ter sido construída em época almóada.","short_description":"Esta antiga entrada na alcáçova de Elvas encontra-se hoje dentro de uma casa particular. Alia a existência de taipa de tipo militar a uma porta em cotovelo simples, formada com uma torre avançada, onde se encontram entradas reforçadas com ombreiras em silharia e arcos em ferradura com \"alfiz\". Este conjunto de circunstâncias aproxima-a das construções do período almóada de Badajoz. No século XIX chegou a iniciar-se a sua destruição mas esse projecto foi abandonado; a parte superior dos arcos foi então refeita, observando-se aí argamassas mais recentes que tentam assemelhar-se às originais.","dates":"Sécs. VI-VII AH / XII-XIII AD.","location":"Elvas., Portalegre.","method_for_datation":"Esta área nunca foi intervencionada arqueologicamente. Porém, alia a existência de taipa de tipo militar a uma porta em cotovelo simples, formada com uma torre avançada, onde se encontram entradas reforçadas com ombreiras em forte silharia e arcos em ferradura mas com moldura ou \"alfiz\". Deve ser, por este conjunto de circunstâncias, uma entrada pós-califal, semelhante a construções do período almóada de Badajoz (inícios do século VII AH / XIII AD).","bibliography":"Alves, F. S. e Afonso, L. (ed.), *Castelo de Elvas*, Lisboa, 1991. \n \nCorreia, F. B., “Juromenha, Elvas e Alandroal: algumas reflexões em torno de fortificações islâmicas e cristãs do curso médio do Guadiana”, *Cira* (Boletim Cultural de Vila Franca de Xira), vol. 7, Vila Franca de Xira, 1998, pp. 111-128. \n \nCorreia, F. B., *Elvas na Idade Média*, tese policopiada, Lisboa, 1999. \n \nCorreia, F. B. ,“O sistema defensivo da Elvas Islâmica”, *Mil anos de Fortificações na Península Ibérica e no Magrebe (500-1500) – Actas do Simpósio Internacional sobre Castelos*, Palmela, 2002, pp. 357-367. \n \nPires, A. T., *O Castello de Elvas*, vol. IX dos *Estudos e notas elvenses*, Elvas, 1907.","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"14756176-c5ce-547a-a93a-d0113a7e9513":{"name":"Vista geral da nave da Igreja","description":"O interior do edifício, pequeno e baixo, é, no entanto, valorizado pelo denso trabalho de talha dourada patente nos retábulos laterais e, especialmente, na capela-mor.","dates":"1726–1750","location":"Interior"},"14cf3ac9-f201-5ffe-96c6-9da83f2f8352":{"name":"Fachada da “Casa da Livraria”","description":"Portal de entrada em pedra calcária (de Ançã-Portunhos) com quatro colunas, coroado pelas armas reais e pela frase “Esta é a sede que Coimbra Augusta deu aos livros, para que a Biblioteca lhe coroe a testa”.","dates":"1723","location":"Exterior"},"154ed498-ee54-58bc-8301-3faeab6a4bcd":{"name":"Mosteiro de San Pedro de las Dueñas","description":""},"1830240a-c3a5-5a04-9cec-912ae045a4f6":{"name":"Real Alcázar","description":""},"184bdb75-866a-51f2-a23c-cff0209f13f9":{"name":"Museu Romano de Moura","description":""},"185151ef-db66-5040-92c3-fe14c8f0bea2":{"name":"Vista da nave central","description":"Apesar de se verificar uma forte influência da arquitectura da basílica de Mafra, o interior da basílica da Estrela segue de perto os modelos das igrejas de Lisboa construídas após o terramoto de 1755.","dates":"1778/9–1789","location":"Interior"},"1880fc5e-3c95-50bb-992a-32df29352fda":{"name":"Igreja de San Martín","description":""},"19d6827b-60cd-54d1-8560-f7ba5fc8eff1":{"name":"*O Milagre das Rosas* (esquerda) e a *Assunção da Virgem Maria* (direita)","description":"Dois óleos sobre tela representando a *Assunção da Virgem* e o *Milagre das Rosas*, este último relacionado com a lenda associada à vida da rainha Santa Isabel de Aragão (1270–1336), mulher de D. Dinis I (1261– 1325).","dates":"C. 1730","location":"Capelas laterais do lado do Evangelho"},"1a5ad99e-4e60-596e-9113-8c0b78eebfe2":{"name":"Grandes mesas de leitura","description":"Cada par de mesas foi concebido especificamente em madeiras exóticas de diversas cores para cada uma das salas.","dates":"1724","location":"Interior"},"1ccb99e8-d9b9-5a4f-913c-efa249650f37":{"name":"Tecto em abóbada pintado ao brutesco","description":"Tecto em abóbada, pintado ao brutesco com medalhões sobre o coro alto, que representam a *Santíssima Trindade,* a *Assunção de Nossa Senhora* e a *Fuga para o Egipto*.","dates":"1721","location":"Tecto"},"1ce65368-cef5-5a21-b4ac-0bc8e7b476f3":{"name":"Túmulo de D. Maria I","description":"O túmulo de D. Maria I é totalmente feito em mármore branco, preto e rosa, sobre um plinto. Na fachada frontal, encontra-se uma inscrição que identifica a rainha, suportada por dois leões. O topo é decorado com um medalhão com a efígie da rainha D. Maria, ladeado por esculturas da *Fama* e *Putto*.","dates":"Primeira metade do século XIX","location":"Interior"},"1d2c211d-2700-5a80-817e-a40c9d14229c":{"name":"Oratórios","description":"Existem, hoje em dia, quatro oratórios: Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Carmo, S. Mateus e S. João Baptista. Apresentam retábulos pintados sobre madeira ou tela e os respectivos volantes, uma vez abertos, formam, com as pinturas centrais, trípticos ou polípticos, normalmente relacionados com o tema da pintura central. Os volantes apresentam também, na face exterior, pinturas da mesma época, à excepção do oratório de S. João Baptista.","dates":"Séculos XVI, XVII e XVIII","location":"Claustro superior"},"1d96ffcf-913c-5d7e-aa14-4bb0d9c5df56":{"name":"Castelo","description":""},"1f723fe3-b757-5082-bdf0-c8a3679a96b4":{"name":"Capela-mor","description":"O altar principal é composto pela tribuna e pelo trono e inclui quatro imagens: São Vicente Ferrer, São Tomás d' Aquino (em baixo), São Francisco de Assis e São Domingos (em cima). No topo, está Cristo Crucificado. O tecto da capela-mor é em talha dourada, decorado com motivos geométricos com círculos e semi- círculos.","dates":"1725–1728/9","location":"Interior"},"1fd944dc-83c6-5e83-8dba-701c2a61c3e2":{"name":"*Morte da Virgem* (medalhão central menor)","description":"Pequeno medalhão octogonal que representa o *Trânsito da Virgem*, segundo inspiração colhida em gravuras maneiristas de Adrien Collaert e Cornelius Galle.","dates":"1690","location":"Abóbada da nave"},"1ff33e62-990e-5e9a-a032-0dbba18264cb":{"name":"Castelo de São Jorge","description":""},"2145357c-e937-5bf2-97e1-3234cebeef81":{"name":"Casa da rua Lavadero de Santa Inés","description":""},"2251af26-2140-52d0-a9df-5a9c65cf585e":{"name":"Castelo Velho de Alcoutim.","description":"O Castelo Velho de Alcoutim localiza-se num cabeço a 96 metros de altitude, dominando o rio Guadiana e a margem fronteira. Corresponde a uma alcaria de planta rectangular, defendida por três linhas defensivas de muralhas. Este conjunto com as dimensões de 34 x 22 metros e uma área interna de 700 m2, integra uma zona central ocupada por um edifício de função desconhecida, três ruas, várias habitações, possível compartimento da guarda, uma cisterna e latrina. As muralhas são de alvenaria grosseira de xistos e grauvaques argamassados com terra e reboco de cal, às quais estão adossadas várias torres maciças de planta quadrada e rectangular. O acesso ao recinto fortificado é feito por duas portas. A entrada principal sofreu alterações nos inícios séc. IV AH /meados do séc. X AD, sendo acrescentado o acesso em cotovelo e construído um torreão. As escavações arqueológicas realizadas permitiram ainda observar incêndios e destruição de edifícios no séc. IV AH / séc. X AD, provavelmente durante a fase que antecedeu o estabelecimento do poder califal. O abandono do conjunto verificou-se nos finais do séc. V AH / finais do séc. XI AD, durante o período das taifas. Neste castelo viveu um grupo populacional que centrava as suas actividades agrícolas e mineiras no território envolvente, utilizando o rio Guadiana como principal via de comunicação e comércio.","short_description":"O Castelo Velho de Alcoutim localiza-se num cerro de onde se domina o rio Guadiana. Corresponde a uma alcaria de planta rectangular, defendida por três linhas defensivas de muralhas. Este conjunto com 34 x 22 metros integra uma zona central ocupada por um edifício de função desconhecida, três ruas, habitações e uma cisterna. As muralhas são de alvenaria de xisto e terra. Estão-lhes adossadas várias torres maciças de planta quadrada e rectangular. O acesso ao recinto fortificado era feito por duas portas. O abandono do sítio data de finais do séc. V H./finais do séc. XI d.C.","dates":"Meados séc. III-finais séc. V AH / séc. IX-finais séc. XI AD.","location":"Alcoutim., Faro.","method_for_datation":"Estabelecimento de paralelismos com os materiais encontrados em contexto nos trabalhos arqueológicos.","bibliography":"Catarino, H., “Algarve oriental durante a ocupação islâmica”, *Al-Ulyã*, 6, vol. II, 1997-1998, pp. 592-597. \nTorres, C., e Macias, S., *O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, p. 185.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"2254a7d2-a7d5-53ac-9c74-ca7720225f26":{"name":"Igreja de Santa María de Arbás","description":""},"22e3fa48-6fb3-5778-bc7f-a36e00651357":{"name":"Castelo, muralha e pontes","description":""},"22f1f5f5-f8b6-5763-8b6f-64f59694c51d":{"name":"*Casa do Corpo Santo*","alternate_name":"Casa do Corpo Santo (Museu do Barroco)","description":"O palácio da família Cabedo, dos séculos XVII/XVIII, no qual a Casa do Corpo Santo se anexa, é um belíssimo exemplar da arquitectura civil portuguesa. \nA entrada para a Casa do Corpo Santo é feita por um pátio, com paredes revestidas a azulejos azul-cobalto que acompanham a parede da escadaria de acesso ao primeiro piso. No início das escadas, uma figura de convite, pintada sobre azulejos, recebe os visitantes. \nNa entrada, existem duas salas com paredes revestidas com painéis de azulejos azul-cobalto, representando cenas de caça, aristocráticas e do quotidiano. Ambas as salas têm tectos pintados. Na sala de entrada ou Sala do Vestíbulo, encontra-se um tecto pintado sobre madeira, com uma nau ao centro, símbolo das actividades da Confraria. Na sala seguinte, ou Sala do Despacho, o tecto pintado a têmpera mostra imagens de Santelmo. \nNa sala de entrada, existe uma pequena Capela totalmente forrada a talha dourada e com as paredes revestidas de azulejos, retratando a vida de Santelmo ou Santo Elmo.","short_description":"Trata-se de um edifício exemplar do Barroco, com as paredes revestidas a azulejos azul-cobalto, provavelmente de autoria de Mestre P.M.P. \nO piso de tijoleira alterna com azulejos de figura avulsa, complementado com tectos ricamente pintados. A pequena capela está totalmente revestida de talha dourada, com bustos-relicários incrustados nas paredes, numa admirável solução de aproveitamento do espaço.","type":"Arquitectura palaciana (com capela).","dates":"1714 (palácio primitivo do século XVII)","location":"Setúbal, Setúbal","method_for_datation":"Na porta de entrada para o pátio está gravada a data de 1714. Confirmou-se a existência do palácio original quinhentista mediante informação recolhida em escavações arqueológicas.","bibliography":"Smith, R., \"French models for Portuguese Tiles\", in *Apollo*, 134, 1973, pp. 396-407. \nSimões, J., *Azulejaria em Portugal no século XVIII*, Lisboa, 1979. \nArruda, L.,”Figuras de Convite”, in *Azulejaria Barroca Portuguesa*, Lisboa, 1993. \nNeto, J. L., et al., “O Pátio da Casa do Corpo Santo, da Intervenção Arqueológica à Museológica”, in *Subsídios para o Estudo da História Local*, Vol. I., CMS, 2001. \nCândido, M. J., Neto, J. L., *Relatório da Intervenção Arqueológica na Casa do Corpo Santo*, Setúbal, 2009.","author":"Luisa Arruda","history":"O palácio da família Cabedo data dos séculos XVII/XVIII e foi construído em estruturas já existentes no século XVI, conforme recentes escavações arqueológicas o mostraram. Esta casa, anexada ao Palácio Cabedo, fazia parte deste e foi oferecida, pela família, à Confraria para aí se instalar a Confraria do Corpo Santo. Após o desaparecimento desta confraria (no século XIX), o edifício alojou outras associações marítimas, como a Sociedade Setubalense de Pescaria Franciscana e o Monte-Pio da Corporação Marítima da Casa do Corpo Santo. \nA Casa do Corpo Santo é tutelada pela Câmara Municipal de Setúbal, funciona como Museu do Barroco e tem ali instalada uma exposição de instrumentos de ciência náutica.","patrons":"Confraria dos navegantes, armadores e pescadores de Setúbal. Esta Confraria existe desde o século XIV (com Livro de Compromissos de 1340) e é também chamada Confraria do Corpo Santo, nome pelo qual era conhecido Santo Elmo ou S. Pedro Gonçalves, orago da Confraria e santo protector dos náufragos.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Casa do Corpo Santo, Câmara Municipal de Setúbal.","architects":"Arquitecto desconhecido. Painéis de azulejos com assinatura “P.M.P.”, provavelmente do Mestre Padre Manuel Pereira [n.d.].","monument_contact":{"fax":"+351 265 53 78 93","email":"Museu.setubal@mun-setubal.pt","phone":"+351 265 23 60 66","address":"Terreiro de Santa Maria","institution":"Câmara Municipal de Setúbal"}},"233a10d0-ea65-5142-9d6d-426eda7a1598":{"name":"Muralha e portas da cidade","description":""},"2361bbd4-12bf-5fe1-a175-763b13784a3d":{"name":"*Capela dos Ossos, no antigo Convento de S. Francisco de Évora*","alternate_name":"Capela dos Ossos","description":"A Capela dos Ossos é frequentada por inúmeros visitantes que se deslocam a Évora, e tornou-se quase que um ponto de passagem obrigatório. Porém, a valia artística desta capela é escassa. De facto, trata-se de um conjunto em que prevalece a visão macabra dos ossos, geometricamente dispostos nas paredes, abóbadas e colunas, sem deixar qualquer espaço por preencher. Meticulosamente dispostos, os ossos – tíbias e perónios, sobretudo, e séries de caveiras que configuram o lambril - servem de revestimento. Este facto confere ao edifício o aspecto de uma gruta ou de um espaço proibido e uma inesperada proximidade com os vestígios da “morte”, que assim se oferece em espectáculo. A Capela dos Ossos de Évora é a face mais visível e mais conhecida, mesmo internacionalmente, de uma realidade que se pode encontrar nos países católicos, nomeadamente em Itália e Espanha, e que, em Portugal, possui paralelismos ou réplicas em Monforte, Campo Maior, Faro e Alcantarilha.","short_description":"Dependência de planta quadrangular, com colunas exentas e cobertura nervurada, anexa à antiga Sala do Capítulo do Convento. Foi decorada a partir do século XVII, por meio de revestimento das colunas, das abóbadas e das paredes por embrechados de ossadas.","type":"Arquitectura religiosa (capela funerária).","dates":"Estrutura base: cerca de 1515; decoração: séculos XVII-XVIII","location":"Évora, Évora","method_for_datation":"Análise estilística e evidência histórica.","bibliography":"Esperança, Fr. M. da, *Historia Seráfica da Ordem dos Frades Menores de São Francisco na Província de Portugal*, Lisboa, Officina Craesbeeckiana, 1656. \nEspanca, T., *Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Évora*, Vol. 6, Lisboa, 1966. \nLouro, Pe. H. da S., *Capelas de Ossos na Arquidiocese de Évora*, Évora, 1992. \nVelosco, C., \"A Casa dos Ossos\" in *Revista Monumentos*, nº. 17, Setembro 2002, pp. 37–41.","author":"Paulo Pereira","history":"Aproveitando as dependências por detrás da Sala do Capítulo do enorme Convento de S. Francisco (parcialmente destruído no século XIX), os frades resolveram instalar ali um programa iconográfico em torno da exibição dos valores sensíveis da Morte, através de um trabalho de embrechado “orgânico”. Não falta sequer um cadáver seco e mumificado, pendurado numa das paredes, para elevar o tom macabro do conjunto. Ao todo, segundo a análise antropológica empreendida, contabilizam-se restos de cerca de 5.000 indivíduos. Estes restos mortais foram todos eles recolhidos no Convento, uma vez que este serviu de lugar de sepultamento na cidade de Évora.","patrons":"Ordem de S. Francisco (século XVII-XVIII).","architects":"Desconhecido","monument_contact":{"fax":"+351 266 705 701","email":"igreja.pedro@sapo.pt","phone":"+351 266 704 521","address":"Igreja de S. Francisco \nLargo 1º de Maio \n7000-650 Évora","institution":"Paróquia de S. Pedro"}},"237fec1e-7dde-5bd9-aaa6-983cd97193c0":{"name":"*Igreja de S. Lourenço de Almancil*","alternate_name":"Igreja de S. Lourenço","description":"A Igreja de S. Lourenço de Almancil está construída em puros volumes geométricos. As suas sóbrias fachadas, com aberturas singelas, estão rematadas com pedra calcária local. O telhado é coberto por telha de terracota. Todo o exterior, incluindo a cúpula, é pintado de branco, influência de modelos árabes. Encontram-se alguns painéis de azulejos azul-cobalto e branco nas paredes exteriores. O desenho barroco do portal do átrio é surpreendentemente elaborado. No interior, a estrutura do altar-mor em talha dourada, com as características colunas salomónicas, foi construída por Manuel Martins, que também fez o arcaz da sacristia. Azulejos azul-cobalto cobrem as paredes interiores, tectos e cúpula, submergindo o visitante imediatamente, à entrada da Igreja. \nPolicarpo de Oliveira Bernardes, de Lisboa, assinou os painéis de azulejo, provavelmente, como indicativo do seu orgulho pela execução deste trabalho singular. Bernardes pertenceu a uma família de pintores especializada em pinturas de perspectiva nas paredes e nos tectos. Em vez da pintura a fresco, as técnicas da pintura em azulejos foram usadas aqui em desenhos inspirados no *Livro de Perspectiva,* de Andrea Pozzo**.** O *trompe l'œil* arquitectónico foi usado para criar um espectáculo fantástico de edifícios e paisagens italianizantes, que permitiam ao espectador esquecer o espaço terreno. A vida, a morte e a coroação de S. Lourenço, nascido em Espanha e martirizado em Roma, constituem o tema das pinturas dos azulejos. A cor azul-cobalto sobre fundo branco revela o gosto europeu da época pela porcelana chinesa. Esta foi primeiramente comercializada na Europa pelos portugueses e influenciou a azulejaria barroca portuguesa.","short_description":"A Igreja de S. Lourenço de Almancil constitui um exemplo da arquitectura vernacular portuguesa. Nos interiores, as paredes estão revestidas por azulejos historiados azul-cobalto e branco que narram a história da vida e da morte de S. Lourenço. A cúpula e a abóbada também estão revestidas com azulejos com temas arquitecturais de influência italiana. O altar-mor, em talha dourada, apresenta a forma de trono piramidal com colunas massivas decoradas com *putti*, anjos, folhagem e pássaros.","type":"Igreja de peregrinação.","dates":"1730","location":"Almancil, Faro","method_for_datation":"Evidência histórica.","bibliography":"Smith, R. \"The Portuguese Woodcarved Retable 1600-1750\", *Belas -Artes*, n.º 2, Lisboa, 1950. \nBazin, G., \"Morphologie du Retable portugais\", *Belas-Artes*, n.º 5, 1953. \nSimões, J. M., *Azulejaria em Portugal no século XVIII*, Lisboa, 1979. \nArruda, L, \"Almancil, S. Lourenço de\", *Dicionário da Arte Barroca em Portugal*, Lisboa, 1989. \nLameira, *A talha no Algarve,* Faro, 2000.","author":"Luisa Arruda","history":"No século XVIII, os bispos do Algarve sentiram a necessidade de aprofundar a fé religiosa na zona de Almancil. Quando foi descoberta água perto de uma pequena capela de peregrinação dedicada a S. Lourenço, o facto foi interpretado como um milagre e sinal para reconstruir a capela. O patrono da igreja era o vigário geral do Algarve, responsável também pela Irmandade de S. Lourenço dos Matos. O seu nome e a data (1730) ficaram inscritos nos azulejos da cúpula.","patrons":"Reverendo Doutor Manuel de Sousa Teixeira, Vigário Geral do Algarve.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Divisão da Cultura e História Local da Câmara Municipal de Loulé.","architects":"Arquitecto desconhecido; pintor de azulejos: Policarpo de Oliveira Bernardes (c.1695 – 1778); agentes de azulejaria em Lisboa: António Borges e Manuel Borges; entalhador: Manuel Martins, cujas datas são desconhecidas.","monument_contact":{"phone":"+351 289 39 54 51","address":"Igreja de S. Lourenço \n8135-027 Almancil","institution":"Paróquia de Almancil, Diocese do Algarve (Faro)"}},"246295f9-223a-5ecc-9e5f-b8f4948bf124":{"name":"Castelo de S. Jorge.","description":"Castelo de S. Jorge é a denominação actual de um conjunto urbano que compreende o Castelo propriamente dito (o chamado castelejo), a Cidadela envolvente e a Esplanada, um sistema militar de época medieval inteiramente rodeado de muralhas defensivas que coroa a chamada Colina do Castelo e se alarga ao “Núcleo Histórico” da Cidade de Lisboa através da denominada “Cerca Moura”. Na Carta a Osberno que relata a conquista de Lisboa pelos cruzados em 542 AH / 1147 AD o autor relata que o Castelo “está no alto de um monte arredondado” e que “as muralhas, descendo em lanços, chegam até às margens do Tejo”. \n \nO Castelo ocupa o canto NO do complexo fortificado da Cidadela. É uma estrutura defensiva autónoma de planta sub-quadrangular, constituída por duas praças de armas contíguas, comunicantes entre si, divididas a meio por um muro acoplado a uma torre central. \n \nAlém do “Castelejo” a Cidadela compreende dois outros espaços: aquele que hoje é ocupado pelo bairro de S. Cruz e a chamada “Esplanada”. O Bairro de S. Cruz está envolvido a norte, leste e sul, pela muralha da Cidadela. Nos muros orientais estão embebidas seis torres, nem todas actualmente visíveis, e na face sul dois torreões semicirculares (aparentemente de tipo califal) sobre o chamado “Chão da Feira”. De realçar a existência a norte de uma velha porta, originalmente islâmica, a Porta do Moniz que dá entrada para a chamada “Praça Nova” onde a arqueologia descobriu recentemente um bairro islâmico nas traseiras de uma mesquita militar transformada pelos cristãos em Igreja de S. Cruz. \n \nA Esplanada, a sul do “Castelejo”, mostra vestígios da primitiva Alcáçova Islâmica e do “Paço Real do Castelo” que lhe sucedeu. É hoje ocupada por um “jardim arqueológico” onde coexistem vestígios monumentais do Paço e elementos arquitectónicos trazidos de outros locais da Cidade de Lisboa. Na Alcáçova mourisca residia o governador islâmico e localizava-se a administração da “Kura” ou Província de Lisboa, um secretariado para a correspondência com Córdova, os serviços fiscais e de recrutamento militar. \n \nA Cerca Moura é uma extensão do Castelo. Possui ainda sete lanços de muralha visíveis publicamente e treze torres ou torreões. Em alguns dos seus panos de muralha, nomeadamente na muralha de suporte da capela de S. Luzia às Portas do Sol, há vestígios de trabalho islâmico; aí a reconstrução do muro foi feita parcialmente com silhares rectangulares postos de topo e de través ao modo califal. Estão em uso ou são espacialmente identificáveis ainda hoje algumas das portas da Cerca referidas por viajantes de época islâmica: a Porta do Ferro, junto da actual Igreja de Santo António, a Porta de Alfofa (ou do Postigo) aberta no muro ocidental junto ao Castelo, a Porta do Mar, junto ao Tejo, denominada hoje Arco Escuro da Rua dos Bacalhoeiros, a porta de “Al Hama”, ou dos banhos, dando acesso ao antigo bairro suburbano de Alfama, a porta do Almocávar, ou do Cemitério, no actual Largo das Portas do Sol junto ao miradouro de Santa Luzia.","short_description":"Castelo de S. Jorge é a denominação actual de um conjunto urbano que compreende o castelo propriamente dito (o chamado castelejo), a cidadela envolvente e a esplanada, um sistema militar de época medieval inteiramente rodeado de muralhas defensivas que coroa a chamada Colina do Castelo. Este sistema de protecção alarga-se ao “Núcleo Histórico” da cidade de Lisboa através da denominada “Cerca Moura”. \nVestígios da fortificação islâmica são identificáveis no muro oriental da cidadela (junto à Igreja do Menino Deus) e na muralha de suporte da capela de Sta. Luzia, às Portas do Sol.","dates":"Séc. II a.D.-XIV p.D. (VIII AH).","location":"Lisboa.","method_for_datation":"A Cerca Moura foi levantada provavelmente no século IV, em época tardo-romana, coincidindo com o desmantelamento do Teatro Romano e privatização da via romana implantada nos claustros da Sé, mas o exame da “Cerca” mostra que ela foi reconstruída em época islâmica e é na actualidade, ao menos parcialmente, “Moura”, como decorre do que foi dito acima. \n \nA datação foi efectuada a partir da comparação de elementos estilísticos e arquitectónicos, bem como através da utilização de plantas antigas que permitem confirmar o traçado do amuralhamento.","bibliography":"Araújo, N. *Inventário de Lisboa*, Lisboa, 1944. \n \nSilva, V. *A Cerca Moura de Lisboa*, Lisboa, 1939. \n \nSilva V. “O Castelo de S. Jorge”, *Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais*, 25-26, Lisboa, 1961. \n \nCoelho, A. B. “O Domínio Germânico e Muçulmano”, *Livro de Lisboa*, Lisboa, 1994, pp. 75-88. \n \nGaspar, A. “Resultados Preliminares das Escavações arqueológicas no Castelo de S. Jorge”, *Arqueologia Medieval*, 7, Porto, 2001, pp. 95-102.","author":"José Luís de Matos","history":"Estrutura defensiva que protegia, ao menos parcialmente, a cidade fortificada ou “oppidum” romano de “Olisipo”, elevada a Município romano em 48 a.D. \n \nA Cidadela Islâmica e a “Cerca Moura” foram refeitas no século IV AH / X AD. A Cidadela permaneceu substancialmente intacta até 1265 quando Afonso III se instalou em Lisboa e nela fez algumas obras de manutenção. O “Paço Real do Castelo” que lhe sucedeu, iniciou um processo de decadência no século XVI que durou três séculos. O Castelo de S. Jorge no seu todo sofreu profundas transformações desde o século XIV até à nossa época, com relevo para os trabalhos de restauro do chamado “Castelejo” desenvolvidos a partir de 1938 até ao presente que não eliminaram contudo a sua matriz islâmica.","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"249ad66f-93b8-5946-b7f8-b739fe367d1f":{"name":"Mosteiro do Lorvão","description":""},"24ba5fbf-af5a-56e0-95d5-e55bcb037df9":{"name":"Patamar central do Jardim (fotos 1, 2 e 3) e patamar do século XX (foto 4)","description":"Patamar central de planta rectangular, com um lago central e quatro lagos nos cantos, onde se encontram as estátuas das estações do ano, dos continentes, dos quatro elementos, dos signos e das virtudes. A última imagem refere-se ao patamar construído no século XX, onde se podem observar os painéis de azulejos representando os vários bispos de Castelo Branco.","dates":"Séculos XVIII e XX"},"26371767-cb3f-5ce5-9d43-eccf210c490a":{"name":"Altares colaterais","description":"Os altares colaterais são em talha dourada, e muito parecidos entre si, com tribunas ladeadas por pilastras decoradas com folhas de acanto.","dates":"1764–1766","location":"Interior"},"272076e8-33b2-5acd-b85d-2a9e6720b295":{"name":"*Menino Jesus ensinando a Virgem*","description":"Concentrados na sua lição, Jesus e Maria estabelecem uma interacção muito acentuada, mas apelam ao observador para que se associe a eles.","dates":"1690","location":"Parede do Evangelho (lado esquerdo da nave)"},"27858881-8a57-5007-898c-050ab30f7f2b":{"name":"Pormenor das paredes laterais e terraço","description":"Movimento das paredes exteriores.","dates":"1682–1966","location":"Paredes norte, sul e este."},"28900b02-0032-5b30-84fc-97599056866f":{"name":"Castelo","description":""},"289ef8ef-f6b2-5883-932e-dfca0da0b55d":{"name":"A Aljafería","description":""},"2a24259e-7764-5dc0-96e2-3d73a1fcb46b":{"name":"Palácio de la Madraza","description":""},"2b410905-583c-583e-9239-a0137d6f50ca":{"name":"Castelo","description":""},"2b41a8fe-5ee8-52be-9828-83df9c380f48":{"name":"Bairro islâmico.","description":"O bairro islâmico foi construído no final do século VI AH / XII AD, sobre uma plataforma construída no período bizantino. \n \nA antiga alcáçova de Mértola tem vindo a proporcionar, desde o início das escavações em 1978, um enorme conjunto de materiais do período islâmico. Ao mesmo tempo têm sido revelados vestígios arquitectónicos que vão do período romano (século I) até à época da reconquista da vila (século XIII). O elemento de maior interesse é este conjunto urbano, do qual são hoje visíveis os restos de cerca de uma dezena de habitações. As casas repetem soluções arquitectónicas comuns ao mundo urbano mediterrânico, estão organizadas em torno de um pátio central descoberto e compreendem um conjunto de divisões cuja funcionalidade estava bem definida (salas, alcovas, cozinhas e latrinas etc.). Na complexa sobreposição de estruturas que sempre resulta das intervenções arqueológicas urbanas, é possível ler com clareza restos de ruas, de sistemas de saneamento e de pavimentos que constituem o testemunho da derradeira ocupação da alcáçova islâmica. \n \nÉ um conjunto urbano com cerca de 4000 metros quadrados, onde estariam implantadas cerca de três dezenas de habitações. Até ao momento foram postos a descoberto fragmentos de quinze casas, nove das quais estão completas e são perfeitamente legíveis na sua planimetria. Todas elas se organizam em torno de um pátio central descoberto, \"compartimento\" que marca de forma indelével um modo de concepção espacial ao mesmo tempo que identifica os hábitos culturais dos seus habitantes. Apesar das notórias diferenças de estatuto económico entre os moradores de algumas dessas casas (visíveis nas maiores ou menores áreas ocupadas pelas habitações e no apurado grau de acabamento de algumas delas, em detrimento de soluções mais simples e económicas postas em prática noutras), o seu esquema de organização funcional não difere muito entre si. \n \nA investigação histórico-arqueológica em curso, para além de ter fornecido um conjunto de dados fundamentais para o estudo da organização urbanística do local ou da arquitectura das habitações, proporcionou também elementos para uma primeira abordagem ao estudo do quotidiano da população de Mértola em época islâmica. Ferramentas de trabalho, instrumentos musicais, peças de jogo, utensilagens em uso na cozinha ou à mesa ou hábitos alimentares vão, aos poucos, compondo o imenso \"puzzle\" do dia-a-dia dos habitantes desta alcáçova há oito séculos.","short_description":"O bairro islâmico foi construído no final do século VI AH / XII AD, sobre uma plataforma do período bizantino. É um conjunto com 4000 metros quadrados, onde estariam implantadas cerca de três dezenas de habitações. As escavações arqueológicas têm permitido identificar algumas dessas casas: organizadas em torno de um pátio central descoberto compreendem um conjunto de divisões cuja funcionalidade está bem definida (salas, alcovas, cozinhas e latrinas etc.). É também possível ler com clareza restos de ruas e de sistemas de saneamento que constituem testemunho da derradeira ocupação islâmica.","dates":"Último quartel do século VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","method_for_datation":"O bairro islâmico de Mértola foi datado através de análises estilísticas (comparação com outros conjuntos habitacionais da mesma época do al-ândalus: Pechina, Saltés, Ciesa, etc). Essa datação foi confirmada pela estratigrafia arqueológica, que forneceu, no nível de abandono do bairro, um abundante espólio cerâmico do período almóada.","bibliography":"Macias, S., *Mértola Islâmica*, Mértola, 1996.","author":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"2b93106c-f5c5-530f-8868-1a93b85e109f":{"name":"Castelo","description":""},"2cdbc8ca-3350-54f4-ad6a-d1f5f7894503":{"name":"Castelo de Palmela.","description":"A planta primitiva do castelo apresentava um desenvolvimento rectangular, ocupando a plataforma mais elevada do cerro e dispondo de 5 ou 6 torres. Pensamos que a definição deste perímetro, correspondente à alcáçova, terá ocorrido durante o séc. X, quando a família berbere dos Banu Danis, instalada em Alcácer, governa a região da Arrábida. No entanto, há testemunhos materiais da ocupação desse espaço desde os finais do séc. VIII, associados a habitações e a estruturas defensivas anteriores de que são ainda pouco seguros os vestígios. É o caso da torre de ângulo a nordeste, bastião protector da face mais vulnerável, cuja base é formada por grandes blocos de alvenaria assentes sobre a rocha, formando uma sapata escalonada. Está construída segundo a técnica da *soga e tissão*, sendo reconhecíveis várias fases de reconstrução. As torres da muralha norte, com espaçamentos regulares e pouco salientes, mostram aparelhos similares, com mais do que uma fase construtiva. Duas delas nascem, tal como a torre de ângulo, de um discreto escalonamento em dois degraus, seguindo a mesma técnica construtiva mas utilizando por vezes pequenas pedras nos intervalos das juntas. As reconstruções a partir do séc. X usam aparelhos de pedra média irregular, disposta em fiadas, unidas por argamassa e consolidadas nas juntas por pedra miúda e fragmentos de tijolo. O prolongamento da cerca muralhada para poente deve ter ocorrido ainda durante o séc. X, para cometer a essa área a função de albacar. Num segundo momento*,* colocamos a hipótese – não comprovada arqueologicamente – de ter acolhido uma pequena *madina*. As grandes obras do extremo noroeste da alcáçova, para a construção da torre de menagem e anexos, ocultaram o sistema de acesso ao castelo em período islâmico. É provável que a alcáçova dispusesse de uma porta de ingresso directo e que com o alargamento da cerca se procurasse outro tipo de solução, talvez uma entrada em cotovelo. O registo de grandes blocos de taipa militar nas escavações arqueológicas pode igualmente sugerir uma construção desse tipo. \n \nDentro da alcáçova e para o período omíada, identificaram-se algumas estruturas habitacionais adossadas à muralha norte, com continuidade de ocupação até ao séc. XI, cujos espaços de cozinha forneceram abundantes restos de vasilhas de cerâmica. Durante os séculos XI e XII algumas construções foram reutilizadas e adaptadas e outras integralmente substituídas. Junto à muralha nascente reconheceram-se vestígios dos escassos anos da presença almóada em Palmela (1191-94) mas não se registaram intervenções deste período na arquitectura militar. A análise geral do recinto rectangulado da alcáçova permite definir uma área habitacional destinada ao poder político-militar, localizada a norte e evidenciada pela variedade e qualidade dos objectos quotidianos e pelas técnicas cuidadas de construção e acabamento. Uma outra área, a nascente, estaria destinada à guarnição, e na metade sul situavam-se os silos, as lixeiras, o aljibe.","short_description":"A planta primitiva do castelo de Palmela apresentava um desenvolvimento rectangular, ocupando a plataforma mais elevada do cerro e dispondo de 5 ou 6 torres. Pensa-se que a definição deste perímetro, correspondente à alcáçova, terá ocorrido durante o séc. X, embora existam vestígios de época mais antiga: é o caso da torre de ângulo a nordeste, cuja sapata foi construída segundo a técnica da *soga e tissão*. O prolongamento da cerca muralhada para poente deve ter ocorrido ainda durante o séc. X, para cometer a essa área a função de albacar.","dates":"Sécs. II-III a VII AH / VIII-IX a XIII AD.","location":"Palmela., Setúbal.","method_for_datation":"A datação das muralhas e das restantes estruturas edificadas registadas no interior da alcáçova teve por base, além da análise das características técnicas construtivas, a leitura estratigráfica que lhes estava associada e o respectivo espólio cerâmico. Recorreu-se ainda a algumas análises de datação por carbono 14. Os escassos registos documentais para a região entre Lisboa e Alcácer do Sal em período islâmico ajudaram a aferir algumas hipóteses.","bibliography":"Fernandes, I. e Picard, C. “La Défense côtière à l'époque musulmane: l'exemple de la presqu'île de Setúbal”, *Archéologie Islamique*, 8, 1999, pp. 67-94. \n \nFernandes, I. “O Castelo de Palmela: herança islâmica e domínio da Ordem de Santiago”, *Actas do Simpósio Internacional sobre Castelos. Mil Anos de Fortificações na Península Ibérica e no Magreb (500-1500*), ed. I. Fernandes, Palmela, 2000, pp. 571-578. \n \nFernandes, I. “A península de Setúbal em época islâmica”, *Arqueologia Medieval*, 7, 2001, pp. 185-209. \n \nFernandes, I. *O Castelo de Palmela. Do islâmico ao cristão*, Palmela, 2004.","author":"Isabel Cristina Ferreira Fernandes","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"2cf5a9a0-38eb-56d3-ade1-17d9484dfb87":{"name":"Sé de Lisboa. Escavações no claustro","description":""},"2cfa2523-dc62-595d-aec6-712cf32d239b":{"name":"Fortaleza de Almeida","alternate_name":"Vila Fortificada de Almeida","description":"Em terreno de topografia bastante suave, promoveu-se a instalação de uma gigantesca couraça de pedra, precedida de avançados também de pedra, por sua vez complementados por terraplenos. A fortaleza desenvolve-se a partir de uma planta de base hexagonal, quase regular. Nos vértices do hexágono, encontram-se os revelins. Os baluartes, que também comandam as operações de defesa, com a sua característica forma de “diamante”, dispostos radialmente, na cintura interna, constituem uma notável obra de engenharia, cuja escala é acentuada pela grande profundidade do fosso que os envolve e que continua ao longo do perímetro da muralha pelo exterior. Os equipamentos no interior da praça visavam, por sua vez, a autonomia longa e permanente em caso de cerco. Assim, encontram-se, para além de subterrâneos abobadados (casamatas), um revelim doble e os paióis. A praça-forte é composta por seis baluartes: de Santo António, com 18 canhoneiras; de S. Pedro, com 10 canhoneiras e paiol soterrado; de S. Francisco; de S. João de Deus, com 28 canhoneiras e casamatas; de Santa Bárbara, padroeira dos artilheiros, com 23 canhoneiras e um paiol; Capela de Sta. Bárbara de que só se conhece o registo; de Nossa Senhora de Brotas, com 13 canhoneiras, e o antigo edifício do Trem, hoje conhecido como Picadeiro. Em frente às cortinas defensivas e entre os baluartes, encontram-se as instalações avançadas dos revelins da Cruz, dos Amores, da Brecha, de Santo António, do Paiol e o revelim doble (em ângulo) ou do Hospital de Sangue. São duas as portas principais da Fortaleza: a de São Francisco e a de Santo António. Existem também três poternas, de uso exclusivamente militar.","short_description":"A Fortaleza de Almeida é constituída por um conjunto de sistemas de defesa integralmente pensados para artilharia de fogo, organizados “em estrela”, com seis baluartes principais. As muralhas cercam integralmente a vila de Almeida.","type":"Arquitectura militar (fortaleza abaluartada).","dates":"1641-1680","location":"Almeida, Guarda","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Pimentel, L. S., *Methodo Lusitanico de* *Desenhar as Fortificaçoens das Praças Regulares & Irregulares,* Lisboa, 1680, p. 318. \nAzevedo, M. de, *O Engenheiro Portuguez…,* Lisboa, 1729, Vol.II, p. 292. \nGomes, R. C., *Castelos da Raia. Beira*, Vol. I, Lisboa, 1997. \nMoreira, R., “Do Rigor Teórico à Urgência Prática: a Arquitectura Militar” in *História da Arte em Portugal*, *O Limiar do Barroco* (ed. Carlos Moura), Lisboa, 1986. \nValla, M., “O Papel dos Arquitectos e Engenheiros-Militares na Transmissão das Formas Urbanas Portuguesas”, apresentado no 4º Congresso Luso-Afro-Brasileiro, Rio de Janeiro, 1996, in *Revista Urbanismo*, Vol. I. \nCampos, J., *Almeida Gates and Posterns of the Fortress*, Câmara Municipal de Almeida, 2007.","author":"Paulo Pereira","history":"A construção da fortaleza de Almeida resultou do processo de fortificação do reino, pensado e parcialmente executado no reinado de D. João IV, no contexto das chamadas Guerras da Restauração (1641-1668). Após a restauração de 1640, e face à retaliação espanhola, havia que reforçar as fronteiras portuguesas. Pronta por volta de 1680, a fortaleza iria ser posta à prova durante a Guerra dos Sete Anos, no cerco que lhe moveu o general O’Reilly. Em 1810, no decurso das Guerras Napoleónicas, a praça-forte foi cercada e conquistada por Massena, numa altura em que carecia já de obras de recuperação e, depois, pelas tropas luso-britânicas sob o comando de lord Wellington. Durante o cerco francês, deu-se a explosão do paiol, que destruiu o antigo castelo manuelino e a igreja matriz. Ficou também destruída a maior parte do tecido urbano e as estruturas defensivas foram profundamente abaladas.","patrons":"Rei D. João IV (1604–1656; r. 1640–1656). Coroa: Junta da Fortificação (1641); D. Álvaro de Abranches.","architects":"Pierre Gille de Saint-Paul, engenheiro militar francês (activo c. 1641–1651); Pierre Garsin (activo 1645–1646), engenheiro militar francês; João Saldanha e Sousa, engenheiro militar português (activo c. 1641–1650); David Álvares, empreiteiro português (activo c. 1641–1650); Miguel Luís Jacob, engenheiro militar português (1762).","monument_contact":{"fax":"+ 351 271 570 021","email":"geral.acep@cm-almeida.pt","phone":"+ 351 271 570 020/26","address":"Praça Forte de Almeida \nCâmara Municipal \n6350-130 Almeida","institution":"DRCC / Câmara Municipal de Almeida"}},"2d1689dd-a631-5106-8f73-aa1bd20bae39":{"name":"Museu Municipal de Palmela","description":""},"2e663c1e-9043-5b1a-aafa-64ba94fdae15":{"name":"*Igreja do Menino Deus*","alternate_name":"Igreja do Menino de Deus","description":"Fachada de dois pisos, toda em cantaria, incompleta, faltando um provável remate de duas torres sineiras, que nunca chegaram a ser construídas mas que aparecem marcadas pela disposição de pares de pilastras laterais. Portal único, ladeado por colunas de ordem compósita e fuste canelado, sobrepujado por frontão curvo interrompido, a eixo do janelão central. No piso superior, rasgam-se três nichos, vazios. O corpo do recolhimento, com claustrim, desenvolveu-se para sul, com embasamento em cantaria e andar nobre com vãos de cornija saliente, ao gosto de setecentos. O interior da igreja apresenta planta centralizada, um \"rectângulo de ângulos cortados\" ou um octógono irregular, ritmado por pilastras caneladas coríntias e inteiramente revestido com mármores policromos, para o qual abrem oito capelas. Os retábulos laterais de talha dourada apresentam telas de André Gonçalves e André Ruvira, enquanto as telas da capela-mor são de Francisco Vieira Lusitano e Francesco Pavona. O tecto da nave tem uma composição em perspectiva (quadratura) sobre a *Apoteose de S. Francisco*.","short_description":"Obra encomendada por D. João V inicialmente a João Antunes, arquitecto régio, e, depois, aos também arquitectos régios João Frederico Ludovice (1670-1752) e Custódio Vieira (c.1690-1744). A planta centralizada, uma rica decoração interior de mármores coloridos e a encomenda do recheio pictórico aos mais destacados pintores da época revelam a imposição dos padrões de gosto joanino, inscrevendo a igreja do Menino Deus no ciclo das grandes obras do reinado de D. João V, que culminaria com a construção da Basílica e Convento de Mafra.","type":"Arquitectura religiosa, igreja.","dates":"1737","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Baptista, H., *Claustro do Menino Deus*, nº. 18/19, Revista da Câmara Municipal de Lisboa, 1943. \nSynek, M., *A Igreja do Menino Deus: peça importante do Barroco Olisiponense que resistiu ao Terramoto de 1755 e cuja autoria é discutível*, Revista da Câmara Municipal de Lisboa, S.2, nº.5, Lisboa, 1983. \nBrito, J., *A Igreja do Menino Deus, A Pintura de Perspectiva de Tecto,* Tese de Mestrado, Universidade Lusíada, Lisboa, 2000. \n*A Igreja do Menino Deus*, C. M. L., 2005.","author":"Miguel Soromenho","history":"A primeira pedra da igreja do Menino Deus, em Lisboa, das Franciscanas Manteladas de Xabregas, foi lançada pelo próprio rei, D. João V, em 1711, tendo-se iniciado então, também, a construção de dependências conventuais e de um hospital. Em 1719, não estando ainda o edifício concluído, já a comunidade religiosa o habitava; cerca de 1730, procedeu-se ao enriquecimento decorativo do interior, mas só em Março de 1737 a igreja veio a ser consagrada. \nPouco afectado pelo terramoto de 1755, pelo que acolheu as paróquias de Santo André, São Salvador e S. Tomé, o recolhimento ou convento foi parcialmente destruído por dois incêndios, em 1807 e em 1847. Encerrada a igreja em 1910 e disperso o seu património móvel, a sua importância histórica e arquitectónica justificaram a classificação como Monumento Nacional, em 1918. Uma campanha de reabilitação, iniciada em 1933 pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), levou à instalação da comunidade de São José de Cluny, em 1945, na zona devoluta do recolhimento, adaptando-o às necessidades assistenciais de um centro social para a infância, que ainda ali hoje funciona.","patrons":"Rei D. João V e sua mulher, D. Mariana de Áustria.","architects":"Arquitectos: João Antunes (1642–1712), João Frederico Ludovice (1670–1752), Custódio Vieira (c.1690–c.1744); pintores: Francisco Vieira de Matos (ou Vieira Lusitano, 1699–1783), Inácio de Oliveira Bernardes (1685–1781), André Gonçalves (1685–1762), André Ruvira [n.d.], Francesco Pavona [n.d.]; pintores do tecto e de perspectiva: João Nunes de Abreu [n.d.], Jerónimo da Silva [n.d.], Abreu da Serra [n.d.], Vitorino Manuel da Serra [n.d.]; escultor: Giovanni Bellini de Pádua [n.d.].","monument_contact":{"fax":"+351 21 886 4451","email":"igrejamd@gmail.com","phone":"+351 21 888 5650","address":"Largo do Menino Deus \n1100-347 Lisboa","institution":"Ordem de São José de Cluny"}},"2e75e2db-dc22-59d6-8398-71e84fcd0b40":{"name":"Porta da Vila.","description":"Arco ultrapassado construído com pequenos silhares em pedra calcária e uma sequência de aduelas de cromaturas alternadas, com 4.23 metros de altura e 2.36 metros de largura. Esta peça integrava uma entrada em cotovelo, virada a norte, da Medina de *Shantamaria al-Harun*. A Porta da Vila inspira-se nos modelos clássicos andaluzes de época omíada, bem representados na Grande Mesquita de Córdova. A cidade amuralhada de planta ovalada teria cerca sete hectares de área com 3 entradas e várias torres quadrangulares e semicirculares. \n \nDe acordo com as fontes, a cidade sofreu obras de fortificação no tempo do governador Ibn Bacre, no século III AH / IX AD, transformando-a numa praça-forte que proveu de portas de ferro. A seguir ao período califal, este núcleo urbano, denominado *Ocsonoba* foi capital do reino de taifa de Santa Maria de Harun, devendo ter-se realizado obras no conjunto amuralhado, como na porta da vila. Este assunto encontra-se em discussão, não tendo sido ainda feito um estudo rigoroso. \n \nAl-Bakri e Al-Idrisi nos séculos V-VI AH / XI-XII AD referem a cidade de Santa Maria, de fundação antiga, de extensão regular e muito bela, “situada numa ponta que avança pelo Atlântico e os seus muros são banhados pelas águas na maré cheia”. Afirmam ainda que está provida de uma “mesquita-catedral”, outra mesquita mais pequena e é sede de um “alcaide-em-chefe”, tendo um porto e estaleiro de construção naval.","short_description":"A Porta da Vila, em Faro, inspira-se nos modelos clássicos andaluzes de época omíada, bem representados na Grande Mesquita de Córdova. Antigo acesso ao porto de abrigo da cidade, rasgada em linha axial nos finais de Setecentos, esconde no seu corredor uma antiga entrada em engra. A porta em arco ultrapassado, atribuível à segunda metade do séc. V H. / final do séc. XI d.C., foi construída com pequenos silhares de pedra calcária, que exibem uma sequência de aduelas que alternam diferentes cromaturas, à semelhança dos modelos palatinos da época.","dates":"Segunda metade do séc. V – primeira metade do século VI AH / final do séc. XI – primeira metade do século XII AD.","location":"Faro.","method_for_datation":"Encontra paralelos na Grande Mesquita de Córdova.","bibliography":"Coelho, A. B. *Portugal na Espanha árabe*, Lisboa, 1989. \n \nCorreia, F. “Fortificações urbanas da época islâmica no Algarve”, *Património islâmico dos centros urbanos do Algarve: contributos para o futuro*, Faro, 2002, pp. 80-89. \n \nMacias, S. “Porta da Vila”, *Terras da Moura Encantada. Arte islâmica em Portugal* , Porto, 1999, p. 141.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"304abc14-b0e3-54ca-99f7-bd6300845ac1":{"name":"Castelo","description":""},"3056a9a2-f0a3-5c02-bb5f-90e9ed6e1a41":{"name":"Órgão Ibérico do Coro Alto","description":"No coro alto, está colocado um órgão, composto por dois corpos simétricos: o do lado do Evangelho alberga apenas os foles, estando o verdadeiro instrumento do lado da Epístola. O seu autor foi o padre Lourenço da Conceição, do Porto, em 1721, usando peças de um anterior, sendo o desenho das caixas de Manuel de Vila Lobos.","dates":"1721","location":"Coro Alto"},"30752f97-c69d-5708-8b61-52f3af701d68":{"name":"Igreja de San Andrés","description":""},"30aa54c0-7c8c-5018-a50a-f4a69c3b0d3a":{"name":"Tecto pintado da nave","description":"A pintura em *trompe l'œil* inclui no medalhão central a Assumpção de Nossa Senhora, rodeado por alegorias dos quatro continentes e figuras femininas do Antigo Testamento.","dates":"1728","location":"Tecto da nave"},"311e7929-3a6b-52e2-b774-d8901dfda95e":{"name":"*Igreja e Torre dos Clérigos*","description":"O edifício é de uma monumentalidade ímpar. A verticalidade da fachada, acentuada pelo grande embasamento que lhe serve de fundamento, e a impressionante torre sineira - uma verdadeira agulha quase gótica e catedralícia -, harmonizam-se com a invocação do templo a Nossa Senhora da Assunção, como que traduzindo em pedra as palavras que remetem para o movimento ascensional da Virgem, em direcção ao Céu. A genialidade de Nasoni empresta à igreja traços completamente inéditos na arquitectura portuguesa. Uma vez que houve que solucionar dificuldades de implantação e de fundação do edifício, que teria que vencer um grande desnível, instalando-se num terreno longitudinal, Nicolau Nasoni projectou uma fachada relativamente estreita e crescendo em altura. A esta grande entrada, sucede o corpo da igreja, de planta oval e com duplas paredes, com corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edifício. A seguir, levantam-se as dependências utilitárias, autênticos escritórios das congregações e confrarias que aqui tinham assento, com maior sobriedade em termos de tratamento decorativo e seguindo, ao contrário do templo, um esquema arquitectónico tradicional, de paredes rectas. Por fim, Nasoni, que abdicava das torres ladeando a fachada, colocou a única e colossal sineira na face posterior do edifício.","short_description":"Igreja de uma só nave, inscrita numa oval, com dependências anexas destinadas à congregação. Grande torre sineira na face posterior do edifício e interior com decoração barroca *rocaille* sobre pedra e talha dourada.","type":"Arquitectura religiosa (igreja).","dates":"1745–1763","location":"Porto, Porto","method_for_datation":"Análise estilística; documentação.","bibliography":"Smith, R. C., *Nicolau Nasoni.* *Arquitecto do Porto,* Lisboa, 1973. \nAlves, J. J. F., O *Porto na Época dos Almadas ,* Porto, 1988. \nAlves, N. M. F., *A Arte da Talha no Porto na Época Barroca (Artistas e Clientela, Materiais e Técnica),* Porto, 1989.","author":"Paulo Pereira","history":"As obras começaram logo em 1731, por encomenda da Irmandade dos Clérigos, que se constituíra em 1707, através da fusão de três entidades congéneres: a Confraria de S. Pedro, a Confraria de S. Pedro Neri e a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia. Por serem formadas por padres ou clérigos seculares, assumiu o nome de Confraria dos Clérigos. Em 1745, foi construída a fachada do templo e, pouco mais tarde, a escadaria (cerca de 1753), mas em 1748 a igreja já estaria quase concluída. A Casa dos Clérigos, como é chamada a parte, por assim dizer, burocrática do edifício, estava concluída em 1759, incluindo a secretaria e uma enfermaria. A torre foi construída mais lentamente, entre 1757 e 1763.","patrons":"Irmandade dos Clérigos.","architects":"Arquitecto: Nicolau Nasoni (1691–1773); entalhadores: Luís Pereira da Costa (activo c.1724), João Lopes da Maia [n.d.], Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750).","monument_contact":{"fax":"+351 22 200 17 29","phone":"+351 22 200 17 29","address":"Igreja dos Clérigos \nRua S. Filipe Neri \n4050-546 Porto","institution":"Irmandade dos Clérigos"}},"3161f51d-fb30-50db-966e-808b130d86d6":{"name":"Tigela.","description":"Tigela com boca circular, bordo vertical curvo com lábio triangular, corpo hemisférico e base levemente convexa com pie anular diagonal. O exterior está revestido com vidrado monocromo melado, apresentando o interior uma técnica decorativa que combina um friso de pequenas rosetas estampilhadas com a decoração em corda seca total em que as cores branca, verde, manganés e melada do vidrado se encontram separadas por traços de manganés. O tema central é uma árvore da vida formada por três flores de lotus vistas em alçado e unidas por um caule, rodeado pelo friso de rosetas estampilhadas. A composição completa-se com um esquema quatripartido no bordo, formado por dois pares de motivos vegetais alternados. O tema da “árvore da vida” ou “árvore do Paraíso” encontra paralelos na louça dourada iraquiana do século III AH / IX AH (Grube, 1976). Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca do período almóada. O tema central é uma “árvore da vida” formada por três flores de lotus vistas em alçado e unidas por um caule, rodeado por friso de rosetas. A composição completa-se com um esquema quatripartido no bordo, formado por dois pares de motivos vegetais alternados.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século VI AH / segunda metade do século XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 29,2 cm; diâmetro da base 11 cm; altura 8,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idêntica forma e técnica decorativa achadas, por exemplo, em Ceuta e em Alcacer Ceguer (Marrocos) e em Cartagena, Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que a fabricavam, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (Espanha).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte* , ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 127. \nGrube, E., *Islamic Pottery of the Eighth to the Fifteenth Century in the Keir Collection*, Londres, 1976, nº 15. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”*, *I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 94.","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"31788a7e-54f2-5c5b-8dda-c0fc298370ec":{"name":"Capela lateral, Capela do Santíssimo Sacramento","description":"Sumptuoso retábulo de talha dourada.","dates":"1726–1750","location":"Lado esquerdo interior da nave"},"319f6836-3365-5e3e-92f5-80c08f549db0":{"name":"Interior. Vista geral.","description":"Aspecto geral do interior da Igreja.","dates":"Construção: 1629-1647; ornamentação: 1648–1750","location":"Igreja. Interior"},"32b1e458-9669-5b2a-91d1-0cb33372a953":{"name":"Altares laterais da Sala do Capítulo","description":"Terão, provavelmente, pertencido à capela-mor e à sacristia até ao reinado de D. João III (1521-1557). Os dois altares laterais foram instalados durante os reinados de D. João V (1706-1750) e de D. José I (1750-1777), sendo, respectivamente, dedicados à *Morte de Cristo* e a *Nossa Senhora da Boa Morte.*","dates":"Finalização dos altares laterais entre 1750 e 1755","location":"Comunicando com a nave da Igreja"},"33559de0-8396-531d-b113-75d49a672520":{"name":"Universidade","description":""},"33b413d0-8dd6-5330-9b13-694a3abfa145":{"name":"Igreja de São Pedro","description":""},"34bb86f6-37dc-5242-9419-abe2436ed8e4":{"name":"Escadaria","description":"Visão global da escadaria, já com os lanços construídos nos anos 60 do século XX, que ligam o Santuário à cidade.","dates":"Desenho: 1777; início da construção: 1781; conclusão: 1969.","location":"Exterior"},"35dde6c8-2b49-579d-a8e9-0e308c112731":{"name":"Capela do Oidor (opção)","description":""},"36237c2b-4693-554b-a692-0f69275b2d84":{"name":"Planta da igreja","description":"A nova fachada desenhada por André Soares foi acrescentada à igreja pré-existente, desenhada por Manuel Fernandes da Silva, que apresentava uma planta muito original, combinando um quadrado com um losango.","dates":"1737–1781"},"36dff1ae-dd7e-58f3-85e2-e7f6f6c32124":{"name":"La Lugareja (opção)","description":""},"36eb8438-4ed4-581c-8b45-b9a32a850141":{"name":"Nave e capela-mor","description":"Vista do altar-mor com talha dourada.","dates":"1755–1781","location":"Interior."},"37077acc-2bd2-556b-ada4-0cdd3f56fffb":{"name":"Arco da Rua das Amoreiras","description":"Devido ao risco do Carlos Mardel, o Arco da rua das Amoreiras foi construído de l746 a l748. Trata-se do uma obra monumental, perpendicular ao troço final do aqueduto e sobre o qual – numa combinação inédita – correm as galerias de águas que provêm de Alcântara, antes da angulação em direcção à Mãe d’Água. Enquadra a rua das Amoreiras e constituía uma “entrada”, como se de um arco de muralha se tratasse, realçando o estatuto excepcional desta obra hidráulica.","dates":"1746–1748","location":"Rua das Amoreiras"},"37d69274-1d0d-51a0-8b8a-bd4be92b778e":{"name":"Pinturas e azulejos da nave e da capela-mor","description":"São da oficina de Marcos da Cruz as vinte pinturas do tecto a óleo sobre tela, representando o ciclo da vida da Virgem. Bento Coelho da Silveira executou as duas séries de pinturas narrativas, dispostas nas paredes em duas fiadas sobrepostas, a superior sobre a vida de Santa Clara e a inferior sobre a vida de São Francisco. São atribuídas a André Gonçalves as pinturas do arco triunfal sobre a *Coroação da Virgem pela Santíssima Trindade*. O arco do cruzeiro é ladeado por duas telas representando *S. Francisco* e *Santa Clara*. O holandês Willem van der Kloet é o autor dos azulejos da nave, junto ao púlpito rococó, encomendados na Holanda, representando monges franciscanos orando. Jan van Oort é o autor dos da capela-mor, que reproduzem a visão do Papa Nicolau V perante o cadáver de São Francisco.","dates":"Pinturas do tecto: c.1675–1690; pinturas do arco triunfal: c.1740–1750; azulejos: 1698–1707; púlpito: 1747–1759; altar-mor: depois de 1755","location":"Nave e capela-mor"},"381280bf-8b68-597d-8b9a-e3cd42c918aa":{"name":"Igreja e Torre de San Andrés","description":""},"38678562-af55-5630-9eee-4326a07e9ef3":{"name":"Mosteiro de Santa María de Tentudía","description":""},"3a82940b-0422-54ce-94e9-7b0610d5dd16":{"name":"Cúpula/Zimbório. Exterior em mármore branco, interior em mármores policromos","description":"Com 62 metros de altura, foi a primeira cúpula executada em Portugal, à semelhança da de S. Pedro de Roma. Sobre as janelas, estão esculpidas as litanias da Virgem. O interior, de forma oitavada e com oito janelas, tem cerca de 9,68 metros de perímetro. Na sua decoração, segundo fontes da época, trabalharam quarenta e um homens “*muito bem e à vontade*”.","dates":"Século XVIII","location":"Basílica"},"3ac4ce97-34a3-5a7b-bcc5-2dc57a952002":{"name":"Sinagoga de Santa María la Blanca","description":""},"3c10b021-649a-58de-988e-630e013e6488":{"name":"Casa de Castril - Museu Arqueológico e Etnológico Provincial","description":""},"3c57de81-a487-5fa5-82fc-21530f3d7b52":{"name":"Igreja de Santa Catalina","description":""},"3c7ee4d1-bea6-536d-b88a-4139dcc892ba":{"name":"Arco do Miradeiro ou Porta da Alcáçova","description":""},"3d548457-98df-5c96-ae3f-a14ad8759a33":{"name":"Igreja de San Félix","description":""},"3d7b1bb2-88a1-558f-85ba-2c3ba2410b22":{"name":"Casa Zapata - Residência do Tribunal da Inquisição","description":""},"3f0aa8ee-e226-51cc-bcf3-336f58df8d28":{"name":"Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres","description":"A igreja (1672) possui nave quadrangular coberta por abóbada de berço, capela-mor mais estreita e baixa, abside semicircular, com cúpula e lanternim, e sacristia quadrangular adossada, também coberta por abóbada. Trata-se de um brilhante exemplo de uma “obra de arte total” (*gesamtkunstwerk*), que corresponde a um modelo muito desenvolvido na arquitectura barroca. O interior, um *theatrum sacrum,* revestido pela talha dourada de Manuel João da Fonseca e Francisco da Silva, reflecte o diálogo das escolas artísticas de Lisboa e de Évora. As composições murais de Pedro Figueira, António de Oliveira Bernardes e João Pereira Pegado, que evidenciam o alto nível dos mestres bejenses, ampliam esse diálogo. As telas do mesmo Oliveira Bernardes e os azulejos de Gabriel del Barco representam os mistérios da vida de Maria, reforçando o tema da Imaculada Conceição.","short_description":"A igreja de Nossa Senhora dos Prazeres foi construída junto à muralha medieval da cidade. Consagrada a Maria, reflecte uma devoção característica da época pós-tridentina, quando este culto atingiu o auge, após um milagre ocorrido em certa quinta de Alcântara, em Lisboa, no século XVI. Datando do reinado de D. Pedro II, constitui exemplo notável de uma “igreja de ouro”, em que a talha dourada anda a par de azulejos, de pinturas murais e a óleo sobre tela alusivos aos mistérios da vida da Virgem, que enaltecem as Sete Dores e as Sete Alegrias da Mãe de Deus.","type":"Arquitectura religiosa.","dates":"1672.","location":"Beja, Beja","method_for_datation":"Documentação histórica e análise estilística.","bibliography":"Serrão, V., Lameira, F., Falcão, J. A., *A Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres em Beja, Arte e História de um Espaço Barroco (1672–1698),* Lisboa, 2007.","author":"José António Falcão","history":"A necessidade de tornar mais fácil o acesso à principal praça de Beja levou à abertura, no século XVI, de uma porta na muralha medieval, perto da Corredoura. Surgida junto a este postigo, a igreja de Nossa Senhora dos Prazeres evoca a devoção às Sete Dores e às Sete Alegrias da Mãe de Deus. Este culto intensificou-se em meados do século XVI, devido a um milagre ocorrido numa quinta de Alcântara, junto a Lisboa. De acordo com a tradição, a Virgem apareceu a uma menina e pediu-lhe para dizer aos pais e aos vizinhos que fizessem aí uma capela em sua honra. Construída a ermida, começaram as curas milagrosas, o que despertou um intenso movimento devocional. Em vários pontos do país e dos territórios ultramarinos, surgiram igrejas e capelas sob a mesma invocação.","patrons":"Irmandade de Nossa Senhora dos Prazeres.","copyright":"Direitos de autor fotografias \"Diocese de Beja\": Departamento do Património Histórico da Diocese de Beja.","architects":"Entalhadores: João de Touro Freitas [n.d.], António de Oliveira (1675–n.d.), Manuel João da Fonseca [n.d.], Francisco da Silva (1684-n.d.); pintores: António de Oliveira Bernardes (1662–1732), Pedro Figueira [n.d.], João Pereira Pegado (1662–1732); pintor de azulejos: Gabriel del Barco (1649–c. 1703).","monument_contact":{"fax":"+351 284 320052","email":"dphadb@sapo.pt","phone":"+351 284 320918","address":"Largo dos Prazeres, 4 \n7800-475 Beja","institution":"Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja."}},"3f6d60a5-5e7d-50f2-9302-921f46de10e9":{"name":"Conjunto urbano","description":""},"3fb86528-2933-595f-914e-cf4a6643ca03":{"name":"Castelo de Cacela.","description":"*Qastala Darrague* foi sede administrativa de *iqlim* ou distrito rural integrado na *kura* de Ossónoba, referenciado pelas fontes desde o século X. Al-Bakri e Al-Idrisi nos séculos XI e XII referem Cacela como povoação do Gharb-al-Andalus. Al-Idrisi acrescenta que Cacela é uma fortaleza construída à beira-mar, bem povoada e com muitas hortas e campos de figueiras. Cacela foi berço de Ibn Darrague Alcacetali (958-1030), poeta da corte de Almançor. \n \nO castelo é uma construção de alvenaria de pedra calcária localizada sobre uma falésia, ocupando uma posição estratégica junto da antiga barra de entrada nos canais interiores e abrigados da Ria Formosa. Tinha planta quadrangular, medindo cerca de 40 metros de lado e tinha nos cantos torres quadradas e entrada em cotovelo. O terramoto de 1755 destruiu a fortificação e o seu aspecto actual deve-se às obras de reconstrução realizadas em 1794. \n \nA descoberta de um bairro islâmico no perímetro exterior das muralhas de Cacela, que foi abandonado no final do período almóada em Portugal, indicia um aumento populacional neste período, provavelmente correspondente à migração de populações islâmicas vindas do norte. Na segunda metade do séc. XII, o castelo de Cacela foi o centro de operações militares para a conquista almóada da alcaria de Tavira, que se concretizou em 1168. A batalha travou-se por terra e por mar, dado que Cacela tinha acesso navegável pelo canal de Tavira. As obras de reconstrução e reforço da estrutura amuralhada podem datar do período de implantação do poderio almóada no Gharb.","short_description":"*Qastala Darrague* foi sede administrativa de *iqlim* ou distrito rural integrado na *kura* de Ossonoba, referenciado pelas fontes desde o século X. O castelo, localizada sobre uma falésia, ocupava uma posição estratégica junto da antiga barra de entrada nos canais interiores e abrigados da Ria Formosa. A construção apresentava uma planta quadrangular, media cerca de 40 metros de lado e tinha nos cantos torres quadradas e entrada em cotovelo. O terramoto de 1755 destruiu a fortificação e o seu aspecto actual deve-se às obras de reconstrução realizadas em 1794.","dates":"Segunda metade do séc. V – primeira metade do séc. VI AH / final do séc. XI – primeira metade do séc. XII AD.","location":"Cacela, Faro.","method_for_datation":"Através das fontes e verificação no local durante os trabalhos arqueológicos.","bibliography":"Coelho, A. B. *Portugal na Espanha árabe*, Lisboa, 1989. \n \nGarcia, C. “Urbanismo islâmico em Cacela, uma intervenção inovadora na região do Algarve”, *Urbanismo islámico en el sur peninsular y norte de áfrica*, Múrcia, 2002, pp. 21-38. \n \nTorres, C. e Macias, S. *O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, pp. 217-220.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","monument_contact":{"address":"Vila Real de Santo António."}},"40184ca3-ec39-5539-8d0e-9cdab4ab323e":{"name":"*Palácio Nacional de Mafra*","alternate_name":"Palácio e Convento de Mafra","description":"Construído em pedra lioz da região, o edifício organiza-se simetricamente em dois corpos justapostos. O primeiro, a poente, tem ao centro a Basílica, ladeada pelo Palácio do Rei, a norte, e pelo Palácio da Rainha, a sul. O segundo, a nascente, inclui o Convento, originalmente destinado à Ordem de S. Francisco da Província da Arrábida. \nOcupa uma área de cerca de 38.000 m2, com 1.200 divisões e 4.700 portas e janelas. Na Basílica, destacam-se a colecção de escultura italiana de encomenda real, os retábulos da Escola de Escultura de Mafra e o conjunto de seis órgãos históricos, único no mundo. Possui ainda uma colecção de pintura italiana e portuguesa do século XVIII e dois carrilhões com noventa e dois sinos, encomendados na Flandres. O núcleo conventual inclui uma rara enfermaria do século XVIII, ainda *in situ*.","short_description":"Conjunto arquitectónico barroco, formado por um Paço Real, uma Basílica e um Convento. Possui importantes colecções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa, uma biblioteca única, bem como dois carrilhões, seis órgãos históricos e um hospital do século XVIII.","type":"Arquitectura religiosa e secular. Palácio, convento, basílica, biblioteca.","dates":"22 de Outubro de 1730","location":"Mafra, Lisboa","method_for_datation":"Documentos oficiais régios.","bibliography":"Fontes: \nFrei João de S. José do Prado, *Monumento sacro da fábrica e solemnissima sagração da Santa Basílica do Real Convento* \\[…\\] *de Mafra* \\[…\\] Lisboa, 1751. \nFrei João de Santana, *Real Edifício Mafrense visto por fora, e por dentro* \\[...\\], *Feita no ano de 1828.* \n \nBibliografia: \nGomes, J. da C.*, O Monumento de Mafra*, Lisboa, 1866. \nIvo, J., *O Monumento de Mafra*, Guia Ilustrado, Lisboa, 1906. \nCarvalho A. de*, A Escultura de Mafra*, Mafra, 1950. \nPimentel, A. F., *Arquitectura e Poder, O Real Edifício de Mafra*, Coimbra, 1992. \nPereira, J. F., *Arquitectura e escultura de Mafra, a retórica da perfeição*, Lisboa, 1994. \nSerrão, V., *História da Arte em Portugal, O Barroco*, Lisboa 2003.","author":"Margarida Montenegro","history":"Mandado erguer por D. João V no cumprimento de um voto de sucessão, é o maior edifício barroco português, com uma magnificência apenas possível devido ao ouro que então afluía do Brasil. \nA Real Obra, cuja primeira pedra foi lançada em 1717 sob a direcção de João Frederico Ludovice, foi a primeira escola de Belas Artes do país, valorizada por D. José I, em 1753, com uma escola de escultura dirigida pelo italiano Alessandro Giusti. \nFoi o paço preferido de D. João VI, que encomendou, no final do século XVIII, pinturas murais e um novo conjunto de seis órgãos para a Basílica. \nNão sendo residência permanente da família real, o palácio foi sempre visitado pelos reis para assistirem a festas religiosas ou para caçarem na Tapada e foi daqui que D. Manuel II, último rei de Portugal, partiu para o exílio, em 1910.","patrons":"Rei D. João V.","copyright":"Direitos de autor fotografias \"DDF/IMC,IP\": Divisão de Documentação Fotográfica /Instituto dos Museus e Conservação,IP.","architects":"Arquitecto: Johan Friedrich Ludwig / João Frederico Ludovice (activo entre 1718–1746); desenho de interiores/arquitecto (Biblioteca): Manuel Caetano de Sousa (1738–1802); escultores: Carlo Monaldi (1683–1760), Giovanni Battista Maini (1690–1752), Fillipo della Valle (1698–1768), Alessandro Giusti (1715–1799); organeiros: Peres Fontanes e Machado Cerveira (ambos activos entre 1792 e 1807); pintores: Francisco Vieira de Matos (conhecido como Vieira Lusitano, 1699–1783), Agostino Masucci (1690–1768), Francesco Trevisani (1656–1746); pintura mural: Cyrilo Volkmar Machado (1748–1823), Domingos Sequeira (1768–1837), Bernardo de Oliveira Góis (activo no final do séc. XVIII); mestres carrilhaneiros: Nicholas Levache, Willem Witlockx (activos em 1730).","monument_contact":{"fax":"+351 261 81 19 47","email":"pnmafra@imc-ip.pt","phone":"+ 351 261 81 75 50","address":"2640-492 Mafra","institution":"Instituto dos Museus e Conservação"}},"4190679a-1b8d-5bb6-ab94-e7aca98589c0":{"name":"Palácio da Sempre Noiva.","description":"O palácio, isolado no campo, foi solar de repouso e pavilhão de caça; planta quase quadrada (cerca de 25 m por cerca de 25 m) que denuncia acrescentos e alterações; volumetria compacta. \n \nNa fachada principal, a oriental, destaca-se um pórtico, já do segundo quartel do século XVI, com pilastras, colunas toscanas e arcos de volta perfeita que acusa influências do renascimento; sob o pórtico arranca a escadaria de aparato que dá acesso ao piso nobre, o segundo, através de porta de lintel simples, direito, com ligeira quebra ao centro, em lanceta rematada por pinha, e com pseudo-colunelos capitelados nas ombreiras. Protegia esta porta um alpendre (seguramente do tipo do da Casa Cordovil, em Évora), de que restam as mísulas de apoio. Nesta fachada abrem-se duas janelas de ajimezes de mainéis marmóreos, articulados por arco conopial e enquadrados por finos colunelos, iluminavam o salão principal, outra janela mainelada de duplo arco em ferradura e outra janela de canto no cunhal nordeste, de arcos de volta perfeita e intradorso recortado em pequenos arcos, solução arquitectónica nova na arquitectura civil senhorial, constituindo-se como elemento de reforço do nascente gosto humanista de contemplação e fruição da Natureza. Todo o piso térreo, desta e das outras fachadas, é muito sóbrio, apresentando pequenas aberturas e frestas para iluminação das dependências dos serviços de apoio do palácio. \n \nNa fachada norte há uma terceira janela da câmara nobre, igual à da fachada oriental, e um ajimez e uma janela de arco em ferradura que serviam outras salas do piso nobre. Nesta fachada, no piso térreo, abria-se, provavelmente, a primitiva porta do edifício, antes da construção da escada de aparato que dá acesso directo ao salão nobre. \n \nNa fachada ocidental, de volumes dissonantes, há uma janela com alfiz, chaminés, vestígios de esgrafito floral que talvez ornamentasse as cimalhas das quatro fachadas, e a torre que foi a primeira estrutura do complexo e que devia remontar ao início do século XV, com três pisos, servida por escada cocleada e que terminava, provavelmente, em terraço protegido por ameias removidas no século XIX. A fachada sul é marcada pela pequena capela com contrafortes cilíndricos, à semelhança da ermida de S. Brás, de Évora. A capela, de início do século XVI, tem porta de arco trilobado, por onde os camponeses acediam aos ofícios religiosos sem perturbarem a privacidade dos proprietários; é rectangular, sem ábside nem transepto, e tem abóbada de dois tramos, densamente nervurada; do segundo piso da torre, de abóbada estrelada, podiam os proprietários seguir os ofícios religiosos através de janela-tribuna. \n \nO edifício está a ser recuperado, há anos, com destino a unidade hoteleira.","short_description":"O palácio (conhecido como “Sempre Noiva”), isolado no campo, foi solar de repouso e pavilhão de caça. Apesar de sucessivas obras, acrescentos e alterações os elementos estilísticos mais importantes são os do início do século XVI, quando o seu encomendador, o bispo D. Afonso de Portugal, procedia às obras da igreja de S. Francisco, em Évora. \nOs elementos mudejares distribuem-se pelas várias fachadas: janelas de ajimezes, maineladas de duplo arco em ferradura, com alfiz caracterizam bem o edifício. Na fachada sul há uma capela com contrafortes cilíndricos, como os da ermida de S. Brás, de Évora.","dates":"Final do século XV-início do século XVI.","location":"Évora.","method_for_datation":"Os elementos estruturais e a sua articulação denunciam obras, acrescentos e alterações desde o século XV até ao século XVII (uma chaminé tem a data de 1612); os elementos estilísticos mais importantes concentram-se desde o final do século XV até aos anos vinte do XVI, dos reinados de D. Manuel (1495-1521) e início do de D. João III (1521-1557), devendo o grosso dessas obras ter decorrido em simultâneo com as que o proprietário realizava no seu palácio citadino junto à Catedral.","bibliography":"Dias, P. “Arquitectura Mudéjar Portuguesa: Tentativa de Sistematização”, *Mare Liberum*, 8, Lisboa, 1994, pp. 49-89. \n \nEspanca, T*. Inventário Artístico de Portugal – Distrito de évora*, vol. VII, Lisboa, 1966. \n \nHaupt, A. *A Arquitectura do Renascimento em Portugal (Baukunst der Renaissance in Portugal)*, Lisboa, 1986. \n \nPereira, G. “Sempre Noiva”, *Estudos Diversos* (ed. J. Rosa), Coimbra, 1934. \n \nVieira da Silva, J. *Paços Medievais Portugueses*, Lisboa, 1995.","author":"Manuel J. C. Branco","patrons":"D. Afonso de Portugal, bispo de Évora (1485 a 1522).","architects":"Provável participação de Martim Lourenço (mestre a trabalhar nas obras do Mosteiro de S. Francisco de Évora e do palácio real de Évora, anexo ao referido mosteiro, de 1507 a 1524) ou de colaboradores dele.","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001"},"422c7b42-221d-51e6-9da7-fd1c3d2f7f80":{"name":"*S. Francisco Despojado dos Hábitos Seculares* e *Trânsito de S. Francisco*","description":"Na capela-mor, poligonal, com retábulo marmóreo, dispõem-se duas telas, uma por banda, de Francisco Vieira Lusitano (*S. Francisco Despojado dos Hábitos Seculares*), c.1730, e de Francesco Pavona (*Trânsito de S. Francisco*), c.1736-1740, com molduras também de mármore.","dates":"C. 1730-1740","location":"Capela-mor"},"4245f4f1-ced8-58b2-8737-09920f72fa22":{"name":"Interior","description":"Vista geral do interior da Igreja. No altar-mor existe uma majestosa representação do Calvário, com estátuas em tamanho natural.","dates":"Cerca de 1684–1711","location":"Igreja do Bom Jesus"},"4362690b-8bce-5978-8be2-ef7d62b6ca6f":{"name":"Ermida da Memória","description":"A pequena ermida fica isolada. É de planta quadrangular, provida de cúpula contracurvada, coroada por um pináculo em bola, num estilo que, sendo popular, é praticamente indefinido em termos cronológicos. Com a sua forma “cúbica” e a cúpula bolbosa lembra, indubitavelmente, as antigas “cubas” muçulmanas, das quais haveria, certamente, conhecimento.","dates":"Século XVII","location":"Cabo Espichel, exterior"},"4460d659-be3c-5edc-a835-cb31775cb892":{"name":"Fachada","description":"Apesar da dominante horizontal da fachada, as duas torres são esguias, coroadas pelos pináculos contracurvados, típicos do Barroco regional português.","dates":"1743–1748","location":"Rua Silva Cunha"},"44f5cfa6-368f-56f4-8a28-2a75e261e4ba":{"name":"Escavações do Castro","description":""},"458c3729-cf53-5f88-b182-eaa08787bb33":{"name":"A Sé-Catedral de San Salvador","description":""},"459ab370-ef89-5776-9cd5-fc0d2495af52":{"name":"Igreja e torre-campanário de San Pablo","description":""},"4617de8d-9729-5b93-89f0-36d7993e77af":{"name":"Castelo de Vide Islâmico","description":""},"466af9cd-4edb-5b5d-be94-be5d0ef28091":{"name":"Igreja-fortaleza de Santa Tecla","description":""},"46ca7f32-3629-55e2-bc05-74b7de8399a5":{"name":"Palácio da Pena","description":""},"46f1214a-a477-5b58-9a01-0c7afd478268":{"name":"Serra de Monchique","description":""},"4832e6d2-7743-5d71-8fc1-f2a7ad82ae9f":{"name":"Ermida de S. Brás.","description":"Templo de planta rectangular, de pequenas dimensões (nave com 16,90 m x 6,63 m; ábside com 3,50 m x 4,50 m), isolado, a cerca de trezentos metros da muralha tardo-medieval, erguido no local onde funcionara um hospital provisório de combate a surto de peste. A igreja, orientada no sentido este-oeste, tem exo-nártex com abóbada ogival aberto por três arcos quebrados assentes em meias colunas curtas com capitéis vegetalistas, e está reforçada a toda a volta por contrafortes cilíndricos, com gárgulas zoomórficas, ornamentados por merlões e rematados por pináculos cilíndricos com cogulhos nos vértices, solução pioneira que será seguida noutros edifícios do gótico final na região. Na cornija há fragmentos de barra de esgrafitos de motivos geométricos (em espinha, em xadrez, ovais, losangos de lados côncavos) de clara influência mudéjar. A massa murária, de raras aberturas, está guarnecida, a toda a volta, de ameias prismáticas, o que lhe transmite a imagem de igreja fortificada, e sob as quais, na cabeceira e no alto dos contrafortes, corre uma moldura em estuque relevado com uma teoria de arcos de carena, arcos ultrapassados, trilóbulos e trevos, tudo ritmado por gotas e dentes de serra, ao modo de banda lombarda. A cabeceira da igreja, de arestas arredondadas, é ligeiramente saliente em relação ao restante corpo do edifício, acusando os compartimentos de apoio ao serviço religioso que ladeiam a capela-mor e que são iluminados por frestas de arco quebrado. \n \nA nave é coberta por abóbada de berço, de volta perfeita, e a ábside é coberta por abóbada elíptica e decorada, tal como a nave, por painéis azulejares verdes e brancos, em composições geométricas, de 1575, ao gosto hispano-mourisco. \n \nA igreja é de alvenaria de tijolo, toda rebocada a massa, com as gárgulas, remates dos pináculos, capitéis e molduras das aberturas em granito de grão fino da região de Évora. A cobertura é de telha de meia cana, não vidrada, ao modo tradicional da região.","short_description":"A ermida de S. Brás, em Évora, foi construída em 887-890 AH /1482-85 AD. Os elementos construtivos – alvenaria de tijolo com escassas aberturas ao exterior, a cobertura com telhas de meia cana – e decorativos – os painéis de azulejos hispano-mouriscos que cobrem a ábside e a nave – enquadram bem esta igreja no gosto mudejar da época. Na mesma direcção apontam os fragmentos da barra de esgrafitos de motivos geométricos da cornija e a moldura em estuque, sob as ameias da cabeceira e no alto dos contrafortes, que apresenta arcos de carena, arcos ultrapassados, trilóbulos e trevos.","dates":"Cerca de 1482-85.","location":"Évora.","method_for_datation":"Ainda se conserva o documento do bispo que autorizou a construção da igreja (1480) e insistências do rei para a sua edificação (1483). Por testemunho presencial do alemão Jerónimo Munzer, sabe-se que já estava ao culto em 1490. Ligeiramente posteriores à ermida de S. Brás, que lhes serve de protótipo, ergueram-se na região vários outros pequenos templos muito semelhantes, de que são exemplos as ermidas de S. Sebastião, em Alvito e Santo André, em Beja.","bibliography":"Espanca, T. *Inventário Artístico de Portugal – Distrito de évora*, vol. VII, Lisboa, 1966. Pereira, P. “Do 'modo' gótico ao manuelino (séculos XV-XVI)”, *História da Arte Portuguesa* (ed. P. Pereira), vol. II, Lisboa, 1995, pp. 41-42. \n \nPérez-Embid, F. *El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la época manuelina*, Sevilha, 1944. \n \nVieira da Silva, J. *O Tardo-Gótico em Portugal – A Arquitectura no Alentejo*, Lisboa, 1989.","author":"Manuel J. C. Branco","history":"A ermida foi erguida no extremo sul do Rossio da cidade, no local onde pouco tempo antes funcionou um hospital improvisado, de madeira, para combate a um surto de peste, e foi-lhe dada a invocação de S. Brás, médico de profissão e protector contra as doenças da garganta; no dia anterior ao da festa do santo patrono (3 de Fevereiro), realizava-se tradicionalmente, junto da ermida, uma pequena feira chamada “das candeias” ou Candelária. Primitivamente tinha uma casa para o ermitão, separada mas muito perto da ermida. Actualmente é sede de uma das paróquias da cidade.","patrons":"Autorizada pelo bispo de Évora, D. Garcia de Meneses, por vontade do rei D. João II (r. 1481-1495)."},"491f0842-76f0-5189-aaa5-0b2d4ba9a6c4":{"name":"*Santuário do Bom Jesus de Matosinhos*","alternate_name":"Igreja paroquial de Matosinhos; Igreja do Salvador","description":"Igreja de três naves, com capela-mor e duas capelas laterais na cabeceira. Nicolau Nasoni concebeu a traça da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos numa altura em que a confraria necessitava de remodelar o templo, cuja última versão datava do século XVI. Aparentemente pequena em escala e alcance, a obra acabaria por ter uma repercussão regional significativa. A reconstrução manteve a planta inicial. Nasoni acrescentou-lhe, porém, uma nova fachada barroca e modificou parcialmente os alçados, o que permitiu actualizar a linguagem pelo interior, possibilitando a instalação de um tecto de caixotões. As campanhas de decoração dotaram o templo de um conjunto de retábulos de madeira com uma escala apropriada para o edifício, tendo a capela-mor sido integralmente revestida com talha dourada. O efeito, hoje, é o de uma espécie de gruta, densa, intricada e túrgida.","short_description":"Igreja de santuário de peregrinação, com três naves, dotada de uma fachada simétrica de duas torres, do arquitecto italiano Nicolau Nasoni.","type":"Arquitectura religiosa (santuário de peregrinação).","dates":"Século XVIII","location":"Matosinhos, Porto","method_for_datation":"Documentação; análise estilística.","bibliography":"Brandão, D. P., *A obra de Nicolau Nasoni no actual Concelho de Matosinhos*, Porto, 1964. \nOliveira, M. J., *Matosinhos* (…), 1989.","author":"Paulo Pereira","history":"Na origem do santuário encontra-se uma lenda que, à semelhança de outras existentes em finisterras portuguesas, se reporta à origem mítica da imagem venerada. Neste caso, a imagem do Senhor de Matosinhos teria sido lançada à água na Palestina, por Nicodemos. Foi dar a Matosinhos, a 3 de Maio de 124 d.C., no sítio do Espinheiro, com apenas a perda de um braço, sem que qualquer artista o conseguisse recompor. Uma velha teria sido, posteriormente, surpreendida por um ramo seco que teimava em saltar do lume, reconhecendo depois tratar-se do braço que faltava à imagem.","patrons":"Irmandade do Bom Jesus de Matosinhos.","architects":"Arquitectura, pintura e decoração atribuídas a Nicolau Nasoni (1691–1773); entalhadores: Luís Pereira da Costa (activo c.1724–n.d.), Domingos Martins Moreira (activo 1746–1750).","monument_contact":{"fax":"+351 22 939 79 89.","email":"paroquia.matosinhos@clix.pt","phone":"+351 22 939 79 80/86.","address":"Rua Silva Cunha, 107 \n4450-222 Matosinhos","institution":"Paróquia do Salvador, Matosinhos"}},"4ad5c437-1fdc-5ea0-a954-a24a7d801c38":{"name":"Museu de Mértola","description":""},"4b86710e-568a-5cec-95d8-65d5bb9609bd":{"name":"Sacristia – vista geral","description":"A sacristia possui o que se considera ser a maior série de esculturas *rocaille* e esculturas barrocas, tanto na iconografia como no estilo, bem com um conjunto de figuras beneditinas.","dates":"Séculos XVII e XVIII","location":"Interior da Igreja – Sacristia"},"4bb4e02e-8f85-5ca5-a671-c03ef09d6486":{"name":"Museu Rainha D. Leonor","description":""},"4bc3238c-69de-5092-a68f-39056cc08ba7":{"name":"Mosteiro da Mejorada (opção)","description":""},"4c4b0392-7206-5523-9fd7-760883134905":{"name":"Fachada principal","description":"Na fachada, notam-se as características do desenho de André Soares, que também traçava retábulos de madeira. Os perfis em curva das torres e a cornija em ondas, que marcam a distinção entre o registo inferior e o registo superior, parecem pormenores de mobiliário.","dates":"1755–1781","location":"Exterior"},"4d229eb0-4e69-5d2b-bc72-f2e57ec20ac5":{"name":"Castelo de Moura.","description":"O *hisn* de Moura situa-se entre as Ribeiras de Brenhas e da Roda, cujos vales domina desde uma cota de mais de 100 metros. Povoado de pequenas dimensões em época islâmica (200 x 120 metros, cerca de 2,4 hectares), a sua cerca defendia uma área intra-muros onde aparentemente não havia qualquer hierarquização de espaços, à semelhança do que se verifica, por exemplo, em Portel, Castro da Cola ou Serpa. \n \nNo período islâmico, Moura era considerada por Ibn al-Faradicomo \"castelo da *kura* de Beja\", afirmação que demonstra a continuação da dependência de Moura face à antiga sede do convento pacense. Se exceptuarmos essa informação, o sítio é praticamente ignorado por todas as outras fontes escritas. \n \nOutros elementos referentes a Moura confirmam uma persistente ocupação em época islâmica, embora o carácter disperso dos vestígios dificulte a sistematização. Para além da presença de várias torres em taipa, de provável cronologia almóada, dois dados adquirem especial interesse: por uma lado, a notícia da construção de um minarete em meados do século XI, mandado erigir por al-Mutadid, aparentemente em simbólica atitude de apropriação do sítio e numa altura em que a povoação foi incluída na taifa abádida; por outro, a referência à existência, na tradição oral, de uma *salúquia*, torre ou parte de fortificação que uma lenda romântica consagraria como o nome da suposta derradeira alcaideça. \n \nDestaca-se a cortina almóada que deve sobrepôr-se a uma anterior fortificação de tipo comunitário e, no interior da fortificação, o castelo de tipo senhorial com a torre de menagem de finais do séc. XI AH / XV AD. \n \nDas muralhas em taipa do século VI / XII que outrora rodearam Moura conserva-se hoje apenas um torreão quadrangular, na área sudeste da fortificação e os restos de um outro, na zona norte. O primeiro apresenta ainda na face principal, virada à Igreja de São João Batista, restos das típicas pinturas a cal imitando grandes silhares. Acompanhando um movimento generalizado de realização de obras militares que se estendeu a todo o Gharb na segunda metade do século VI / XII, o alcácer de Moura parece ter sido sensivelmente fortificado nessa altura, época em que datamos o amuralhamento em taipa que outrora rodeou todo o castelo. \n \nA cidade teve ainda uma extensa mouraria, destruída em grande parte pela construção das muralhas no século XI / XVII. Neste bairro foi resistindo uma população de hortelãos e artesãos de que nos dão testemunho os documentos da Baixa Idade Média.","short_description":"O castelo de Moura corresponde a um povoado de pequenas dimensões em época islâmica (200 x 120 metros, cerca de 2,4 hectares). A sua cerca defendia uma área intra-muros onde aparentemente não havia qualquer hierarquização de espaços, à semelhança do que se verifica, por exemplo, em Portel, Castro da Cola ou Serpa. \nOs elementos mais importantes que se conservam do período islâmico são um torreão quadrangular que apresenta ainda na face principal restos das típicas pinturas a cal imitando grandes silhares e a lápide assinalando a construção de um minarete em meados do século XI.","dates":"Sécs. II-III a VII H. / VIII-IX a XIII AD.","location":"Moura., Beja.","method_for_datation":"O elemento principal de datação para a muralha – único elemento claramente identificável – foi o paralelo tipológico com outras muralhas em taipa existentes no Gharb al-Andalus. A cronologia destas é contemporânea das campanhas de obras do período almóada realizadas em toda a região na segunda metade do século VI AH / XII AD.","bibliography":"Macias, S., “Moura na Baixa Idade Média: elementos históricos e arqueológicos”, *Arqueologia Medieval*, nº 2, Porto, 1993, pp. 127-157.","author":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"4d32be15-689d-5a75-aea2-84ccc6f71b4c":{"name":"Museu Arqueológico e Lapidar do Infante D. Henrique","description":""},"4da4dffd-186e-54fb-aa72-d606f46820ba":{"name":"Grelhagem do passadiço do Paço dos Infantes.","description":"A montagem que hoje se guarda no Museu foi feita com base num desenho realizado em 1894, ainda com a grelhagem “in situ”, pelo artista Rosa Mendes Júnior, cujo original se guarda no Museu. \n \nEsta grelhagem pertencia à parede sul do passadiço que ligava o paço dos duques de Beja ao mosteiro de Nossa Senhora da Conceição, sobre a Viela dos Infantes,e está reconstruída com grande fidelidade, embora só parte dos materiais seja original. Na reconstrução houve o cuidado de reconstituir um dos módulos (o mais à esquerda do observador) todo com peças originais. O conjunto é composto por seis pilaretes em tijolo de secção octogonal que têm em duas das faces ranhuras onde encaixam as peças de terracota; estas peças, três em cada um de quatro módulos e sete peças no restante, são enquadradas, para maior consistência do conjunto e menor visibilidade e recato para quem circulava no interior do passadiço, por tijolos compactos na parte inferior e na parte superior até aos arcos canopiais que rematam e ligam entre si os pilaretes. Acima destes arcos, a cornija é ornamentada por uma teoria de arcos agrupados três a três (com o central mais pronunciado) e articulados por um pequeno dente, simulando banda lombarda. Sobre a cornija está reconstituído o beiral do telhado de duas águas que cobria o passadiço. Dois dos conjuntos de placas de terracota apresentam tetrafólios, com as folhas arrancando em hélice a partir dum olhal central (como em esgrafitos da ermida de S. Brás, de Évora, de cerca de 1485), sendo que num desses conjuntos, o do módulo central, o olhal e os elementos vegetalistas representados estão trepanados, para que a luz natural iluminasse o interior do passadiço; o mesmo acontece com todas as placas dos restantes três módulos: dois deles ornamentados com fitomorfos muito estilizados e um deles (o situado mais à direita do observador) com sete placas sobrepostas e ornamentadas com arcos quebrados secantes.","short_description":"Esta grelha é tudo o que resta do palácio que o duque de Beja (o futuro rei D. Manuel I) mandou construir por volta de 890 AH / 1485 AD. O conjunto é composto por seis pilaretes em tijolo de secção octogonal onde encaixam as peças de terracota. O passadiço foi demolido em 1895 e remontado em 1927.","holder":"Museu Regional Rainha D. Leonor.","initial_owner":"Duques de Beja, Infante D. Fernando e Infanta D. Brites; permitia o acesso directo e recatado da duquesa ao coro alto do Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição.","dates":"Final do século XV.","location":"Beja.","dimensions":"Altura 322 cm, comprimento 363 cm, profundidade 22,8 cm.","method_for_datation":"Dado que as freiras só se transferiram para este mosteiro em 1475, o passadiço não pode ser anterior a esse ano; em 1485 o mestre João de Arruda esteve nas obras do paço, o que dá a possibilidade de situar nessa campanha de obras a edificação do passadiço; aquando da demolição do paço, em 1895, salvaram-se peças arquitectónicas concordantes estilisticamente com esta grelhagem; a Infanta D. Brites faleceu em 1506, não sendo provável que tenha mandado fazer o passadiço já perto da morte.","method_for_provenance":"Há fotografia e desenho do passadiço *in situ*. Há registos da desmontagem e guarda dos materiais que se salvaram do próprio passadiço, com alguns dos quais se fez a reconstituição, bastante rigorosa – tijolos ornamentados dos painéis, adobo do pavimento, ornatos da cimalha, fustes, etc.","provenance":"Beja.","obtention":"O passadiço foi demolido em 1895 e alguns dos seus materiais foram recolhidos na antiga Câmara Municipal; a grelhagem foi remontada no Museu, onde actualmente se encontra, em 1927, que é o antigo mosteiro de Nossa Senhora da Conceição.","bibliography":"Dias, P. “Arquitectura Mudéjar Portuguesa: Tentativa de Sistematização”, *Mare Liberum*, 8, Lisboa, 1994, pp. 49-89. \n \nEspanca, T. *Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Beja*, vol. I, Lisboa, 1992. \n \nViana, A. “Mosteiro da Conceição e Palácio dos Infantes”, *Arquivo de Beja*, 2, 1945, pp. 423- 431.","author":"Manuel J. C. Branco","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001"},"4ef937f6-5def-517a-bfc6-3be5feffcc39":{"name":"*Igreja da Falperra*","alternate_name":"Santuário da Falperra; Igreja de Santa Maria Madalena da Falperra","description":"A Igreja de Santa Maria da Falperra constitui um lugar de romaria muito popular no norte do país. A sua implantação revela esse facto, dominando do alto o território circundante. A escadaria, desenhada com a forma caprichosa de André Soares, constitui uma versão minúscula do trajecto de “sacromonte”. A planta da nave do edifício é quadrada, com os cantos cortados, mas colocada em posição oblíqua relativamente ao plano da fachada. Possui um vestíbulo rectangular precedendo a nave. As torres, relativamente baixas mas com os cunhais marcados por lavores em granito, enquadram o plano central da fachada. Esta apresenta um debruado em pedra, sobre um fundo de alvenaria caiada de branco, que parece a transposição dos desenhos da madeira dos decoradores *rocaille*, utilizando um esquema de desenho que provoca a instabilidade de todos os habituais elementos puramente arquitectónicos, dando-lhes uma conotação orgânica, retirando-lhes a inércia mineral e oferecendo-lhes como que uma nova “ordem” (arquitectónica) vegetalista. André Soares também desenhou o altar-mor e os retábulos de madeira pintada.","short_description":"Pequena igreja de peregrinação em estilo *rocaille*, com escadaria frontal e fachada simétrica de duas torres. A fachada e o altar-mor são da autoria de André Soares.","type":"Arquitectura religiosa (igreja).","dates":"1737–1757","location":"Braga, Braga","method_for_datation":"Documentação histórica e análise estilística.","bibliography":"Smith, R., *André Soares, Arquitecto do Minho*, Lisboa, 1973. \nRocha, M. J. M. da, “A capela de Santa Madalena do Monte da Falperra, de Braga, à luz da documentação notarial*”*, in *Revista de Ciências Históricas*, 5, Porto, 1990. \nSerrão, V., *História da Arte em Portugal – O Barroco*, Lisboa, 2003.","author":"Fernando A. Baptista Pereira","history":"No século XVI, havia aqui uma pequena capela dedicada a Santa Maria Madalena, que foi confiada à Irmandade, em 1676. Em 1694, iniciou-se a construção de uma nova igreja, de acordo com a traça de Manuel Fernandes da Silva. Em 1737, a igreja estava quase concluída e foi consagrada, tendo ficado pronta a fachada principal em 1747. Seriamente danificada pelo terramoto de 1755, a Irmandade da Falperra encomendou ao arquitecto André Soares uma nova fachada, o altar-mor e a escadaria, que foi reconstruída em 1958.","patrons":"Irmandade da Falperra.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Irmandade Santa Maria Madalena do Monte e Santa Marta de Falperra.","architects":"Arquitecto: André Soares (1720–1769); mestres empreiteiros: Manuel Fernandes da Silva, Domingos da Silva, Domingos Moreira; escultor: António Pinto, cujas datas são desconhecidas.","monument_contact":{"email":"presidente@cvp-braga.com.pt","phone":"+351 253 683 330 +351 91 755 1987","address":"Santuário de Santa Maria Madalena \nFalperra \nFreguesia de Longos \n4810-209 Guimarães","institution":"Irmandade de Santa Maria Madalena da Falperra"}},"4f5cb1b8-e3a4-57ad-af75-9eeb25ded3f1":{"name":"Cenas de caça","description":"Painel de azulejos representando uma caçada aristocrática do início do século XVIII, com elegantes senhoras e cavalheiros a montar cavalos, provavelmente da raça Lusitana. Este painel faz parte do conjunto de painéis da sala de entrada, todos com cenas de caçadas aristocráticas. A moldura do painel, com elementos arquitectónicos e decorativos, é típica da azulejaria barroca.","dates":"1700–1714","location":"Interior. Sala de entrada"},"500bb353-5c8f-5d23-a0c9-9b97e34a6259":{"name":"Martírio de S. Lourenço","description":"Azulejos em azul-cobalto sobre branco. O estilo barroco italianizante da pintura deve-se à interpretação pelo artista de gravuras italianas.","dates":"1730","location":"Interior"},"5025fcbf-006f-56e7-9dd7-22c514b328bd":{"name":"Tecto.","description":"Esteira de tecto mudéjar, com trabalho de alfarge, executado em madeira de castanho. É profusamente decorado, apresentando laçarias quebradas e entrelaçadas, formando estrelas de oito e dezasseis pontas. A complexidade do motivo central, amplamente divulgado nos azulejos, confere grande dinâmica a esta composição. A exuberância deste motivo era consolidada pela sua policromia, sendo ainda actualmente visíveis alguns vestígios de douradura. \n \nConhece-se a data da sua execução – 1477 –, sabendo-se igualmente que integrou a campanha de obras empreendidas pelo Bispo-Conde de Coimbra, D. João Galvão (1460-1481), na sua Catedral.","short_description":"Fragmento do tecto do coro-alto da Sé Velha de Coimbra, datado de 882 AH / 1477 AD. É profusamente decorado, apresentando laçarias quebradas e entrelaçadas, formando estrelas de oito e dezasseis pontas. A exuberância deste motivo era consolidada pela sua policromia, da qual restam alguns vestígios.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro.","dates":"1477.","location":"Coimbra.","dimensions":"Larg. 406 cm; comp. 595 cm.","method_for_datation":"Documental – existe a notícia de que era visível a inscrição da data no friso do coro (ver Bibliografia: Notas. Museu Machado de Castro).","method_for_provenance":"Por documentação escrita (ver Bibliografia: *Notas. Museu Machado de Castro* e Vasconcelos, *Sé-Velha de Coimbra*).","provenance":"Coro-alto da Sé Velha de Coimbra.","obtention":"Desmanchado o coro-alto da Sé Velha, em 1894, o tecto foi levado para o Paço Episcopal, tendo sido aplicado numa das suas salas. Dado que o Museu ocupa aquele edifício, esta incorporação é considerada uma transferência.","bibliography":"*Catálogo guia. Museu Machado de Castro. Seccões de Arte e Arqueologia*, Coimbra, 1941, p. 57, nº 1. \n \nCorreia, V. e Gonçalves, A. N., *Inventário Artístico de Portugal. Cidade de Coimbra*, Lisboa, 1947, p. 161. \n \nDias, P., “Geografia mudéjar: Portugal”, *El Mudéjar Iberoamericano, del Islam al Nuevo Mundo*, Barcelona, 1996, p. 183. \n \nGonçalves, A., *Enumeração das obras preparativas para a instalação do Museu Machado de Castro*, Coimbra, 1929, p. 7. \n \n*Notas. Museu Machado de Castro*, Coimbra, 1916, p. 32. \n \nVasconcelos, A., *Sé-Velha de Coimbra*, Coimbra, 1930, pp. 165-168.","author":"Ana Alcoforado","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001"},"51467f08-1104-5580-9c5f-a7d3dac6de25":{"name":"Igreja de San Tirso","description":""},"514d8dc0-868f-5204-a073-0bc44b2dabbb":{"name":"Pavilhão Robillion","description":"Desenhado por Robillion, este pavilhão é, por vezes, considerado uma das primeiras peças neo-clássicas da arquitectura portuguesa. Mas não é senão a expressão do barroco francês, evidentemente mais “classizante”. Possui dois andares e apresenta considerável monumentalidade, enfatizada pela chamada Escadaria dos Leões.","dates":"1774","location":"Exterior"},"5150b05e-b2e8-5539-a394-8b94a7f2c963":{"name":"Castelo de Aljezur.","description":"Fortificação localizada num cume de um cerro junto da ribeira de Aljezur, antigamente navegável até ao mar e junto de via terrestre de comunicação com a região do Baixo Alentejo, rodeado por uma lagoa marítima num vale de terras férteis bem irrigadas. O Castelo de Aljezur ocupa uma área de 57 x 54 metros. A estrutura apresenta planta poligonal, com porta virada a norte, defendida por bastião de planta semi-circular. Integra no seu pano amuralhado uma segunda torre de planta quadrangular, que parece ter sido acrescentada em época posterior à sua construção. A fortificação foi construída em xisto, pedra correspondente ao substrato geológico da região. No interior do Castelo, observa-se uma cisterna de época indeterminada.","short_description":"Fortificação do período almóada localizada num cume de um cerro junto da ribeira de Aljezur, antigamente navegável até ao mar e junto de via terrestre de comunicação com a região do Baixo Alentejo. O sítio está rodeado por uma lagoa marítima num vale de terras férteis bem irrigadas. A estrutura do castelo apresenta planta poligonal, com porta virada a norte, defendida por bastião de planta semi-circular. A fortificação foi construída em xisto, pedra abundante na região. No interior do castelo observa-se uma cisterna de época indeterminada.","dates":"Segunda metade séc. VI – primeira metade do séc. VII AH / segunda metade séc. XII – primeira metade séc. XIII AD.","location":"Aljezur., Faro.","method_for_datation":"Os materiais cerâmicos achados nas escavações arqueológicas e associados à fortificação, constituem a principal fonte de datação. As taças hemisféricas esmaltadas em branco, uma garrafa vidrada de côr castanha melada, alguidares e talhas de pastas claras com decoração estampilhada e panelas altas com incisões, têm paralelos nos níveis dos séculos XII e XIII do castelo de Silves. Taças carenadas com superfície vidrada melada foram também achadas em níveis almóadas de Silves e de Mértola.","bibliography":"Silva, A. “Primeiros resultados das escavações arqueológicas no Castelo de Aljezur”, *Mil anos de fortificações na Península Ibérica e no Magreb (500-1500): Actas do Simpósio Internacional sobre Castelos* (coord. I. C. Ferreira), Lisboa, 2002, pp. 347-356. \n \nTorres, C. e Macias, S. *O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, p. 191.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"51f1c3ee-8d43-5f83-a82c-127d91885fb8":{"name":"*Igreja e Convento da Madre de Deus*","description":"Igreja de nave única, de paredes lisas e abóbada de berço, comunicando através de um arco triunfal de volta perfeita com a capela-mor, de idêntica largura e atrás da qual se encontra a sacristia. O coro alto, reservado às monjas franciscanas, está no extremo oposto da capela-mor. Por baixo deste, encontra-se o coro baixo, correspondente à primitiva igreja, encomendada por D. Leonor. \nA igreja está decorada com pinturas a óleo, azulejos, altares e esculturas de talha dourada. As pinturas retratam várias cenas da vida de São Francisco e de Santa Clara e os azulejos cenas de devoção e do dia-a-dia da vida em clausura.","short_description":"Construídos entre 1509 e 1517, a Igreja e o Convento da Madre de Deus sofreram várias remodelações ao longo dos tempos. Este conjunto monumental é um espaço exemplar do Barroco português na sua vertente de arte total, pela decoração que combina painéis de azulejos, pinturas a óleo e talha dourada empregada nos altares com esculturas, no púlpito e nas molduras.","type":"Arquitectura religiosa.","dates":"1509–1589","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Borges, N. C., “A Escultura e a talha”, in *História da Arte em Portugal*, vol. 9, Lisboa, 1987, pp. 41–63. \nCaeiro, B. M., *Os Conventos de Lisboa*, Porto, 1989. \nSantana, F., Sucena, E., *Dicionário da História de Lisboa*, Lisboa, 1994. \nAA.VV, *Igreja da Madre de Deus: história, conservação e restauro*, Lisboa, 2002. \nHenriques, P., (…) *Museu Nacional do Azulejo,* Instituto Português de Museus Lisboa, 2006.","author":"Cristina Correia","history":"Para alojar um pequeno grupo de freiras franciscanas da primeira Regra de Santa Clara, a rainha D. Leonor fundou, em 1509, este conjunto monástico que pertencia à Casa da Rainha. D. João III ordenou uma segunda remodelação, incumbindo o arquitecto Diogo de Torralva da traça de uma nova igreja de maiores dimensões (1550), correspondente à actual, convertendo-se a velha igreja em Casa do Capítulo. Estas obras arrastaram-se até finais do século XVI. \nDurante o século XVII, a nave e a capela-mor foram decoradas por vários pintores, entre os quais se inclui André Gonçalves, autor de várias telas e também da pintura a óleo sobre tela do arco triunfal. Entre 1698 e 1707, os pintores holandeses Jan van Oort e Willem van der Kloet produziram os painéis de azulejo da nave e da capela-mor. Fortemente danificado pelo terramoto de 1755, o altar-mor foi redesenhado por Felix Adauto da Cunha, conforme encomenda do rei D. José I.","patrons":"Rainha D. Leonor, viúva do rei D. João II, e rei D. João III. Reis D. Pedro II, D. João V e D. José I.","copyright":"Direitos de autor fotografias \"DDF/IMC,IP\": Divisão de Documentação Fotográfica/Instituto Museus e da Conservação,IP.","architects":"Arquitecto: Diogo de Torralva (1551–n.d.); pintores: Marcos da Cruz \\[n.d.\\], Bento Coelho da Silveira (1648–1708), André Gonçalves (1685–1762); pintores de azulejos: Jan van Oort \\[n.d.\\], Willem van der Kloet \\[n.d.\\], Gabriel del Barco (1649–c.1703); entalhador: Félix Adauto da Cunha (activo 1746-1759); figuras de *terracotta* do presépio: António Ferreira \\[n.d.\\].","monument_contact":{"fax":"+351 21 810 0369","email":"mnazulejo@imc-ip.pt","phone":"+351 21 810 0340","address":"Igreja da Madre de Deus \nRua da Madre de Deus, 4 \n1900-312 Lisboa","institution":"Museu Nacional do Azulejo"}},"54208200-eda8-58a3-94e3-b096a76b0540":{"name":"Castelo","description":""},"5645191d-dd08-5956-93d5-cbb42d7972b6":{"name":"Galeria das Artes ou terraço","description":"O terraço está integralmente revestido de azulejos figurativos e ornamentais, de cor azul e manganês sobre fundo branco. A designação do terraço provém do revestimento de azulejos representando a Poesia e as Artes Liberais. Sobre os nichos, que abrigam estátuas de deuses pagãos em tamanho natural, estão medalhões ao estilo “della Robia” com bustos de imperadores romanos. A capela fica no extremo do terraço.","dates":"1660-1670- azulejos","location":"Exterior"},"5656dd0b-ba48-5ef4-a959-1d9718ee9e56":{"name":"Pia de abluções.","description":"Pia de abluções, de taça circular, com oito lóbulos em jeito de flor. Tem uma única decoração no bordo exterior, uma faixa relevada e epigrafada. O desgaste provocado pela água fez desaparecer as letras nas curvas exteriores, permanecendo apenas algumas nos ângulos de junção dos lóbulos. Num deles é possível ler o início da *basmala* e tudo leva a crer que se completasse com uma citação corânica, como era habitual, aliás, em equipamentos do género ligados aos rituais de abluções à entrada das mesquitas. Conhece-se um outro exemplar de características semelhantes, e provavelmente da mesma época, na zona de Lisboa.","short_description":"Pia de abluções almóada. Tem como decoração no bordo exterior uma faixa relevada e epigrafada. Lê-se nesse rebordo o início da *basmala*, tudo levando a crer que se completasse com uma citação corânica. É provável que esta peça esteja ligada aos rituais de abluções praticados à entrada das mesquitas.","holder":"Museu Nacional de Arqueologia.","dates":"Séc. VI AH. / XII AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 18 cm; diâm. 53,5 cm.","method_for_datation":"O tipo de letra leva a datá-la de época almóada.","method_for_provenance":"O Dr. José Leite de Vasconcelos deixou anotado no Museu Arqueológico Nacional que pertenceu à colecção de Estácio da Veiga e que seria proveniente de Cacela.","provenance":"Cacela? (Faro)","obtention":"Deve ter sido levada pelo Dr. José Leite de Vasconcelos para o Museu Nacional de Arqueologia.","bibliography":"Borges, A. G. M. “Pia de abluções”, *Portugal Islâmico*, Lisboa, 1999, p. 265. \n \nLabarta, A. e Barceló, C. “Inscripciones árabes Portuguesas: situación actual”, *Al-Qantara*, 8, 1987, p. 404. \n \nNykl, A. R. “Inscrições árabes no Museu Etnológico do Dr. José Leite de Vasconcelos”, *Ethnos*, 2, Lisboa, 1942, pp. 27-28. \n \nNykl, A. R. “Arabic Inscriptions in Portugal”, *Ars Islamica*, 11-12, 1946, p. 173. \n \nVasconcelos, J. L. *Etnografia Portuguesa: Tentame de sistematização*, vol. IV, Lisboa 1982.","author":"Artur Goulart de Melo Borges","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"575c7328-486e-5ba5-a105-9cf0a3c8abb0":{"name":"*Basílica do Sagrado Coração de Jesus*","alternate_name":"Basílica da Estrela","description":"A Basílica foi construída em anexo ao convento da Ordem Carmelita. O monumento tem um frontão na fachada, decorado com um delta em baixo-relevo, ladeado por duas torres sineiras, ligeiramente recuadas relativamente ao corpo principal da fachada. Sob o frontão, encontra-se um alto-relevo representando a *Adoração do Sagrado Coração de Jesus*. Sob as quatro colunas, na fachada, encontram-se quatro esculturas representando a *Fé*, a *Devoção*, a *Gratidão* e a *Liberalidade*. Em quatro nichos, estão as estátuas de Santa Teresa de Ávila, Santa Maria Madalena de Passi, Santo Elias e São João da Cruz. \nNo interior, o pavimento é de pedra lioz rosa, preta e branca, formando elementos vegetalistas e florais. No coro-alto, encontra-se um órgão barroco de António Xavier Machado e Cerveira. A Basílica tem seis capelas laterais com acesso através de arcos em abóbada de berço de pedra calcária. A capela-mor encontra-se sob a cúpula, sendo o altar em calcário, com duas colunas de fuste liso e capitel coríntio. A pintura do altar-mor é de Pompeo Batoni, representando a consagração da devoção ao Sagrado Coração de Jesus.","short_description":"A basílica da Estrela foi fundada pela rainha D. Maria I e foi a primeira basílica consagrada ao Sagrado Coração de Jesus. A planta em cruz latina foi inspirada tanto na Basílica de Mafra como também na maior parte das igrejas construídas após o terramoto de 1755. Inicialmente, estava ligada ao convento da Ordem Carmelita. A fachada, com o tradicional frontão triangular, é complementada com monumentais esculturas, duas elegantes torres sineiras e uma magnífica cúpula.","type":"Arquitectura religiosa; basílica e convento.","dates":"1779–1790","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Machado, C. V., *Colecção de Memórias*, Lisboa, 1822. \nCidade, M. P., *Memórias da Basílica da Estrela escrita em 1790,* Coimbra, 1926. \nPais, A. M. N. da S., *Presépios Portugueses Monumentais do século XVIII em Terracota,* Lisboa, Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 1998. \nFigueiredo, C., *Alteração, Alterabilidade e Património Cultural construído: o caso da Basílica da Estrela,* Lisboa, Tese de doutoramento apresentada ao Instituto Superior Técnico, Lisboa, 1999.","author":"Rui Oliveira Lopes","history":"Em 1760, aquando do seu casamento, D. Maria I, filha de D. José, fez a promessa de construir uma igreja se tivesse um herdeiro para o trono, mas o herdeiro morreu ainda antes de a Basílica estar pronta. Em 1781, o convento estava pronto para receber a Ordem Carmelita. No mesmo ano, o pintor italiano Pompeo Batoni executou a pintura do altar-mor. Em 1783, o escultor Joaquim Machado Castro fez o Presépio em terracota, que ainda hoje se encontra no local, composto por cerca de quinhentas figuras. Em 1789, a Basílica foi inaugurada como a primeira igreja consagrada ao Sagrado Coração de Jesus.","patrons":"Rainha D. Maria I.","architects":"Arquitectos: Mateus Vicente de Oliveira (1706–1786), Reinaldo Manuel dos Santos (n.d.–1790). Escultores: Joaquim Machado de Castro (1731–1822), Alexandre Gomes [n.d.], João José Elveni (activo em 1747), José Joaquim Leitão (1731–1811), José Patrício (activo entre 1779–1789), Faustino José Rodrigues [n.d.], Giovanni Chiari (activo em 1807–08; 1812–17). Pintor: Pompeo Batoni (1708–1787).","monument_contact":{"fax":"+ 351 21 396 09 94","email":"mponces@mail.telepac.pt","phone":"+ 351 21 396 09 15","address":"Largo da Estrela, 1200 - 667 Lisboa","institution":"Patriarcado de Lisboa"}},"58029e88-155f-5398-871d-c04bac23385d":{"name":"Portal da Igreja","description":"Portada rococó, de 1755, com lintel recortado em alto-relevo e folhagem de grinaldas de flores, palmetas, vieiras, coroada por monograma mariano.","dates":"1755","location":"Fachada"},"584592d5-44fd-5625-913c-dcbf662b6eb8":{"name":"Mouraria e poço árabe","description":""},"58db5d91-9a5a-5cc7-993f-9e9b4c91e765":{"name":"Inscrição sobre o arco da entrada","description":"Neste caso, trata-se, muito concretamente, de dar conta de como a Vaidade das coisas mundanas deve ceder o passo à vida exemplar e à renúncia dos bens terrenos. Daí a inscrição que se encontra na porta da Capela dos Ossos, destinada a quem entra: “*Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos*”.","dates":"Séculos XVII–XVIII","location":"Entrada."},"597f9869-c839-5208-8359-50e095bace77":{"name":"Ermida da Senhora da Rocha.","description":"A ermida da Senhora da Rocha encontra-se implantada sobre a falésia dominando o oceano Atlântico. É um edifício de planta quadrangular orientado a nascente, com capela-mor encimada por uma cúpula oitavada. O alpendre rectangular integra três arcos de volta perfeita, centrados por duas colunas. Um dos capiteis apresenta decoração vegetal estilizada, cuja concepção poderá recuar ao período tardo-antigo. A originalidade da estrutura do templo, quadrangular e o estilo decorativo dos capitéis fazem intuir que o culto cristão neste lugar remontaria ao período islâmico. Nos finais do século X AH / XVI AD, este importante espaço cultual foi rodeado por uma estrutura fortificada, que incluía um fosso e ponte levadiça. Actualmente, o avanço rápido do processo de erosão da falésia destruiu praticamente a muralha e coloca em risco a sobrevivência do templo, que poderá ruir sem terem sido devidamente estudadas as suas origens. Nas proximidades localiza-se a povoação de Porches, cuja designação poderá ter evoluído do termo árabe *burj*, “torre”, o que poderá indiciar a existência de um assentamento islâmico de carácter militar.","short_description":"A ermida da Senhora da Rocha encontra-se implantada sobre um esporão rochoso dominando o oceano Atlântico. É um edifício de planta quadrangular orientado a nascente, com capela-mor encimada por uma cúpula oitavada. No edifício da capela e nomeadamente no pórtico-nartex virado a poente, é visível a reutilização de elementos arquitectónicos de cronologia tardo-romana. \nParece provável que, para além de importante ponto de referência na costa, fosse também sítio de devoção dos mareantes num Algarve islâmico onde a componente moçárabe teve sempre grande destaque.","dates":"Séculos II-VII AH / VIII-XIII AD.","location":"Porches (Lagoa)., Faro.","method_for_datation":"Através da confrontação de paralelos estilísticos.","bibliography":"Callixto, C., *Castelos e fortificações marítimas do concelho de Lagoa*, Faro, 1991, pp. 21-34. \n \nInstituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), *http://www.ippar.pt*, 2005, p. http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat\\_pesq\\_detalhe?code\\_pass=73026. \n \nTorres, C. e Macias, S. *O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, p. 186.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"59fc72a5-e0d8-5dd9-87d4-6c267ef1cd32":{"name":"Porta do Paço Episcopal.","alternate_name":"Porta Moçárabe.","description":"Porta dupla em sistema frontal para o atravessamento de uma muralha que deixou de ser visível quando da construção do Paço Episcopal, hoje ocupado pelo Museu Machado de Castro. Os dois arcos em ferradura afrontados são emoldurados por um *alfis* e sobrepujados por uma sequência de merlões à moda de quinhentos quando esta estrutura foi integrada no próprio Paço Episcopal. Não é de excluir que esta porta tenha pertencido a um amuralhamento que rodeava a cidade alta que, em época islâmica, incluía, a Nascente, uma zona militar, e a Poente uma Alcáçova, um palácio com quatro torres de canto, hoje adaptado ao edifício central da Universidade. Virada a Sul há noticia de uma outra porta do mesmo género – também com dois arcos em ferradura enfrentados – que ficou conhecida por uma gravura oitocentista e que se chamava Porta da Genicoca, ou de Ibn Bodron. \n \nPela forma como está talhada e organizada a silharia e pela maneira como os arcos assentam nas ombreiras sem saimeis, tudo nos leva a crer ser obra posterior à conquista da cidade pelas tropas feudais cristãs, em 1064. Esta aparente incongruência entre uma obra que formalmente se aproxima do que então era feito no sul Almóada e a nova ordem imposta pelos conquistadores, pode ser explicada pela presença de uma forte comunidade moçárabe que, nos primeiros anos consegue impor os seus ritos e os seus gostos. É curioso notar que, nas imediações, numa das paredes da Sé Velha, erguida também no século XII, uma inscrição em árabe reza o seguinte: “Escrevi isto como recordação permanente do meu sofrimento. A minha mão perecerá um dia, mas a grandeza ficará”. Além da velha comunidade moçárabe da região, é indubitável que, mesmo após a instalação dos novos poderes, inúmeros canteiros mouriscos ou mudéjares, nela permaneceram, trabalhando nas obras da cidade e também certamente na chamada Porta Moçárabe ou Porta do Paço Episcopal.","short_description":"Porta dupla em sistema frontal para o atravessamento de uma muralha que deixou de ser visível quando da construção do Paço Episcopal, hoje ocupado pelo Museu Machado de Castro. Os dois arcos em ferradura são emoldurados por um *alfiz* e sobrepujados por merlões à moda do séc. XVI, quando esta estrutura foi integrada no Paço. É possível que esta porta tenha pertencido a um amuralhamento que rodeava a cidade alta. \nO talhe, a organização da silharia e a forma como os arcos assentam nas ombreiras, sem saiméis, leva que a obra é posterior à conquista da cidade pelas tropas feudais cristãs, em 1064.","dates":"Século XII ?","location":"Coimbra.","method_for_datation":"Pela forma do arco de porta dupla, pela maneira como estão organizadas as aduelas e pelo tipo de aparelho em silharia.","bibliography":"Marques, A. H. de O., , *O Portugal Islâmico*, Nova História de Portugal (dir. J. Serrão e A. H. de O. Marques), vol. II, Lisboa, 1993. \n \nMartins, A. F., *“A Porta do Sol, contribuição para o estudo da cerca medieval coimbrã*”, *Biblos*, vol. XXVII, Coimbra, 1951, pp. 321-359. \n \nSimões, A. F., , *Relíquias da arquitectura romano-bizantina em Portugal e particularmente na cidade de Coimbra,* Lisboa, 1870. \n \nTorres, C., *O Gharb al ândalus*, História de Portugal (dir. J. Mattoso), vol. 1, Lisboa, pp. 363-415.","author":"Cláudio Torres","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"5a0ce955-8a25-5f7e-af4e-1e515760b5aa":{"name":"Ornamentação das ombreiras da porta principal","description":"O estilo “concheado”, que, em português, corresponde ao *rocaille*, com os seus jogos de assimetrias, é aqui levado às suas últimas consequências. A pedra de granito torna-se dúctil e plástica. A densidade dos elementos ornamentais, os enrolamentos e as *chutes* encaracoladas, parecem ornamentação de mobiliário de época ou derivações estilizadas dos elementos vegetalistas da natureza.","dates":"1755–1781","location":"Exterior"},"5ae8d836-ab8a-5c95-80b8-8680b0955fd5":{"name":"Torre da Igreja Paroquial de Nuestra Señora de la Granada","description":""},"5b0089fc-5d27-5746-bb42-96dc7cff8f8a":{"name":"Castelo e Mesquita de Tavira.","description":"As fontes árabes do século VI AH / XII AD identificam Tavira como uma alcaria e *hisn* (fortificação), localizada no *Gharb-al-Andalus*. Esta povoação fortificada de planta circular, com uma área aproximada de 4 hectares, localizava-se no topo de um cerro sobre o rio Gilão, porto natural protegido pelos sapais e ilhas arenosas da Ria Formosa. Tavira seria circundada por uma muralha de alvenaria com cubelos maciços. No período almóada a povoação foi alargada, tendo sido construída uma nova muralha sobre algumas casas. Esta estrutura, com uma altura média de 10 metros, tinha 3.5 metros de espessura, revestimento exterior de alvenaria e enchimento de taipa. Foi identificada uma torre albarrã de taipa revestida de pedra. O estudo do traçado do amuralhamento almóada revela a existência de seis entradas, tendo sido ainda identificadas sete torres. A mesquita erguia-se no ponto mais elevado, sobre a qual foi construída a igreja de Santa Maria. Escavações arqueológicas recentemente realizadas, puseram a descoberto lixeiras com materiais dos séculos V-VI AH / XI-XII AD e habitações da primeira metade do século VI AH / XII AD. Tavira foi ocupada durante o segundo período das taifas, por Amil ibn Umnib, dominado posteriormente pelo exército almóada sitiado em Cacela, entre os anos 546 e 562 AH / 1151 e 1167 AD.","short_description":"Esta povoação fortificada de planta circular, com uma área aproximada de 4 hectares, localiza-se no topo de um cerro sobre o rio Gilão, porto natural protegido pelos sapais e pelas ilhas arenosas da Ria Formosa. O estudo do traçado do amuralhamento almóada revela a existência de seis entradas, tendo sido ainda identificadas sete torres. Foi identificada uma torre albarrã em taipa, revestida de pedra. A mesquita erguia-se no ponto mais elevado, sobre a qual foi construída a igreja de Santa Maria, mas só a topografia, a toponímia e a tradição remetem para aquela ocupação do espaço.","dates":"Séculos V-VII AH / XI-XIII AD.","location":"Tavira., Faro.","method_for_datation":"Através das fontes árabes do século VI AH / XII AD, nomeadamente al-Idrisi e Ibn Sáhib al-Sala. O achado de materiais em contexto de escavações arqueológicas permitiu traçar paralelos.","bibliography":"Maia, M. e Maia, M. “As muralhas medievais e post medievais de Tavira”, *Património Islâmico dos Centros urbanos do Algarve: contributos para o futuro* (ed. Comissão de Coordenação da Região do Algarve), Faro, 2002, pp. 66-79. \n \nCoelho, A., *Portugal na Espanha árabe*, Lisboa, 1989, vol. 2, p. 303. \n \nTorres, C. e Macias, S. *O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, pp. 213-216.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"5bda2a1f-fa09-5c83-bdc4-299040ab999c":{"name":"Alcáçar","description":""},"5c4e21c7-caf1-59f7-973d-709acd6289a4":{"name":"Jardim de Vénus","description":"O acesso ao jardim de Vénus faz-se por uma escadaria decorada com azulejos. Na parte sul do jardim, encontra-se um pavilhão – *casa do* *fresco,* em português ‑ com um raro esquema decorativo de azulejos figurativos e embrechados ornamentais. Com a fachada completamente revestida por embrechados e azulejos, apresenta um pórtico com um pedimento central, ladeado por pináculos e com um medalhão representando o brasão da marquesa D. Madalena de Castro. Em frente deste pavilhão, existe um lago em forma de S, rodeado por um murete revestido de azulejos, com cenas satíricas da vida quotidiana representadas por macacos e gatos.","dates":"Azulejos 1660–1670; Palácio e Jardim: 1665–1673","location":"Exterior"},"5d026b9e-4028-590c-984e-d857427cc68e":{"name":"Tanque Grande e Cascata de Moisés","description":"A Cascata de Moisés constitui um elemento decorativo do Tanque Grande.","dates":"Século XVIII","location":"Zona superior"},"5da360c8-1992-5262-82c8-43e5fdfbccd1":{"name":"Janelas do piso térreo","description":"Janelas do piso térreo com motivos rococó.","dates":"1754–1755","location":"Exterior"},"5e00efa7-58b8-504d-aaa1-199618f52973":{"name":"Igreja de la Virgen","description":""},"5e3fac19-4f75-548b-9958-df56ccb667cd":{"name":"Igreja de San Facundo e San Primitivo","description":""},"5eb0b404-01ef-5d13-a8dc-78064643ffb0":{"name":"Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo","description":"A originalidade deste edifício deve-se ao seu carácter laico, uma vez que a capela, embora anexa, era independente, funcionando nele o hospital e a gestão da Santa Casa. A simplicidade exterior da igreja contrasta com a exuberância do seu interior que, apesar da planta simples, de nave única, o converte num pequeno “feérico museu de ornamentação barroca”. \nAs paredes são revestidas de painéis de azulejos, apresentando, junto ao altar-mor, cenas da vida de Jesus e de Maria e, no corpo da Igreja, as catorze obras de Misericórdia, enquanto no painel do arco central, uma magnífica imagem da Nossa Senhora da Misericórdia como que protege toda a assembleia com o seu manto aberto. \nTanto o retábulo mor como os altares, da autoria de Ambrósio Coelho, são de talha dourada, num barroco nacional com um efeito de simetria, sem repetição. Os altares são coroados por sanefas rococó. \nO tecto em abóbada foi pintado ao brutesco por Manuel Gomes, com medalhões que representam a *Santíssima Trindade,* a *Assunção de Nossa Senhora* e a *Fuga* para o *Egipto*. \nNo coro alto, existe um órgão ibérico, composto por dois corpos simétricos.","short_description":"A simplicidade exterior da igreja contrasta com a exuberância do seu interior que, apesar de ter uma planta simples, de nave única, é um magnífico exemplo de uma obra de arte totalmente barroca. \nO altar-mor e as paredes da nave são revestidos de painéis de azulejos, assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes, magnificamente combinados com as pinturas em brutesco do tecto e os retábulos de talha dourada.","type":"Arquitectura religiosa.","dates":"1719–1721 (interior)","location":"Viana do Castelo","method_for_datation":"O arquivo da Misericórdia está tratado e depositado no Arquivo Distrital de Viana do Castelo e foi a base do estudo.","bibliography":"Azevedo, C. de, *Baroque Organ Cases of Portugal,* Amsterdam, 1972. \nAraújo, J. R. de, *A Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo*, 2ª edição, Viana, 1983. \nFerreira-Alves, N. M., *A escola de talha portuense e a sua influência no Norte de Portugal – Artistas e clientela, materiais e técnicas,* Lisboa, 1989. \nMeco, J., *O Azulejo em Portugal*, Lisboa, 1989. \nBotelho, J. A., \"A representação das Obras da Misericórdia nos Azulejos da Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo\" in Pereira, M. O. A., et al. (coord.), *1º Encontro das Misericórdias do Alto Minho, Viana do Castelo*, 2001. \nSerrão, V., *O Barroco*, Lisboa, 2003.","author":"João Alpuim Botelho","history":"A Misericórdia de Viana foi criada em 1523, no seguimento de um pedido da Câmara ao Rei. A sua sede e a capela foram construídas na praça aberta, junto às muralhas (hoje Praça da República). Em 1557, estava em ruínas, tendo o provedor João Jácome Luna apresentado um desenho notável para um novo edifício, com influências das *loggias* italianas. \nComo em 1714 a capela original estava em muito mau estado, foi decidida a construção de uma nova, condizente com a dignidade do edifício entretanto construído. \nO seu risco foi encomendado ao engenheiro militar Manuel Pinto de Vila Lobos, que o projectou em 1716, tendo as obras terminado em 1722, decorridos apenas oito anos. O conjunto Igreja e Hospital foi considerado Monumento Nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.","patrons":"Irmandade da Misericórdia de Viana do Castelo.","copyright":"Direitos de autor fotografias \"Casa da Misericordia Viana do Castelo\": Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo.","architects":"Mestre de obras: Manuel Pinto de Vila Lobos (n.d.–1734); entalhador: Ambrósio Coelho; pintores de azulejo: António de Oliveira Bernardes, Policarpo de Oliveira Bernardes; pinturas do tecto estilo brutesco: Manuel Gomes de Andrade; organeiro: Frei Manuel Lourenço da Conceição, cujas datas são desconhecidas.","monument_contact":{"fax":"+351 258 820 290","email":"scmvc@sapo.pt","phone":"+351 258 822 350","address":"Praça da República \n4900-5321 Viana do Castelo","institution":"Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo"}},"5f26136b-1267-5ef4-9888-5bee5a1fa737":{"name":"Abóbada da nave e transepto","description":"Estuques da nave e transepto, com a representação da Santíssima Trindade.","dates":"Cerca de 1770","location":"Interior"},"607f2261-ddcf-5352-a0ee-33f57d581ee2":{"name":"Claustro do Cemitério","description":"O Mosteiro inclui dois claustros monásticos - o Claustro do Cemitério e o Claustro do Refeitório, o primeiro, no estilo clássico, com galerias em arco, ricamente decoradas com azulejos incompletos, o segundo em ruínas (e áreas adjacentes); o Jardim de Jericó; o Pátio de São João (no seu estado original, no que se refere a estrutura e desenho, e que inclui um pequeno jardim e um chafariz monumental, no centro); e o Pátio das Adegas.","dates":"Séculos XVII–XVIII","location":"Conjunto monástico"},"60b5af52-f1ef-580d-9dde-f9e39b83ef8e":{"name":"Igreja e Torre de San Pedro","description":""},"60fa858d-743d-5ea4-99f2-a5fe3dc53cf0":{"name":"Castelo","description":""},"61064b4e-4c79-5abe-a9ae-05568f433736":{"name":"Planta","description":"A planta do edifício é composta por uma nave única elíptica, a capela-mor rectangular integrada nas dependências da Irmandade, a sacristia e a torre sineira. Os vários corpos do edifício, da escadaria até à torre, passando pela nave oval, o altar-mor e as dependências anexas, são dispostos de uma forma invulgar, numa progressão decrescente de volumes e de proporções elegantes.","dates":"1745–1746"},"6170eca7-efbd-5cb1-8474-f0ef9b1c591c":{"name":"Carrilhões","description":"Conjunto de dois carrilhões com noventa e dois sinos em bronze, encomendados pelo rei, na Flandres, formando o maior conjunto histórico do mundo, com um peso total de 217 toneladas. A torre norte tem quarenta e cinco sinos e a torre sul tem quarenta e sete. Segundo a tradição, ao ser informado do elevado custo deste instrumento, o Rei terá dito “*Não sabia que era tão barato, quero dois.*”","dates":"Cerca de 1730","location":"Torres norte e sul"},"6224d766-4073-5d69-a49e-41d6bbae6188":{"name":"*Igreja e Convento de Jesus*","alternate_name":"Igreja do Convento de Jesus de Aveiro; Museu de Aveiro","description":"A Igreja e o Convento de Jesus remontam ao século XV, embora o seu traçado arquitectónico simples seja do século XVI. Composta por uma capela principal, a Igreja tem uma pequena nave rectangular com três altares secundários: de Nossa Senhora do Rosário, da princesa Santa Joana e de São Domingos. \nA capela-mor, com as armas reais de Portugal, data do início do século XVIII. A talha dourada foi executada pelos entalhadores António Gomes e José Correia. O *Ciclo da Vida da Princesa Santa Joana*, pintado nas paredes laterais, está assinado pelo artista português Emanuel Ferreira e Sousa. \nO altar principal é enriquecido com as esculturas de São Vicente Ferrer e de São Tomás d' Aquino, de São Francisco de Assis e de São Domingos. O trono do altar é encimado por um *Cristo Crucificado* do século XIX. \nAs paredes e os painéis do tecto (1685), tanto na capela-mor como na nave, são revestidos de talha dourada; as partes inferiores, com painéis de azulejos azuis e brancos, tornam a composição num verdadeiro exemplar do Barroco português. \nÀ esquerda, junto ao coro alto, encontra-se um órgão do século XVIII em madeira policromada, suportado por três figuras. O monumental túmulo em mármore da princesa Santa Joana, no coro baixo, foi desenhado pelo arquitecto barroco João Antunes.","short_description":"A Igreja e o Convento de Jesus de Aveiro remontam a 1460. A nave central e única data do século XVI, mas o seu interior foi redecorado durante os reinados de D. Pedro II e de D. João V. \nO altar-mor e os altares secundários, bem como o tecto apainelado com pinturas sobre a vida de São Domingos, são obras-primas em talha dourada dos séculos XVII e XVIII. No coro baixo do convento, eleva-se o túmulo da princesa Santa Joana. Na capela-mor, a sua vida é relatada em pinturas de Ferreira e Sousa.","type":"Arquitectura religiosa, igreja e convento.","dates":"Séculos XV–XVIII","location":"Aveiro, Aveiro","method_for_datation":"Documentação histórica e análise estilística.","bibliography":"Gomes, J. A. M, *História do Museu Regional de Aveiro (1911–1921)*, Aveiro, 1921. \nGonçalves, A. N, *Inventário Artístico de Portugal – Aveiro – Zona Sul*, Lisboa, 1959, pp. 114–117. \nSantos, D. M. G. dos (s. j.), *O Mosteiro de Jesus de Aveiro*: C. D. Angola, Museu do Mundo, Vol. I–II, Lisboa, 1963. \n*“*Museu de Aveiro*”*, in, *Museus de Portugal*, nº. X, 1991, pp. 330–360.","author":"Fernando A. Baptista Pereira","history":"A Igreja e o Convento de Jesus de Aveiro pertenceram à Ordem Dominicana e foram fundados em 1461, no reinado de D. Afonso V. A princesa Santa Joana, filha de D. Afonso V, aí viveu até à sua morte, em 1490. \nO traçado da igreja data do século XVI, sob o padroado de D. Francisco Tavares e de sua mulher, D. Joana Távora. \nA igreja foi completamente redecorada no período barroco, nos séculos XVII e XVIII. O trabalho de talha dourada cobre a maior parte da igreja, a nave central e a cobertura do tecto, bem como os altares laterais, pelo que se trata de uma verdadeira Igreja de Ouro. \nEm 1876, a igreja e o convento foram extintos. Em 1911, após a proclamação da República em Portugal, o Museu de Aveiro foi instalado na igreja e no convento.","patrons":"Fundadoras: D. Brites Leitão, D. Mécia Pereira, D. Catarina de Ataíde; rei D. Afonso V; D. Francisco Tavares e D. Joana Távora; nobreza de Aveiro; reis D. Pedro II e D. João V.","architects":"Túmulo da princesa Santa Joana – Arquitecto: João Antunes (1642-1712); talha do altar-mor - António Gomes \\[n.d.\\], José Correia (activo 1725–1728/29); pinturas da capela-mor (*Ciclo da Vida da Princesa Santa Joana*) - pintor Emanuel Ferreira e Sousa \\[n.d.\\].","monument_contact":{"fax":"+351 234 421 749","email":"maveiro@imc-ip.pt","phone":"+351 234 423 297","address":"Museu de Aveiro \nAv. Santa Joana \n3800 Aveiro","institution":"Museu de Aveiro (IMC, I.P.)"}},"62bb7d49-e90b-53aa-abb0-b89ca7309ce5":{"name":"Igreja de San Hipólito","description":""},"6332aef6-0e61-5535-815a-05022a32411f":{"name":"S. Lourenço","description":"Medalhão de pedra do período medieval que orna o exterior da sacristia, vestígio da antiga capela.","dates":"Século XIV [?]","location":"Interior"},"64257b77-a47c-5cac-9408-48a93277530e":{"name":"Fachada","description":"A fachada tem um aspecto imponente. A porta de entrada, axial, é encimada por uma cartela oval e por um janelão de molduras curvas, ecoando uma forma que será retomada no interior do templo. As grandes pilastras que ladeiam o eixo central, de carácter clássico, são desmaterializadas no plano superior, no qual os efeitos barrocos do talhe da pedra se acentuam.","dates":"1745","location":"Rua S. Filipe Neri"},"64b1529f-4194-5ba5-ba30-0bd0414b0c72":{"name":"Presépio","description":"É o maior presépio do Barroco final em Portugal (3 x 5 x 4 x 5 metros), contendo cerca de 500 figuras representando seis narrativas bíblicas: Natividade; Anunciação aos Pastores; Adoração dos Magos; Adoração dos Pastores; Massacre dos Inocentes e Apresentação no Templo.","dates":"1783","location":"Interior"},"64f432a6-c566-5a3d-ae84-2b8ffe891d07":{"name":"*Capela-mor da Sé de Évora*","description":"A capela-mor, de três tramos e coberta por uma abóbada de berço, inclui, dos lados e ao alto, o coreto para o órgão, do italiano P. Oldovini, e a tribuna real. Foi construída com mármores brancos de Estremoz, Vila Viçosa, Borba e Montes Claros; amarelos, pretos e cor-de-rosa de Sintra e Pêro Pinheiro; e nos portais, mosaicos verdes e pedra negra de Itália. \nA estatuária, realizada entre 1725 e 1734, é de António Bellini de Pádua e inclui as estátuas simbólicas da Caridade, da Fé, da Esperança e da Religião, o frontão do arco-mestre com anjos e flores e os bustos de S. Pedro e de S. Paulo, nos portais absidais. \nAs cinco pinturas a óleo que decoram o altar-mor foram executadas em Roma, por indicação de D. João V, na oficina de Agostino Masucci. O altar-mor e o dossel foram executados entre 1734 e 1736, bem como a tribuna real e o coreto do órgão. Parte da colecção de ourivesaria foi pilhada na invasão francesa de 1808. Contrastando fortemente com o exterior em termos de linguagem, o primeiro registo é preenchido pelas colunas monolíticas de mármore negro, com cerca de 7 metros de altura, com capitéis brancos de mármore. O mármore negro alterna com o rosa, no interior das cartelas dos planos de parede, emolduradas, com cabeças de anjo no eixo superior. As pilastras gémeas que ladeiam o primeiro tramo da capela-mor são igualmente em mármore negro, com capitéis brancos. A combinação dos materiais enriquece o espaço sagrado e contrasta fortemente com a nave gótica em granito, com as juntas de cantaria avivadas. A elevação da capela-mor é obtida mediante um jogo perspético, obtido pelos amplos janelões de recorte elegante, que permitem uma distribuição diáfana da luz, e pelo tecto revestido a mármore rosa, conferindo transparência e requinte. Trata-se de uma versão apurada do projecto mafrense e pode considerar-se a verdadeira obra-prima de Ludovice. O exterior da capela-mor, embora algo semelhante ao da basílica de Mafra, obedece a um esquema de alçado equilibrado e classicista, tratando-se de uma das mais bem conseguidas obras do período barroco em Portugal, reveladora, aliás, de uma franca erudição arquitectónica de influências romanas.","short_description":"Capela-mor barroca, com o exterior e o interior em mármore. Possui três tramos rectos, com abóbada de canhão, e um remate em meia cúpula na abside. Inspira-se na traça da capela-mor da Basílica de Mafra e constitui uma adição setecentista à grande catedral gótica de Évora, actualizando e modernizando a linguagem artística do edifício, por encomenda de D. João V. \nInclui notáveis obras de escultura, pintura e talha dourada e um órgão. Parte da colecção de ourivesaria foi saqueada nas Invasões Francesas em 1808.","type":"Arquitectura religiosa; igreja.","dates":"1746","location":"Évora, Évora","method_for_datation":"Documentação.","bibliography":"Smith, R. C., “João Frederico Ludovice, ou Eighteen Century Architect in Portugal” in *The Art Bulletin,* vol. XVIII, 1936. \nCarvalho, A. de, *D. João V e a arte do seu tempo*, Lisboa, (2 vols.), 1960-1962. \nEspanca, T., *Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Évora. Concelhos de Arraiolos, Estremoz, Montemor - o - Novo, Mora e Vendas Novas*, Lisboa, 1975. \nPereira, J. F., *Arquitectura Barroca em Portugal,* “Biblioteca Breve”, Lisboa, 1986. \nPereira, J. F., (dir.), *Dicionário de Arte Barroca em Portugal*, Lisboa, 1989. \nEspanca, T., *Évora*, Lisboa, 1993. \nPereira, J. F., *A Escultura em Mafra,* Lisboa, 2002.","author":"Paulo Pereira","history":"A antiga capela gótica, desusada e pequena, foi substituída por outra sumptuosa, ao gosto joanino, de modo a dignificar o templo de uma das principais dioceses do reino e após uma passagem do monarca pela cidade, em 1716. As obras desenrolaram-se entre cerca de 1718 e 1746. A obra é notável pela sua integração proporcionada no antigo templo. Para a sua edificação, foi chamado o então prestigiado arquitecto João Frederico Ludovice, capacitado, como poucos no seu tempo, a dotar o edifício de uma linguagem barroca de tendência internacional, de acordo com os princípios de propaganda régia do patrono, o monarca D. João V.","patrons":"D. João V; Cabido da Sé.","architects":"Arquitecto: João Frederico Ludovice, (act. 1718–1746); escultor de pedra: António Bellini de Pádua (act. 1725–1748), assistido por Carlos Henrique Harcuria; escultor de madeira: Manuel Dias; organeiro: D. Pascoal Oldovini (act.1758); pintores: Agostino Masucci (1690–1768) e oficina; entalhadores: direcção de José de Andrade (act. 1734–1735), com Manuel de Abreu, Silvestre Correia, José Carvalho, Manuel Nunes, José Ferreira, Francisco Paixão, José de Sequeira, Eugénio Fonseca, Francisco Xavier Borges, Manuel da Cruz Matoso; ourives: Tomás Correia; mestres-de-obras: Manuel da Cruz Matoso, Manuel Gomes Negrão (activo 1718–1721); mestres marmoristas: Manuel de Abreu; capitéis: José de Oliveira, José Correia e José Carreira (act. 1735–1736); balaústres: António Ribeiro e Manuel Pires (act. 1724–1733); mestres alemães: João Baptista Monge e António Ecart; mestre italiano: Caetano da Paz; serralheiro: António Dias. Outras datas desconhecidas.","monument_contact":{"fax":"+351 266 759 339","email":"pastoral@diocese-evora.pt","phone":"+351 266 759 330","address":"Catedral de Évora \nLargo Marquês de Marialva \n7000-809 Évora","institution":"Diocese de Évora; Cabido da Sé"}},"652651cc-8100-568f-ac71-7c90d36f69db":{"name":"Castelo","description":""},"659f82f2-c9d2-511c-acec-c0c7c76998de":{"name":"Igreja e torre-campanário de Santa María Magdalena (opção)","description":""},"65eba8ae-f9a2-5fc2-94ef-563d44d65d3f":{"name":"Revestimento azulejar do corpo da Igreja representando as catorze Obras de Misericórdia","description":"O corpo da Igreja é totalmente revestido por painéis de azulejos representando as catorze Obras de Misericórdia, ilustradas por passagens bíblicas. Do lado do Evangelho, as obras espirituais e, do lado da Epístola, as corporais. No painel do arco central, uma imagem de Nossa Senhora da Misericórdia que, com o seu manto aberto, como que protege toda a assembleia.","dates":"1719–1721","location":"Nave da Igreja"},"662b695d-4226-5009-89d2-1c28148f4283":{"name":"Casa principal de Benedito XIII","description":""},"666bff86-ca66-563d-a8c1-4a4350c7023d":{"name":"Coro baixo, túmulo da princesa Santa Joana","description":"O coro baixo do convento é decorado com talha dourada, azulejos e mármore. O tecto é um exemplar do Barroco pintado. O sarcófago monumental da princesa Santa Joana é feito em mármores embutidos policromos.","dates":"1699–1711","location":"Interior"},"67a1b4d0-54f3-547a-a073-143328f32878":{"name":"Muralhas","description":""},"67d78956-443e-5b0a-b9d9-f72d0aac1448":{"name":"O vaso de Tavira","description":""},"67ec71b2-1965-55ba-a362-eafd4136b0d7":{"name":"Museu Nacional de Arqueologia","description":""},"686764f4-10b5-598e-ae81-f6a059b0a731":{"name":"Castelo Velho","description":""},"6963f2e6-4bc1-5d5d-9766-4c5b468084d6":{"name":"Retábulo da Árvore de Jessé","description":"Encenação da genealogia de Cristo e da Virgem Maria em madeira policromada. Na base, a figura de Jessé, de onde brota um tronco – o “tronco” da genealogia de Cristo – com os mais antigos antepassados da Sagrada Família, entre os quais, os reis David e Salomão.","dates":"1718–1719","location":"Interior"},"6a906d8b-0bc1-5f1f-959d-21eda46497c4":{"name":"Talha dourada","description":"Folhas de videira, cachos de uvas, folhas de acanto e em forma de plumagem, pássaros, fénix, combinados com serafins e anjos músicos, emoldurando exuberantemente a grade oblonga dos coros alto e baixo, seis pinturas a óleo sobre tela e as duas janelas que, de ambos os lados da nave, se abrem para o exterior, iluminando-a.","dates":"1675–1725 (“Estilo Nacional”)","location":"Nave da igreja"},"6a941060-b4c9-5204-b96a-79362d7da4b7":{"name":"Palácio da Vila.","alternate_name":"Palácio Nacional.","description":"A construção tem origem islâmica, talvez do século VIII, então com dimensões modestas, mas beneficiou de reformas nos primeiros anos do século XV, e teve, pelo menos, duas outras intervenções ordenadas por D. Manuel I, uma das quais, logo em 1495. Foram elas que lhe conformaram o aspecto actual, tudo feito sobre as estruturas mais antigas, com acrescentamento de novas alas e salas, mas sem destruir as pré-existências, embora se possam ver outros trabalhos de modernização ou reforma, alguns até já da segunda metade do século XVIII, feitos na sequência do grande terramoto de 1755. \n \nMas, como dissemos, foram as grandes empreitadas manuelinas que lhe conferiram o essencial do seu aspecto mudéjar, com pátios dotados de tanques e fontes à maneira andaluza, com o revestimento de paredes com azulejos comprados em Sevilha, e o uso de janelas e portas com mainel médio e arcos superiores ultra-semicirculares enquadrados numa moldura recta, os chamados “ajimeces”. Também se construíram tectos de tradição mudéjar, nomeadamente na capela privativa, ainda hoje conservado, sobre o que foi remodelada, se não mesmo construída de raiz, por volta de 1505. \n \nNa fachada virada à praça pública, destaca-se coroamento de ameias mudéjares, na tradição das do Palácio de Medinha Azhara, e que se encontram, por exemplo, em Mértola, utilizadas na reforma da velha mesquita em igreja paroquial. Já num tipo diferente, sem influências directas ou indirectas islâmicas, temos as janelas duplas de sacada com molduras exuberantes num tipo comum ao último gótico europeu naturalista. Grandes arcos ogivais dão acesso às escadas que levam ao andar nobre, obras que devem datar das reformas do início do século XV. É um monumento onde se alia o gosto pelas artes do Islão, mesmo que recebidas por via indirecta, e a tradição arquitectónica europeia. \n \nDestacam-se também as duas imensas chaminés das cozinhas, pelo menos quatrocentistas, podendo perceber-se, através da simples análise feita a partir de um ponto alto da serra, que estamos em presença de várias construções justapostas. \n \nAs marcas mudéjares, e de influência andaluza e aragonesa, estão patentes noutros elementos, nomeadamente no facto de a ligar cada bloco haver pátios com lagos e fontes. \n \nComunicantes, jardins e recantos de fresco, com os pátios dos Cisnes, da Carranca e da Preta. O aspecto geral que o Palácio então ganhou resultou da vontade expressa de D. Manuel, que queria ter um, como os que tinha visto em Castela e, sobretudo, em Aragão e na Andaluzia. Certamente por isso, a capela quatrocentista foi dotada com um tecto mudéjar de laçaria, e por todo o lado as paredes estão revestidas por azulejos mudéjares de fabrico sevilhano, como na bela Sala da Sereia e na Sala dos Árabes, onde nem falta uma pequena e elegante fonte central. Também no chão das divisões principiais foram aplicadas peças cerâmicas sevilhanas.","short_description":"O Palácio da Vila, em Sintra, foi refeito por D. Manuel I em finais do século XV e em inícios do século XVI. Foram estas obras que lhe conferiram o essencial do seu aspecto mudéjar, com pátios com tanques e fontes à maneira andaluza, com o revestimento de paredes com azulejos comprados em Sevilha, e o uso de janelas e portas com mainel e arcos superiores ultra-semicirculares enquadrados numa moldura recta, os chamados “ajimeces”. Também se construíram tectos de tradição mudéjar. Na fachada virada à praça pública, destaca-se o coroamento de ameias mudéjares, na tradição das de Madinat al-Zahra.","dates":"Século XI, séculos XV e XVI, século XVIII.","location":"Sintra., Lisboa.","method_for_datation":"Análise estilística e através das referências à intervenção de D. Manuel I.","bibliography":"AAVV, *Manuelino – à descoberta da Arte do tempo de D. Manuel I*, Lisboa, 2002, pp. 60-61. \n \nDias, P., “Arquitectura mudéjar portuguesa: Tentativa de sistematização”, *Maré Liberum*, nº 8, Lisboa, 1994, pp. 49-89. \n \nSabugosa, Conde de, *O paço de Sintra*, Lisboa, 1903.","author":"Pedro Dias","history":"Sintra foi uma das mais importantes povoações islâmicas do Ocidente Peninsular. Em 1147, foi conquistada pelo o primeiro rei português, D. Afonso Henriques, que colocou os seus homens de armas no ainda chamado Castelo dos Mouros, já existente antes do século XI. Julgamos que a origem do Palácio da Vila, situado entre as colinas e sobranceiro às terras baixas situadas a Norte, é da mesma época. Nos séculos XV e XVI, o Paço da Vila de Sintra era complementar dos paços da Alcáçova e da Ribeira de Lisboa, e a Corte ficava aqui instalada por períodos relativamente longos.","patrons":"D. Manuel I (r. 1495-1521).","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001; IAM_ES_PT_001; GPA_PT_PT_001"},"6b3927f1-b04e-5f3a-a184-d24f0c3ed3fe":{"name":"Pintura perspéctica do tecto e em quadratura","description":"No tecto da nave, de madeira, composição perspéctica de arquitecturas fingidas e painel central com a *Apoteose de S. Francisco.*","dates":"C. 1730","location":"Interior"},"6b4d1462-1c3f-5d42-b337-330d26caf4c6":{"name":"Cúpula","description":"Inspirada na cúpula da basílica de Mafra, a cúpula da basílica da Estrela apresenta uma combinação de estilos com fortes influências do Rococó.","dates":"1778/9–1789","location":"Exterior"},"6c7a1fee-b1ab-5360-9c63-8bc7ebb4227c":{"name":"Castelo","description":""},"6dec951d-4461-5781-bd59-0ea3534454db":{"name":"Igreja Paroquial","description":""},"6e5aafb7-e8b9-5072-b2ae-7378c0d99a0e":{"name":"Capela da Boa Morte","description":"Altar lateral em mármore, com o túmulo de Nossa Senhora da Boa Morte, decorado com anjos e grinaldas de flores. Sobre o túmulo, um baixo-relevo, em mármore, com representação da morte de Nossa Senhora em Jerusalém, encimada pela sua Assumpção.","dates":"1738-1740","location":"Interior"},"6e94f40c-bb7f-598d-b793-d307b85c4e30":{"name":"Igreja da Inmaculada Concepción","description":""},"6ea28bc2-dd44-5e5c-b5e4-bc4fa78cfe18":{"name":"A Cidade Medieval","description":""},"6f0f07b0-eee8-503e-a5b8-02651b202a00":{"name":"Escadório dos Cinco Sentidos e Fontes da Visão e do Paladar","description":"Neste escadório, procede-se, ainda, a uma hierarquia do tema dos cinco sentidos, como que revelando, no percurso ascensional, o grau de corporeidade que se deve atribuir a cada um dos sentidos em causa. As figuras mitológicas do eixo da fonte foram rebaptizadas ou re-“cristianizadas”, a mando da Mesa da Confraria, em 1774, que considerou “*indecorosíssima*” a sua mistura com as figuras bíblicas. Mudaram-se apenas as inscrições nas cartelas legendadas, tendo-se mantido as imagens, cuja denominação original se conhece.","dates":"Cerca de 1725","location":"Escadório dos Cinco Sentidos"},"6f6b04bb-1e36-5283-8a7c-b8a56d91bd8d":{"name":"Igreja de Santa María","description":""},"6fe23cdf-cd8d-50f7-9cbc-5e07f88aee51":{"name":"Casa Cordovil.","description":"A denominada Casa Cordovil é um edifício de forma trapezoidal, de dois pisos no lado sul do Largo da Porta de Moura, uma das principais praças da cidade, com a fachada principal virada à praça e duas outras para ruas radiais. \n \nO lado ocidental da fachada principal é um alto muro encimado por merlões chanfrados na parte superior da face anterior e de tipo muito comum em Évora na época manuelina, muro, esse, que defende de vistas o pátio da casa donde arranca a escadaria que, terminando num patamar, dá acesso ao andar nobre do edifício – é sobre esse patamar, avarandado, que se ergue uma elegante estrutura de dupla função: por um lado, utilitária, a de proteger do sol e da chuva a entrada do piso nobre do edifício; por outro, de aparato, como mirante sobre a praça. Esse alpendre tem uma alta arquitrave retabular sem ornamentos sobre a escada de acesso; na fachada principal e na fachada tardoz tem, enquadrados por alfizes de alvenaria com os ângulos marcados por fogaréus graníticos, ajimezes suportados por elegantes colunas marmóreas de bases geometrizadas, fustes delgados e capitéis de turbante; os arcos de volta perfeita, ultrapassados, de granito, são ornamentados no intradorso com rendilhados semelhantes aos habitualmente realizados em tijolo, solução recorrente em Évora e seu aro de influência. Contornando a dupla arcada, uma meia-cana de alvenaria eleva-se na prumada do mainel simulando um arco canopial que é rematado por cogulho que marca o meio do alfiz; o tímpano desse arco tem um círculo em relevo com ornamento cruciforme. As fachadas do alpendre são encimadas por merlões semelhantes aos que coroam o muro do pátio; a abóbada, única, é de ogivas; remata o conjunto um coruchéu cónico terminado com motivo esferóide. \n \nQuer pelas soluções estruturais e ornamentais – uso do alfiz; arcos ultrapassados e de intradorso rendilhado; mainéis finos e elegantes; capitéis de turbante – quer pelo uso conjugado de distintos materiais – alvenaria de tijolo; granito; mármore nos elementos mais delicados – este alpendre constitui-se como um quase paradigma do gosto mudéjar que teve Évora como epicentro, no final do século XV e início do XVI.","short_description":"A parte mais visível deste palacete, situado junto às Portas de Moura, é constituída por uma elegante estrutura de dupla função: por um lado, utilitária, a de proteger do sol e da chuva a entrada do piso nobre do edifício; por outro, de aparato, como mirante sobre a praça. \nAs soluções estruturais e ornamentais – uso do alfiz; arcos ultrapassados e de intradorso rendilhado; mainéis finos e elegantes; capitéis de turbante – e o uso conjugado de distintos materiais – tijolo; granito; mármore nos elementos mais delicados – colocam este alpendre como um quase paradigma do gosto mudéjar de Évora.","dates":"Final do século XV-início do século XVI.","location":"Évora.","method_for_datation":"Pela influência recebida da grande obra régia de S. Francisco de évora, pelo uso pioneiro de escada exterior granítica de aparato, pela sintonia estilística e tipológica com outras obras, embora sem apoio documental, pode datar-se o alpendre, com segurança, dos últimos anos do século XV ou dos primeiros do XVI, em pleno reinado de D. Manuel (1495-1521).","bibliography":"Espanca, T. *Inventário Artístico de Portugal – Distrito de évora*, vol. VII, Lisboa, 1966. \n \nPereira, G. “A varanda da casa Cordovil”, *Estudos Diversos* (ed. J. Rosa), Coimbra, 1934, pp. 165-174. \n \nPérez-Embid, F. *El mudejarismo en la arquitectura portuguesa de la época manuelina*, Sevilha, 1944. \n \nVieira da Silva, J. *Paços Medievais Portugueses*, Lisboa, 1995. \n \nVieira da Silva, J. *O Tardo-Gótico em Portugal: a Arquitectura no Alentejo*, Lisboa, 1989.","author":"Manuel J. C. Branco","history":"Edifício civil de uso contínuo, foi sendo descaracterizado com adaptações sucessivas para diferentes funções. Deve ser edifício de meados do século XV: redescobriu-se, há poucos anos, no nível térreo da facada principal, uma “loggia” de pesada arcada gótica, que revela a importância social e económica do proprietário. Actualmente é propriedade particular e acolhe serviços administrativos.","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001"},"703fd11f-8e31-5347-b98a-075a3b59b439":{"name":"Igreja de Santa María la Antigua","description":""},"7135ec66-10c1-53a9-ba84-370a2120ea93":{"name":"Vista geral com a escadaria","description":"Esta notável escadaria, desenhada por André Soares, foi reconstruída em 1958.","dates":"1755– 1958","location":"Exterior"},"73ace0ff-4503-5ba9-86d6-94fec6d8a11c":{"name":"Puerta del Sol","description":""},"743a8022-3106-52a6-b0ab-86aedbc1b9c2":{"name":"Torre do Salvador","description":""},"744932c8-9fc5-54b2-a66c-a2671cd2e5a5":{"name":"*Convento de S. Gonçalo*","alternate_name":"Recolhimento de S. Gonçalo","description":"De todos os estabelecimentos religiosos que existiram na Ilha Terceira, apenas o de S. Gonçalo mantém a mesma fisionomia do antigo convento, apesar das várias alterações. Este vasto edifício compreende dois claustros, um a sul, datando da primitiva construção do século XVI, e outro a norte, construído na centúria seguinte, com celas, cozinhas e refeitórios, no andar nobre, e os fornos primitivos e diversas dependências (lojas), no piso térreo. \nA igreja, de nave única e dois coros sobrepostos, separados daquela por uma grade oval, emoldurada por talha barroca, integra também grandes painéis azulejares e pinturas a óleo sobre tela, da passagem do século XVII para o século XVIII. Esta unidade ornamental é quebrada pelo retábulo do altar-mor, um trabalho mais tardio, do período rococó.","short_description":"O templo, de nave única e dois coros sobrepostos, separados daquela por uma grade oblonga, emoldurada de forma belíssima por talha barroca de “Estilo Nacional”, corresponde à chamada “igreja de ouro”, cujo programa decorativo se completa com painéis azulejares e pinturas a óleo sobre tela, da transição do século XVII para o século XVIII. O retábulo do altar-mor é mais tardio, do período rococó. O convento inclui dois claustros, um do século XVI e o outro do século seguinte.","type":"Convento e igreja - arquitectura religiosa.","dates":"Séculos XVII e XVIII.","location":"Paróquia do Santíssimo Salvador da Sé, Angra do Heroísmo, Açores","method_for_datation":"Documentação histórica e análise estilística.","bibliography":"Merelim, P., *As Dezoito Paróquias de Angra*, Angra do Heroísmo, 1974. \nBottineau, Y., “A Arquitectura nos Açores do Manuelino ao Barroco” in Martins, F. E. O., *Arquitectura nos Açores: subsídios para o seu estudo*, Horta, ed. SRTT / DRT, 1983, pp. 103–108. \nRosa, M. T., *O Convento de S. Gonçalo em Angra do Heroísmo: contributos para o estudo da Arte Religiosa Açoriana*, Dissertação de tese de mestrado em História da Arte, Universidade Lusíada, Lisboa, 1998. \nGonçalves, M. C., *A* *Pintura no Convento de S. Gonçalo de Angra*. \\[Trabalho inédito apresentado no âmbito do Seminário “Arte, Património e Identidade dos Açores” da Pós-graduação em Museologia, Património e Desenvolvimento, Universidade dos Açores, 2003\\].","author":"Maria Cristina Gonçalves","history":"Logo que Brás Pires do Canto, padroeiro do convento, obteve o *Breve Apostólico* para a sua fundação na cidade de Angra, concedido em 1542, pelo Papa Paulo III, iniciou a construção das instalações. Três anos mais tarde, foram admitidas como fundadoras as suas duas filhas. Nos finais do século XVI, o convento ocupava já todo um quarteirão (*vd*. carta de Joan Hugues van Linschoten, 1595). As freiras, da Ordem de Santa Clara, ficariam conhecidas pela beleza do seu canto, pela perícia na confecção de flores, compotas, doces e demais artes. Este foi o único dos conventos da Ilha Terceira conservado pelo Decreto nº 25 de 17/5/1832, nele se albergando as religiosas dos outros conventos. A sua extinção ocorreu apenas em 1885, aquando da morte da última religiosa. Actualmente, funciona no edifício um jardim-de-infância e um recolhimento, administrados pela Congregação das Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus.","patrons":"Brás Pires do Canto.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Direcção Regional da Cultura/Governo Regional dos Açores.","architects":"Talha: mestres locais desconhecidos. Azulejaria: Teotónio dos Santos (atrib.) [n.d.]. Pintura: Oficina de Bento Coelho da Silveira (1648-1708) (atrib.).","monument_contact":{"fax":"00 351 295 212 512","email":"rec.sao.goncalo@sapo.pt","phone":"00 351 295 212 511","address":"Rua da Rosa \n9700–171 Angra do Heroísmo","institution":"Recolhimento de S. Gonçalo - Instituição Particular de Solidariedade Social."}},"746b9a00-54e3-5a9c-ad36-ed683d252746":{"name":"Porta principal e janela de sacada com varandim","description":"No eixo central do edifício, decorado com motivos rococó, a porta principal no rés-do-chão é ladeada por dois motivos em consola, à maneira das obras de talha de madeira e do mobiliário, e a janela de sacada tem um varandim rematado lateralmente por duas figuras exóticas de vulto inteiro.","dates":"1754–1755","location":"Exterior"},"74c6cc96-1064-598d-8fdd-a09d0c9171cf":{"name":"Capela de São João Baptista","description":"A Capela de S. João Baptista, com as suas superfícies interiores ornamentadas de mármores coloridos e outras pedrarias, revela um gosto típico do Barroco romano. As portas em bronze da balaustrada e as duas portas laterais apresentam o monograma do Rei D. João V. Os painéis laterais – *Anunciação* (à direita) e *Pentecostes* (à esquerda) - e o painel central – *Baptismo de Cristo –* bem como o pavimento (com a esfera armilar) são mosaicos. Nesta capela, encontramos vários tipos de pedras ornamentais. Foram também criadas outras peças de culto, como parte da decoração: paramentos litúrgicos, peças de aparato (tocheiros, relicários e crucifixos) e missais.","dates":"Esta capela foi encomendada em Roma, em 1740, pelo Rei D. João V (activo 1706 – 1750) e construída entre 1742 e 1750, ano em que foi oficialmente inaugurada em Lisboa.","location":"Interior da Igreja"},"75e0f79d-fc12-5e58-b0e0-1fd80e110354":{"name":"Convento de Santa Sofía","description":""},"75f31350-db30-58cc-973b-d94c501533ad":{"name":"Castelo","description":""},"765fc8e4-a964-56d7-9d87-01316d68499a":{"name":"Cerca Moura","description":""},"767b259b-ec09-5677-98c7-f929983f4b2b":{"name":"Desenho das fachadas pombalinas","description":"As fachadas dos edifícios pombalinos são uniformes, com lojas, três pisos de habitação e águas furtadas. \nA preocupação com a segurança na reconstrução motivou a utilização de paredes cegas, ou corta-fogo, em pedra, que separavam os edifícios, impedindo a propagação do fogo, uma das causas fatais do incêndio após o terramoto. A uniformização das fachadas e das janelas prendeu-se com o controlo dos custos. Assim, a instalação de portas e janelas em todos os edifícios obedeceu às mesmas medidas, independentemente do destino final, não tendo sido, por isso, permitida a colocação de brasões.","dates":"1756–1758","location":"Museu da Cidade"},"7701e3b1-be74-5694-b46e-d3d7094df40f":{"name":"Interior da Capela-mor","description":"O altar-mor, decorado com um enorme retábulo e azulejos no Estilo Nacional, tem, no seu centro, um relicário em prata dourada contendo uma imagem da Nossa Senhora do Cabo Espichel, que foi doado pelos peregrinos de Lisboa, em 1680.","dates":"Princípios do século XVIII"},"795a67c4-4c3c-5df0-8c64-eacfd926fc71":{"name":"Cabeceira da capela-mor","description":"A cabeceira é um corpo com um efeito urbano típicamente barroco, em que o efeito-surpresa contou no projecto, impondo-se subitamente para quem caminha no dédalo de ruas que rodeiam a catedral. A sua escala rompe com a própria malha urbana, acentuando o efeito-surpresa de autêntico espectáculo arquitectónico, ponderado mas festivo, do urbanismo barroco.","dates":"22 de Maio de 1746","location":"Exterior, Largo Marquês de Marialva"},"796b4df3-5e85-5d8a-8bf2-4b67c68388a1":{"name":"Igreja de San Francisco","description":""},"79eabf1d-11cf-58a7-b3e1-3c16ccab7a1b":{"name":"Castelo e Muralhas","description":""},"7d79aec6-af13-5110-a27e-45a7ec8a4d19":{"name":"Fonte das Cinco Chagas","description":"O mote para o tema dos Sentidos é dado pela primeira das fontes, que se refere, precisamente, ao sofrimento de Cristo, apresentando o símbolo que sintetiza, por excelência, a *Via Crucis*: trata-se da *Fonte das Cinco Chagas*. A cartela da fonte apresenta, em relevo, os instrumentos da Paixão de Cristo.","dates":"Cerca de 1725","location":"Escadaria dos Cinco Sentidos, Santuário do Bom Jesus de Braga"},"7e5a4283-522d-5505-981d-d1cf2b78769d":{"name":"Fosso, baluarte, cortina e revelim","description":"A estrutura dos novos dispositivos defensivos constituía um forte elo de coesão, com efeitos dissuasores para os exércitos inimigos.","dates":"Cerca de 1650","location":"Exterior"},"7e6b8f11-47be-52ee-9add-1b434ec0cc5b":{"name":"Muralha Islâmica.","description":"Constituída por extensos panos de muralha em taipa, alguns intactos, por torres adossadas e torres albarrãs quadrangulares em alvenaria vermelha (grés de Silves), a fortificação de Silves adquire características únicas no contexto militar islâmico em Portugal, dado o razoável estado de conservação das mesmas. Persiste também deste conjunto defensivo a monumental porta almóada, de entrada em cotovelo, principal acesso à medina de Xelb (Silves islâmica), chamada Porta de Loulé. \n \nEsta porta era defendida por uma enorme torre albarrã e dela saía a rua que, no sentido Norte, dava acesso à medina e seguia até à alcáçova e, no sentido inverso descia para o rio Arade. A cidade islâmica do século VI AH / XII AD tinha três grandes portas de entrada: a Porta da Cidade ou de Loulé (Bab-al-Balad) a sul; a Porta do Sol (Bab-al-Sârus) a nascente e a poente a Porta da Azóia (Bab-al-Zauiâ). Todas estas portas eram protegidas por torres albarrãs. Existiam ainda quase duas dezenas de torres adossadas à muralha, muitas das quais desapareceram. \n \nA cerca urbana de Silves envolve uma área de sete hectares e constitui hoje, certamente, o mais belo monumento militar de época islâmica existente em Porugal. \n \nA muralha almóada de Silves (2ª metade do século VI / XII) foi reedificada sobre restos de muralhas anteriores, na sua maior parte almorávidas, que foi necessário alargar e reforçar dado o avanço militar cristão. \n \nToda a área do castelo e o todo centro histórico de Silves (antiga medina intramuros) são desde há cerca de 20 anos objecto de escavações arqueológicas constantes que têm comprovado, quer pelos núcleos habitacionais encontrados quer pelas peças exumadas, a existência de uma cidade islâmica de grande importância política, comercial e cultural nos séculos V, VI e VII / XI, XII e XIII.","short_description":"A cerca urbana de Silves envolve uma área de sete hectares e constitui hoje o mais belo monumento militar de época islâmica existente em Porugal. A muralha almóada (2ª metade do século VI H./ XII AD) foi reedificada sobre restos de muralhas anteriores, que foi necessário alargar e reforçar dado o avanço militar cristão. \nPersiste deste conjunto defensivo a chamada Porta de Loulé, monumental entrada em cotovelo, principal acesso à medina. Conservam-se também extensos panos de muralha em taipa, alguns intactos, torres adossadas e torres albarrãs quadrangulares em alvenaria vermelha.","dates":"Segunda metade do século VI AH / XII AD.","location":"Silves., Faro.","method_for_datation":"Muralha e torre albarrã referida no documento que nos foi deixado pelo cruzado anónimo em 584 / 1189, ano da 1º conquista da cidade pelos cristãos, *Relação da Derrota Naval, Façanhas, e Sucessos dos Cruzados que Partirão do Escalda para a Terra Santa no ano de 1189*. \n \nAs escavações arqueológicas realizadas junto ao pano da muralha comprovaram núcleos habitacionais e artefactos da época. \n \nA tipologia construtiva (taipa militar) e os materais utilizados na muralha e nas suas torres são claramente islâmicos.","bibliography":"AAVV, *Terras da Moura Encantada*, Lisboa, 1999. \n \nAlegria, J. A., *Itinerários da Terra: inventariar o património de arquitectura em terra – contributo para um inventário no concelho de Silves,* Faro, 2002. \n \nGomes, R. V., *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001. \n \nGomes, R. V., *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* F.C.S.H. da Universidade de Lisboa, 1999. \n \nLopes, J. B. da S., *Relação da Derrota Naval, Façanhas, e Sucessos dos Cruzados que Partirão do Escalda para a Terra Santa no ano de 1189 (Escrita em Latim por Hum dos mesmos Cruzados. Traduzida e anotada pelo autor)*, Lisboa, 1844.","author":"Maria da Conceição Amaral","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"7e6f3495-47bc-5412-b1e9-a0e9adfb1dfd":{"name":"Museu Arqueológico Nacional","description":""},"7fbbdcd1-5287-5336-b9e0-c9b86de2e7f4":{"name":"Torre de Igreja Paroquial","description":""},"80949d91-4fa1-5fb7-b4e0-42c4ae32abbe":{"name":"Palácio de D. Pedro I, actual convento de Santa Clara","description":""},"80c9b057-31e8-5d15-ab27-a6ac046d67e4":{"name":"Arco de Almedina","description":""},"8108fdce-e8a6-5545-97ae-8f3a83cc9a5b":{"name":"Altar-mor","description":"Sob a cúpula, no eixo da capela-mor, o altar-mor com o baldaquino de talha dourada e pilastras retorcidas de estilo rococó, termina em falsa cúpula, coroando a imagem de Nossa Senhora de Aires.","dates":"C. 1751–1760. Imagem Nossa Senhora dos fins do século XV","location":"Interior"},"8187177a-9550-50fe-be68-ef605b837b89":{"name":"*Santuário da Nossa Senhora dos Remédios*","alternate_name":"Santuário dos Remédios","description":"A enorme escadaria de acesso à Igreja do Santuário, localizado no topo da serra, tem nove patamares e 691 degraus, profusamente decorados com pirâmides e estátuas, nomeadamente o Pátio dos Reis e algumas das fontes. A fachada da igreja, a um nível mais alto, é decorada com pináculos no topo das torres sineiras que, tal como as esculturas que coroam o frontão, conferem equilíbrio e harmonia à estrutura. As janelas frontais são decoradas com molduras e aventais de onde pendem grinaldas. Sob uma pequena abóbada de berço, um nicho guarda a imagem de Nossa Senhora dos Remédios, que coroa a porta, no centro da fachada, decorada com elementos vegetalistas. No interior da Igreja, de nave única e painéis historiados de azulejo azul e branco, existem dois retábulos colaterais em talha dourada, de José António Vilaça, um dedicado a Santa Ana e outro a S. Joaquim. No topo da nave, um arco triunfal abre-se sobre a capela-mor com planta octogonal, coberta por uma cúpula, sob a qual se encontra o altar-mor em talha dourada, também desenhado por Vilaça.","short_description":"Localizado no topo de uma colina, em frente a Lamego, o Santuário dos Remédios é composto por uma igreja e uma enorme escadaria, inseridos num parque arbóreo, com grande variedade de espécies ibéricas, mediterrâneas e exóticas. A igreja tem uma planta longitudinal, com uma nave central e uma capela-mor hexagonal, numa posição mais elevada. \nO interior está decorado com três retábulos de talha dourada e painéis de azulejos.","type":"Arquitectura religiosa. Santuário de peregrinação.","dates":"Igreja: 1750–1772; escadaria 1777-1969","location":"Lamego, Viseu","method_for_datation":"Pela inscrição no frontão do edifício.","bibliography":"Marrana, Cón. J. A., *História do Culto de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego*, Porto, 1957. \nAlves, A., “Subsídios para a História do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios - O Pátio dos Reis e o Pátio de Jesus Maria e José”. Separata da *Revista da Beira Alta*, Viseu, 1971. \nBorges, N., *História da Arte em Portugal*, Vol. 9, Lisboa, 1986. \nAlves, N. M. F., “De arquitecto a entalhador. Itinerário de um artista nos séculos XVII e XVIII”, in *Actas do I Congresso Internacional do Barroco*, vol. I, Porto, 1991, pp. 355-369. \nPinto, L. B., *O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego - contributo para o estudo da sua construção 1750 - 1905/69*, Lamego, 2001.","author":"Rui Oliveira Lopes","history":"A devoção a Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, recua a 1564, quando o Bispo D. Manuel de Noronha ordenou a reconstrução de uma capela do século XIV no local do actual santuário. Em 1738-1739, o arquitecto Nicolau Nasoni desenhou a Fonte dos Remédios para o Pátio dos Reis. Em 1750, António Mendes Coutinho desenhou o Santuário. A escadaria foi desenhada em 1777 e a sua construção arrastou-se ao longo de cerca de 200 anos, entre 1781 e 1969.","patrons":"Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios.","architects":"Arquitectos: António Mendes Coutinho (act. 1750); Domingos Francisco Rente (act. 1750); Augusto Matos Cid (act. 1880); mestres de obras: Manuel Faustino Loureiro (act. 1782), João de Castro Nunes (act. 1781 – 1783), Manuel Domingues Barreira (act. 1848 – 1880); desenho da Fonte dos Remédios: Nicolau Nasoni (1691 – 1773); entalhadores: Frei José de Santo António Ferreira Vilaça (act. 1764 – 1766) e Luís Manuel da Silva (act. 1766) e Manuel José da Silva (act. 1871 – 1872). Restantes datas desconhecidas.","monument_contact":{"fax":"+ 351 254 615 203","email":"p.penude@sapo.pt","phone":"+ 351 254 614 392","address":"Santuário de Nossa Senhora dos Remédios \n5100-025 Lamego","institution":"Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios"}},"8207395c-67a4-5e51-a1b7-b32064fed7ac":{"name":"Palácio dos Condes de Altamira","description":""},"8277ff67-ae58-5300-9fc6-c53e66fabfca":{"name":"Escadório","description":"O Escadório de Tibães foi construído quase em simultâneo com a primeira fase de construção do Escadório do Bom Jesus de Braga, cerca de 1725. É um bom exemplo da moda \"barroca\" de escadórios.","dates":"Cerca de 1725","location":"Cerca monástica, Mosteiro S. Martinho de Tibães"},"8306daac-ebac-5265-85bb-02d51db80ca7":{"name":"Igreja de Omnium Sanctorum","description":""},"8335d26b-5dea-5502-948b-ed9fdba57da6":{"name":"*Ensemble d’époque*: sala de jantar","description":"Tal como acontece com o quarto de dormir, esta recriação da sala de jantar encontra-se na ala nascente do palácio. Merecem especial destaque os azulejos que forram as paredes, retratando temas rurais e cenas românticas, bem como as *chinoiseries*, cuja maioria data de 1746.","dates":"Cerca de 1750","location":"Piso térreo"},"8346a314-0583-5300-9851-4e129cc8662a":{"name":"Museu de Évora","description":""},"83a35999-406e-5ef3-a9b6-1e038d1d60e2":{"name":"Três de seis projectos originais, com o novo alinhamento sobreposto ao pré-existente; plano definitivo e ortofotomapa de Lisboa","description":"Após o sismo, o Marquês de Pombal rapidamente encomendou seis planos, de entre os quais escolheria o melhor. A 4 de Dezembro de 1755, Manuel da Maia sugeriu a substituição do velho Terreiro do Paço pela nova Praça do Comércio, concebida como uma entrada monumental da cidade, através do Cais das Colunas.","dates":"1756–58; século XIX"},"83bec619-3cc0-5537-81cf-5de75419f325":{"name":"Azulejos representando a lenda do achamento milagroso da imagem de Nossa Senhora","description":"Estes azulejos setecentistas relatam a lenda do achamento milagroso da imagem de Nossa Senhora neste mesmo local.","dates":"Século XVIII","location":"Ermida da Memória, interior"},"83f00d04-322f-5906-895c-fe49ae869ea2":{"name":"Jardim formal","description":"O jardim formal, ou *parterre* principal, é flanqueado, a sul, por um lago monumental com uma parede e uma galeria superior, ou dos Reis, cujos dois extremos comunicam com o jardim por duas escadarias monumentais. A parede é dividida em vários arcos, dos quais três dão acesso a grutas. Os restantes arcos estão revestidos com azulejos representando figuras de cavaleiros nobres. Nichos e bustos dos reis de Portugal estão dispostos no topo da parede da galeria.","dates":"1660–1672","location":"Exterior"},"84149fe6-4a0e-5c7e-942e-8173633f866e":{"name":"Gaiola Pombalina","description":"O sistema de construção adoptado, a gaiola pombalina, consiste numa estrutura em madeira que garante uma boa distribuição de forças, alguma mobilidade estrutural aos edifícios e uma maior resistência aos terramotos. Todos os prédios da Baixa foram construídos segundo este sistema, que constituiu uma primeira utilização de estrutura anti-sísmica. Este protótipo foi construído no início do século XX para formação dos bombeiros.","dates":"1756–1758","location":"Baixa Pombalina. Estes desenhos estão expostos no Museu da Cidade e existe um protótipo no Museu dos Bombeiros"},"84d8a1be-3739-5d59-8e41-1862aaaa690d":{"name":"Porta da Alcáçova.","alternate_name":"Arco do Miradeiro.","description":"Apesar de ainda hoje se conservarem grandes troços das muralhas do recinto amuralhado superior de *Yalbash*, da Elvas de época de domínio islâmico, grande parte desse recinto encontra-se dentro de quintais de casas particulares ou fortemente modificado pelas muralhas posteriores ao século XVII. \n \nEsta entrada, conhecida como “Porta da Alcáçova” ou “Arco do Miradeiro” é constituída por uma porta de entrada recta, ladeada por duas torres quadrangulares, maciças e pouco salientes. Na sua construção utilizaram-se grandes silhares graníticos, provenientes provavelmente de uma construção romana, senão mesmo de um antigo sistema defensivo dessa época ou do período tardo-romano. \n \nNão há quaisquer indícios de que esta entrada tivesse feito parte de um sistema de acesso em cotovelo, pelo que não seria de estranhar que pudesse datar, eventualmente, do período emiral ou califal. De facto, sabe-se que a região em redor do Guadiana – Mérida, Badajoz – foi ocupada e governada por uma família de *muwalladun* (muladís), descendentes de Ibn Marwan al-Jilliqi, um dois quais manifestou interesse em fortificar *Albasharnal*, no século III AH / IX AD, local que a crónica refere localizar-se numa margem do Guadiana oposta àquela em que se fundará a cidade de Badajoz; tudo leva a crer que *Albasharnal*, *Albash* e/ou *Yalbash* sejam uma e a mesma localidade – muito provavelmente a futura Elvas. \n \nO crescimento, em épocas posteriores, da *madina*, imediatamente para sul desta entrada, pode ter bloqueado a necessidade de reforçar esta entrada, que se manteve sem grandes alterações nos séculos seguintes do domínio islâmico. \n \nEmbora actualmente o arco da entrada se apresente com uma volta mais ou menos perfeita, esta porta exibia um arco “ultrapassado” ou “em ferradura”, que só foi modificado em 1887; a alteração levada a cabo consistiu em cortar as saliências da ultrapassagem dos 180° do arco, circunstância que, como foi descrito, causava problemas na circulação de produtos no interior do próprio arco. Dessa entrada original ficou, afortunadamente, um *cliché* feito por um cidadão polaco que, pouco tempo antes, esteve em Elvas de passagem. O arco visível nessa foto do século XIX não tem moldura ou “alfiz”, o que é mais um sinal da sua antiguidade. \n \nEste conjunto de circunstâncias aponta para um sistema de entrada que, em termos cronológicos, pode corresponder aos períodos emiral e califal (séculos III-IV AH / IX-X AD), dado que não há ainda a certeza sobre se o referido arco corresponde ao período de domínio da família Jilliqi na região, se à fase de afirmação do poder do primeiro califa na região.","short_description":"A parte mais antiga da fortificação islâmica de Elvas é constituída pela Porta da Alcáçova. Esta entrada na parte alta da cidade tem um acesso frontal (não há quaisquer indícios de que tivesse existido um acesso em cotovelo), ladeado por duas torres quadrangulares, maciças e pouco salientes. A tipologia arquitectónica da porta, que outrora teve um arco ultrapassado, e a ausência do alfiz apontam para cronolgias recuadas, em torno dos períodos emiral e califal (séculos III-IV H. / IX-X d.C.). A construção da porta poderá estar relacionada com o domínio na região de Ibn Marwan al-Jilliqi.","dates":"Sécs. III-IV AH / IX-X AD.","location":"Elvas., Portalegre.","method_for_datation":"A circunstância de esta entrada apresentar, em finais do século XIX um arco em ferradura, sem alfiz e inserido numa entrada recta, leva a enquadrá-lo, tipologicamente, numa fase inicial do domínio islâmico na região. Poderá ser da época da afirmação de Abd al-Rahman ibn Marwan al-Jilliqi na região (século III AH / IX AD). Não houve ainda intervenções arqueológicas no local.","bibliography":"*Castelo de Elvas*, I.P.P.C.,1991. \n \nCorreia, F. B., “Juromenha, Elvas e Alandroal: algumas reflexões em torno de fortificações islâmicas e cristãs do curso médio do Guadiana”, *Cira*, vol. 7, Vila Franca de Xira, 1998, pp. 111-128. \n \nCorreia, F. B., *Elvas na Idade Média*, tese policopiada, 1999. \n \nCorreia, F. B., “O sistema defensivo da Elvas Islâmica”, *Mil anos de Fortificações na Península Ibérica e no Magrebe (500-1500) – Actas do Simpósio Internacional sobre Castelos*, Palmela, 2002, pp. 357-367. \n \nPires, A. T., *O Castello de Elvas*, vol. IX dos *Estudos e notas elvenses*, Elvas, 1907.","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"874da6da-0212-5f0e-8a01-ffb1b3349b5b":{"name":"Conjunto de pinturas sobre o ciclo Mariano","description":"Na parede, estão representadas pinturas do ciclo da Virgem, atribuídas à oficina de Bento Coelho da Silveira. O arcaz é encimado por espaldar que enquadra telas representando a vida do Santo Inácio. \nO tecto está ornamentado com folhas de acanto, *putti* e simbologia Mariana.","dates":"Finais do século XVII e inícios do século XVIII","location":"Sacristia"},"879aec56-43e2-5a46-860b-69b9d8c85f4a":{"name":"Sé-Catedral, antiga mesquita","description":""},"8876c18d-f3ae-5f68-8a86-50eabdc4d86a":{"name":"Retábulo da Nossa Senhora do Socorro","description":"Exemplo do estilo D. João V.","dates":"1740","location":"Interior"},"8a0491a9-ae78-5ffb-979c-077d83d921b0":{"name":"Granja de Mirabel","description":""},"8aaa5906-7f55-546c-b7da-d0174d9c8d33":{"name":"Medalhão central do tecto pintado","description":"O tecto pintado, conhecido pela designação *di sotto* *in sù* (“de baixo para cima”), cria a ilusão de que as figuras estão suspensas sobre o observador. A Assunção da Virgem é influenciada pelos modelos de Rubens. O medalhão da *Glorificação da Mãe de Deus* está integrado numa teoria de *ferronneries.*","dates":"1690","location":"Abóbada da nave"},"8ac4cf22-50d5-5b6f-aa87-7f91455fb3ac":{"name":"Casa da Água","description":"De planta hexagonal, o interior da Casa de Água possui banquetas corridas e decoração em azulejos historiados, com cenas de lazer ou referentes aos romeiros (hoje totalmente delapidados). Ao fundo, encontra-se o chafariz construído em forma de edícula, emoldurado por um relevo liso com chave saliente e encimado por um frontão triangular, com a bica nas fauces de um leão em pedra.","dates":"Cerca de 1760–1770","location":"Santuário, extremo este"},"8aedfe30-c0ec-5460-9064-9b7f47997ac0":{"name":"Torre de San Martín","description":""},"8aeeaa6e-bc4f-517f-8988-32e8c7d7fd72":{"name":"Évora Islâmica","description":""},"8b0d45bd-17b5-50fe-ac13-7db786596880":{"name":"Palácio da Vila","description":""},"8b35ea4f-b3dc-5188-83e9-65b089384de4":{"name":"Capela-mor","description":"A capela está completamente revestida com talha dourada. No centro do altar, repousa a imagem miraculosa de Nosso Senhor de Matosinhos, ladeada por estátuas de pedra do Renascimento tardio.","dates":"1726–1750","location":"Interior"},"8bcaf27c-cc8f-5f73-86e4-806695372c86":{"name":"Igrejas de San Martín, de Santa María, de San Miguel e do Salvador","description":""},"8c15794d-8e88-54a0-a879-807aee0962d6":{"name":"Castelo e núcleo museológico","description":""},"8cc090bf-1a29-5ea8-9f5c-512518402c01":{"name":"Museu Diocesano","description":""},"8ccbaa31-b421-5021-93e1-cbef33bda24f":{"name":"Colégio das Humanidades ou de Gramática e Canto (opção)","description":""},"8cecdf8d-601e-5e58-8631-da8f4858ef23":{"name":"A Cidade Medieval","description":""},"8d38e61d-b224-54fe-9085-4436dc658720":{"name":"Igreja de Santiago","description":""},"8d436c70-8d15-5b93-b5b5-044a974ad60d":{"name":"Panela.","description":"Panela de bordo vertical recto com lábio plano e rebordo exterior, boca circular, colo cilíndrico, corpo troncocónico com carena pronunciada situada junto à base. Possui duas asas de fita com uma nervura central e base convexa. Apresenta incisões decorativas horizontais no bordo, no colo y cuerpo, e marcas de fogo que indicam o seu uso culinário. Peça restaurada.","short_description":"Peça de uso culinário, de grande simplicidade formal e marcado despojamento decorativo. Este tipo de panela foi encontrado num forno almóada escavado en Mértola e aparece quase exclusivamente nesta região, razões que permitem identificá-la como uma produção local.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Primeiras décadas do VII AH / primeras décadas do XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro do borde 23,5 cm; diâmetro da base 19 cm; comprimento 35 cm; altura 21,5 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Este tipo de panela foi encontrado num forno almóada escavado en Mértola e aparece quase exclusivamente nesta región, razões que nos permiten identificá-lo como uma produção local.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, pp. 107-167. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 155.","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"8d4eb8db-02df-5a7d-9826-5e90c4692b4c":{"name":"Igreja Matriz.","description":"A igreja matriz de Escarigo, uma pequena aldeia da raia beirã, junto da fronteira com as terras de Castela-a-velha, faz parte de um vasto conjunto de construções vernaculares, que se estendem desde a parte setentrional da Beira Baixa, até ao alto de Trás-os-Montes. \n \nAs características fundamentais são o seu atraso em relação ao que se fazia nas regiões mais desenvolvidas de Portugal, quer nas vilas e cidades importantes, quer na zona costeira, apresentando naves únicas dotadas de arcos-diafragma e cabeceira composta por uma só capela, quase sempre de fundo recto, fosse de planta rectangular ou quadrangular. \n \nA iluminação interior é parca, apenas feita por pequenas frestas e, eventualmente, por um óculo colocado na fachada, esta muitas vezes dotada de alta espadana. Além da porta axial, abre-se outra no flanco sul, normalmente dotada de alpendre, e alinhada com um altar lateral dedicado a São Cristóvão. Exteriormente, apresentam contrafortes sem ressaltos, que não atingem o cimo das paredes. \n \nA cobertura é sempre de madeira e a capela-mor, com frequência, dotada de um tecto mudéjar de carpintaria, “com estrelas e rosas”, dourado e com forte policromia. \n \nA igreja matriz de Escarigo é de todas a que conserva o melhor dos tectos mudéjares, na capela-mor, datável do início do século XVI, embora não possamos por de parte que seja dos anos vinte ou trinta. Como dissemos antes, estamos em presença de uma arquitectura muito retardatária. \n \nAo mesmo núcleo pertencem as igrejas de Leomil, Castelo Bom, Vilar Formoso, Castelo Mendo, Marmeleiro, Vila do touro e Sortelha. Um pouco mais abaixo, fica ainda a igreja matriz de Sortelha, alterada na sua estrutura primitiva, mas ainda com restos do seu tecto de laçaria mudéjar. E limitamo-nos aquelas que ainda conservam restos de tectos, pois há muitas outras com esta tipologia que, eventualmente, também os tiveram, mas onde nada do género resta. \n \nEste núcleo de igrejas raianas construídas com pesados blocos de granito bem aparelhado, com coberturas de influência islâmica – posto que por via indirecta – está intimamente relacionada com o que se praticava do outro lado da fronteira, nas terras de Castela e de Leão, sendo quase certo que foi daí que vieram os mestres que as construíram ou reconstruíram. Alguns elementos, como as largas aduelas dos portais, mostram bem o que acabámos de escrever. Não podemos esquecer que estas pequenas vilas estavam mais próximas e tinham mais contactos com Zamora, Castelo Rodrigo e Léon do que com as principais cidades portuguesas. A mobilidade de artistas e de companhas completas, entre as regiões limítrofes, quer no início do século XVI, quer antes e depois, é algo que foi provado com abundante documentação, nos últimos anos.","short_description":"A igreja matriz de Escarigo é de todas as da região beirã a que conserva o melhor dos tectos mudéjares, na capela-mor, datável do início do século XVI. A cobertura é de madeira e a capela-mor dotada de um tecto mudéjar de carpintaria, “com estrelas e rosas”, dourado e com forte policromia. \nEste núcleo de igrejas raianas construídas em granito, com coberturas de influência islâmica – ainda que por via indirecta – está relacionada com o que se praticava do outro lado da fronteira, em Castela e em Leão, sendo quase certo que foi daí que vieram os mestres que as construíram ou reconstruíram.","dates":"Século XVI.","location":"Escarigo., Guarda.","method_for_datation":"Através de análise estilística.","bibliography":"AAVV, *Manuelino – á descoberta da Arte do tempo de D. Manuel I*, Lisboa, 2002, p. 212. \n \nDIAS, Pedro, “Arquitectura mudéjar portuguesa: Tentativa de sistematização”, *Mare Liberum*, nº 8, Lisboa, 1994, p. 81.","author":"Pedro Dias","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001"},"8e1bf983-a674-5ada-a189-cf3b4d45a5c8":{"name":"Ruínas do Cerro da Vila","description":""},"8e2d8258-5733-5cff-a71b-a0329ecb34b2":{"name":"Fogareiro.","description":"Fogareiro composto por uma câmara superior ou câmara de fogo, uma grade e uma câmara inferior ou cinzeiro. A câmara superior apresenta bordo vertical com uma moldura onde se encaixava outro objecto, boca circular, corpo cilíndrico com carena alta, orificios para arejar o lume e duas asas verticais com apêndice cónico superior. A grade é convexa com orificios circulares que comunicam a câmara superior com o cinzeiro, que é quase cilíndrico com uma abertura ovalada e base plana. Está ornamentado con um cordão na carena, três linhas incisas onduladas paralelas e pintura branca sobre fundo avermelhado com traços ondulados verticais e horizontais entrecruzados. A peça apresenta abundantes marcas de fogo deixadas pelo seu uso como fogareiro ou pequeno forno portátil para cozinhar ou aquecer ambientes. Peça restaurada.","short_description":"Utensílio de cozinha do período almóada (primeiras décadas do século VII AH/ XIII AD), de provável fabrico local. O fogareiro é composto por uma câmara superior ou câmara de fogo, por uma grade e por uma câmara inferior ou cinzeiro. Trata-se de um tipo de peça usado até aos nossos dias nesta região.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Primeiras décadas do VII AH / primeras décadas do XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 29,2 cm; diâmetro da base 15,6 cm; comprimento 33,5 cm; altura 22,2 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Este tipo de objectos é comercializado localmente. Trata-se, além disso, de uma forma muito frequente na região, com características técnicas e formais típicas das produções de Mértola.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., \"La cerámica decorada islámica de Mértola\", *VI Colloque International sur la Céramique Médiévale en Méditerranée, Aix-en-Provence, 1995*, Aix-en-Provence, 1997, pp. 311-325. \nGómez Martínez, S., “Contenedores de fuego en el Garb al-Andalus”, *Actas do III Congresso de Arqueologia Peninsular. Vila Real de Trás-os-Montes, Setembro de 1999*, vol. VII: *Arqueologia da Idade Média da Península Ibérica*, Oporto, 2000, pp. 421-434. \nGómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, 2001, pp. 107-167. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 155.","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"8f46d6d0-5d30-5f67-bdeb-b7f85e029705":{"name":"*Santuário do Cabo Espichel*","alternate_name":"Santuário de Nossa Senhora do Cabo; Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua","description":"Santuário situado na ponta do promontório do cabo Espichel. Possui planta em U, gerada pelos edifícios de hospedagem dos romeiros, formando uma praça. Os edifícios de hospedagem, providos de uma arcaria contínua, são muito singelos e remetem para a arquitectura tradicional da região “saloia” (Penínsulas de Lisboa e de Setúbal). No extremo poente da praça, devidamente centrada, encontra-se a Igreja de Nossa Senhora do Cabo. É de nave única desimpedida e púlpito a meio da nave. Pode ser atribuída, pelo desenho, a João Antunes, na altura arquitecto da Casa do Infantado, e a quem poderá ter sido endereçada a encomenda, quase certamente, pelo infante D. Francisco, irmão de D. João V de Portugal e provedor da Irmandade de Nossa Senhora do Cabo. No eixo da praça, no lado oposto ao da igreja, encontra-se um cruzeiro. Na continuação deste eixo, numa colina, encontra-se a Casa da Água, ponto de chegada do aqueduto que servia o santuário. A Casa de Água é uma construção de planta hexagonal, com uma só porta, provida de uma cúpula ondeada de seis panos, coroada por um lanternim. A sua construção, em 1770, foi iniciativa de D. José I, na sequência da estada da corte, que se hospedou no Santuário. Nessa altura, entre 1760 e 1770, foi reforçado o equipamento “social” do santuário, com a edificação de cozinhas, casa do forno e da lenha, cavalariças, cisterna e uma “*casa da ópera*” – um pequeno teatro com camarins e bastidores, hoje completamente arruinado. À parte, separada deste conjunto, no lugar onde se terá dado a aparição, encontra-se a Ermida da Memória, edifício paralelepipédico com cúpula lisa contracurvada, de datação incerta, eventualmente reconstruído no século XVII e decorado de azulejos com a narrativa do milagre.","short_description":"As origens do culto recuam até ao século XV, mas a maior parte dos edifícios é dos séculos XVII e XVIII. Santuário de peregrinação com planta em U, formado pelas hospedarias dos romeiros, com a respectiva igreja centrada num dos extremos da praça.","type":"Arquitectura religiosa (santuário de peregrinação).","dates":"Entre os séculos XV e XVIII","location":"Sesimbra, Setúbal","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Romariz, C. e Carvalho, A. M. G. de, “Formações margoglauconíticas do Miocénico superior a norte do Cabo Espichel”, in *Boletim da Sociedade Geológica de Portugal*, Vol. XIV, Fasc. I. Lisboa, 1961. \nCarvalho, A. A. de, *D. João V e a arte do seu tempo*, 2, Lisboa, 1962. \nRibeiro, O., *A Arrábida, Esboço Geográfico*, Câmara Municipal de Sesimbra, Sesimbra, 1986. \nSerrão, E. da C. e Serrão, V., *Sesimbra Monumental e Artística*, Sesimbra, 1986.","author":"Paulo Pereira","history":"A origem do culto que se presta no Santuário do Cabo Espichel remonta à Idade Média, com maior incidência a partir do século XV, embora a maioria dos edifícios que ali se encontra, exceptuando a Ermida da Memória, ou Ermida de Santa Maria da Pedra da Mua, seja já dos séculos XVII e XVIII, período que é também o de maior afluência de peregrinos, bem como o de maior atenção e protecção régias, especialmente no reinado de D. José I. A origem do Santuário deve-se a uma lenda segundo a qual uma velha de Caparica (margem Sul do Tejo) e um velho de Alcabideche (perto de Cascais) tiveram, ambos, o mesmo sonho, no qual aparecia a imagem de Nossa Senhora montada num burrico no cimo das pedras do Cabo da Pedra da Mua. Pondo-se a caminho, inspirados pelo sonho, encontraram-se no cimo do promontório e testemunharam a aparição que lhes tinha sido anunciada. As pegadas das patas do burrico ainda hoje atestam a veracidade do facto, marcadas nas pedras do promontório (na realidade, pegadas de dois tipos de dinossáurios, naquele que é um dos mais extensos trilhos deste tipo).","patrons":"Rei D. João I de Portugal (1357–1433; r. 1385–1433); Irmandade de Nossa Senhora do Cabo Espichel (séculos XVII-XXI); Casa do Infantado; rei D. José I de Portugal (1714–1777; r. 1750–1777).","architects":"Atribuído ao arquitecto João Antunes (1642–1712); pintor Lourenço da Cunha (activo 1740–1743).","monument_contact":{"fax":"+351 21 228 8265","email":"turismo@cm-sesimbra.pt","phone":"+351 21 228 8500","address":"Estrada Nacional 379 \n2970 Sesimbra","institution":"Confraria de Nossa Senhora do Cabo Espichel"}},"90011718-442c-5028-93d5-960d464ee51f":{"name":"Fachada da Igreja de Santa Engrácia/Panteão Nacional","description":"Colunata convexa encimada por volutas.","dates":"1682–1966","location":"Exterior"},"9120f347-387c-59c7-b14d-f797076fce67":{"name":"A Cerca Velha de Évora","description":""},"91e54f49-adc6-561d-beb9-1ac140535ab7":{"name":"Igreja de San Román","description":""},"91f210fe-567e-5899-a3c0-693a551d2636":{"name":"*Aqueduto das Águas Livres*","alternate_name":"Aqueduto das Águas Livres","description":"O Aqueduto possui três partes constituintes principais: as *mães de água*, no arranque do percurso junto às nascentes, no Vale de Carenque; o aqueduto e a as respectivas ramificações pela cidade com 58,135 quilómetros de extensão, de que faz parte a arcaria sobre o Vale de Alcântara, com 941 m de comprimento e 35 arcos, 14 dos quais ogivais o os restantes de volta inteira; e a *Mãe de Água das Amoreiras*, ponto do chegada da água à cidade, ampla construção abobadada, provida de um depósito com cerca de 5500 m3 de capacidade. No conjunto da grande obra, é evidente a influência estética da Aula dos Paços da Ribeira, da qual Manuel da Maia foi mestre. Caracteriza-se pela simplicidade de meios e pela eficácia de objectivos. A contenção formal era perfeitamente justificável para um empreendimento desta natureza, que exigia uma seriação dos materiais e dos talhes a utilizar com vista a uma maior racionalização de meios. Surpreende pelo arrojo técnico a enorme altura a que sobem as flechas dos arcos do Aqueduto no Vale de Alcântara, sendo de realçar o contributo de Custódio Vieira e do seu saber de engenharia de guindagem. A obra do Aqueduto tornou-se numa afirmação de um “modo de fazer” tradicional, “à portuguesa”. Trata-se de uma gigantesca operação de glorificação do rei e de transformação da cidade. O Aqueduto é, ele próprio, uma alegoria ao “romano”, quer dizer, imponentemente “imperial” na sua monumentalidade e, até, no seu posicionamento geográfico. Na *Mãe de Água das Amoreiras*, a escassa ornamentação é compensada pela escala do empreendimento e pela imposição das vastas paredes despidas e solenes, como se o edifício fosse, de facto, um templo das águas. Aliás, tudo aqui parece provar a intenção de criar um lugar de destaque na topografia monumental da Lisboa joanina, que era modesta, por sinal. Trata-se de um caso de claro empenhamento “barroco” na monumentalização da cidade capital, aliás, clarificada pela poética inscrição joanina do exterior da Casa do Registo (à ilharga da Mãe de Água): *Nayadum, Olisiponensiu Urbana Domus intus Aquae dulces. Anno Domini 1748.*","short_description":"Aqueduto para captação, condução e distribuição de águas à cidade de Lisboa, segundo o sistema clássico da gravidade. Estrutura a céu aberto e em galeria subterrânea, com “mães de água” ao longo do seu percurso, sendo as principais junto ao manancial de origem. Dotado de obras anexas, ramificações e chafarizes.","type":"Arquitectura civil; arquitectura da água.","dates":"1731–1799","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Sequeira, G. M., *Catálogo da Exposição Cultural Relativa ao Aqueduto das Águas Livres e Abastecimento de Água à Cidade de Lisboa*, Lisboa, 1940. \nSantos, E. dos, “Manuel da Maia e o Aqueduto das Águas Livres”, in *Revista Municipal*, Lisboa, Ano XIII, nº. 94, 3º trimestre, 1962. \nFrança, J.-A., *Lisboa Pombalina e o Iluminismo*, Lisboa, 1977. \n*D. João V e o Abastecimento de Água a Lisboa*, Catálogo de Exposição, 2 vols, Lisboa, 1990. \nCaetano, J. de O., *Chafarizes de Lisboa*, Lisboa, 1991.","author":"Paulo Pereira","history":"No começo do reinado de D. João V, a situação do abastecimento de água a Lisboa era de quase ruptura. A população acorria aos chafarizes da parte velha da cidade, onde as disputas pela posse da água assumiam grande violência. A água era um bem escasso e dispendioso, sujeito a especulação por parte dos aguadeiros. Para obviar a este estado de coisas, Cláudio do Amaral, procurador de Lisboa Ocidental, propôs, em 1723, o estudo dos mananciais das Águas Livres de Belas com o intuito de promover a sua condução a Lisboa. O rei apoiou esta decisão e conferiu-lhe meios de execução. Logo em 1729 foram lançados impostos sobre alguns géneros que entravam na cidade (carne, vinho, palha, azeite e sal), com a finalidade de reunir a soma necessária para o arranque da edificação do aqueduto que partisse daquelas fontes. Em 1731, iniciaram-se as obras do Aqueduto e, em 1744, chegaram a Lisboa as primeiras águas conduzidas pelo empreendimento, embora as obras só tenham ficado concluídas por volta de 1799.","patrons":"Município de Lisboa; rei D. João V.","architects":"Arquitecto e engenheiro português Manuel da Maia (1677–1766); arquitecto e engenheiro italiano Antonio Canevari (1681–1764); arquitecto e engenheiro português Custódio Vieira (c.1690–c.1744); arquitecto e engenheiro húngaro Carlos Mardel (c.1695–1763); outros arquitectos e engenheiros húngaros desconhecidos. Fontes: engenheiro Miguel Ângelo Blasco (activo 1769–1770); arquitecto Reinaldo Manuel dos Santos [n.d.].","monument_contact":{"fax":"+351 21 810 0202","email":"pinacio@epal.pt","phone":"+351 21 810 0215","address":"Museu da Água \nRua do Alviela a Santa Apolónia, 12 \n1170-012 Lisboa","institution":"EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres SA"}},"92d8d3cb-ef2e-5f30-8310-94032b8f1c3d":{"name":"Igreja e torre-campanário de San Pedro","description":""},"94031aeb-2e89-58b2-8d43-398dcb900c96":{"name":"Capela das Onze Mil Virgens","description":"Este retábulo de talha dourada apresenta, no corpo principal do altar, um conjunto de nichos contendo imagens e relíquias, sobreposto por um friso com querubins. No remate do altar, enquadra-se uma pintura representando a *Virgem,* do pintor Martim Conrado.","dates":"Datado de 1653","location":"Interior. Lado da Epístola"},"94cdeee7-53c5-5761-ab9d-acf97269177b":{"name":"Conjunto urbano","description":""},"95109161-87b5-5953-88a1-413967eb4236":{"name":"Pintura do tecto","description":"A pintura original, que compreendia apenas elementos arquitectónicos, foi feita pelo pintor espanhol Francisco Venegas, nos finais do século XVI. As cenas bíblicas, inspiradas em gravuras de Antuérpia, foram acrescentadas mais tarde, durante o século XVII, nomeadamente o painel central, *O Triunfo da Santa Cruz*, atribuído ao pintor português Amaro do Vale.","dates":"Séculos XVI e XVII","location":"Interior"},"95e53274-5649-564f-95b7-1dd7917bec2d":{"name":"Igreja e Torre de San Pedro de los Francos","description":""},"976874d7-3e8f-5368-ba10-5054c2f2a238":{"name":"Pinturas a óleo sobre tela","description":"Três das seis pinturas representam os ciclos da vida da Virgem e da infância de Jesus.","dates":"Transição do século XVII para o século XVIII","location":"Nave da igreja"},"9786138c-911e-5c83-bbbc-1f79f78efc26":{"name":"Pátio com escadaria para o primeiro piso","description":"O pátio, com escadas para o primeiro piso, cria um espaço de entrada requintado, decorado com azulejos figurativos. Uma figura de convite surge no início do percurso das escadarias, continuando a decoração em azulejos com elementos arquitectónicos, putti e vasos com flores.","dates":"1700–1714","location":"Entrada do edifício"},"97e3480f-d7cd-56d6-b710-84eb08c01f73":{"name":"Jardins e Palácio Fronteira","alternate_name":"Palácio do Marquês de Fronteira","description":"A parte principal do Palácio é constituída por um corpo de base quadrangular, com dois pisos, actualmente com torrinhas em dois dos cantos do quadrado; a fachada principal inclui uma serliana dupla e uma escadaria que dá acesso ao pátio. Em cima, encontra-se uma *loggia* de traça idêntica, sustentada por colunas jónicas. As alas laterais são decoradas com pilastras jónicas, enquanto a fachada este ostenta uma importante colecção azulejar *in situ* desta época, representando homens e damas nobres, sereias e cenas de pesca. \nContém a mais importante colecção de azulejos *in situ* desta época, tanto nos jardins e no terraço, como na Sala das Batalhas e na Sala dos Painéis (holandeses). São também notáveis os embrechados da mesma época e os estuques do século XVIII. \nO interior organiza-se à volta de uma escadaria monumental que liga o piso térreo ao piso nobre ou de cerimónia, a partir do qual se alcança a galeria e o terraço. \nUma das divisões da ala nascente alberga um ciclo único de azulejos figurativos, representando cenas de caça, além de estuques decorativos com temas mitológicos do século XVIII. O conjunto palaciano inclui a Galeria das Artes ou terraço, a capela, a biblioteca, o jardim de Vénus e o jardim formal.","short_description":"O Palácio do Marquês de Fronteira testemunha o esplendor e o requinte que pautavam a vida social da nobreza portuguesa dos finais do século XVII. A combinação harmoniosa entre o edifício principal de dois pisos, a ala oitocentista, os jardins e a colecção de esculturas, embrechados e painéis de azulejos, constitui um testemunho notável dos primórdios da arquitectura barroca.","type":"Arquitectura civil, palácio e jardins.","dates":"1665–1678","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Andrada, E. de C., *Memórias do Marquês de Fronteira e d'Alorna D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto Ditadas por Ele Próprio em 1861*, Lisboa, 1926 – 1932. \nNeves, J. C., *Jardins e Palácio dos Marqueses de Fronteira*, Lisboa, 1954. \nMeco, J., *Azulejaria Portuguesa*, Lisboa, 1957. \nLeite, A. C., “Fronteira, Palácio”, in *Dicionário da arte barroca em Portugal*, Lisboa, 1989. \nMascarenhas, F., “Notas para uma Análise Estético-Histórica dos Painéis da Sala das Batalhas do Palácio Fronteira”, AAVV., in *Encontro Sobre História da Azulejaria em Portugal II - Da Passagem da Monocromia Seiscentista à Azulejaria Joanina*. Lisboa, 1991, (texto policopiado).","author":"Filipe Benjamim Santos","history":"D. João de Mascarenhas, 1º Marquês de Fronteira, mandou edificar um palácio de verão ou talvez um pavilhão de caça, por volta de 1665 - 1673, no seguimento dos leais serviços prestados aos reis de Portugal, durante a Guerra da Restauração portuguesa contra o domínio espanhol. Foi inaugurado em 1672, com a presença do príncipe regente, futuro rei D. Pedro II. Na sequência da destruição provocada pelo terramoto de 1755 na casa da rua das Chagas, o 5º Marquês de Fronteira, D. José Luís Mascarenhas, converteu o Palácio Fronteira na residência lisboeta permanente da família. Entre 1771 e 1781, teve lugar uma nova campanha de obras, nas quais se incluem a construção de uma nova ala e o restauro dos estuques ao gosto rococó e neoclássico. No século XX, foram feitas novas alterações, acompanhando os requisitos de conforto de uma residência familiar do século XX.","patrons":"1º Marquês de Fronteira, D. João Mascarenhas.","architects":"Desconhecido.","monument_contact":{"fax":"+351 21 778 49 62","email":"fronteiraalorna@mail.telepac.pt","phone":"+351 21 778 20 23","address":"Largo de São Domingos de Benfica, 1 \n1500–554 Lisboa","institution":"Fundação das Casas de Fronteira e Alorna"}},"9834f4df-4ac2-5b3d-9e01-415aa52a8d3b":{"name":"Fachada principal da Igreja","description":"Esta fachada apresenta algumas inovações relativamente a outros projectos da Companhia, nomeadamente a supressão das duas torres, mantendo-se os símbolos jesuítas habituais.","dates":"1676–1711","location":"Exterior"},"983963e7-fc19-5d7d-8898-e4698259d642":{"name":"Pormenor da decoração do tecto","description":"Tecto em madeira com uma falsa abóbada de berço, pintado com motivos vegetalistas e em *trompe l'œil.*","dates":"Inícios do século XVIII","location":"Nave da Igreja"},"9893bb4f-5bee-56e3-82dc-7febef951947":{"name":"*Imaculada Conceição*","description":"Em 1646, poucos anos depois da restauração da independência de Portugal, o rei D. João IV consagrou oficialmente o país a Nossa Senhora da Conceição. As imagens de cenas da vida da Virgem remontam aos primórdios da arte cristã: no entanto, são pouco frequentes as representações deste tema antes do século XVI.","dates":"Cerca de 1695–1698","location":"Junto ao púlpito"},"98cddc8f-4a9e-5746-89ab-555ccc8f513a":{"name":"Igreja de San Miguel Bajo","description":""},"9945fbfe-1d4b-5e33-a105-610f2f4a3994":{"name":"*Maquette* de Lisboa antes do terramoto de 1755","description":"Enorme *maquette* do centro de Lisboa anterior ao terramoto de 1755.","dates":"C.1950","location":"Piso térreo"},"99770697-2dfc-5077-896a-483da326c009":{"name":"Cabo de São Vicente","description":""},"99f56792-6482-5cfa-83ad-cfea74567160":{"name":"*Jardim do Paço Episcopal*","description":"Os jardins desempenharam um papel relevante no contexto da arte europeia dos séculos XVII e XVIII. \nOs jardins barrocos tentavam representar o Universo de uma forma simbólica, combinando valores estéticos com conceitos filosóficos. Por vezes de dimensão considerável e com uma composição rica e elaborada, combinavam a natureza com elementos ornamentais, tais como estátuas e painéis de azulejos, no caso português, reflectindo assim os hábitos sociais e culturais dos encomendadores. Em suma, funcionavam como palco de diversão, projecção social ou exaltação espiritual, no caso dos espaços clericais. \nO Jardim do Paço Episcopal, constituído por diferentes patamares ligados por escadarias, deve ser entendido como um espaço de evocação a Deus pela alegoria e pelo exemplo das virtudes. No patamar intermédio, de planta rectangular e dividido longitudinalmente em três partes, com um lago central e mais quatro aos cantos, estátuas em granito representam as Escrituras e o mundo espiritual, (quatro virtudes cardinais, três virtudes teologais e monumental Escadaria dos Apóstolos que liga ao patamar superior); o mundo material (signos, continentes, estações do ano e os quatro elementos) e, por fim, o mundo nacional, através da monumental Escadaria dos Reis (ao fundo, também ligando ao patamar superior). \nNo mesmo patamar, está o Tanque das Coroas, bem como um jardim particularmente curioso, conhecido por *Jardim Alagado.* \nNo patamar superior, encontra-se um tanque grande, decorado com a Cascata de Moisés.","short_description":"O jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco combina espaços ajardinados com lagos, fontes, canteiros e um conjunto de esculturas que representam temas religiosos e os reis de Portugal.","type":"Jardim barroco.","dates":"Século XVIII","location":"Castelo Branco, Castelo Branco","method_for_datation":"Evidência histórica.","bibliography":"Silva, J. A. P. da, *Memorial Cronológico e Descritivo da Cidade de Castelo Branco*, Lisboa, 1853. \nCarita, H. e Cardoso, A. H., *Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal*, Lisboa, 1990. \nCastel-Branco, M. C. A., *O lugar e o significado, os jardins dos vice-reis*, Dissertação de Mestrado, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa, 1992. \nPereira, P. (dir.) “A Arte dos Jardins. O Jardim Barroco”, in *História da Arte Portuguesa*, vol 3, Lisboa, 1995, pp. 213-231. \nSilva, P. R. da, *Jardim do Paço – novos contributos para o estudo dos recreios episcopais de Castelo Branco*, Castelo Branco, 2001.","author":"Rui Oliveira Lopes","history":"O Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco foi construído no primeiro quartel do século XVIII, sob o patrocínio do Bispo D. João de Mendonça (1711–1736), junto ao edifício do Paço, que funcionava como residência de Inverno do Bispo da Guarda, que assim se protegia do frio excessivo daquela cidade. Em 1771, foi criada a Diocese de Castelo Branco e o Palácio transformou-se em residência oficial do Bispo. Todavia, o jardim só viria a ser terminado em finais do século XVIII, por D. Vicente Ferrer da Rocha, segundo Bispo de Castelo Branco, coadjuvado por Frei Daniel Joaquim do Rosário. \nNo início do século XX, o jardim foi adquirido pela Câmara Municipal de Castelo Branco, tendo sido construído um novo patamar de acesso ao terraço central. A decoração deste novo espaço é constituída por canteiros talhados em buxo e por painéis de azulejos que representam os vários bispos do bispado de Castelo Branco.","patrons":"Bispo D. João de Mendonça.","architects":"Desconhecidos.","monument_contact":{"fax":"+351 272 330 324","email":"cultura.cmcb@gmail.com","phone":"+351 272 330 330","address":"Câmara Municipal de Castelo Branco \nPraça do Município \n6000 Castelo Branco","institution":"Câmara Municipal de Castelo Branco"}},"9a119226-14e5-5c76-9358-4559912ca023":{"name":"Capela de Nossa Senhora da Doutrina","description":"A imagem principal desta capela representa Nossa Senhora da Doutrina (Santa Ana com a Virgem Maria nos braços). Embora a capela tenha sido construída no século XVII, a sua decoração data de uma época mais tardia, típica do Barroco português, conhecido por “Estilo Nacional”, que se desenvolveu nos finais do século XVII e início do século XVIII. Esta é única capela lateral cuja talha dourada reveste toda a sua superfície interior, incluindo o tecto em abóbada.","dates":"A capela foi iniciada em 1 de Abril de 1634, pela Irmandade de Nossa Senhora da Doutrina, que a usou como sua sede de culto; o trabalho de pedraria ficou completo em 1690.","location":"Interior da Igreja"},"9ade136b-945c-5231-b7b5-69a4d6c5f03f":{"name":"Arco do Repouso","description":""},"9ae9fc2b-3bed-5ffe-b81b-cb6a18a7f879":{"name":"Janelas do andar nobre","description":"Janelas do primeiro piso com motivos rococó.","dates":"1754–1755","location":"Exterior"},"9b3fedda-46ac-57fe-869c-ee65a2bb8b5c":{"name":"Igreja de San Lorenzo","description":""},"9be0039d-e38c-5148-9a95-774d967994a4":{"name":"Cúpula","description":"A cúpula hemisférica é iluminada por quatro janelões e outros tantos cegos, decorados com sanefas de flores e estuques coloridos, de inspiração rococó. As trompas da cúpula apresentam, em cartelas, os quatro doutores da igreja: São Jerónimo, Santo Agostinho, Santo Ambrósio e São Gregório.","dates":"C. 1745. Pintura do século XIX","location":"Interior da igreja"},"9cf9544c-47c2-5741-bf3e-5d928fd5cfa2":{"name":"Capela de Nossa Senhora da Piedade","description":"O desenho do retábulo desenvolve-se à volta da representação central do “Calvário”. A tribuna é completada por uma escultura do século XVII representando a Pietà. A talha dourada é diferente da das outras capelas laterais, graças à exuberante qualidade da sua talha policroma, a qual resulta, em grande parte, da variedade da folha de ouro que a reveste.","dates":"A construção do retábulo e a decoração foram obra da Irmandade de Nossa Senhora da Piedade; tiveram início em Setembro de 1686 e terminaram em 1711, de acordo com uma inscrição. O retábulo é de 1708 e o douramento foi acrescentado em 1716.","location":"Interior da Igreja"},"9df17b0c-56ba-5fdc-8d9a-c7177fbc1afc":{"name":"Casamatas para os soldados","description":"Dezoito das vinte divisões subterrâneas têm ventilação, acesso a um poço e a uma mina de água, bem como um sistema de drenagem de águas. Em caso de ataque, os habitantes de Almeida encontravam aqui refúgio. Também serviu de alojamento para os militares, de armazém e até de hospital, em ocasiões mais críticas.","dates":"1641–1651","location":"Interior das muralhas"},"9df9ad1d-8d86-536f-b9dc-b840825f1265":{"name":"Igreja Matriz.","description":"A igreja Matriz da Vila de Dois Portos, situada na Alta Estremadura, a Norte de Lisboa, perto do Atlântico, é uma das raras que conserva um tecto mudéjar, em toda esta vasta área. A sua estrutura arquitectónica é toda do século XVI, do tempo de afirmação da primeira renascença, havendo até elementos, como os capitéis das naves, que apontam para autoria de um mestre que tenha trabalhado com o grande arquitecto régio João de Castilho, em Lisboa e em Tomar. A datação seria, deste modo, a da década de trinta. \n \nEstes tectos existiram um pouco por todo o país, e este pode incluir-se num núcleo que teve em Sintra e em Lisboa os seus pólos difusores. Foi uma moda que se instalou nos círculos da corte, logo no início do reinado de D. Manuel I (1495-1521), que teve o seu clímax nas obras do Palácio da Vila de Sintra, mas que não ficou por aqui, sendo extensa a aplicação de azulejos sevilhanos, numa infinidade de igrejas e palácios, para dar um “ar andaluz”, e a construção de outros dispositivos dentro da mesta tradição, como as ameias de ressalto e as portas e janelas com arcos ultrapassados, comprováveis num muito arruinado palácio de Azóia, no convento da Madre de Deus de Xabregas de Lisboa e também no Convento do Varatojo, nos arredores de Torres Vedras. \n \nO que é mais marcante, na igreja matriz de Dois Portos é a simultaneidade do uso de dois esquemas que, aparentemente são contraditórios: os capitéis clássicos, de tratado, emblemas de uma corrente que defendia a arquitectura “à antiga”, e o tecto de laçaria policromada e dourada, evocativa de outras vivências, claramente opostas às preconizadas pelos defensores da Arte da Antiguidade greco-romana.","short_description":"A igreja Matriz da Vila de Dois Portos, situada na Alta Estremadura, a Norte de Lisboa, perto do Atlântico, é uma das raras que conserva um tecto mudéjar, em toda esta vasta área. \nO aspecto mais marcante, na igreja matriz de Dois Portos é a simultaneidade do uso de dois esquemas que, aparentemente são contraditórios: os capitéis clássicos, de tratado, emblemas de uma corrente que defendia a arquitectura “à antiga”, e o tecto de laçaria policromada e dourada, evocativa de outras vivências, claramente opostas às preconizadas pelos defensores da Arte da Antiguidade greco-romana.","dates":"Século XVI.","location":"Dois Portos., Lisboa.","method_for_datation":"Através de análise estilística.","bibliography":"Dias, P., “Arquitectura mudéjar portuguesa: Tentativa de sistematização”, *Mare Liberum*, nº 8, Lisboa, 1994, p. 67.","author":"Pedro Dias","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001"},"9e1ec63f-821f-5c65-a4d5-3ccb0af50ea9":{"name":"Igreja do Mosteiro de Santa Isabel la Real","description":""},"9f186000-f429-588b-b1a7-58bcf82d6a8f":{"name":"*Palácio Real de Queluz*","alternate_name":"Palácio Nacional de Queluz","description":"O núcleo inicial da casa fica à direita da praça do Palácio. Como se percebe, o palácio cresceu a partir daqui para sul. Mateus Vicente de Oliveira - o primeiro arquitecto a trabalhar no novo Palácio - começou por construir a fachada de cerimónia que deita para um rectângulo recolhido e se abre para uma segunda área rectangular. Daqui partem duas alas simétricas côncavas, formando uma praça “barroca”, definindo um eixo de recepção. Como resultado, apesar da sua pequena dimensão, na maioria de andar térreo, o palácio apresenta uma considerável monumentalidade. De resto, as fachadas destinavam-se a ser vistas a partir dos jardins.","short_description":"Palácio de veraneio da corte portuguesa. Desenvolve-se a partir de um núcleo palaciano mais antigo, formando, em planta, uma praça semi-circular, para o exterior, em redor da estátua da rainha D. Maria I, grupo escultórico neo-clássico da autoria de Joaquim José Aguiar. Para o interior, apresenta uma planta em “U” abraçando um jardim “à francesa” com outras alas rematando o parque.","type":"Arquitectura secular, palácio.","dates":"Século XVII; 1751–c.1800","location":"Queluz, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica, análise estilística e documentação.","bibliography":"Delaforce, A., Afonso, S. L., *Palácio de Queluz* – *jardins*, Lisboa, 1988. \nFerro, I., O *Palácio de Queluz,* Lisboa, 1997.","author":"Paulo Pereira","history":"Com o incêndio do Palácio de D. Pedro (o antigo Palácio dos Castelo Melhor ou “dos Côrte Real”, em Lisboa) e face à necessidade de alojar condignamente a corte, aceleraram-se as obras no palácio de Queluz, a partir de 1747. Na realidade, data deste período a configuração da fachada principal e das fachadas viradas para o Pátio de Honra e para o Jardim Pênsil. A linguagem é francamente barroca, de estilo cosmopolita, se bem que a dimensão da casa não fosse grande. A transformação do Palácio dá-se por ocasião do casamento do infante D. Pedro, agora D. Pedro III, com a rainha D. Maria I, que passa, forçosamente, a assumir funções de Estado e tem de se adaptar para o efeito, atendendo ao cerimonial de corte e à estada da família real. A partir de 1758, Jean-Baptiste Robillion assume a direcção das obras e o Palácio adquire definitivamente um ar “francês”, ou não fosse o seu arquitecto de origem francesa. Com ele trabalharam artistas franceses - Jean François Cragnier, Pierre Larrie e Jacques Antoine Collin -, e artistas portugueses, de entre os quais se destaca o entalhador Silvestre de Faria Lobo. A sucessão das obras, que nunca cessaram, determinou a ausência de homogeneidade estilística deste edifício, percorrendo o gosto barroco e o *rocaille*, com apontamentos neo-clássicos, não propriamente programáticos, mas derivados, precisamente, do gosto dos mestres franceses que aqui trabalharam.","patrons":"Casa do Infantado, infante D. Pedro (futuro rei D. Pedro III), rei D. José I; rainha D. Maria I e rei D. João VI.","copyright":"Direitos de autor fotografias \"DDF/IMC,IP\": Divisão de Documentação Fotográfica/Instituto dos Museus e Conservação,IP DDF/IMC,IP.","architects":"Arquitectos: Mateus Vicente de Oliveira (1706–1786), Jean Baptiste Robillion (activo 1758–1782), Manuel Caetano de Sousa (activo 1782–1800); pintores: João de Freitas Leitão, Manuel da Costa, António Berardi, Manuel do Nascimento; escultores: (interiores) Silvestre de Faria Lobo, Manuel Alves, Filipe da Costa; (estátuas do jardim) John Cheere (1709–1787); (Fonte de Neptuno) Ercole Ferrata (1610–1686).","monument_contact":{"fax":"+351 21 434 3878","email":"pnqueluz@imc-ip.pt","phone":"+351 21 434 3860","address":"Palácio Nacional de Queluz \nLargo do Palácio \n2745-191 Queluz \nwww.pnqueluz.imc-ip.pt","institution":"Instituto dos Museus e da Conservação"}},"9fdbb7de-267f-5e7e-bd02-0d31db272651":{"name":"*Mosteiro de São Martinho de Tibães*","alternate_name":"Mosteiro de Tibães.","description":"O Mosteiro de Tibães é composto por igreja, alas conventuais, ruínas e cerca monástica. A Igreja foi reedificada entre 1628 e 1661, seguindo o plano de Manuel Álvares e Frei João Turriano. Chão no estilo, a sua dimensão é enorme. A decoração interior é notável pela sua talha decorativa e esculpida por Frei Cipriano da Cruz Sousa, André Soares e Frei José de Santo António Vilaça. A importância do Mosteiro de Tibães mede-se, também, pelo papel que desempenhou como autêntico \"estaleiro-escola\" de um conjunto de arquitectos, mestres pedreiros, carpinteiros, entalhadores, douradores, enxambradores, imaginários e escultores, que trabalharam no Noroeste peninsular. A cerca é única por causa da mata, do espaço agrícola e do jardim barroco. Este possui fontes monumentais com notável iconografia hagiográfica e alegórica, possuindo algumas peças do sistema hidráulico que ainda hoje funcionam. Destaca-se como exemplo único de concepção de jardim monástico barroco.","short_description":"O Mosteiro de Tibães é composto por igreja, alas conventuais, ruínas e cerca monástica. A igreja foi reedificada entre 1628 e 1661, seguindo o plano de Manuel Álvares e Frei João Turriano. Foi o trabalho notável de um grupo de arquitectos, entalhadores, escultores e douradores, onde se encontram nomes como Frei Cipriano da Cruz, André Soares e Frei José de Santo António Vilaça, que tornou a igreja do Mosteiro de S. Martinho de Tibães num dos mais elevados expoentes da arte portuguesa.","type":"Arquitectura religiosa, mosteiro.","dates":"Séculos XVII–XVIII","location":"Mire de Tibães, Braga","method_for_datation":"Por evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Smith, R. C., *Frei Cipriano da Cruz, Escultor de Tibães,* Porto, I968. \nSmith, R. C., *A Talha em Portugal,* 1968. \nSmith, R. C., *Frei José de Santo António Ferreira Vilaça. Escultor Beneditino do Século XVIII, Lisboa,* 1972. \nSmith, R. C., *André Soares, Arquitecto do Minho,* Lisboa, 1973. \nSobral, L. de M., *Do* *Sentido das Imagens. Ensaios sobre pintura barroca portuguesa* e *outros temas ibéricos,* Lisboa, 1996.","author":"Aida Mata","history":"O Mosteiro foi fundado no século XII e reconstruído entre os séculos XVII e XVIII, altura em que foram empreendidos importantes trabalhos. Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1833-1834, foi encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, vendidos em hasta pública, processo que só terminou em 1864 com a compra do próprio edifício conventual, pelo Estado Português.","patrons":"Ordem de São Bento.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Direcção Regional da Cultura do Norte, Mosteiro de São Martinho de Tibães.","architects":"Arquitectos: Manuel Álvares [n.d.] e João Turriano [n.d.]; escultores: Frei José Cipriano da Cruz Sousa (c.1645–1716); André Soares (1720–1769); José Álvares de Araújo (act.1756), Frei José de Santo António Vilaça (1731–1809)","monument_contact":{"fax":"+351 253 62 39 51","email":"msmtibaes@culturanorte.pt","phone":"+351 253 622 670 / +351 253 62 39 50","address":"Rua do Mosteiro \n4700-565 Mire de Tibães","institution":"Direcção Regional da Cultura do Norte"}},"a0052411-65b2-5767-9dac-0c6541d19290":{"name":"Igreja de San Pedro","description":""},"a087cbc7-2a72-565a-9130-17dbf4bd2cf2":{"name":"Capela lateral de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora da Soledade","description":"Notável retábulo de talha dourada.","dates":"1726–1750","location":"Lado direito interior da nave"},"a32a2915-2855-5d07-8732-65d0e36b429e":{"name":"Torre dos Clérigos","description":"A torre possui seis andares e 75,6 metros de altura. Os andares vão variando em espessura, quase sempre estreitando, segundo uma estrutura telescópica. O jogo de varandas, no último andar da sineira, ajuda a desmaterializar o edifício e a aumentar o seu poder retórico, manifestando-se como uma espécie de “farol da fé” sobre toda a cidade.","dates":"1757–1763","location":"Exterior"},"a57d4abf-6b52-5b52-8afd-bfbb2d6dc6b9":{"name":"Palácios dos Toledo Ayala","description":""},"a60736ac-9a27-5a00-a449-00b988650f8e":{"name":"Igreja de Nossa senhora da Anunciação, antiga mesquita","description":""},"a7199e6e-f09c-553d-bbf6-ec8f5ca91e89":{"name":"Tanque das Coroas e Jardim Alagado","description":"O Tanque das Coroas, de planta rectangular, é decorado com três repuxos encimados com coroas. No patamar principal, existem canteiros com pequenos lagos trapezoidais e uma fonte central. A terceira imagem refere-se ao Jardim Alagado.","dates":"Século XVIII","location":"Terraço central"},"a7d46946-6738-5573-891c-4e08ae86ba9a":{"name":"Povoado fortificado","description":""},"a9010c10-1fb7-5ef1-8ca0-1230ac78e3c3":{"name":"Convento de Santa Catalina","description":""},"a93a44e4-31d3-5087-ab94-f1ff9655efb5":{"name":"Balaustrada","description":"Balaustrada rococó da fachada com platibanda coroada de fogaréus.","dates":"1754–1755","location":"Exterior"},"a9fe98c3-bd7f-563d-a93e-61ce757999c2":{"name":"Alcarias.","description":"O sistema de povoamento da região entre o Baixo-Alentejo e o Algarve é caracterizado por uma grande dispersão de pequenos núcleos habitacionais, ora situados nas imediações de antigas alcarias abandonadas do período islâmico ora sobrepondo-se a povoados mais antigos. \n \nEntre os Campos de Ourique e as vertentes setentrionais das serras de Mu e Caldeirão, o povoamento antigo organiza-se, quase exclusivamente, em aglomerados de cume. Estes povoados fortificados, muitas vezes com continuidade habitacional até ao período islâmico, são constituídos, nos exemplos mais significativos, por duas partes separadas mas complementares: um cerro mais elevado onde um amuralhamento cerca um recinto de meio hectare e, em nível inferior, um cercado com 12 a 20.000 metros quadrados para protecção e recolha dos rebanhos. \n \nSão vários os exemplos deste modelo urbano, embora nos pareçam mais significativos os casos de Ourique e do Castro da Cola. Em Almodôvar é também claramente perceptível a forma como o povoado se foi organizando desde a Idade do Ferro. No cerro de Santa Rufina, ou Castelo Velho, destaca-se ainda o núcleo de uma provável \"salúquia\" (zona mais elevada no interior de uma fortificação) que, pela sua forma circular, originou o topónimo de Almodôvar - \"redondo\" em árabe. Numa cota inferior localiza-se o hipotético *albacar* \\- que posteriormente se teria adaptado a aglomerado populacional. O cerro da Nodre (que em árabe quer dizer \"atalaia\") indica ainda a zona de vigilância que antecedeu a urbanização do século XIV, ordenada segundo a via Norte-Sul de acesso ao Algarve. \n \nCada um destes povoados fortificados tinha um termo económico constituído por hortas, campos de pão, e por uma área de mato e floresta. No interior deste espaço, todas as alcarias e casais formavam uma inter-dependência de tipo familiar ou clânico, festejavam os mesmos oragos e enterravam os seus mortos no mesmo local. \n \nDurante muitos séculos, fazendo e refazendo as suas frágeis muralhas de pedra e barro, resistiram aos senhores feudais, mantendo arcaicas e sólidas relações de solidariedade.","short_description":"Os povoados da região entre o Alentejo e o Algarve organizam-se, ainda hoje, de acordo com esquemas que remontam ao período islâmico. A dispersão de um grande número de núcleos populacionais de pequenas dimensões, uma economia baseada na pastorícia e a arquitectura tradicional remetem para um Mediterrâneo intemporal. \nCada um destes povoados tinha um termo económico constituído por hortas, campos de pão e por uma área de mato e floresta. Durante muitos séculos, refazendo as suas frágeis muralhas de pedra e barro, resistiram aos senhores feudais, mantendo sólidas relações de solidariedade.","dates":"Sécs. II-III a VII AH / VIII-IX a XIII AD.","location":"Região de Mértola., Beja.","method_for_datation":"A datação deste tipo de sítios baseia-se, por norma, no estabelecimento de analogias com outro tipo de povoados do mesmo género e, ainda, tendo por base estudos de etno-arqueologia.","bibliography":"Torres, C., “Povoamento antigo no Baixo Alentejo. Alguns problemas de topografia histórica”, *Arqueologia Medieval*, n° 1, Porto, 1992, pp. 189-202.","author":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"aa138b57-595b-59cb-b030-9734f39c26b3":{"name":"Casa de los Tiros","description":""},"aa140333-d6b3-5bef-ae43-a31bb8c0fd39":{"name":"*Santuário de Nossa Senhora de Aires*","description":"Edifício projectado pelo Padre João Baptista, virado a poente, com uma silhueta rococó, na qual ressaltam os contrastes de luz e sombras dos mármores, com os arcos emoldurados de escaiolas coloridas, segundo a tradição alentejana. A fachada, com frontão triangular e grades de ferro, é flanqueada por duas torres sineiras com carrilhão de 1955 e nichos rasgados. A portada rococó do templo tem um pequeno relógio de sol de calcário branco de fins do século XVIII sobre o arco lateral direito do pórtico. \nO zimbório, dominando todo o conjunto, é iluminado por quatro amplos janelões. A nave é dividida em três tramos, separados por falsas pilastras. Tem dois púlpitos e duas tribunas para convidados erguidas nos tramos centrais, fechadas por gradeamentos batidos. No interior, os azulejos são do princípio do século XIX. \nA capela-mor, construída entre 1744 e cerca de 1750, com planta sensivelmente circular, é rasgada por quatro arcos redondos de cornijas salientes, suportadas por colunas de mármore branco raiado de azul. Nas quatro faces da capela, assentes em peanhas rococó, estão expostas imagens dos quatro Evangelistas, de madeira dourada, do escultor João Baptista. \nO baldaquino de talha dourada coroa a imagem de Nossa Senhora de Aires, peça gótica, de pedra de Ançã, policromada, de fins do século XV. \nA sacristia, de planta octogonal, cuja construção se iniciou em Outubro de 1743, é revestida de pinturas neo-clássicas pombalinas do lado esquerdo.","short_description":"O Santuário de Nossa Senhora de Aires, desenhado pelo Padre oratoriano João Baptista e local alentejano de profunda devoção, é um magnífico exemplo de uma igreja barroca em meio rural. Virado a sul, apresenta uma silhueta *rocaille* que se destaca na paisagem pelo contraste de luz e sombras da fachada e pela decoração com escaiolas coloridas, típicas da tradição alentejana. Tem uma fachada com duas torres simétricas, planta em cruz latina e o interior decorado com estuques e pinturas murais.","type":"Arquitectura religiosa, santuário de peregrinação.","dates":"1744–1760","location":"Viana do Alentejo, Évora","method_for_datation":"Documentação e análise estilística.","bibliography":"Leal, P., *Portugal Antigo e Moderno*, Lisboa, 1893. \nEspanca, T., “Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Évora”, in *Santuário de Nossa Senhora de Aires*, Cidade de Évora, nº. 60, Lisboa, 1978.","author":"Cristina Correia","history":"Local de profunda devoção dos peregrinos, que ali acorriam para cumprimento de votos e novenas a Nossa Senhora de Aires, no Outono. Devido à afluência de gente, o Senado Vianense obteve de D. José I o alvará de 27 Setembro de 1751, assinado pelo Marquês do Pombal, instituindo a feira franca de Nossa Senhora de Aires. Substituiu-se, por isso, o antigo templo quinhentista por um mais grandioso, presidido pelo reitor Padre José Peres. \nO arcebispo D. Frei Miguel de Távora aprovou a planta e iniciou-se a construção em Julho de 1743. A bênção e a inauguração solene tiveram lugar em 15 de Março 1760, com a igreja incompleta. As obras só terminaram em 1804, tendo-se realizado a segunda sagração a 13 de Maio desse ano.","architects":"Autor do projecto: Padre João Baptista (activo 1743), oratoriano de S. Filipe Neri, de Estremoz; construtor: Mestre Manuel Antunes; mestre de pedraria: Manuel Gomes, coordenando vários artistas da zona: oficiais António Ferreira Esteves, Gonçalo António da Silva, Manuel Madeira, André Melro e António Monteiro; datas desconhecidas.","monument_contact":{"email":"p.jeronimo.f@sapo.pt","phone":"+351 266 953 133","address":"Igreja Matriz de Viana do Alentejo \nLargo da Igreja Matriz \n7090 Viana do Alentejo","institution":"Diocese de Évora"}},"aab7653e-1083-507c-b7c9-1b2494663d41":{"name":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves","description":""},"ab9ca50b-155a-5181-83a8-a7d112c0581e":{"name":"Imagem do Divino Imperador","description":"Escultura representando Cristo Crucificado, com a coroa e o ceptro de prata dourada, sobre uma cruz revestida a prata filigranada, em conjunto de grande equilíbrio.","dates":"Século XVII","location":"Altar-mor"},"ac1f6f61-8f8f-5b97-a2b2-b93080b4eec7":{"name":"Igreja de San Pablo","description":""},"ad65acfd-b344-54ba-9a35-79851ddbd21c":{"name":"Igreja de Santa María","description":""},"ad7a69b4-51ae-5bed-922f-f95d07fa6ad4":{"name":"Retábulo da Nossa Senhora da Soledade","description":"Retábulo em talha dourada ao estilo rococó.","dates":"1764–1765","location":"Interior"},"ada03f89-9e12-51a6-b251-a9bcbfe3a40c":{"name":"*Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra*","alternate_name":"Casa da Livraria.","description":"A entrada, coroada pelas armas do reino, recorda que esta é uma obra executada sob real patrocínio. No interior, as três salas separadas por dois arcos triunfais criam uma repetição que atrai o olhar para o retrato do rei, colocado estrategicamente como um retábulo numa igreja. Competindo directamente com as “bibliotecas douradas” da Europa central, os motivos de inspiração chinesa das estantes, ditos *chinoiseries*, dão-lhe um certo exotismo “mundano”, confirmado pelas pinturas alegóricas dos tectos, que recordam um Mundo globalizado sob a direcção dos portugueses. Logo na primeira sala, a Biblioteca (*Bibliotheca*) é representada a receber os livros dos quatro continentes. As estantes do piso nobre guardam actualmente 28.943 volumes, mas existem dois níveis de depósito nos pisos inferiores, pelo que a Biblioteca dá guarida a quase 60.000 livros antigos.","short_description":"A Biblioteca da Universidade de Coimbra é um importante exemplo do barroco civil do tempo de D. João V e, definitivamente, uma das mais belas bibliotecas da Europa. A fachada, imponente com as suas quatro colunas monolíticas, o portal exterior, os arcos triunfais que o replicam no interior e que ligam as três salas recordam permanentemente a ideia de portas “reais” para o conhecimento acumulado nas suas prateleiras. Na parede fronteira à entrada, o retrato do rei, executado pelo pintor real G. D. Duprà, faz convergir a nossa atenção no programa político do monarca. As pinturas em perspectiva nos tectos (1723) criam a ilusão de que a Biblioteca se prolonga para o infinito.","type":"Biblioteca, civil.","dates":"1728","location":"Coimbra, Coimbra","method_for_datation":"Provas documentais e análise estilística.","bibliography":"Raczinski, Le C. A., *Les Arts au Portugal, lettres adréssées à la Société Artistique et Scientifique de Berlin (...)*, Paris, 1846. \nPimentel, A. F., \"O gosto oriental na obra das estantes da Livraria da Universidade de Coimbra\", in *IV Simpósio Luso-espanhol de História da Arte*, Coimbra, 1987. \nPereira, J. F. e Pereira, P. (dir.), in *Dicionário da Arte Barroca*, Lisboa, 1989. \nAmaral, A. E. M. do (coord.), *Tesouros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra*, Coimbra, 2009.","author":"A. E. Maia do Amaral","history":"Em 1716, o reitor solicitou autorização para fazer obras que permitissem dar melhores condições à biblioteca existente, mas D. João V ultrapassou aquelas ambições modestas ao autorizar a construção de uma nova biblioteca. A Biblioteca “Joanina” integra-se, assim, numa verdadeira renovação do ensino desejada por D. João V para a Universidade de Coimbra e que passaria também pela aquisição de novos livros de Teologia, Filosofia e Direito.","patrons":"Rei D. João V, durante os reitorados de Nuno da Silva Telles, Pedro de Baena e Francisco Carneiro de Figueiroa, na Universidade de Coimbra.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.","architects":"Arquitectos: Gaspar Ferreira e Manuel Moreira. Mestres-de-obras: João Carvalho Ferreira. Pedreiro: António Martins João. Vidraceiro: André Salgado. Fachada: Claude de Laprade (atrib.). Estantes: Gaspar Ferreira. Mobiliário: Francesco Gualdini. Pintores: Georges Domenico Duprà (retrato), António Simões Ribeiro, Vicente Nunes (tectos), Manuel da Silva (*chinoiserie*).","monument_contact":{"fax":"+351 239 827135","email":"director@bg.uc.pt","phone":"+351 239 410 624","address":"Largo da Porta Férrea \n3000 - 447 Coimbra","institution":"Universidade de Coimbra"}},"ada30dbf-d7f6-59db-9686-df60e9f94fc9":{"name":"Amendoeiras em flor.","description":"Uma das mais conhecidas lendas portuguesa narra a forma como as amendoeiras passaram a fazer parte da paisagem da região sul de Portugal. Um príncipe árabe, casado com uma cristã do Norte, estranhava a permanente tristeza em que a esposa vivia, pelo que um dia perguntou-lhe a que se devia aquele permanente estado de espírito. Foi-lhe então respondido que sentia a falta da neve, frequente no Norte da Península, mas que raramente cai nas regiões mais a Sul. O princípe mandou então plantar amendoeiras, cujo florescimento, no final do Inverno, cria a ilusão dos campos cobertos de neve. \n \nA lenda, romântica e plena de lirismo, tem, contudo, um fundo de verdade e apresenta ligações profundas ao território português. \n \nAl-Mutamid, poeta e senhor da dinastia abádida (461-484 AH / 1069-1091 AD) lançou um dia um repto a Ibn Amar, enquanto passeavam ao longo do Guadalquivir: “A brisa converte o rio / numa cota de malha”. A resposta veio de Itimad, escrava de Romaik: “Melhor cota não se acha / desde que a congele o rio”. Impressionado pela beleza da escrava e pela sua inspiração poética, al-Mutamid tomou-a por mulher e fê-la rainha. As origens familiares e geográficas de Itimad limitaram-se a ajudar a construir a lenda. Embora os factos narrados se reportem à região de Sevilha, al-Mutamid nasceu em Beja e foi senhor de Silves, tendo depois governado grande parte do sul da Península Ibérica. \n \nApeado do poder, al-Mutamid, viria a ser exilado em Marrocos, onde faleceu em 30 de Dhu'l-Hijja de 487 /10 de Janeiro de 1095. Itimad jaz a seu lado, num mausoléu em Agmat.","short_description":"As amendoeiras em flor marcam, no final do Inverno, a paisagem algarvia. Teriam sido plantadas, segundo a lenda, por um príncipe árabe em homenagem à sua amada, oriunda do norte. Assim se criaria a ilusão da neve, rara no sul. A lenda mergulha as suas raízes no romance entre o princípe abádida Al-Mutamid e e a escrava Itimad. Impressionado pela sua beleza e pela sua inspiração poética, al-Mutamid tomou-a por mulher e fê-la rainha. As origens familiares e geográficas de Itimad limitaram-se a ajudar a construir a lenda.","dates":"Desde presença muçulmana na região (séc. II AH / VIII AD).","location":"Sul de Portugal.","method_for_datation":"Através da tradição oral.","author":"Isabel Cristina Ferreira Fernandes","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"adb7bf36-1a80-561a-a4da-a7b4f5e951e5":{"name":"Loulé Islâmica","description":""},"add54831-b132-5b1c-9ed1-5c4eec59a759":{"name":"Praça do Comércio","description":"A Praça do Comércio, debruçada sobre o Tejo, é uma das peças emblemáticas da Baixa Pombalina. De acordo com a gravura atribuída a G. Fróis Machado, os planos iniciais não foram totalmente cumpridos. O Arco só foi edificado em 1873, segundo um projecto posterior de Veríssimo José da Costa.","dates":"1759–1873","location":"Frente ao estuário do rio Tejo"},"ae6421a1-0718-5c61-95f3-a73dadee80c7":{"name":"Hospital de San Miguel (opção)","description":""},"ae77a293-7b0e-5067-bde6-8ea3bbcc4d01":{"name":"*Ensemble d’époque*: quarto de dormir","description":"Instalado na ala nascente do Palácio, dando para o jardim do buxo, encontra-se uma recriação do ambiente palaciano setecentista, com móveis da época. Destaque para o revestimento de azulejos com temas campestres, cenas galantes, *chinoiseries*, na sua maioria datados de 1746.","dates":"C. 1750","location":"Piso térreo"},"b098967c-8fdc-50a6-b589-49320ad61b9a":{"name":"Nuestra Señora de las Nieves","description":""},"b09fc68b-a644-521a-b888-0fed76fb360b":{"name":"Casas da zona histórica","description":""},"b1230e81-eafc-5132-aed0-e2361753686f":{"name":"Retábulo dos Santos Mártires de Marrocos","description":"Exemplo de uma fase tardia do estilo D. João V.","dates":"1750–1751","location":"Interior"},"b1a77da8-c428-593d-a327-c702cc601914":{"name":"Escadaria","description":"Grande escada de aparato na zona central e nuclear do Palácio.","dates":"C.1750","location":"Interior do palácio"},"b2435a99-2675-536b-ad8a-40b3074f93c5":{"name":"Castro da Cola.","description":"O local identificado arqueologicamente como \"castro\" da Cola era conhecido até há algumas décadas como Nª Srª da Cola – a sua identificação como \"castro\" baseia-se em conjecturas eruditas que viam o sítio como uma construção \"lusitano-romana\". De facto, todo o território em redor deste local tem uma densa ocupação pré e proto-histórica mas a actividade arqueológica revelou aqui um *habitat* medieval. Os trabalhos arqueológicos foram iniciados por Abel Viana em 1958 e prolongaram-se pelos anos sessenta. \n \nEm época islâmica este local era conhecido como *Marjiq*, designação que perdurou mesmo após a conquista portuguesa. De facto, no séc. VII AH / XIII AD, na carta de foral que é outorgada a esta localidade consta o nome de Marachique; no séc. VIII / XIV o local está decadente, e a sede de concelho passa para a vizinha Ourique. \n \nEste sítio arqueológico foi escavado na década de sessenta, com o objectivo de se encontrar a referida ocupação lusitano-romana. Porém, as escavações revelaram uma \"acrópole\" fortificada cuja construção teve lugar em época islâmica mas num período ainda não determinado com segurança. Essa muralha define um recinto semelhante a uma alcáçova, a qual chegou a ter ocupação militar, de forma pontual e com algumas adaptações, ainda no séc. IX / XV. \n \nA fortificação do topo, a mais visível, exibe uma entrada que, apesar das modificações introduzidas no séc. IX / XV, é em cotovelo, como surge em muitas fortificações do *al-Andalus*, sobretudo a partir do séc. V / XI. \n \nO aparelho construtivo dominante é a alvenaria de xisto local, unida em muitos casos com uma argamassa terrosa. Em alguns pontos da fortificação detectam-se paredes com aparelho de tipo \"espinhado\", ou seja, uma variante tardia do *opus spicatum*. \n \nNo interior dessas muralhas são visíveis, para além de uma pequena cisterna, traços de urbanismo. Pela sua planta, é possível constatar que algumas das casas se organizavam em torno de um pátio central. Na área do \"castro\" foram encontradas lápides com inscrições funerárias de época islâmica. As cerâmicas exumadas datam, maioritariamente, da fase final do período islâmico, mas há-as também de fases anteriores. \n \nNo exterior da alcáçova têm-se detectado construções, o que configura a possibilidade de ter havido ocupação humana na vertente que desce para o rio Mira e para a ribeira do Marchicão – hidrónimo que se mantém como uma reminiscência do nome primitivo. O aproveitamento de locais com este tipo de implantação, nos quais se tira partido das condições de defesa e dos recursos proporcionados pela conjugação de duas linhas de água, tem paralelos em outros sítios do *al-Andalus*. \n \nSondagens pontuais recentes revelaram que as muralhas que se observam actualmente, e que resultaram do amontoar das pedras extraídas das escavações não estão exactamente, em alguns tramos, sobre a muralha islâmica original. Por outro lado, as aberturas que ainda se vêm na muralha também não são originais – são saídas para despejo de terras das escavações dos anos sessenta.","short_description":"Fortificação situada a curta distância a sul de Ourique era conhecida, em época islâmica, como *Marjiq*, designação que perdurou mesmo após a conquista portuguesa. \nA muralha define um recinto semelhante a uma alcáçova, a qual chegou a ter ocupação militar, de forma pontual e com algumas adaptações, ainda no séc. IX H/ XV d.C. A fortificação do topo, a mais visível, exibe uma entrada em cotovelo, como surge em muitas fortificações do *al-Andalus*, sobretudo a partir do séc. V H./ XI d.C. \nNo interior das muralhas são visíveis, para além de uma pequena cisterna, traços do urbanismo do povoado islâmico.","dates":"Séculos VI-VII AH / XII-XIII AD (e, depois, XI / XV).","location":"Ourique., Beja.","method_for_datation":"Pela referência textual sabe-se que *Marjiq* / Marachique existia durante o período de domínio Almorávida. O facto de ter sido constituído como sede concelho, no século VI AH / XII AD, leva a considerar a existência de, pelo menos, uma ocupação contínua entre os séculos VI / XII e VIII / XIV. Porém, não é de excluir uma existência militar já no século V / XI, numa fase que este território era zona de fronteira entre os reinos de taifas de Sevilha e de Silves.","bibliography":"Correia, F. B., *Intervenção Arqueológica no Castro da Cola - relatório*, Lisboa, 1997. \n \nLopes, D., *Os árabes nas obras de Alexandre Herculano,* separata do *Boletim de Segunda Classe* da Academia das Ciências de Lisboa, vol. III e IV, Lisboa, 1911. \n \nMestre, J. F., *Cerâmica Muçulmana do Castro de Nossa Senhora da Cola*, Ourique, 1992. \n \nViana, A., *Arquivo de Beja*, vol. XVII, Fasc. I-IV, 1960. \n \nViana, A., *Diário de escavações, anos de 1958-1962*, Beja (manuscrito, Museu Rainha Dª Leonor).","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"b37b6c81-4af7-5dc6-aa31-f27939e96f7d":{"name":"Minarete de Loulé.","description":"Embasamento de planta quadrangular de alvenaria calcária, sobre o qual se construiu, em época posterior, a torre sineira da igreja de São Clemente. A torre mede 4.20 metros de lado e apresenta uma altura total de 22.70 metros. A organização da silharia no embasamento denuncia uma tradição construtiva antiga. De facto esta igreja, pela planta quadrangular e orientação, bem como localização da torre em relação à igreja, pode indiciar a presença anterior de uma mesquita. Esta peça integra-se na cidade islâmica de Ulya. No século XII, o poeta Abu Alaçane Ali ibne Ismael Altulaituli era natural de Loulé.","short_description":"A torre sineira da Igreja de São Clemente, em Loulé, será um dos poucos minaretes ainda existentes em território português. Embora tanto o coroamento como parte substancial da torre sejam posteriores, a forma de organização da silharia no embasamento denunciam uma tradição construtiva mais antiga, datável da segunda metade do séc. V – primeira metade do séc. VI H. / final do séc. XI – primeira metade do séc. XII d.C. A localização da torre em relação à igreja e o próprio facto de o templo ter uma orientação que escapa aos cânones estabelecidos apontam para a utilização como minarete.","dates":"Segunda metade do séc. V – primeira metade do séc. VI AH / final do séc. XI – primeira metade do séc. XII AD.","location":"Loulé., Faro.","method_for_datation":"Através de análise tipológica construtiva.","bibliography":"Luzia, I. “Testemunhos da ocupação islâmica em al-'Ulyà: estruturas e cerâmicas”, *Xelb*, 4, Silves, 2003, pp. 220-234. \n \nMacias, S. “Porta da Vila” , *Terras da Moura Encantada. Arte islâmica em Portugal*, Porto, 1999, pp. 142-143. \n \nTorres, C. e Macias, S. *O legado islâmico em Portugal*, Lisboa, 1998, pp. 194-199.","author":"Cristina Garcia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"b3ae866f-e28b-5e99-8df0-392818e5d278":{"name":"Igreja de Santiago del Arrabal","description":""},"b3dc84c7-1930-5b07-b085-55d198c770fa":{"name":"São Vicente e São Sebastião","description":"Esculturas de mármore com 3,58m, representando os mártires S. Vicente e S. Sebastião, dois exemplos das cinquenta e seis esculturas de encomenda real, que constituem a maior colecção de escultura barroca italiana fora de Itália.","dates":"1731","location":"Basílica, galilé"},"b64c6cbe-97f5-5d0d-96ce-d70d9cc1b2b9":{"name":"Castelo","description":""},"b6661120-9a3a-5f0f-b4df-3cd3fee922de":{"name":"Convento de Santa Clara","description":""},"b7ee2fa7-f6fa-536b-a93d-a5155063cce8":{"name":"Bairro Islâmico","description":""},"b8c3263e-bcad-57f1-85f6-7e684aea8d52":{"name":"Poço-Cisterna.","description":"Poço-cisterna de secção circular com cerca de 20 m de profundidade (profundidade atingida com a limpeza e escavação, mas que se pensa ser muito maior) e com 3 m de diâmetro de boca. Tem constantemente visíveis 2 a 3 metros de água o que leva a pensar tratar-se de uma construção com ligação ao nível freático. \n \nÉ uma obra hidráulica muito rara, construída em alvenaria de pedra local – grés vermelho de Silves – que lhe dá grande qualidade construtiva. Arquitetonicamente é um exemplo de mestria técnica e de funcionalidade: uma escadaria helicoidal abobadada, em galeria, acompanha a descida até ao nível inferior de 16 metros. \n \nToda a escadaria, com quatro lanços, é coberta por uma magnífica e segmentada abóbada de berço. Três janelas, com abóbadas de perfil semicircular, fazem a ligação entre a galeria da escadaria e o poço, permitindo o acesso à água, conforme os diferentes níveis de enchimento, mas também o arejamento e iluminação natural da galeria. \n \nEste monumento foi construído nos finais do século VI AH / XII AD ou inícios do século VII / XIII, perto do paramento interno da muralha que cerca a medina e que foi reconstruída na mesma época. Neste local a muralha é mais larga e tem adossada ao seu exterior uma torre albarrã. \n \nCertamente que estas três estruturas (muralha, torre albarrã e poço-cisterna), erguidas no mesmo período, funcionariam como um todo defensivo, estrutural e arquitectónico. \n \nEste monumental poço-cisterna teria assim como função abastecer grande parte da zona baixa da cidade, nomeadamente o *hammam* (banhos públicos) que se situava muito perto, a cerca de 100 m. \n \nO poço-cisterna foi entulhado com terra e lixo e abandonada a sua função com a chegada dos Cristãos, nos finais do séc. VII / XIII. Foi redescoberto somente em 1979, quando ali se iniciavam obras de reconstrução e de repavimentação. As escavações arqueológicas que se seguiram trouxeram à luz dia não só a magnífica estrutura mas também um espólio cerâmico extraordinário, com peças datadas desde o século III-IV / IX-X ao século XI / XVII, actualmente expostas no Museu Municipal de Arqueologia. \n \nO poço-cisterna integra hoje o Museu Municipal de Arqueologia de Silves, onde funciona como peça central e à volta da qual foi organizada toda a exposição permanente. \n \nEste exemplo único de poço-cisterna ligado ao nível freárico está classificado como Monumento Nacional desde 1990.","short_description":"Poço-cisterna almóada, ligado ao nível freático de Silves. Uma escadaria helicoidal abobadada, em galeria, acompanha a descida até ao nível inferior de 16 metros. Toda a escadaria, com quatro lanços, é coberta por uma segmentada abóbada de berço. Três janelas, com abóbadas de perfil semicircular, fazem a ligação entre a galeria da escadaria e o poço, permitindo o acesso à água mas também o arejamento e iluminação natural da galeria. O poço-cisterna integra hoje o Museu Municipal de Arqueologia, onde funciona como peça central e à volta da qual foi organizada toda a exposição permanente.","dates":"2ª metade do século VI-1ª metade do século VII AH / 2ª metade do século XII – 1ª metade do século XIII AD.","location":"Silves., Faro.","method_for_datation":"Constatação tipológica, construtiva e arquitectónica da estrutura. Referências documentais históricas sobre a existência de um poço-cisterna próximo do *hamman*.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* Lisboa, 1998, p. 102. \n \nAAVV, *Terras da Moura Encantada*, Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V., *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 228. \n \nGomes, R. V., *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII)*,F.C.S.H. da Universidade de Lisboa, 1999.","author":"Maria da Conceição Amaral","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"b8cb0427-23d1-58ed-842c-c74ea806039c":{"name":"Castelo-palácio","description":""},"b913c9c8-b526-5186-ba17-20f47cbdbdf1":{"name":"*Sé Catedral de Santarém*","alternate_name":"Igreja e Colégio Jesuíta de Nossa Senhora da Conceição; Seminário Patriarcal.","description":"O edifício impõe-se monumentalmente na Praça do Marquês de Sá da Bandeira. A fachada tipicamente jesuíta desenvolve-se em quatro níveis e cinco corpos verticais, separados por largas pilastras, rasgados por janelas e quatro nichos com os santos jesuítas (Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, São Francisco de Borja e São Luís Gonzaga). \nNo topo, a padroeira da igreja, Nossa Senhora da Conceição, ladeada por largas aletas e pináculos, em substituição das duas torres. \nVários elementos ornamentais relembram um estilo flamengo e manuelino e quebram a comum austeridade imposta por Roma. Encima a porta principal o símbolo dos jesuítas. \nO interior, de nave única, de estilo chão, tem oito capelas laterais, à face, cinco das quais em talha dourada (Capela de Nossa Senhora do Socorro; Capela de São Francisco Xavier, actualmente do Sagrado Coração de Jesus; Capela de Nossa Senhora da Glória e Capela de Nossa Senhora da Conceição), uma em mármore (Capela de Nossa Senhora da Boa Morte), outra em madeira marmoreada (Capela de S. Luís Gonzaga) e duas em estuque imitando mármore (Capela de Santa Ana e Capela de S. Francisco de Borja). A nave ostenta um tecto plano em madeira, pintado em perspectiva, onde a Imaculada Conceição ocupa a zona central, ladeada por quatro santos jesuítas, quatro figuras femininas do Antigo Testamento (Jael, Ester, Débora e Judite) e os quatro continentes (América, África, Europa e Ásia). Destaca-se ainda o magnífico trabalho de embutidos policromos em pedra na capela-mor, encimada por abóbada pintada a fresco, com representação da Coroação de Nossa Senhora.","short_description":"Integrada no conjunto arquitectónico do Colégio dos Jesuítas de Santarém, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, actualmente Sé da Diocese de Santarém, apresenta uma fachada principal imponente, rica em simbologia da Companhia de Jesus. O interior, organizado por uma nave única e oito capelas laterais, quebra a austeridade dos projectos jesuítas pela riqueza decorativa dos tectos pintados em perspectiva, dos altares em talha, em mármore e embutidos em pedra policroma da capela-mor.","type":"Arquitectura religiosa, igreja, seminário, colégio.","dates":"Cerca de 1672","location":"Santarém, Santarém","method_for_datation":"Fontes históricas e análise estilística.","bibliography":"Carvalho, A. A. de, *D. João V e a arte do seu tempo,* Lisboa, 2 Vols., 1966. \nMartins, F. S., \"O Trono Eucarístico do Retábulo Barroco Português: Função, Forma e Simbolismo\", in *Actas do Primeiro Congresso Internacional do Barroco*, Porto, 1991. \nCustódio, J., (coord.), *Santarém - Cidade do Mundo*, C.M. Santarém, 1997. \nMelo, M., *Os tectos pintados em Santarém durante a fase barroca*, Santarém, 2001. \nSerrão, V., “O Barroco”, *História da Arte em Portugal*, Vol. 4, Lisboa, 2003.","author":"Eva Raquel Neves","history":"Em 1609, D. Duarte da Costa, armeiro-mor do Reino e padre jesuíta, ofereceu-se para financiar a construção de um colégio da Companhia de Jesus, em Santarém. Em 1647, D. João IV doou à Companhia o terreno do antigo Paço Real e nomeou o arquitecto Mateus do Couto (tio) para a obra. O superior geral, João Paulo Oliva, assinou em Roma, em 1653, o projecto inicial, que estava obrigado, como as restantes construções da Companhia, a regras específicas. Só em 1672 se iniciou a construção da Igreja, com aprovação da fachada em 1673. A conclusão da obra data, provavelmente, de 1711, tal como indica a inscrição da fachada. \nApós a expulsão dos Jesuítas, em 1759, os bens da Companhia foram confiscados. A rainha D. Maria I, em 1780, doou o edifício de Santarém ao cardeal patriarca de Lisboa, para que nele se instalasse o Seminário Patriarcal. O Seminário acabou por ser extinto, em 1834, após as invasões francesas e a Guerra Civil, tendo sido restaurado pelo Cardeal D. Guilherme Henriques de Carvalho, em 1853. \nA 16 de Julho de 1975, a Bula *Apostolicae Sedis Consuetudinem*, do Papa Paulo VI, criou a Diocese de Santarém, e escolheu esta igreja como Catedral.","patrons":"D. Duarte da Costa e rei D. João IV.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja.","architects":"Arquitecto Régio: Mateus do Couto (tio, activo 1660); projecto do altar-mor: Carlos Baptista Garvo; canteiros: António Pereira, Vicente Soares e Manuel Rodrigues; entalhadores: António Martins Calheiros e António Luís, Claude Laprade; José Pereira Lobo; Manuel Álvares; Matias Rodrigues de Carvalho; escultor: João António Bellini de Pádua, pintores: António Machado Sapeiro, Luís Gonçalves de Sena. Datas desconhecidas.","monument_contact":{"fax":"+351 243 30 40 67","email":"bensculturais.dstr@gmail.com","phone":"+351 243 30 40 60","address":"Edifício do Seminário \n2000–135 Santarém","institution":"Diocese de Santarém"}},"b92b0692-0964-5a4f-a2ac-b2facec8ac51":{"name":"Igreja de San Pedro e San Pablo","description":""},"b9abc8a0-1fc1-59ad-9b41-3194b57afd27":{"name":"Sala do Trono","description":"A Sala do Trono, também chamada “Casa Grande”, é a maior das três salas de aparato do Palácio. A sua construção teve início em 1768, quando o casamento de D. Pedro com a sobrinha, futura rainha D. Maria, justificou a criação de um grande espaço destinado às audiências oficiais. Projectada pelo arquitecto Jean-Baptiste Robillion, a nova sala foi concebida ao gosto rococó, sendo a obra de talha da autoria do grande escultor-entalhador Silvestre de Faria Lobo. As pinturas do tecto representam a Fé, o Sol, a Esperança, a Guerra, a Justiça e a Caridade, e foram executadas sob a orientação do pintor João de Freitas Leitão, tendo sido seus colaboradores Manuel da Costa, António Berardi e Manuel do Nascimento.","dates":"1768","location":"Interior"},"ba4149d0-08be-5322-8f08-f3945b92e5e7":{"name":"Porta do Templo","description":""},"ba5ce20b-93ed-5c78-aff9-153a607a9783":{"name":"Esculturas da fachada","description":"No corpo central da fachada, encontram-se as esculturas alegóricas à *Fé*, à *Devoção*, à *Gratidão* e à *Liberalidade* e, no piso inferior, de lado, encontram-se nichos com imagens de Santa Teresa de Ávila e Santa Maria Madalena de Pazzi. Na secção superior, encontram-se esculturas de Santo Elias e de São João da Cruz. Coroando o grupo escultórico, o Sagrado Coração de Jesus é ladeado por dois anjos.","dates":"1779–1789","location":"Exterior"},"bbf2ac31-f420-5547-903d-485e39009fa1":{"name":"Arcaria sobre o Vale de Alcântara","description":"A obra utiliza, de novo, o arco ogival em alguns dos seus arcos maiores na travessia do Vale de Alcântara. Curiosamente, algumas pedras do Aqueduto possuem siglas de pedreiro, hábito que se havia perdido mas que surge recuperado, numa quase revivescência medieval e corporativa.","dates":"1731–1747","location":"Campolide"},"bc3774d9-ff21-5d20-aaaa-670c5e421871":{"name":"Castelo","description":""},"bc43f8d8-f2f9-5142-aaa9-2ed8b4a3627b":{"name":"Instituto de Valência de Don Juan","description":""},"bd498b1e-10d8-51ed-a9f6-dcb8b3eca124":{"name":"Zimbório de planta octogonal","description":"Entre o barroco e o rococó, rematado por lanternim, com quatro janelões, e os restantes falsos. É ornamentado por frestas e ornatos de volutas, de alvenaria branca, outrora policromada.","dates":"C.1745. Pintura de 1859","location":"Exterior da Igreja"},"bd89daf3-5644-5fe5-a4e5-885fef713c45":{"name":"Muralhas e urbe islâmica","description":""},"be3b668a-5d87-5793-9bef-a8d5f0482e41":{"name":"Vista panorâmica do interior da igreja","description":"Resultante de uma encomenda do rico mercador Manuel Álvares Azeitado, este é o primeiro *scarto* conhecido em Portugal que está associado a um programa do Barroco Internacional. A vista panorâmica do interior evidencia a arquitectura em *trompe l’œil* da abóbada que, centrada num ponto focal, cria a ilusão de uma abertura em direcção ao céu.","dates":"1672–1747","location":"Interior"},"be663194-99e6-5792-bcaf-1232ec907783":{"name":"Nave","description":"Nave ovalada, de grandes dimensões, com paredes encurvadas e quatro altares de pedra.","dates":"1745–1759","location":"Interior"},"bf25f222-de07-5b8e-b8f9-b7393c5d1f63":{"name":"Castelo de Noudar.","description":"Situada entre dois cursos de águaa fortificação de Noudar surge-nos hoje como um dos pontos mais isolados do território de Beja, distante das principais vias, fora das áreas agrícolas mais férteis e dentro de um território onde foi, em grande parte, a actividade mineira justificar uma tão persistente presença humana. \n \nOcupando uma plataforma xistosa situada entre as ribeiras do Ardila e do Múrtega, perto da sua confluência numa única linha de água, a vila abandonada de Noudar tem um recinto amuralhado com aproximadamente 12800 metros quadrados de área. Assente na coroa rochosa situada 275 metros acima do nível do mar, o perímetro amuralhado que hoje se vê, numa extensão de 500 metros, corresponde à grande campanha dionisina dos inícios do século VIII AH / XIV AD. \n \nÉ provável que este sítio se tratasse de uma simples torre (*burdj*) ou atalaia que servia de protecção a um pequeno povoado, cuja função pode ter sido a de controlar a entrada neste limite da *kura*. Poderá ser do período islâmico o pano de muralha em taipa, com cerca de 50 m. de extensão, revestido por alvenaria de xisto, que corre ao longo do lado sul da alcáçova. Tal hipótese necessita, contudo, de ser aferida através de uma intervenção arqueológica. Em todo o caso, e ainda que não se venha a confirmar uma datação do período islâmico para aquele troço da muralha é inequívoco, até pela diferença de cota entre o interior da alcáçova e o seu exterior, que a linha onde aquela estrutura foi edificada corresponde ao limite meridional do *burdj*. \n \nO povoamento em época islâmica esteve evidentemente relacionado com a estrutura militar que aqui existiu. Do ponto de vista da topografia do local sustenta-se que a implantação desta torre corresponderia ao ponto mais alto do sítio, depois ocupado pela alcáçova cristã. A área ocupada por esta estrutura e áreas adjacentes seria de 2000 metros quadrados. As escavações sistemáticas conduzidas no local por Miguel Rego permitiram-lhe constatar a presença de uma outra zona de ocupação, situada perto do extremo norte do castelo actual e que se encontra fisicamente separada do *burdj*. Comprovou-se ainda que a área entre estes dois espaços (torre e zona habitacional) nunca conheceu ocupação em época islâmica. Finalmente, admite-se a possibilidade de ter havido extra-muros um conjunto de casas que não deveria exceder os 1500 metros quadrados. Ao todo, a área habitada deveria rondar os 10000 metros quadrados.","short_description":"Ocupando uma plataforma xistosa situada entre as ribeiras do Ardila e do Múrtega, perto da sua confluência numa única linha de água, a vila abandonada de Noudar tem um recinto amuralhado com aproximadamente 12800 metros quadrados de área. O povoamento em época islâmica esteve evidentemente relacionado com a estrutura militar que aqui existiu e com a actividade mineira que justificou a ocupação do território. Do ponto de vista da topografia do local sustenta-se que a implantação de uma torre corresponderia ao ponto mais alto do sítio, depois ocupado pela alcáçova cristã.","dates":"Sécs. II-III a VII H. / VIII-IX a XIII AD.","location":"Barrancos., Beja.","method_for_datation":"O monumento foi datado através dos materiais arqueológicos recolhidos nas escavações realizadas no local, assim como pelo paralelo tipológico entre as suas muralhas e as outras conhecidas no Sul de Portugal.","bibliography":"Rego, M., “Investigações arqueológicas no Castelo de Noudar”, *Arqueología en el entorno del Bajo Guadiana*, Huelva, 1994, pp. 37-53. \n \nRego, M., *Noudar (Barrancos): do Calcolítico à vila medieval*, tesina em Arqueologia apresentada à Universidad de Huelva, 2001. \n \nRego, M., “Noudar no contexto da margem esquerda do Guadiana em época islâmica”, *Actas de las I Jornadas de Cultura Islámica*, Almonaster la Real, 2001, pp. 99-112. \n \nRego, M., “A ocupação islâmica de Noudar”, *Arqueología Medieval*, n° 8, Porto, 2003 pp. 69-82.","author":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"bf8d5dd6-621c-537a-a14f-13c5c7464cea":{"name":"Jardim","description":"O alargamento do jardim é conseguido à custa do tratamento dos desníveis impostos pelas diferenças de cotas do terreno, relativamente acidentado. O jardineiro holandês Jan van der Kolke foi o responsável pela plantação dos jardins desenhados por Jean-Baptiste Robillion. O desenho dos jardins e o seu alargamento vai também ao encontro da estrutura típica da “quinta” portuguesa, através de aquisições de terrenos circundantes, de modo a permitir a existência de um jardim formal - decorado com lagos, fontes e grupos escultóricos em chumbo do atelier londrino de John Cheere; de um jardim de recreio, com o canal de azulejos; e de uma ampla área produtiva, a Quinta Real.","dates":"1758–1782","location":"Exterior"},"bfd8b5c7-8e34-50c8-8181-89f7b0b1cf33":{"name":"Jardim e Palácio de Monserrate","description":""},"c07136e3-b0ba-5e11-9599-898832d9b366":{"name":"Real Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe","description":""},"c1abfc79-cc9f-5aac-ad1c-80081bbe69b7":{"name":"Museu Nacional de Machado de Castro","description":""},"c1acfc20-ced7-5631-9eba-98e3d6d38ec3":{"name":"Parede revestida por ossos","description":"A sensibilidade barroca, dando, aliás, livre curso a uma tendência que se desenhava desde finais da Idade Média, faz da morte, do passamento e até dos funerais um espectáculo, que demonstra que o falecido, tanto quanto possível, foi acarinhado até ao lugar da sua sepultura e descanso eterno e que foi servido por uma “boa morte”. As invocações a Nossa Senhora da Boa Morte, por exemplo, têm raízes nesta tradição.","dates":"Séculos XVII–XVIII","location":"Interior"},"c23367a7-fd96-5a53-a4f8-2a90b49cbda0":{"name":"*Santuário do Bom Jesus de Braga*","alternate_name":"Bom Jesus do Monte","description":"Massa contínua de escadas e de pequenos volumes dispostos de forma predominantemente simétrica, ladeada por vegetação frondosa e coroada, no topo, por uma igreja. Apresenta segmentos ou “áreas”, subdivididas em três “escadórios”, dedicados à Via Sacra, aos cinco sentidos e às cinco virtudes. O Terreiro de Moisés está no topo, dando acesso à Igreja. A entrada no sacromonte é feita por um pórtico monumental, onde se rasga um portal de volta perfeita encimado pelas armas de um dos principais animadores do último estágio do programa, o arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles. De cada lado, jorram duas fontes, encimadas por duas inscrições dando conta, uma delas, de que nos encontramos perante “JERUSALEM SANCTA RESTAURADA E REEDIFICADA NO ANNO DE 1723”. No patamar superior, encontram-se, de cada lado da entrada e antes da escada central, duas grandes capelas de planta quadrangular, com óculos para iluminação. Segue-se um conjunto de escadas compostas por trinta e nove lanços, que dão para terraços intermédios e para terraços principais. Os lanços desenvolvem-se em ziguezague pela encosta acima. Em cada um destes, encontra-se uma capela de planta centrada, hexagonal ou octogonal, com uma fonte associada. Cada capela é identificada por uma inscrição alusiva a um episódio da Paixão de Cristo e pelo seu recheio escultórico e baixos-relevos de deuses romanos pelos seus atributos ou por uma inscrição nos espaldares das fontes. O Escadório dos Cinco Sentidos foi construído a partir de 1725. Trata-se de um tema alegórico que remete para a redenção individual, em que o Mal é transformado em Bem através do domínio dos instintos (dos Sentidos) e pela valorização do espírito em detrimento do carnal. As seis fontes, esculpidas em granito com apontamentos *rocaille*, situam-se no eixo central do conjunto, sobre um fundo ornamental. Figuras alegóricas representando os sentidos, coroam as fontes. Segue-se-lhe, imediatamente, o Escadório das Virtudes, executado já no tempo do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, na segunda metade de século XVIII. O esquema geral é idêntico ao anterior (uma imagem central ladeada por outras duas), pese embora as fontes estarem instaladas em grandes nichos, no meio do espaldar das escadas. Ergue-se, finalmente, o templo, cuja construção se iniciou em 1784 e terminou em 1811, com uma fachada neoclássica com duas torres sineiras.","short_description":"Santuário de peregrinação com a tipologia de “sacromonte”. É constituído por uma extensa e complexa escadaria barroca, dotada de capelas, imagens e fontes alegóricas, levando ao terreiro superior, onde se implanta a Igreja do Bom Jesus, em estilo neoclássico.","type":"Arquitectura religiosa (santuário de peregrinação; sacromonte).","dates":"Século XV (fundação); 1723–1811 (obras barrocas)","location":"Tenões, Braga","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Aranha, M., *Epitome da vida e virtudes do Excelentissimo Senhor D. Rodrigo de Moura Telles, Arcebispo de Braga*, Lisboa, 1743. \nVieira, M. A., *Descripção do Prodigioso Augusto Sanctuario do Bom Jesus do Monte da Cidade de Braga, antigamente nomeado de Santa Cruz*, Lisboa, 1793. \nMassara, M., *Santuário do Bom Jesus do Monte – fenómeno tardo-barroco em Portugal* \\[dissertação de mestrado\\], 2 vols, Lisboa, 1982. \nPereira, J. F., “Retórica da Fé: simbolismo e decoração no Escadório dos Cinco Sentidos, Claro-Escuro”, in *Revista de Estudos Barrocos*, nº. 1, Novembro 1988, Lisboa. \nBezerra, J. A. X., *Subsídios para uma outra \"leitura\" do Bom Jesus do Monte – Santuário de Peregrinação*, Braga, 2002.","author":"Paulo Pereira","history":"Na origem do Santuário do Bom Jesus de Braga, que remonta a 1494, esteve o reformador da Sé de Braga, o influente arcebispo, D. Jorge da Costa, certamente correspondendo a um impulso de devoção popular. É no século XVII, porém, que o Bom Jesus se começa a constituir como um santuário com a tipologia de “sacromonte”, datando de 1629 a fundação da Confraria do Bom Jesus do Monte, a nomeação de um ermitão – Pedro do Rosário -, bem como a reedificação do templo e a construção de capelas dos Passos da Cruz, alicerçando, assim, a devoção do local em bases “barrocas”, com um carácter que transforma gradualmente a romaria que, pelo menos desde finais do século XV, aí se realizava. As obras que ali foram efectuadas, especialmente as do século XVIII, tornaram este conjunto barroco num dos mais conhecidos em todo o mundo. O grande impulso que posicionou o programa do Bom Jesus como uma prioridade de longo prazo deve-se a D. Rodrigo de Moura Teles, arcebispo de Braga, que, em 1723, decide reformar todo o santuário, acentuando a sua linguagem barroca através de uma escadaria monumental com um programa iconográfico rebuscado. A estrutura em escada impõe o regime ascensional, disciplinando-o. Nasce, então, o grande pórtico da entrada e uma nova igreja de planta elíptica, que foi, entretanto, substituída pela que hoje se encontra no cimo do monte, esta construída já nos finais do século XVIII e inícios do século XIX.","patrons":"D. Jorge da Costa, Arcebispo de Braga (1493–1498); D. Rodrigo de Moura Teles (1644–1728), Arcebispo de Braga (1704–1728); D. Gaspar de Bragança, Arcebispo de Braga (1758–1789).","architects":"Arquitectos: Manuel Pinto de Vilalobos (atr.) (n.d–1734), André Soares (atr.) (1720–1769), Carlos Amarante (1748–1815); mestre pedreiro: António Ferreira Lopes; entalhadores: Elias Gomes dos Santos, João Bernardo da Silva, João Álvares Bezerra, João Martins Coelho; escultores: António de Campos Peixoto, António José Pereira, António Monteiro, António Pinto, Domingos António, Domingos Ferreira, Evangelista Vieira, Félix António e outros; pintores: Pedro Alexandrino de Carvalho e outros, cujas datas são desconhecidas.","monument_contact":{"fax":"+351 253 676 636","email":"conf_Bom_Jesus@mailtelepac.pt","phone":"+351 253 676 636","address":"Bom Jesus do Monte, Tenões \n4710-455 Braga","institution":"Irmandade de Bom Jesus do Monte"}},"c27eb774-cc9f-55db-b3e3-343e34b005f2":{"name":"Varandas, estantes e *chinoiserie*","description":"As cores (em laca verde, vermelha e negra) variam nas estantes de cada sala, criando um ambiente diferente em cada uma delas. Todas têm dois andares, com um varandim e escadas de acesso aos livros embebidas engenhosamente nas estantes.","dates":"1724","location":"Interior"},"c2fa115e-3ff1-53bd-a4fb-c6aa6c675900":{"name":"Exemplos das capelas da Via Sacra: Capela da Flagelação e Fonte de Mercúrio; Capela da Crucificação e interior da Capela das Quedas","description":"Imediatamente antes do Escadório dos Cinco Sentidos, encontram-se a capela *das Quedas* e a capela da *Crucificação*, como que acentuando a “dor” de Cristo ou a Via Dolorosa enquanto elemento de purificação.","dates":"1723–1725","location":"Primeiro terraço"},"c3276b06-9b0c-58ae-b733-a6974a3cf1be":{"name":"Castelo","description":""},"c411bbf2-f8fa-5be5-91ee-30d88c519c1c":{"name":"Vista geral do interior e três capelas laterais","description":"Vista geral do interior de nave única e três das quatro capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora: Capela de Nossa Senhora da Glória (contendo no tímpano um baixo relevo alusivo ao Apocalipse), Capela de Nossa Senhora da Conceição e Capela de Nossa Senhora do Socorro, todas elas em talha dourada.","dates":"1672–1754","location":"Interior"},"c440f1b5-cc12-542b-96af-1edd73248677":{"name":"Beja Islâmica","description":""},"c4949ddb-d9d5-551d-b5df-1849fe2e8307":{"name":"Fachada de cerimónia (fachada principal)","description":"Talvez uma das melhores fachadas palacianas barrocas portuguesas. Possui os traços da tradição portuguesa, sem requebros de maior, aparentando um rigor classicista. O grande frontão triangular, ornado no tímpano com grinaldas, repõe a solenidade de uma fachada pensada como protagonista do eixo principal do jardim.","dates":"1764","location":"Vista exterior do Jardim Pênsil"},"c54044a4-ab1f-5f49-9976-d677360bd140":{"name":"Torres de roca (cinco exemplares).","description":"Conjunto de torres de roca de osso trabalhado, com secção horizontal superior circular e secção inferior circular ou quadrangular. Estes exemplares apresentam diversos tipos de acabamento que vão desde o simples polimento da superfície até às elaboradas decorações incisas formando linhas paralelas isoladas ou agrupadas em registos, círculos com furo central orientados em linhas ou em conjuntos e semicírculos concêntricos que se interceptam. Estes objectos correspondem às torres de roca, parte mais decorada das rocas, utensílios importantíssimos na actividade da fiação artesanal.","short_description":"Conjunto de torres de roca, parte mais decorada das rocas, utensílios indispensáveis na fiação artesanal. Estes exemplares recolhidos no castelo de Mértola apresentam decorações simples incisas formando linhas paralelas isoladas ou em conjuntos e semicírculos concêntricos que se interceptam.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Final do séc. V AH / XI AD – 1ª metade do século VI / XII.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"OS/TR/003: Larg. max. 2,4 cm; alt. 7,4 cm; OS/TR/037: Larg. max. 2,1 cm; alt. 6,1 cm; peso 29,4 gr.; OS/TR/042: Diâm. max. 2,4 cm; alt. 7,9 cm; peso 33,4 gr.; OS/TR/046: Larg. max. 2,6 cm; alt. 6,5 cm; diâm. max. 1,9 cm; peso 29,4 gr.; OS/TR/057: Larg. ma","method_for_datation":"Através da estratigrafia definida nas diferentes intervenções arqueológicas desenvolvidas na Encosta e Alcáçova do Castelo de Mértola e por paralelo com outros materiais recolhidos nos mesmos níveis de escavação e com outros objectos da mesma tipologia.","provenance":"Encosta e Alcáçova do Castelo de Mértola.","obtention":"Através de intervenções arqueológicas, dirigidas pelo Campo Arqueológico de Mértola, realizadas na Encosta do Castelo em 1986 e na Alcáçova de Mértola em 1978, 1992 e 1996.","bibliography":"*Guia do Museu. Museu de Mértola – Arte Islâmica*, Mértola, 2003, p. 4.Macias, S., *Mértola Islâmica. Estudo histórico-arqueológico do bairro da Alcáçova (Sécs. XII/XIII)*, Mértola, 1996, p. 89. \n \nMacias, S. e Torres, C. *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, Mértola,2001, p. 171. \n \nMacias, S. e Torres, C. (Coords.), *Portugal Islâmico. Os últimos sinais do Mediterrâneo*, Lisboa, 1998, p. 170. \n \nTorres, C. e Silva, L. A. da, *Mértola Vila Museu*, Mértola, 1989, p. 56.","author":"Lígia Rafael","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"c77b1fdd-77c1-5393-bb6e-34d3a79f55ad":{"name":"Retábulo do altar-mor e capela-mor","description":"Grande retábulo de “estilo joanino”, marcando uma viragem de gosto neste género decorativo, que adopta as grandes estruturas monumentais, em parte inspiradas na arquitectura efémera de raiz italiana. Os elementos de talha em madeira, devidamente dourados e ornamentados com imagens de *Santa Catarina*, *São* *Paulo* e *São Bulão*, conferem, aliás, uma animação espacial notável aos interiores do Barroco português, mesmo que com recursos relativamente modestos. A decoração do tecto ostenta uma alegoria da Santíssima Trindade, pintada sobre estuque. Nas paredes, telas da autoria de André Gonçalves.","dates":"Retábulo 1728; tecto c.1689-1751","location":"Interior"},"c7eaf695-c32d-5a9b-abe4-003a1cc59469":{"name":"Coluna e abóbadas com ossadas","description":"Exibição espectacular da brevidade da Vida e da incontornabilidade da Morte. A caveira e os ossos são a evidência terrena da Morte do Corpo, por oposição ao enlevo estético da Redenção ou da Salvação. Este gosto pela exibição dos ossos, a que se chama *morte secca*, entronca na alegoria da meditação cristã: a Vida é apenas uma passagem; este Mundo não é o destino definitivo; o destino definitivo é a Salvação da Alma.","dates":"Séculos XVII–XVIII","location":"Interior"},"c8223071-8449-5de7-8edc-1087729762f4":{"name":"Assinatura no painel de azulejos do Mestre “P.M.P.”","description":"A assinatura P.M.P. é provavelmente a assinatura de Padre Manuel Pereira. Clérigo e arquitecto amador (desenhou o palácio da família de Tristão da Cunha, no século XVIII), foi um prolífico pintor de azulejos. O Padre Manuel Pereira foi patrono de muitas oficinas de Lisboa e tinha vários discípulos que produziam azulejos para palácios e igrejas em todo o território de Portugal e no Brasil.","dates":"1714–1720","location":"Interior. Sala de entrada"},"c84f6b86-bda2-5650-b91c-dba0814eb447":{"name":"Fonte dos Remédios","description":"O centro do Pátio dos Reis é ocupado por uma fonte, para onde se sobe por seis degraus recortados e em círculo. No meio da fonte, ergue-se um soberbo obelisco com cerca de 14 metros.","dates":"1738–1739","location":"Pátio dos Reis"},"c8611ac1-8c86-5516-902f-55987d9022e3":{"name":"Capitel","description":"Capitel em mármore branco profusamente decorado com folhas de acanto. Capitel com cesto e ábaco totalmente decorado com entrelaçados vegetalistas. A sua decoração é comum a outras da mesma época. Teria feito parte da estrutura arquitectónica de uma construção palatina ou religiosa de grande importância, dada a sua qualidade artística.","short_description":"Capitel em mármore branco, profusamente decorado com folhas de acanto, datável do século IV H. / X d.C. Deve ter integrado, dada a sua qualidade artística, uma construção palatina ou religiosa de grande importância. Terá sido recolhido na área urbana de Silves em finais do séc. XIX ou inícios do XX.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","initial_owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. IV AH / Séc. X AD","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 23 cm; Larg. 22 x 21 cm.","method_for_datation":"Por métodos comparativos com obras da mesma época e idênticas.","method_for_provenance":"Recolha não datada, na área urbana de Silves e entrega no MNA presumivelmente em finais do séc. XIX, inícios do XX.","provenance":"Área urbana de Silves.","obtention":"Cedência de depósito do Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* Lisboa, 1998. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 61.","author":"Maria da Conceição Amaral","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"c864a459-2dc8-5d1a-840c-8451d02d848a":{"name":"Castelo e conjunto urbano","description":""},"c8702876-ac37-5902-bf15-743a186cb380":{"name":"Portas duplas de Santo António","description":"Porta desenhada ao gosto classicista da arquitectura militar francesa.","dates":"Cerca de 1645–1646","location":"Exterior"},"c8bccff1-9c81-5fca-adb1-b9407b328f8e":{"name":"Planta da Igreja","description":"Planta em cruz grega com quatro torreões simétricos unidos por paredes onduladas.","dates":"1682–1966","location":"Interior"},"c8f6568c-f1d0-553a-bab0-6b5cb051b8a7":{"name":"Palácio do Taller del Moro","description":""},"c96e548a-8573-5a62-a3c1-607b4ee4abb9":{"name":"Igreja de Santa Marina","description":""},"ca132fcf-04b7-58c7-89b4-82d5966188cd":{"name":"Igreja de San Eustaquio","description":""},"ca51918f-92ed-530c-9dfb-6132f8285955":{"name":"Muralha, porta da cidade e Igreja de San Miguel","description":""},"cbd071e9-3c1d-5beb-8b38-a59667f7d2f2":{"name":"Colegiada e Torre de Santa María","description":""},"cc396419-f1b0-581a-b241-9a82f942b0ab":{"name":"Altar-mor","description":"Monumental retábulo de talha dourada, com traços *rocaille.*","dates":"1745–1759","location":"Interior, capela-mor"},"ce3032c2-5138-591d-bcc6-d2a6badb1886":{"name":"Esculturas alegóricas","description":"Ao longo do terraço intermédio, encontram-se esculturas de figuras alegóricas. À volta do lago principal, podemos identificar as virtudes teologais (Esperança, Fé e Caridade) e as virtudes cardinais (Justiça, Fortaleza, Temperança e Prudência).","dates":"Século XVIII","location":"Terraço intermédio"},"cf22d135-ac5c-5d43-9ae5-2d9a94f522fa":{"name":"Pormenor do interior","description":"Pormenor do magnífico trabalho do embutido da pedra nas paredes, na cúpula e no pavimento – extraordinário na sua precoce combinação do branco e da cor nos embutidos da pedra. \nÓrgão histórico do século XVIII, em talha dourada, da escola de organaria portuguesa – Joaquim António Peres Fontanes.","dates":"1682–1966","location":"Interior"},"cf277e4c-aafa-5536-95f7-63c60ff477ff":{"name":"Igreja de San Francisco (opção)","description":""},"cffaa59d-b1cb-5e23-8802-313d1d732a07":{"name":"Retábulo de talha dourada","description":"Este retábulo seiscentista é considerado um dos expoentes da talha dourada difundida pelos Jesuítas em Portugal.","dates":"1660","location":"Capela-mor"},"d0575561-8c84-58c7-8351-14e3712f07f9":{"name":"*Panteão Nacional*","alternate_name":"Igreja de Santa Engrácia","description":"O Panteão Nacional, antiga Igreja de Santa Engrácia, que se ergue magnífico frente ao Tejo, numa das zonas mais antigas da cidade, Alfama, é uma obra-prima do Barroco em Portugal, impressionando pela sua escala monumental. No seu interior, onde se introduziram inovações no tratamento da massa e do volume, utilizaram-se, de forma magistral, os trabalhos de embutido da pedra, criando o ondulado das suas paredes, um invulgar jogo de luz e de expressivos contrastes cromáticos. \nO Panteão Nacional foi inaugurado no dia 7 de Dezembro de 1966, passando a acolher alguns dos mais ilustres presidentes da República, escritores, artistas e políticos portugueses.","short_description":"O Panteão Nacional, antiga Igreja de Santa Engrácia, que se ergue sobranceiro à zona histórica da cidade e ao Tejo, é uma referência na imagem da cidade, e considerado um dos mais belos exemplares do Barroco português. A sua origem remonta ao início do século XVII, com a construção da primeira igreja, terminando em meados do século XX. Apesar de uma longa e atribulada história de quase 400 anos, que originou a expressão popular \"Obras de Santa Engrácia\" como algo de difícil ou improvável conclusão, manteve, no essencial, o projecto barroco do século XVII. \nDesde 1966, acolhe e homenageia, como Panteão Nacional, algumas das mais importantes personalidades da História portuguesa contemporânea.","type":"Arquitectura Religiosa (Igreja).","dates":"1681 - Concepção arquitectónica - Aprovação do projecto","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Fontes documentais e documentos históricos.","bibliography":"Carvalho, A., *As Obras de Santa Engrácia e os seus artistas*, Lisboa, 1971. \nAtayde, M. M., *Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa,* Junta Distrital de Lisboa, 1975. \nGomes, P. V., *O Essencial sobre a Arquitectura barroca em Portugal, INCM, Lisboa, 1987.* \nBirg, M., *João Antunes Arquitecto*, Lisboa, 1988. \nMantas, H., *O Panteão Nacional, Memória e afirmação de um ideário de decadência. A intervenção da DGEMN na Igreja de Santa Engrácia*, Tese de Mestrado, FLUL, Lisboa, 2002.","author":"Isabel Melo/Panteão Nacional","history":"A primitiva Igreja de Santa Engrácia, fundada no início do século XVII por desejo da infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e figura ímpar do Humanismo português, terá sido construída pelo arquitecto Nicolau de Frias e, possivelmente, por seu filho Teodósio de Frias. Nada resta desse templo que, em 1630, foi alvo de roubo e de profanação, a que se seguiram obras de reconstrução da capela-mor, dirigidas pelo arquitecto Mateus do Couto, e que ruiu em 1681, em consequência de um temporal. \nA Irmandade dos Escravos do Santíssimo Sacramento, formada por nobres e poderosos do Reino e constituída para desagravar o desacato, determinou a construção, no mesmo local, de uma igreja nova e mais sumptuosa. \nFeito concurso, em 1681, para estudo do melhor projecto, foi este ganho pelo arquitecto João Antunes (1643-1712), que dirigiu a primeira fase da construção, iniciada em 1682, com o lançamento da primeira pedra, cerimónia a que presidiu o príncipe regente D. Pedro (futuro D. Pedro II). \nO risco de João Antunes tira partido da localização privilegiada em frente ao Tejo e constitui a primeira obra claramente barroca no panorama arquitectónico português. O modelo centralizado, de vastas proporções, define uma cruz grega a que se associam quatro torreões simétricos. O ondulado dos seus alçados confere-lhe graciosidade, criando uma sensação de movimento. No interior, o movimento das suas paredes e o contraste entre a policromia dos mármores e a alvura da pedra criam um invulgar jogo de luz. \nO monumento é coroado por uma majestosa cúpula que se ergue a cerca de 80 metros do solo.","patrons":"Irmandade dos Escravos do Santíssimo Sacramento.","architects":"Arquitectos: João Antunes (1643–1712), Luís Amoroso Lopes (século XX); escultores: Claude Laprade (século XVII), Leopoldo de Almeida e António Duarte (século XX).","monument_contact":{"fax":"00 351 218 854 839","email":"panteao@igespar.pt","phone":"00 351 218 854 820","address":"Campo de Santa Clara \n1100 – 471 Lisboa","institution":"Igespar, I.P. – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico"}},"d0ab1550-cbd5-5935-b8c4-fe0633742da9":{"name":"Fonte de Neptuno","description":"A Fonte de Neptuno é uma das mais notáveis peças de escultura barroca seiscentista existentes em Portugal. A sua origem remonta ao tempo dos Castelo Melhor, e foi encomendada em Roma pouco depois de 1675, por D. Luis de Meneses, Conde da Ericeira e Embaixador de Portugal naquela cidade, destinada aos jardins do seu palácio em Lisboa (o Palácio da Anunciada), onde esteve efectivamente instalada. Após o Terramoto de 1755, a fonte mudou várias vezes de mãos e de lugar, até ser adquirida pelo Estado e colocada, em 1945, nos jardins de Queluz. Sabe-se hoje que se trata de uma escultura encomendada, provavelmente, a Gian Lorenzo Bernini (o Vernino, como é referido na documentação portuguesa), de cuja execução se encarregou Ercole Ferrata.","dates":"1675","location":"Exterior"},"d1138bd2-9ece-57a8-a87f-358caf766c14":{"name":"Painéis de azulejos","description":"Quatro painéis de azulejos, dois por banda, um dos quais interrompido pelo púlpito e respectiva escada, revestem a parte inferior das paredes da nave. Estes painéis relatam a história de José do Egipto, cujos passos são elucidados por legendas em Latim. Na parte de baixo de cada painel, estão representados os milagres de São Gonçalo de Amarante.","dates":"Cerca de 1700-1725","location":"Parte inferior das paredes da igreja"},"d16c44b0-365f-53d8-8177-4c0decb223c9":{"name":"Ruínas da Alcáçova do Castelo","description":""},"d1ccc5a3-4e0b-5622-bddb-6ce53aa1d3de":{"name":"Castelo","description":""},"d2a0bb6d-e271-5430-bd69-fba3a45eaf85":{"name":"Estátua equestre, em bronze, do rei D. José I. \n(Gravura em cobre de Carneiro da Silva, 1774, executada antes da inauguração)","description":"Machado de Castro seguiu os planos iniciais de Eugénio dos Santos. A estátua foi inaugurada a 6 de Junho de 1775, dia do aniversário do rei D. José I, para cuja cerimónia se produziram vários objectos comemorativos. Esta gravura comemorativa, em cobre, foi executada por Joaquim Carneiro da Silva, tal como um serviço de jantar em porcelana, com a reprodução da estátua.","dates":"1771","location":"Terreiro do Paço ou Praça do Comércio"},"d2de479a-3922-531f-af1a-2f7179de9653":{"name":"Conjunto urbano","description":""},"d2efc944-c2f1-506f-b366-b996e0d3bd8d":{"name":"Janela de arco em ferradura.","description":"Janela de arco em ferradura, com saiméis muito pronunciados, marcando um quase estrangulamento entre o arco de volta perfeita e a abertura rectangular. \n \nDimensões aproximadas da moldura: 2,35m x 1,00 m. \n \nDimensões aproximadas da luz: 0,75 m (entre ombreiras e diâmetro do arco); 0,40 m (entre os saiméis); 1,45 m (da soleira aos saiméis); 2,00 m (altura total da abertura). \n \nA abertura está enquadrada por moldura estreita, rectangular, ligeiramente rebaixada em relação ao plano do muro onde a janela se abre. \n \nUma grade de ferro a meio corpo serve de parapeito. \n \nA janela ilumina um patamar entre dois lanços da escada que faz a ligação entre a segunda e a terceira sala da torre; até ao lanço que antecede o patamar desta janela, a escada é helicoidal, passando a lanços direitos até ao terraço, abertos no interior do muro do corpo superior da torre, ligeiramente recuado relativamente ao corpo inferior. A iluminação restante da escada é realizada por frestas estreitas. \n \nA janela, tal como a torre, é de calcário bem aparelhado; e pela forma como se integra na massa murária é coetânea da campanha que realizou a torre tal como chegou até nós. \n \nA janela, de arestas vivas, não apresenta qualquer decoração, à excepção de ligeira modelação em ângulo recto na parte inferior dos saiméis. \n \nAlém de iluminar a escada, esta janela funciona como mirante sobre a praça de armas do castelo. \n \nEsta janela em arco de ferradura está integrada na mais alta torre de menagem da Península Ibérica, num castelo de grande importância estratégica durante a “reconquista cristã” do sul do reino de Portugal que teve sucessivas campanhas de refortificação, de que há testemunhos desde a época romana. A torre, pelas suas dimensões, pelo aparato arquitectónico e pelo apuro técnico da sua execução, revela, para além da sua função utilitária de órgão de uma estrutura militar, um evidente propósito ostentatório, que a janela em arco de ferradura, invulgar nessa época, mais acentua.","short_description":"Janela de arco em ferradura da torre de menagem do Castelo de Beja. O tipo de traçado, com saiméis muito pronunciados, marcando um quase estrangulamento entre o arco de volta perfeita e a abertura rectangular, aponta para uma datação tardia, enquadrável no reinado de D. João I (inícios do século IX AH / XV AD). \nA janela está integrada na mais alta torre de menagem da Península Ibérica, num castelo de grande importância estratégica durante a “reconquista cristã” do sul do reino de Portugal. O sítio teve sucessivas campanhas de refortificação, de que há testemunhos desde a época pré-romana.","dates":"Início do século XV.","location":"Beja.","method_for_datation":"Pela tipologia estrutural e soluções construtivas da torre, esta e a janela mudéjar, devem datar do início do século XV. Na face ocidental da torre, um escudo de armas da época de D. João I parece comprovar essa datação. Esta torre apresenta uma tipologia idêntica à do castelo de Estremoz, obra do reinado de D. Fernando (1367-1383), mas evolucionada e mais complexa e imponente, o que indicia que lhe é posterior.","bibliography":"Dias, P. *A Arquitectura Gótica Portuguesa*, Lisboa, 1994. \n \nDias, P. “Arquitectura Mudéjar Portuguesa: Tentativa de Sistematização”, *Mare Liberum*, 8, Lisboa, 1994, pp. 49-89. \n \nEspanca, T. *Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Beja*, vol. 1, Lisboa, 1992. \n \nMonteiro, J. “De D. Afonso V (1325) à Batalha de Alfarrobeira (1449) – Os Desafios da Modernidade”, *Nova História militar de Portugal*, vol. 1(ed. M. Barata e N. Teixeira), Lisboa, 2003, pp. 163-287. \n \nPereira, P. “A arquitectura (1250-1450)”, *História da Arte Portuguesa*, vol. 1 (ed. P. Pereira), Lisboa, 1995, pp. 335-433.","author":"Manuel J. C. Branco","patrons":"Rei D. João I (r. 1385-1433).","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001; IAM_ES_PT_001"},"d6106d67-8053-5953-b8d3-21dcd5e36a0d":{"name":"“Mãe de Água” das Amoreiras","description":"A Mãe de Água das Amoreiras foi projectada por Carlos Mardel. A sua monumentalidade é tão grande que se pode dizer que constitui um verdadeiro templo cívico às “águas livres”. Uma antecâmara precede um vasto rectângulo que abriga um depósito profundo. A grande discrição formal, conjugada com uma sábia gestão dos volumes, confere uma monumentalidade inédita a uma obra de fundo utilitário.","dates":"1748","location":"Praça das Amoreiras, Lisboa"},"d67fd876-2f2a-5525-a90c-b8b029b310a5":{"name":"Palácio do Marquês do Zenete","description":""},"d6a6bbee-1004-5fe5-93a3-c845fe7b8380":{"name":"Biblioteca","description":"Importante biblioteca das Luzes, com cerca de 36.000 volumes. Cruciforme, possui um pavimento em mármore policromo e estantes r*ocaille.* O seu acervo inclui obras tão raras como a *Crónica de Nuremberga* (1493) ou *Theatrvm Orbis Terrarvm*, de Ortelius (1595), além de um núcleo de partituras escritas para os seis órgãos da Basílica por músicos como João de Sousa Carvalho ou Marcos Portugal.","dates":"Século XVIII (3º quartel)","location":"Ala nascente"},"d7b85ecb-f845-5c61-ae6f-c9b3b77e3a2c":{"name":"*Igreja de São Roque*","alternate_name":"Igreja de São Roque","description":"A igreja é uma construção simples e sóbria, de acordo com a arquitectura maneirista e em observância com os preceitos da Companhia de Jesus. O interior mostra uma estrutura formada por uma só nave e oito capelas laterais, cuja decoração foi efectuada entre a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVIII. Uma das suas marcas é o espantoso contraste entre o estilo maneirista e a decoração mais elaborada do período barroco. A fachada principal é muito sóbria: simétrica, com dois níveis, o nível de baixo com três portas, sendo as duas laterais encimadas por duas pequenas janelas, e o nível superior com três janelas. O topo da fachada é rematado por um tímpano triangular, com uma janela em óculo, ao centro. Esta configuração da fachada resulta parcialmente das obras realizadas após o terramoto de 1755. \nA Capela de Nossa Senhora da Doutrina é um exemplo típico da decoração barroca portuguesa, com as paredes laterais e o tecto cobertos de talha dourada. As paredes laterais integram relicários oferecidos à igreja em 1588, por D. João de Borja - embaixador de D. Filipe II na corte de Rudolfo II, em Praga. A maior parte da sua colecção conserva-se nos dois altares das relíquias, de cada lado da Capela-mor. É talvez a colecção mais importante, a seguir à do Escorial, em Espanha. Mas a mais imponente de todas as capelas é a dedicada a S. João Baptista, que foi encomendada pelo rei D. João V, em 1740, e iniciada a construção em Roma, em 1742, por uma equipa de notáveis artistas, sob a orientação dos arquitectos Luigi Vanvitelli e Nicola Salvi. Juntamente com a capela, foram incluídos importantes conjuntos de peças litúrgicas, como vestes ricamente bordadas a ouro e objectos de ourivesaria, tais como tocheiros, relicários, crucifixos e missais. Os tectos pintados da igreja e da sacristia são também dignos de menção.","short_description":"A igreja é uma construção simples e sóbria, de acordo com a arquitectura maneirista e em observância com os preceitos da Companhia de Jesus. O interior mostra uma estrutura formada por uma só nave e oito capelas laterais, cuja decoração foi efectuada entre a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVIII. Uma das suas marcas é o espantoso contraste entre o estilo maneirista e a decoração mais elaborada do período barroco. A fachada principal é muito sóbria, cujo topo é rematado por um tímpano triangular, com uma janela em óculo, ao centro. Esta configuração da fachada resulta parcialmente das obras realizadas após o terramoto de 1755 e no início do século XX. O tecto pintado da igreja, do século XVI ao XVII, é também digno de menção. Por fim, a sacristia, com o seu grande arcaz, do século XVII, que apresenta, nos espaldares, um conjunto de vinte pinturas retratando a vida de São Francisco Xavier.","type":"Arquitectura religiosa. Igreja.","dates":"Século XVI (segunda metade)","location":"Lisboa, Évora","method_for_datation":"Documentos históricos, inscrições, análise estilística.","bibliography":"Rodrigues, M, J. M., *A Capela de São João Baptista*, Lisboa, 1988. \n*O Tecto da Igreja de São Roque. História, Conservação e Restauro*, Santa Casa da Misericórdia/Museu de São Roque, Lisboa, 2002. \nSerrão, V., Henriques, A. M. M., *São Francisco Xavier. Vida e Lenda*, Santa Casa da Misericórdia/Museu de São Roque, Lisboa, 2006. \n*Património Arquitectónico. Santa Casa da Misericórdia de Lisboa*, Vol. I, Lisboa, Santa Casa da Misericórdia/Museu de São Roque, 2006. \nCarvalho, J. A.S., *Sete Imagens para o Calendário Litúrgico. As pinturas do altar-mor da Igreja de São Roque* Santa Casa da Misericórdia/Museu de São Roque, Lisboa, 2006. \nBrito, M. F., *Church of Saint Roch*, 3ª. ed., Santa Casa da Misericórdia de Lisboa/Museu de São Roque, Lisboa, 2008.","author":"Museu de São Roque","history":"A Igreja de São Roque foi edificada na segunda metade do século XVI, para satisfazer as exigências da pregação dos padres da Companhia de Jesus, que tinham chegado a Lisboa em 1540, quando D. João III era rei de Portugal (1521–1557). Anteriormente, neste local, havia uma capela dedicada ao culto de São Roque, encomendada pelo rei D. Manuel I (1495-1521), para albergar uma relíquia deste santo protector das vítimas da peste. A Companhia de Jesus entrou na posse desta capela em 1553. A primeira ampliação do edifício teve lugar em 1555. D. João III tinha intenção de construir aqui um edifício monumental, com três naves, mas a Companhia de Jesus opôs-se a esse desígnio, por respeito aos princípios da Contra-Reforma Católica, que consistiam, nomeadamente, em salientar a simplicidade e a funcionalidade na concepção das igrejas. O novo desenho mudou a orientação do edifício, de este-oeste para norte-sul, e aumentou o seu comprimento. Em 1565, foi decidido ampliar a igreja uma segunda vez, de acordo com alguns planos vindos de Roma, que mantinham o princípio de uma só nave. O seu acabamento teve lugar durante o reinado de D. Filipe I de Portugal, II de Espanha (1580-1598). Após a expulsão dos Jesuítas do território português, em 1759, a Igreja de São Roque e a sua residência anexa foram doadas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, por decreto real, em 8 de Fevereiro de 1768.","patrons":"Companhia de Jesus.","architects":"Arquitectos: Afonso Álvares (act. 1566 – 1577); Filipe Térzi (act.1576); Baltazar Álvares (act.1577); Luigi Vanvitelli (act.1742 – 1747); Nicola Salvi (1697 – 1751); entalhadores: José Rodrigues Ramalho (1660-1721); Matias Rodrigues de Carvalho (século XVIII), Bento Fonseca de Azevedo (século XVIII); mosaicistas: Mattia Moretti (act.1730 – 1760); Enrico Enuo (século XVIII); pedreiros: Leonardo Jorge (n.d.); Gregório Luís (n.d.); Silvestre Jorge (1560 – 1601), Manuel Antunes (n.d.), João Teixeira (n.d.); pintores: Gaspar Dias (act. 1584); Francisco Venegas (act.1588 – 1589); Bento Coelho da Silveira (1648 – 1708); Amaro do Vale (act.1602); André Reinoso (act. 1619 – 1635); Domingos da Cunha, o \"Cabrinha\" (act.1630); João Gresbante (act. 1630 – 1640); Avelar Rebelo (act.1635 – 1640); Inácio de Oliveira Bernardes (1685 – 1781); Agostino Masucci (+1779); Joaquim Manuel da Rocha (1727 – 1786); Manuel José Gonçalves (século XVIII); Miguel António do Amaral (século XVIII.); André Gonçalves (1685 – 1762); Francisco Vieira de Matos, conhecido como Vieira Lusitano (1699 – 1783); pintor de azulejos: Francisco de Matos (act.1584).","monument_contact":{"fax":"+351 21 323 54 01","email":"info@museu-saoroque.com","phone":"+351 21 323 50 65","address":"Largo Trindade Coelho \n1200-470 Lisboa","institution":"Santa Casa da Misericórdia de Lisboa / Museu de São Roque"}},"d91846ba-1200-5b0a-820b-a4e5e1687ce1":{"name":"*Ensemble d’ époque*: cozinha","description":"Recriação de uma cozinha do século XVIII, instalada no espaço destinado a este fim no próprio palácio. É revestida a azulejos de figura avulsa, com representações alusivas aos temas culinários (má cozinheira, peças de caça penduradas), e encontra-se dotada de uma chaminé de grande boca e de mesas de pedra com utensílios de cozinha setecentistas.","dates":"C. 1750","location":"Piso térreo"},"d984728f-90d4-54a0-958e-c05ba9203044":{"name":"Igreja de San José","description":""},"dc6ffcb7-0222-5f4d-bd25-164fcd8a9645":{"name":"Igreja das Santas Justa e Rufina","description":""},"dd4fcf65-c0d9-503b-b521-5ff7aae5a14d":{"name":"Convento de Santa Clara","description":""},"de217671-b0c6-5d52-a68e-4da53f3ccb53":{"name":"Fachada do templo","description":"A fachada, de estilo rococó dos finais do século XVIII, tem um corpo central, ladeado por duas torres. Os três panos são divididos por pilastras coríntias, ornamentadas por capitéis. É encimada por um magnífico frontão construído posteriormente. As duas torres, desenhadas em 1848, foram construídas já no início do século XX. Na imagem, pode observar-se o topo da escadaria.","dates":"C. 1750; torres: 1848; desenho final da fachada: c. 1880; frontão: c. 1890","location":"Vista obtida a partir do Pátio dos Reis"},"deebe804-d492-5bdd-90df-7ee904d66a72":{"name":"Castelo de Paderne.","description":"O Castelo de Paderne encontra-se na zona do Barrocal, a pouco mais de uma dezena de quilómetros a norte do litoral algarvio. A fortificação encontra-se implantada num esporão rodeado pela ribeira de Quarteira, o que lhe confere uma situação estratégica de inegável qualidade. \n \nNão se conhece exactamente a época da construção desta fortificação nem a razão que levou à sua edificação. Porém, a sua construção pode ser parcialmente esclarecedora. \n \nEsta fortificação, já parcialmente destruída, ocupa cerca de um hectare de área e tem uma planta trapezoidal. A face virada para a zona com menos possibilidades de defesa natural apresenta uma grande torre em taipa militar maciça, destacada da muralha – é uma torre albarrã unida à muralha por um passadiço superior. \n \nNesta torre, praticamente a única existente em todo o recinto amuralhado, e na muralha que se encontra próxima, ainda é possível ver bandas desenhadas a branco, aplicadas sobre a zona se união das várias camadas de taipa e que, ao longe, dariam a ilusão de a muralha e a torre serem feitas em silhares de grande dimensão. Os muros têm uma espessura de cerca de 1,8 metros e é observável um soco de pedra argamassada, sobre o qual assenta a taipa. Percorrendo o perímetro da muralha pelo exterior são visíveis várias fendas verticais espaçadas com uma certa regularidade, que servem para a drenagem das águas que se podem acumular no interior da fortificação. \n \nA torre deste castelo esteve protegida por uma barbacã ou antemuro que a atravessava e que é parcialmente observável, dado que está muito derrubado; esta muro, de menor altura que a muralha principal, defendia também a entrada da fortificação. \n \nA porta desta fortificação encontra-se num ângulo da parede principal da muralha, ou seja, não sendo uma entrada frontal, recta e directa, é, de facto, uma entrada em cotovelo, o que impediria uma entrada abrupta na fortificação, funcionando como um elemento refreador de qualquer ímpeto de conquista rápida. Porém, embora se conserve a zona da porta, a alvenaria da entrada actual é fruto de um restauro recente. \n \nNo interior do castelo, para além de uma cisterna, junto da sua parede sul, conservam-se as ruínas da antiga capela de Nossa Senhora do Castelo, possivelmente do século VIII / XIV e que poderá sobrepor-se a construções de época islâmica - situação que as intervenções arqueológicas já iniciadas poderão esclarecer. Nas escavações de 1987 encontraram-se cerâmicas e muros em taipa do período almóada, como muros de casas posteriores ao século VII / XIII e ainda cerâmicas e moedas com paralelos nos séculos VIII-X / XIV-XVI. Em redor do castelo há indícios de vestígios de época islâmica. \n \nPaderne é referido na descrição da conquista de Silves de 585 / 1189, pelo rei português Sancho I e é possível que o seu sistema defensivo tenha sido alterado pelos almóadas; volta a ser mencionado, em meados do século VII / XIII, quando for tomado pela Ordem de Santiago. Foi ainda ocupado nos séculos VIII / XIV e IX / XV, mas derrocado com o Terramoto de 1755.","short_description":"O Castelo de Paderne encontra-se na zona do Barrocal, a pouco mais de uma dezena de quilómetros a norte do litoral algarvio. A sua implantação, num soberbo e escarpado cerro, dificultava certamente qualquer tentativa de assédio. Com uma única porta em cotovelo defendida por uma torre albarrã, o recinto, de escassos 10000 metros quadrados, apenas pode ter servido de reduto militar, ou fortaleza estratégica cuja implantação não deve ser dissociada da importante via que se dirigia para Albufeira e da ponte de alvenaria que, no sopé da encosta, atravessa a ribeira de Quarteira.","dates":"Sécs. VI-VII AH / XII -XIII AD.","location":"Paderne., Faro.","method_for_datation":"A *Crónica da Conquista do Algarve* é um indício seguro de que a fortificação estava no activo nas vésperas da conquista cristã (meados do século VII / XIII). Por outro lado, a existência concomitante de aparelho em taipa muito rica em cal – vulgo \"taipa militar\" –, com uma entrada em cotovelo, apontam para as fases finais do domínio islâmico. Acresce a estes elementos o facto de Paderne ter uma enorme torre albarrã, ou seja, um tipo de torre característica sobretudo do período almóada.","bibliography":"Correia, F. B., \"Fortificações muçulmanas no Algarve – estado da questão e perspectivas\", *4º Congresso do Algarve*, vol. I, Silves, 1986 , pp. 97-102. \n \nCatarino, H., \"Escavações arqueológicas nos castelos de Salir e Paderne\", *5º Congresso do Algarve*, vol. I, Silves, 1988, pp. 35-38. \n \nCatarino, H., \"O Castelo de Paderne (Albufeira): resultados da primeira intervenção arqueológica\", *Arqueologia Medieval*, vol. 3, Porto, 1994, pp. 73-87. \n \nCorreia, F. B., e M. C. Veiga, **“**Paderne e Salir – duas fortificações muçulmanas”, *Livro do Congresso – Segundo Congresso sobre Monumentos Militares Portugueses*, Lisboa, 1984, pp. 105-112. \n \nCorreia, F. B., \"Fortificações muçulmanas em Portugal. Alguns apontamentos\", *Congreso de Arqueología Medieval Española*, vol. II, Madrid, 1987, pp. 501-509.","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"e043463e-9668-59c1-ae06-d1a7ca417eed":{"name":"Mesquita Catedral de Idanha-a-Velha.","description":"Trata-se de um grande edifício de planta basilical. Seguindo as orientações litúrgicas paleocristã ou muçulmana, praticamente coincidentes na Península Iberica, a basílica estaria organizada em sete naves. A nave central destaca-se pela largura, decoração e altura dos arcos axiais. Os 12 arcos, dos catorze existentes inicialmente, são todos em ferradura, numa forma pouco acentuada e característica dos primeiros tempos do Islão ibérico. O hipotético *mirhab*, no topo leste da nave central, é ocupado por uma capela quadrangular anterior ao programa muçulmano ou adaptado posteriormente. \n \nDurante longos anos este edifício foi considerado como catedral visigótica, pelo facto de ter sido encontrado um baptistério junto da fachada sul e também porque, a partir de inícios do século XVII o altar mor foi desviado para Norte, onde se manteve até aos nossos dias, sugerindo a possibilidade de ter existido anteriormente um espaço litúrgico cristão de três naves. \n \nEstas hipoteses são hoje contestadas porque o baptistério descoberto é notoriamente anterior ao edifício em causa e portanto anexo de uma outra igreja anterior. Por outro lado, é de excluir a existência de quaquer basílica paleocristã com o altar mor virado a Norte. \n \nExcluidas estas hipóteses, e apesar das incongruências, resta-nos enquadar este edifício na campanha de obras que se estendeu a toda a cidade nos séculos IX e X (III-IV AH), quando Idanha a Velha (a antiga Egitânia) desempenhou importante papel histórico de zona de fronteira entre o al Andalus e o Reino de Leão. Dados os constantes acordos e desacordos dos senhores locais da família Ibn Marwan al Jiliqui, ora com Cordova, ora com Leão, não é de excluir que este espaço religioso sofresse uma variação de programas e mesmo fosse o resultado de um certo sincretismo que os seus donatários sempre procuraram ao tentar defender a sua independência. \n \nRessalvando as devidas proporções, o modelo seguido parece ter sido a grande mesquita Omeiade de Damasco com uma grande nave central e duas colaterais em que o *mihrab* ocupa o centro da colateral, a *quibla,* orientada a Meca. Se admitirmos, enfim para a basilica da Idanha, ser a parede Sudeste a *qibla* de uma mesquita, a volumetria anormal do edifício começa a tornar-se menos enigmática. \n \nRecordemos que o cronista Ibn Hayyan considerava Ibn Marwan al Jiliqui \"aliado do diabo e germe do erro\". O programa desta mesquita apenas se justifica em época daquele rebelde *muladi* – finais do século IX (III AH). Para uma atribuição cronológica podemos recorrer a alguns elementos que nos parecem significativos, embora o mais evidente seja o paralelismo das técnicas construtivas da mesquita de Idanha com a Igreja de Lourosa, a pouco mais de 70 quilómetros de distância e que está datada por uma inscrição de 912 (299 AH). \n \nOs investigadores Manuel Real e António Rei, embora não concordem com esta atribuição de funções, estabelecem também comparação com a planta de algumas mesquitas e aceitam a cronologia proposta.","short_description":"Edifício de planta basilical, a chamada catedral de Idanha-a-Velha foi, durante muito tempo, enquadrada no período visigótico. Uma proposta formulada recentemente, com base em tipologias arquitectónicas, sustenta que o edifício foi uma mesquita e atribui a sua construção ao período islâmico (em volta do reinado de Ibn Marwan al-Jilliqi – séculos III/IV H. – IX/X d.C.). \nEmbora a funcionalidade do monumento continue a ser discutida, é unânime (e tendo em conta os paralelos com a bem datada igreja de S. Pedro de Lourosa) a atribuição da sua cronologia à época marwanida.","dates":"Embora sobre ruinas anteriores e reutilizando materiais paleocristãos, a sua construção principal poderá datar do século IX (III AH), com remodelações consideráveis no século XVI (X AH).","location":"Idanha-a-Velha., Castelo Branco.","method_for_datation":"Pela forma dos arcos em ferradura e pelo aparelho de silharia tipológicamente próximo da igreja de Lourosa, datada de inícios do século X (séc. IV AH).","bibliography":"Almeida, F. de, *Egitânia história e arqueologia*, Lisboa, 1956; \n \nAlmeida, F. de, História da Arte em Portugal, vol. 2, Lisboa, 1986, pp. 43-46. \n \nHayyan, Ibn, *Crónica del califa 'Abderrahman III al-Nasir entre los años 912 y 942 (al-Muqtabis V)*, Madrid, 1981, p. 187. \n \nReal, M. L., “Inovação e resistência: dados recentes sobre a antiguidade tardia no Ocidente peninsular”, *IV Reunião de Arqueologia Cristã Hispânica*, Barcelona, 1995, pp. 66-67. \n \nTorres, C., “A Sé-Catedral da Idanha”, *Arqueologia Medieval*, nº 1, Porto, 1992, pp. 169-178.","author":"Cláudio Torres","patrons":"Hipoteticamente pelo clã familiar Ibn Marwan originário da fortaleza de Marvão, de onde provém o seu nome de família. Convertido ao Islão nos primeiros tempos, o fundador desta família e os seus herdeiros parece terem mantido os seus dominios senhoriais nos territórios da Idanha e Marvão durante mais de um século.","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"e08aaab4-7006-50e9-b0b2-f4ceb7f40de3":{"name":"Ermida de Nuestra Señora de las Fuentes","description":""},"e0951756-4f2d-5cdb-b09f-72fa22735a8e":{"name":"Ermida de Santa María de la Vega","description":""},"e09a0121-5193-5e11-a990-32ccca30c32d":{"name":"Igreja de San Marcos","description":""},"e0af94ab-1e8f-5c03-a9d4-caad48b4c0a1":{"name":"Fachada da Igreja e do Convento","description":"A fachada é característica do Barroco tardio, dissimulando os volumes originais do edifício e unificando estritamente a parte frontal do complexo. A entrada da igreja é feita por um átrio com três colunas coríntias.","dates":"Século XVIII","location":"Exterior"},"e0fae875-b47c-5739-af86-c73b563c01c5":{"name":"*Baixa Pombalina*","description":"O projecto da Baixa, concebido por Manuel da Maia e Eugénio dos Santos, estrutura-se numa malha ortogonal, com ruas paralelas e perpendiculares de dimensão variável, entre o Tejo e a Praça do Comércio, a sul, e o Rossio e a Praça da Figueira, a norte. O desenho do conjunto incluiu a definição de fachadas-tipo, com esquemas de composição simples, simétricos e estandardizados, da autoria de Carlos Mardel, entre outros. \nA Praça do Comércio tem uma estrutura quadrangular, com três lados construídos e dispostos em U sobre o rio, acessível através do Cais das Colunas. É rematada lateralmente por torreões e nobilitada por extensa arcaria térrea. Ao centro, dispõe-se a estátua equestre de bronze de D. José, de Machado de Castro. A articulação com o restante núcleo urbano é feita através de um arco triunfal, realizado já no século XIX por Veríssimo José da Costa e equipa.","short_description":"A Baixa de Lisboa, reerguida no rescaldo do terramoto de 1755, conforme os inovadores e pragmáticos preceitos iluministas de urbanismo e de arquitectura, é designada *Baixa Pombalina* por ter sido a sua reconstrução eficazmente pensada e coordenada pelo Marquês de Pombal, em conjunto com a sua equipa de arquitectos e engenheiros. Com malha ortogonal, fachadas e traçado regulares, enquadrada entre a Praça do Comércio e o Rossio, é uma área de grande valor cultural e patrimonial, que lhe valeu, respectivamente, a classificação de Monumento Nacional e de Imóvel de Interesse Público.","type":"Plano de Urbanização.","dates":"1755–1759","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Evidência histórica.","bibliography":"França, J.-A., *Lisboa Pombalina e o Iluminismo*, Lisboa, 1966. \nFrança, J.-A., *A Reconstrução de Lisboa e a arquitectura Pombalina*, ICP, Lisboa, 1978. \nCalado, M., Ferreira, V., *Lisboa*, Lisboa, 1992. \nTostões, A., *Catálogo Exposição Lisboa 1758, o Plano da Baixa hoje*, Lisboa, 2008.","author":"Henrique Carvalho","history":"A 1 de Novembro de 1755, um violento terramoto sacudiu Lisboa, seguido de um maremoto e de um incêndio que durou quase uma semana. Dois terços da cidade foram destruídos e terão morrido cerca de 10 000 pessoas. \nA parte mais importante da cidade ficou arrasada, incluindo o Terreiro do Paço, onde estavam instalados, à beira do rio e da área comercial, o Paço Real do século XVI, de D. Manuel I (reformado por D. Filipe II e enriquecido por D. João V), a Casa da Índia, a Alfândega e o Arsenal, inúmeras igrejas (entre as quais a Basílica Patriarcal), hospitais, a Ópera e as ruas mais opulentas. \nA sua reconstrução obedeceu aos conceitos iluministas de urbanismo e arquitectura do século XVIII, pragmática e racionalmente planeada e edificada sob a mão férrea do Marquês de Pombal. \nCom uma praça aberta para o rio, onde sediavam os principais edifícios do governo e da administração, um arco triunfal e uma estátua equestre de D. José I no centro, reafirmava-se o poder do rei, segundo os princípios do despotismo esclarecido.","patrons":"Rei D. José I.","architects":"Engenheiros militares Manuel da Maia (1677–1766), Eugénio dos Santos (1711–1760); Carlos Mardel (c. 1695–1763), Elias Sebastião Poppe; escultor: Joaquim Machado de Castro (1731–1822); arco triunfal: Veríssimo José da Costa [n.d.], coadjuvado por Vítor Bastos (1830–1894) e Anatole C. Calmels (1822–1906).","monument_contact":{"fax":"+351 21 757 1858","email":"museudacidade@cm-lisboa.pt","phone":"+351 21 751 3200","address":"Museu da Cidade \nCampo Grande, 245 \n1700-091 Lisboa","institution":"Câmara Municipal de Lisboa e Museu do Regimento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa"}},"e219872e-f0f6-5318-96a9-69cb1ef2873c":{"name":"Igreja de San Miguel","description":""},"e484ca72-8bbf-5289-8b2f-72d9d16b4dc5":{"name":"Castelo de Alcácer do Sal.","description":"O castelo forma um polígono irregular alongado, envolvente de uma pequena colina que atinge os 62 metros. Junto ao sopé corre o Rio Sado, navegável entre a baía de Setúbal e Porto Rei, num percurso de cerca de 40 km. \n \nOs sucessivos restauros e algumas obras de arranjo urbano provocaram alterações pontuais no traçado, obrigaram a algumas demolições e encobriram as técnicas construtivas originais. \n \nÉ provável que tivesse sido inicialmente um *ribat*, mas será com a instalação dos berberes Banu Danis, nos inícios do séc. IV AH / X AD, que se impulsionam grandes obras na fortaleza e na cidade. Sob o domínio de Abd al-Rahman III, Alcácer torna-se capital de distrito e estaleiro naval, revelando a sua estreita relação com o Atlântico. No séc. V / XI manteve a proeminência militar, sendo assinalado nas fontes árabes o *iqlim* de *al-Qasr*, uma vasta região de que este castelo seria a principal praça-forte. São deste período duas estelas epigrafadas, com escrita cúfica, recolhidas no sopé da colina do castelo. \n \nÉ possível que a alcáçova, no extremo ocidental, apresentasse primitivamente uma planta quadrada, reaproveitando construções romanas. Na torre noroeste da alcáçova foram registados vestígios de um arco ultrapassado e, na mesma área, paramentos de silhares aparelhados. A ligação da área palatina ao exterior da cerca fazia-se por uma porta localizada a poente. Outras duas portas serviam a fortificação: a Porta Nova a norte e a Porta de Ferro a nascente, que daria acesso ao arrabalde e à zona portuária. \n \nReconhecendo a importância estratégica e militar da fortaleza, os almóadas decidem instalar aí o seu quartel-general, definindo a foz do Sado como linha de fronteira com os territórios cristãos da península de Setúbal. Um arrojado programa construtivo é posto em marcha com o objectivo de lhe conferir características de invulnerabilidade face às potenciais investidas portuguesas. A dimensão do conjunto fortificado atingirá uma área de cerca de 3,6 ha, com um traçado em cremalheira, em sintonia com a topografia da colina. Algumas inovações técnicas são introduzidas, nomeadamente o recurso à taipa e a edificação de uma torre octogonal, no ângulo nordeste da cerca, de que restam vestígios. O perímetro muralhado é reforçado por grande número de torres, barbacã, fosso e, segundo recentes constatações arqueológicas, couraça. Das duas torres albarrãs da cortina sul, conserva-se uma, em taipa. Os relatos cristãos da conquista de Alcácer, em 614 / 1217, reconhecem a fortaleza como uma das mais fortes do Sul islâmico. Na documentação do séc. XII / XVIII referem-se cerca de trinta torres, sendo hoje possível identificar doze delas. \n \nNas escavações realizadas na alcáçova a partir de 1993, foram postas a descoberto estruturas e exumados materiais que permitiram aos arqueólogos consolidar as hipóteses de evolução da organização espacial do conjunto. As cerâmicas recolhidas situam-se entre os séculos II e VII / VIII-XIII, oferecendo maior diversidade formal e decorativa o grupo de peças almóadas.","short_description":"O castelo de Alcácer do Sal forma um polígono irregular alongado, envolvendo de uma pequena colina. Apesar do destaque que teve na história do Gharb al-Andalus, foi no período almóada que a fortificação conheceu maior relevo. A dimensão do conjunto fortificado atingirá uma área de cerca de 3,6 ha, com um traçado em que segue a topografia da colina. Restam vestígios do amuralhamento em taipa: uma torre octogonal, no ângulo nordeste, e uma torre albarrã, na cortina sul. Os relatos cristãos da conquista, em 614 H./ 1217 d.C., mencionam a fortaleza como uma das mais fortes do Sul islâmico.","dates":"Sécs. III-IV a VII AH / Sécs. IX-X a XIII AD.","location":"Alcácer do Sal., Setúbal.","method_for_datation":"As fontes escritas (Ibn Hayyan) confirmam a presença de Mas'ud b. Abi Danis à frente de Alcácer em 303 / 915. Para épocas posteriores, outros autores muçulmanos e cristãos fornecem indicações sobre a povoação e o seu território. Além destas referências, os dados arqueológicos ajudam a atestar a presença islâmica intra-muros desde o emirato ao período almóada. Os materiais arqueológicos e as técnicas construtivas de muralhas e torres conferem fiabilidade ao enquadramento cronológico proposto.","bibliography":"Carvalho, A., Faria, J., e Ferreira, M., *Alcácer do Sal Islâmica. Arqueologia e História de uma Medina do Garb Al-Andalus (Séculos VIII-XIII)*, Alcácer do Sal, 2004. \n \nChagas, J. A., *O Castelo de Alcácer do Sal e a utilização da taipa militar durante o domínio almóada*. Dissertação de Mestrado apresentada na Universidade de évora, 1995 \n \nFernandes, I., e Picard, C., “La Défense côtière à l'époque musulmane: l'exemple de la presqu'île de Setúbal”, *Archéologie Islamique*, 8, 1999, pp. 67-94. \n \nPaixão, A., Faria, J., e Carvalho, A., “O castelo de Alcácer do Sal: um projecto de arqueologia urbana”, *Bracara Augusta*, vol. XLV, 97 (110), 1994, pp. 215-264. \n \nPaixão, A., Faria, J., e Carvalho, A., “Aspectos da presença almoade em Alcácer do Sal (Portugal)”, *Simpósio Internacional sobre Castelos. Mil Anos de Fortificações na Península Ibérica e no Magreb (500-1500)*, ed. I. Fernandes, Palmela, 2000, pp. 369-383.","author":"Isabel Cristina Ferreira Fernandes","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"e4945fc7-7c58-505c-b4ee-a58561295954":{"name":"Igreja","description":"É de concepção classicista, mas tardia, seguindo tipologicamente, pelo interior, o modelo das igrejas ditas “jesuíticas”. Pode ser atribuída, pelo desenho, a João Antunes, na altura arquitecto da Casa do Infantado. A pintura do tecto, com o tema de *Nossa Senhora da Assunção*, é da autoria do pintor Lourenço da Cunha (1740)*.*","dates":"1707–1740","location":"Santuário, extremo oeste"},"e4b16ecf-122f-575e-90b9-a28f38ce6812":{"name":"Capela de Luis de Lucena (opção)","description":""},"e565f6b7-5056-5427-9c4a-21f08d3f0345":{"name":"*Palácio Pimenta*","alternate_name":"Casa da Quinta da Pimenta; Casa da Madre Paula; Palácio Galvão Mexia; Museu da Cidade de Lisboa","description":"Edifício principal de planta rectangular e com fachada corrida, com dois andares e ático. O piso térreo possui janelas com emolduramento discreto, de traça barroca, e um grande portal ao centro, destinado a entrada de cerimónia, com dimensões suficientes para permitir a entrada de carruagens. Este grande portal compõe um registo vertical, com pilastras que o enquadram e se prolongam, abrangendo o primeiro andar, sustentando uma janela de cerimónia com varanda, ladeada, de cada lado, por uma janela de sacada. É encimado por um pequeno frontão semicircular que revela alguma erudição no desenho, possivelmente na esteira do barroco desenvolvido durante o reinado joanino, nomeadamente na sequência das obras de edificação do mosteiro de Mafra (1717-1730). Na ala nascente, encontra-se instalado um *ensemble d'époque*, que recria o ambiente de um destes palácios suburbanos durante o século XVIII, fazendo parte integrante do circuito de visita do Museu. Este, por sua vez, encontra-se instalado em todo o edifício e contém uma riquíssima colecção de arqueologia, lapidária, escultura, faiança, pintura, gravura e desenho, apresentando, de forma didáctica, a história da cidade de Lisboa. Destaca-se, especialmente, pelo espólio relativo ao período barroco. Aqui encontra-se a mais importante colecção de desenhos relativos à construção do Aqueduto das Águas Livres de Lisboa, bem como documentos (gravuras, plantas originais e desenhos) relativos à reconstrução da cidade depois do Terramoto de 1755.","short_description":"Palácio suburbano de origem barroca, datado de meados do século XVIII, com um pátio traseiro com planta em U e quinta de recreio. Encontrava-se associado à exploração agrícola de uma parcela de terras do actual Campo Grande de Lisboa, outrora zona rural dos arredores da grande cidade.","type":"Arquitectura secular ou civil, palácio.","dates":"Século XVIII","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Análise artística e estilística.","bibliography":"Moita, I. (direcção de), O *Livro de Lisboa,* Lisboa, 1994. \nSerrão, V., “O Barroco*”*, *História da Arte em Portugal*, Lisboa, 2003.","author":"Paulo Pereira","history":"É mal conhecida a história do palácio Pimenta, que é, no entanto, um interessante exemplar da arquitectura civil dos arredores de uma grande cidade. A lenda atribui a sua construção a D. João V, que teria encomendado o edifício de modo a aí instalar Paula Teresa da Silva, madre superiora do Mosteiro de Odivelas, que o monarca tornara sua amante. O palácio, cenário dos encontros amorosos do rei, tornou-se residência da família Galvão-Mexia. Em 1956, foi adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa. Entre 1979 e 1984, foi ali instalado o Museu da Cidade de Lisboa, aberto ao público nesta última data.","patrons":"Atribuído ao rei D. João V.","architects":"Desconhecido.","monument_contact":{"fax":"+351 21 757 1858","email":"museudacidade@cm-lisboa.pt","phone":"+351 21 751 3200","address":"Museu da Cidade \nCampo Grande, 245 \n1700-091 Lisboa","institution":"Câmara Municipal de Lisboa, Museu da Cidade"}},"e742b5d8-4901-5736-9c7e-8489641c16f7":{"name":"Capela de Nossa Senhora da Rocha","description":""},"e782bf6e-5adc-5df3-a2ab-2d9db58b30af":{"name":"Portas duplas de S. Francisco (porta do revelim, exterior, e porta magistral, interior)","description":"Eixo principal de serventia da povoação e fortaleza de Almeida. Retoma um desenho de Salomon de Broffe.","dates":"1646–1661","location":"Exterior"},"e7b338c4-14b0-537a-a5cd-6a0cb1516281":{"name":"Vista geral do interior da igreja","description":"Um dos melhores exemplos de uma igreja do Barroco português. O tecto apainelado da nave é decorado com pintura sobre a vida de São Domingos.","dates":"Finais do século XVII e primeiro terço do século XVIII","location":"Interior"},"e8770573-d328-5834-b1d9-a0c8ce5da0f6":{"name":"Igreja do Bom Jesus: fachada no estilo neoclássico","description":"Os nichos acolhem, ao nível térreo, a imagem de dois profetas (Jeremias e Isaías). Na banda superior, sobre a cornija, encontram-se imagens dos quatro Evangelistas.","dates":"1784–1811","location":"Exterior"},"e9423662-fc03-51b0-bfc6-38c5bd7bcbcd":{"name":"Capela do Cemitério","description":""},"e965a552-f232-59ce-92c3-ac2b63d4ad1b":{"name":"Museu da Cidade","description":""},"e99f28f7-6629-5ec8-ad97-dec9c7474c2c":{"name":"Castelo","description":""},"ea61e1fa-5855-582b-8fd2-f910c999e78d":{"name":"Castelo","description":""},"eb7a0351-f4ca-5902-b8bb-572d211a56e6":{"name":"Fonte do Largo do Carmo","description":"Partindo do reservatório da Mãe d’ Água das Amoreiras, um segundo aqueduto distribuía a água através de uma rede de fontes dispersas na cidade, algumas das quais ainda se mantêm. Construída pelo engenheiro Miguel Ângelo Blasco, em 1769, a fonte do Carmo foi redesenhada por Reinaldo dos Santos, em 1786.","dates":"1769–1770; 1786","location":"Largo do Carmo"},"eb98f0b2-dfcf-5d68-8508-0c57521542c3":{"name":"Casa de Pilatos","description":""},"ebe19e6c-90c0-5c06-a0d3-d0e07f5d235f":{"name":"Conjunto urbano","description":""},"ec03acad-f299-5695-97f6-d4f31988d552":{"name":"Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira","description":""},"ec109625-0feb-560f-9046-bdb7068fb85c":{"name":"Sala dos Painéis","description":"Esta sala foi decorada com azulejos holandeses representando temas mitológicos, cenas rurais e paisagens. No mesmo piso, a biblioteca inclui uma abóbada de berço decorada com estuques neoclássicos, onde se destacam caduceus com serpentes aladas e uma cabeça de Mercúrio.","dates":"Azulejos: 1660–1670","location":"Interior"},"ec36782c-0956-53c9-8339-60cfe9ccb940":{"name":"Castelo de Salir.","description":"Esta fortificação encontra-se implantada num cabeço da vila de Salir, fazendo parte da actual povoação, situada na zona do Barrocal Algarvio, entre o litoral e a serra que comunica com o Baixo Alentejo. \n \nO recinto amuralhado encontra-se parcialmente destruído e ocultado por casas e quintais desta zona antiga de Salir. Pelos vestígios visíveis pode dizer-se que forma um recinto poligonal, próximo de um hexágono muito irregular, tendo as muralhas uma espessura que se oscila entre 1,8 e os 2 metros. \n \nPorém, do conjunto amuralhado o que melhor se observa são quatro torres, em taipa, todas elas de planta sensivelmente quadrangular. Destaca-se uma – em taipa maciça – implantada numa das zonas de maior inclinação do terreno, que se encontra distanciada do recinto amuralhado e que apresenta traços de revestimento e acabamento na face virada para a muralha; tudo indica que se trata se uma antiga torre albarrã que, entretanto, perdeu a ligação superior que a deveria unir à muralha. Estas e outras torres em taipa ainda conservam traços das bandas pitadas a branco na zona de sobreposição das várias camadas de taipa, o que, visto de longe, poderia sugerir a existência de uma muralha em silharia de grande dimensão. \n \nA muralha é, em grande parte do recinto, numa taipa rica em cal, como acontece frequentemente em fortificações dos séculos VI e VII AH / XII e XIII AD. Porém, trabalhos arqueológicos recentes, puseram em evidência zonas da muralha construídas em blocos de pedra unida com argamassa muito forte – essencialmente junto à referida torre albarrã –, bem como outras zonas onde o aparelho é de uma qualidade mais fraca. \n \nOs trabalhos arqueológicos acima referidos evidenciaram a existência de restos de casas do período almóada que se prolongam para dentro de espaços habitacionais actuais, mas também foram detectados materiais, encontrados em zonas de entulho, que são cronologicamente anteriores. As casas de época almóada organizam-se em torno de pátios, tendo sido encontrados alguns dos compartimentos que o rodeavam, como sejam possíveis alcovas, cozinhas e um forno. Encontraram-se silos para armazenagem de cereais, alguns dos quais transformados depois em lixeiras. Também se detectaram, arqueologicamente, vestígios de destruição causada por intervenção militar, muito provavelmente na sequência da ocupação desta fortificação pelas hostes da Ordem de Santiago. \n \nOs vestígios de época islâmica não se cingem à fortificação. De facto, em redor de Salir têm-se detectado outros vestígios de época islâmica e de fases anteriores: encontrou-se, ainda em 1968, uma inscrição funerária datada do século V / XI e têm sido detectados vários locais de menor dimensão – alcarias – em redor de Salir, em zonas sem um carácter defensivo tão acentuado; a ocupação desses locais parece, em alguns casos, começar ainda antes das fases iniciais do domínio islâmico, atravessando vários séculos até ao domínio almóada – o melhor documentado até ao momento.","short_description":"A fortificação encontra-se implantada num cabeço da vila de Salir O recinto amuralhado encontra-se parcialmente destruído e ocultado por casas e quintais desta zona antiga da vila. Pelos vestígios visíveis pode dizer-se que formava um recinto poligonal, próximo de um hexágono muito irregular. Do conjunto amuralhado, datável dos séculos VI-VII H. / XII-XIII d.C., o que melhor se observa são quatro torres, em taipa, todas elas de planta sensivelmente quadrangular. Destaca-se uma, distanciada do recinto amuralhado, e que tudo indica que se trata de uma antiga torre albarrã.","dates":"Séculos VI-VII AH / XII-XIII AD","location":"Salir., Faro.","method_for_datation":"Têm sido levadas a cabo escavações sistemáticas no local, desde 1987. As muralhas, pela tipologia da taipa utilizada e pela existência de uma torre albarrã podem datar-se do período almóada, embora não seja de excluir a possibilidade de haver vestígios anteriores. As escavações arqueológicas têm posto em evidência cerâmicas também do século VI / XII, embora na zona envolvente do castelo se tenha encontrado uma lápide do século V / XI.","bibliography":"Catarino, H., \"O castelo de Salir: resultados das escavações dos silos\", *al-'Uliya*, nº 4, Loulé, 1995, pp. 9-30. \n \nCatarino, H., \"O Algarve Oriental durante a Ocupação Islâmica - povoamento rural e recintos fortificados\", *al-'Uliya*, nº 6, Loulé, 1997-98, vol. I, pp. 452-517. \n \nCatarino, H., \"O castelo de Salir: escavações da campanha de 1998\", *al-'Uliya*, nº 7, Loulé, 1999-2000, pp. 77-128. \n \nCorreia, F. B., \"Fortificações muçulmanas no Algarve – estado da questão e perspectivas\", *4º Congresso do Algarve*, vol. I, Silves, 1986, pp. 97-102. \n \nCorreia, F. B., \"Fortificações muçulmanas em Portugal. Alguns apontamentos\", *Congreso de Arqueología Medieval Española*, vol. II, Madrid, 1987, pp. 501-509.","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"ed2e5596-037a-5738-8eaa-d795beb82ba9":{"name":"Altar-mor","description":"António Bellini de Pádua introduziu os temas barrocos que distendem a arquitectura, dotando-a de imaterialidade e de um subtil efeito de “suspensão”, obtido, no altar-mor, pelos anjos em adoração assentes no topo do frontão interrompido, de mármore branco, que ladeiam o *Cristo* de madeira de cedro, de Manuel Dias. \nNo painel central, a pintura a óleo sobre tela, de Agostini Masucci, *Assunção d*a *Virgem,* que ele assina e data de 1731, e dos lados, as telas sobre a *Natividade*, a *Conceição*, a *Adoração dos Pastores* e a *Coroação,* executadas na sua oficina.","dates":"22 de Maio de 1746","location":"Interior"},"ee2e4059-1d67-5430-b35e-06d85eea2b0e":{"name":"Pinturas murais em *trompe l’œil*","description":"Pinturas murais em *trompe l'œil* sobre Nossa Senhora de Aires decoram o tecto da igreja e, nas paredes, evocam a Ladainha de Nossa Senhora.","dates":"C. 1858","location":"Interior"},"ee39625e-6dbf-57a8-b582-ac42b7d8d101":{"name":"Catedral de Santa María","description":""},"ee7acbfb-30b7-5d16-a232-731decd3979e":{"name":"Esculturas de mármore do altar-mor","description":"Esculturas de mármore, representando S. Domingos, à esquerda, e S. Francisco de Assis, à direita.","dates":"C. 1737","location":"Capela-mor"},"eee52871-7cb2-5b51-ab23-4355acf1977f":{"name":"Fortificação","description":""},"ef0a313a-d47c-5787-9754-c6ba31f57042":{"name":"Igreja de La Calahorra","description":""},"ef29169a-7bf2-51ba-a29b-9f2ee4216bd7":{"name":"Castelo dos Mouros","description":""},"ef5ad0a6-fe89-5362-8d56-f6086ab50208":{"name":"Baluarte","description":"O baluarte de S. João de Deus tem 28 canhões com casamatas.","dates":"1641–1651","location":"Interior"},"efe92d3c-08a6-544e-903a-79ca0e6f93bf":{"name":"Igreja de San Juan Bautista","description":""},"f0fe6b13-d9ec-5c1c-b1b5-82548ba639b5":{"name":"Porta da Vila","description":""},"f26b90aa-a82b-52f5-8ce6-f87882cade6c":{"name":"Fanal.","description":"Objecto de corpo esférico com base bem marcada levemente convexa, asa zenital de secção oval, orifício frontal semi-circular e espigão cónico vertical no interior. Apresenta decoração de cordão digitado, linhas onduladas incisas e traços de pintura branca sobre fundo avermelhado. \nEste peculiar utensílio era utilizado para iluminar espaços abertos, ao jeito de uma lanterna. A sua forma fechada protegia a chama do vento e a sua asa horizontal facilitava o transporte. Peça restaurada.","short_description":"Utensílio utilizado para iluminar espaços abertos, ao jeito de uma lanterna. O orifício frontal semi-circular permitia a saída da luz, a forma fechada protegia a chama do vento e a asa horizontal facilitava o transporte. Esta peça de arte popular é datável do período almóada.","holder":"Museu de Mértola","dates":"Primeiras décadas de VII AH / Primeras décadas de XIII AD.","location":"Mértola, Beja","dimensions":"Diâmetro da base 12,7 cm; comprimento 16,2 cm; altura 18,2 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Trata-se de uma peça com características técnicas e formais típicas das produções de Mértola, embora tenha abundantes paralelos na região de Valência (Espanha).","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrado nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Contenedores de fuego en el Garb al-Andalus”, *Actas do III Congresso de Arqueologia Peninsular. Vila Real de Trás-os-Montes, Setembro de 1999*, vol. VII: *Arqueologia da Idade Média da Península Ibérica*, Oporto, 2000, pp. 421-434. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 130.","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"f26f477d-e9f0-5a98-bb4c-a3f751cc587f":{"name":"Museu Arqueológico de Serpa","description":""},"f2e3163a-4308-51ca-8274-354207600f17":{"name":"Vista geral da sacristia","description":"A sacristia foi redesenhada com pavimento embrechado e uma mesa de mármore. Dois painéis de azulejos com brasões dos franciscanos e da família real sobre os quais se distribui uma série de pinturas de temática religiosa. Num dos cantos, enorme arcaz de ébano brasileiro com três pinturas sobre tábua, encastradas de talha dourada.","dates":"Cerca de 1746","location":"Sacristia por detrás da capela-mor"},"f2fd7abc-465f-5f55-a1af-5082af90fafa":{"name":"Sacristia","description":"A sacristia está decorada com o seu grande arcaz do século XVII, apresentando, no seu espaldar, um conjunto de vinte pinturas a óleo sobre tela, sobre a vida de São Francisco Xavier.","dates":"Séculos XVI e XVII","location":"Interior da Igreja, Sacristia"},"f4b1a4d2-e15b-5664-9e0d-e52316a45737":{"name":"Adro e Portal","description":"O portal e o adro da igreja, em pedra, seguem um desenho arquitectural preciso significante no contexto desta igreja. Usando um elegante desenho barroco, o anónimo arquitecto adicionou um *status* especial a um edifício vernacular.","dates":"1730","location":"Exterior"},"f4f070b1-0f56-5450-aac0-06133e74f60e":{"name":"A entronização de S. Lourenço","description":"Azulejos azuis e brancos decoram a abóbada. O desenho em quadratura mostra uma arquitectura em perspectiva *di sotto in sù,* no centro do qual a imagem de S. Lourenço transportado por anjos para o céu.","dates":"1730","location":"Interior"},"f57686f8-103f-571f-8a35-6086284443ef":{"name":"Retábulo de talha dourada, altar-mor","description":"Coroado por uma cúpula em azulejos, o altar-mor, em talha dourada, foi desenhado como uma estrutura arquitectural e é côncavo, de modo a tirar o maior partido do espaço disponível. O alçado, com colunas salomónicas e trono piramidal, tem degraus para acomodar a imagem de S. Lourenço. No frontão arqueado, as duas arquivoltas estão decoradas com folhagem e anjos.","dates":"1730","location":"Interior"},"f5821098-36be-51e8-b09f-fa43a802ab3e":{"name":"Igreja e torre-campanário de San Gil (opção)","description":""},"f5d89a24-e944-5fce-91e6-26720a88d619":{"name":"Igreja de Santa Ana","description":""},"f5e798c6-1146-51d4-ad46-aaede3c86f1e":{"name":"Museu de Loulé","description":""},"f6a11ce4-4006-533b-a22f-a2e1bf11d54f":{"name":"Castelo e núcleo urbano de Idanha-a-Velha","description":""},"f6f700a0-9d43-58a4-aa54-7cf73b3992ef":{"name":"Igreja de Santa María de las Nieves","description":""},"f7b5eed2-bad6-5128-931e-3d1c1d65061e":{"name":"*Igreja de São João Evangelista*","alternate_name":"Igreja do Colégio","description":"Fachada de expressiva concepção maneirista, típica dos modelos ibéricos mais divulgados pela Companhia de Jesus, ornamentada com as esculturas de *Santo Inácio de Loyola*, *São Francisco Xavier, Santo Estanislau* e *São Francisco de Borja*. O interior é dominado por uma ampla nave com oito capelas laterais intercomunicantes, falso transepto e capela-mor. Nas paredes da nave, destacam-se pinturas a fresco, de grande valor artístico, que representam os evangelistas, cenas da vida dos Jesuítas e elementos arquitectónicos e vegetalistas. A cobertura, em falsa abóbada de berço, tem uma pintura em *trompe l'œil*, cujo painel central é ornado pelas letras “IHS”, além de incluir duas cúpulas com alegorias e composições em quadratura, enquadradas por temas vegetalistas e alinhadas sobre o eixo central. Nesta igreja jesuíta, a simplicidade das linhas arquitectónicas maneiristas articula-se com a riqueza da ornamentação, adequada às novas directrizes da Contra-Reforma.","short_description":"A igreja de São João Evangelista é um dos melhores exemplos da fusão das estéticas maneirista e barroca na Ilha da Madeira. A exuberante decoração do interior, iniciada em 1647 e patrocinada pelos jesuítas, combina valiosos retábulos de talha dourada, azulejaria de padrão e de desenho figurativo, com pintura presente no tecto, nos frescos da nave e na sacristia.","type":"Arquitectura religiosa. Igreja.","dates":"Construção: 1629-1647; decoração: 1647–1750","location":"Funchal, Madeira","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Igreja de São João Evangelista, [www.monumentos.pt](http://www.monumentos.pt/) \nSilva, F. A. da, *Colégio e Igreja de S. João Evangelista do Funchal, Breve Monografia Histórica*, Funchal, 1947. \nSmith, R., *A Talha em Portuga*l, Lisboa, 1962. \nAragão, A., *Para a História da Cidade do Funchal*, 2º ed., revista e aumentada, Funchal: DRAC. 1987, pp. 173-222. \nCarita, R., *Colégio dos Jesuítas do Funchal*, 2 vol., Secretaria Regional da Educação, Funchal, 1987. \nClode, L., e Adragão, J. V., “Colégio dos Jesuítas” in *Madeira, Novos Guias de Portugal*, Lisboa, 1989, pp. 72-73.","author":"Alda Pereira e Cora Teixeira: Direcção de Serviços do Património Cultural (Direcção Regional dos Assuntos Culturais)","history":"A igreja de São João Evangelista é um templo de traça maneirista, construído em 1629 por iniciativa dos Jesuítas, que se fixaram na Madeira após 1570. Já erguida em 1647, devido ao carácter monumental e exuberante, os trabalhos de decoração prolongaram-se até inícios do século XVIII. Nesta última fase, as composições barrocas ganharam relevo em detrimento das produções maneiristas, despertando o cristão para uma atmosfera gloriosa e de exaltação artística, tal como era preconizado pelos ideais contra-reformistas. \nApós a expulsão dos Jesuítas, em 1760, a Igreja de São João Evangelista manteve-se encerrada, até 1846, data em que o governador civil José Silvestre Ribeiro, informado das qualidades excepcionais deste monumento, promoveu obras de recuperação e devolveu-o à Diocese para ser novamente aberto ao culto.","patrons":"Companhia de Jesus","architects":"Autor do projecto inicial: mestre das obras reais Mateus Fernandes (activo 1575–1595); mestre pedreiro: Brás Fernandes (activo 1629–1635); mestre entalhador: Manuel Pereira (activo 1648–1660); mestre entalhador: Manuel Pereira de Almeida (activo 1690–1700); oficina de Bento Coelho da Silveira (1648–1708).","monument_contact":{"email":"gabineteinfo@diocesedofunchal.pt; igrejadocolegio@sapo.pt","phone":"351 291 233 534","address":"Largo do Município e Rua dos Ferreiros \n9000 Funchal","institution":"Diocese do Funchal"}},"f9bdd7a1-de5e-52ae-9b50-f91e76c57655":{"name":"Igreja e torre-campanário de San Miguel de los Navarros (opção)","description":""},"fa0f2509-a770-50de-bf2a-adc4110e9d91":{"name":"Altar-mor","description":"O altar-mor é decorado em talha dourada no estilo rococó, apresentando várias semelhanças com o que se encontra no Mosteiro de Tibães, se bem que adaptado a um espaço mais exíguo. O trono, sobre cinco degraus, eleva a estrutura e o espaço onde a imagem de Nossa Senhora está sob um baldaquino.","dates":"1764–1766","location":"Capela-mor"},"faaf94f7-ce33-5ca8-89fa-ac7eebd8c1c7":{"name":"*Ciclo da Vida da Princesa Santa Joana*","description":"Um ciclo de pinturas barrocas em estilo *naïf*, de 1729, de Emanuel Ferreira e Sousa. São cenas da vida da princesa Santa Joana, com indumentárias do século XVIII, representando episódios do século XV.","dates":"1729","location":"Paredes laterais da capela-mor, interior da igreja"},"faff77a1-e3ef-507b-8817-f2225d2e8eeb":{"name":"Castelo de Juromenha.","description":"Juromenha, defendida a norte pela ribeira de Mures e a leste pelo rio Guadiana, está implantada numa zona fértil, rica minérios e é um local apto para cruzar o Guadiana. A ocupação na região é constante desde a pré-história e não foi interrompida com o processo de arabização e islamização. Desta época conserva-se o castelo, parcialmente coberto por construções militares abaluartadas. \n \nHá referências a Juromenha em fontes escritas árabes desde, pelo menos, a segunda metade do século III AH / IX AD, momento em que este local é citado ao falar-se das revoltas de *muwalladun* iniciadas em Mérida por Abd al-Rahman ibn Marwan al-Jilliqi, revolta que se deve ter estendido a toda a bacia do Guadiana. Com a fundação de Badajoz e o abandono progressivo de Mérida, Juromenha parece ter adquirido maior importância estratégica. Ibn Hawqal cita o local, no século IV / X, num dos seus itinerários. \n \nNo perímetro da fortificação islâmica detectam-se várias fases: uma das torres, virada essencialmente a norte, construída em alvenaria, e com três pedras datadas de época visigótica reutilizadas na face principal parece ter correspondido a um sistema defensivo inicial. Esta torre é envolvida por panos de muralha em taipa de tipo militar (muito rica em cal), muralha essa que se apoia num conjunto de torres próximas entre si e regularmente espaçadas, com entradas rectas, semelhante ao que acontece em fortificações de época califal (séc. IV AH / X AD). Em outras zonas da muralha, o espaçamento entre as torres é menos regular. A cofragem da taipa é semelhante à de outras fortificações do *al-Andalus*, e nas esquinas reutilizam-se silhares de época romana. \n \nPor tudo isto, é de crer que a fortificação romana anterior deve ter sido adaptada de forma a servir - na margem direita do Guadiana e em contacto visual com a Badajoz por eles fundada - os interesses autonomistas da dinastia dos Jilliqis. Pouco se sabe da sua ocupação nos séculos IV-V AH /X-XI AD, mas é possível justificar a sua importância no seio do sistema defensivo que rodeia Badajoz, no quadro das conjunturas de rivalidade entre os reinos aftácida e abbádida, ou entre facções aftácidas. Com efeito, em 562 / 1167, aproveitando as dissensões que se deram no *Gharb al-Andalus* com o afundamento da dinastia almorávida, Geraldo Sem-Pavor ocupa Juromenha, de onde ataca Badajoz, como refere o cronista Ibn Sahib al-Sala. Será tomada pelos almóadas em 565 / 1170 e as suas muralhas podem ter sido parcialmente destruídas, mas o local não perdeu importância estratégica. Sabe-se que, tendo passado para o controle dos almóadas, Juromenha foi *ribat*, sendo procurada por um dos companheiros de Ibn Arabi que aqui se consagrou ao *jihad*, em finais do século VI /XII ou inícios do VII / XIII. \n \nTeve, seguramente, obras na fase almóada, mas foi conquistada por D. Sancho II, em 627 / 1230. O perímetro amuralhado de época islâmica não foi muito alterado antes do século XVII.","short_description":"O castelo de Juromenha é hoje uma fortificação abandonada na margem direita do Guadiana. O período islâmico está, contudo, bem vivo na memória do sítio. Juromenha é citada no itinerário de Ibn Hawqal e nos seus muros reconhecem-se restos da fortificação califal. A fase final da presença muçulmana está presente no relato da conquista de Geraldo Sem Pavor e na passagem da fortaleza para o controlo dos almóadas (565 H./ 1170 d.C.). Nessa altura Juromenha foi *ribat*, tendo-se um dos companheiros de Ibn Arabi aqui consagrado ao *jihad* (finais do séc. VI H./XII d.C. – inícios de VII H./XIII d.C.).","dates":"Séc. III-627 AH / IX-1230 AD.","location":"Juromenha., Évora.","method_for_datation":"O local é referido no século III AH /IX AD, por Ibn Hawqal. Há referências para o século IV / X e teve ocupação no século V / XI, quando Badajoz – a curta distância – era capital de um reino de Taifas. As campanhas de Geraldo e a sua utilização como *ribat* – no período almóada – configuram uma ocupação continuada no tempo. As suas muralhas apresentam características que apontam para a existência de várias fases até ao domínio almóada.","bibliography":"Correia, F. B. “O Castelo de Juromenha - influências islâmicas e cristãs”, *Callipole*, vol. 2, Vila Viçosa, 1994, pp. 27-42. \n \nCorreia, F. B. “Materiais de época visigótica de Juromenha (Alentejo)”, *IV Reunió d'Arqueologia Cristiana Hispànica: Lisboa, 29-30 setembre, 1-2 octubre 1992*, Barcelona, 1995, pp. 493-498. \n \nCorreia, F. B. e Picard, C., “Intervenção arqueológica no Castelo de Juromenha - primeiros resultados”, *Arqueologia Medieval*, vol. I, Mértola, 1992, pp. 71-89. \n \nLobo, F. S. “Alandroal, Terena e Juromenha (três sistemas defensivos)”, *Castelos do Alandroal - VII Séculos*, Alandroal, 1998, pp. 23-65. \n \nRei, A. \"Os castelos entre o Odialuiciuez e o Odiana (713-1298)”, *Castelos do Alandroal - VII Séculos*, Alandroal, 1998, pp. 9-22.","author":"Fernando Branco Correia","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001"},"fb2c16ce-05ab-5038-b941-2740a8a0e2cb":{"name":"Detalhes das pinturas dos tectos","description":"As pinturas em perspectiva (*trompe l'œil*) representam três aspectos da mesma Sabedoria, figurando alegórica e sucessivamente a Biblioteca, a Universidade e a Enciclopédia.","dates":"1723","location":"Interior"},"fb3fdb2d-573f-563d-9108-61663265d16a":{"name":"Retrato de D. João V","description":"O retrato emerge de uma espécie de cortina de teatro, levantada por querubins. A pintura a óleo sobre tela deve-se a Domenico Duprà, pintor da Corte lisboeta até 1730.","dates":"C.1725","location":"Interior"},"fba45a53-75fe-54df-af59-5265c31ccabf":{"name":"Painéis de azulejos com cenas da vida da Virgem e de Jesus","description":"As paredes da capela-mor são totalmente revestidas de painéis de azulejos, representando cenas da vida de Jesus e de Nossa Senhora, assinados por Policarpo de Oliveira Bernardes.","dates":"1719–1721","location":"Capela-mor"},"fc094f04-ed4e-5c5a-b47f-7bcc11b75d8f":{"name":"Capela de Santo António ou ante-coro","description":"Para além de um notável soalho marchetado em madeira brasileira, a capela de Santo António é decorada com um friso de painéis de azulejos com cenas das vidas dos eremitas Santo Antão e São Paulo, encimado por várias pinturas sobre a vida e os milagres de Santo António de Lisboa, dispostos na parede e no tecto. Por trás de uma porta monumental, encontra-se o presépio da Madre de Deus, composto por quarenta e duas figurinhas de *terracotta* esculpida policroma.","dates":"Meados do século XVIII","location":"Junto ao coro"},"fcff82c9-8279-56b7-a30f-66d4a410e5f6":{"name":"*Igreja Monumento de São Francisco*","alternate_name":"Igreja de São Francisco de Assis","description":"Igreja gótica mendicante, de três naves, revestida, no período barroco, com talha dourada e imaginária barroca. Em S. Francisco do Porto assiste-se à gradual instalação, no corpo do templo, de vários altares e retábulos que virão a forrar inteiramente a igreja, transformando-a por completo e concedendo-lhe uma roupagem plenamente barroca. Deflagrando os sentidos através da talha e do seu douramento, nem mesmo as nervuras do tecto são deixadas à vista, sendo, pelo contrário, revestidas pela ornamentação rica da talha. De algum modo, isso deve-se a um princípio programático já conhecido e caracteristicamente barroco: se o exterior do edifício corresponde ao corpo, o seu interior é a expressão da alma, enriquecida pelos dons de Deus. Daí a sua densa ornamentação e, neste caso, a própria ocultação da sua estrutura arquitectónica, numa objectiva manifestação corpórea que, assim, é resgatada da sua condição material para passar à ordem espiritual das coisas.","short_description":"Igreja gótica, do tipo “mendicante”, da Ordem de S. Francisco, erguida nos séculos XIII-XIV; revestimento integral de talha dourada durante os séculos XVII a XVIII, através de diversas campanhas de obras.","type":"Arquitectura religiosa (igreja).","dates":"Séculos XIII-XIV (estrutura); séculos XVII-XVIII (decoração em talha dourada)","location":"Porto, Porto","method_for_datation":"Evidência histórica e análise estilística.","bibliography":"Smith, R. C., *A talha em Portugal*, Lisboa, 1963. \nChicó, M. T., *A Arquitectura Gótica em Portugal*, Lisboa, 1981. \nBorges, N. C., *História da Arte em Portugal. Do barroco ao rococó*, vol. 9, Lisboa, 1987. \nAlves, N. M. F., “De arquitecto a entalhador. Itinerário de um artista nos séculos XVII e XVIII”, *Actas do I Congresso Internacional do Barroco*, Vol. 1, Porto, 1991, pp. 355 – 369. \nDias, P., *A Arquitectura Gótica Portuguesa*, Lisboa, 1994. \nQuaresma, M. C. de C., *Inventário Artístico de Portugal, Cidade do Porto*, Lisboa, 1995.","author":"Paulo Pereira","history":"As campanhas de obras de instalação da retabulística e da talha em geral estendem-se desde inícios do século XVII até finais do século XVIII. Registe-se que, apesar da diversificação de encomendas e, até, da coexistência, em determinados períodos, de retábulos e talha de épocas e de estilos distintos, veio a dar-se como que uma espécie de unificação estilística, com uma concentração de encomendas na primeira metade do século XVIII. O facto tem a ver com o próprio fulgor da cidade do Porto num período chave de enriquecimento burguês, com diversas irmandades a intervirem com encomendas de prestígio. Como se percebe, a Igreja de S. Francisco actua, hoje, como um verdadeiro museu da talha dourada nortenha e da imaginária, com alguns dos seus principais autores ligados ao enriquecimento do templo. \nNo século XIX, com a extinção das ordens religiosas e um violento incêndio ocorrido em 1833, logo a seguir ao cerco do Porto pelas tropas miguelistas, o convento entrou em declínio, foi incendiado e a igreja foi ocupada para diversos fins, como o de armazém da Alfândega da cidade. \nA Igreja de S. Francisco foi classificada como monumento nacional no ano de 1910 e, estando inserida no centro histórico da cidade do Porto, passou a ser Património Mundial da Unesco desde 1996.","patrons":"Ordem de S. Francisco; Ordem Terceira da Irmandade de S. Francisco, do Porto; irmandades e confrarias portuenses.","architects":"Arquitecto: Francisco do Couto e Azevedo [n.d.]; escultores: António Gomes [n.d.]; Filipe da Silva (activo 1718–n.d.); escultores: Luís Pereira da Costa (activo 1724–n.d.), Manuel Carneiro Adão (activo 1719–n.d.), Manuel Pereira da Costa Noronha (activo 1750–1751), Manuel da Costa Andrade (activo 1740–1743); entalhador: Francisco Pereira Campanhã (activo1764–n.d.).","monument_contact":{"fax":"+351 22 200 9412","email":"drocha-osf@mail.telepac.pt","phone":"+351 22 206 2100","address":"Rua do Infante D. Henrique \n4050-297 Porto","institution":"Venerável Ordem Terceira de São Francisco"}},"fd20a177-01af-5d2e-a2a9-299fd1d42188":{"name":"*Igreja dos Paulistas*","alternate_name":"Igreja de Santa Catarina; Igreja dos Eremitas de S. Paulo da Serra d’Ossa","description":"Igreja de grandes dimensões, de implantação urbana, tem à ilharga o que resta dos edifícios do convento da congregação. A fachada é de tipo “palaciano”, com duas torres simétricas e um grande frontão de recorte tardo-barroco recuado. Três grandes vãos de pedraria dão acesso a uma ampla galilé. No interior, a igreja apresenta planta em cruz latina com nave única e capelas laterais decoradas por altares de talha dourada. Apesar de muito alterada, e marcada pelo gosto *rocaille* - e, mesmo, por apontamentos de estilo neo-clássico, fruto da reconstrução, que se concluiu pouco depois de 1763 -, o edifício contém um conjunto de pintura barroca da autoria de André Gonçalves, de temática eremítica e em consonância com a vocação da congregação ali sediada. Na talha, destaca-se, pela riqueza do desenho, o retábulo do altar-mor, um dos primeiros no chamado “estilo joanino”, do tempo de D. João V, e da autoria do mestre entalhador Santos Pacheco (1728). Trata-se de uma monumental “*machina*” de lavor em madeira, com duas colunas salomónicas nas ilhargas, assentes em estípites com a figura de anjos. O uso da coluna salomónica associada ao remate do arco e frontão marca a passagem para um novo gosto de trabalho de talha em que predominam os grandes tronos e os frontispícios inspirados em Bernini e Andrea Pozzo.","short_description":"A Igreja dos Paulistas pertencia a um convento, fundado em 1647 para a Ordem dos Eremitas de São Paulo da Serra d’Ossa, conhecidos como Paulistas. Tem uma planta em cruz latina, com capela-mor profunda e capelas colaterais. A sua notoriedade advém-lhe da decoração interior, com especial destaque para o revestimento de talha dourada dos altares e os estuques do tecto.","type":"Arquitectura religiosa (igreja conventual).","dates":"Séculos XVII- XVIII","location":"Lisboa, Lisboa","method_for_datation":"Análise estilística; documentação.","bibliography":"Santos, R. dos, *Oito Séculos de Arte Portuguesa*, Vol. II, Lisboa, \\[s.d.\\]. \nNeves, E. A. da S., “A Igreja de Santa Catarina”, *Olisipo*, nº. 115/116, Lisboa, 1966. \nBerger, F. J. G., *Lisboa e os Arquitectos de D. João V*, Lisboa, 1994.","author":"Paulo Pereira","history":"A igreja foi fundada em 1647, por iniciativa do Padre Frei Diogo da Ponte, como parte de um convento destinado aos Eremitas da Ordem de S. Paulo da Serra d’Ossa, no lugar da Igreja de Santa Catarina dos Livreiros, entretanto destruída. A igreja, cujas obras se iniciaram em 1654, foi, por sua vez, gravemente danificada durante o Terramoto de 1755. A reconstrução do templo dotou-o de uma nova fachada e foram reerguidas as abóbadas da nave. Mesmo assim, parte do recheio foi preservado e reinstalado na nova igreja. A sua implantação confere-lhe uma certa discrição, característica das reedificações pós-terramoto, mas é evidente o efeito de surpresa quando uma fachada relativamente sóbria dá entrada para uma igreja de dimensões amplas e com uma decoração solene.","patrons":"Padre Mestre Frei Diogo da Ponte (1647).","architects":"Arquitecto desconhecido; entalhador português: Santos Pacheco de Lima (activo 1728); pintura do tecto sobre estuque: António Pimenta Rolim (c. 1759–1851); estuques: João Grossi [n.d.], Toscanelli [n.d.]; pintores portugueses: André Gonçalves (1692–1762) e Francisco Vieira de Matos (ou Vieira Lusitano 1699–1783).","monument_contact":{"fax":"+351 21 322 41 59","email":"pedro2boto@gmail.com","phone":"+351 21 346 44 43","address":"Igreja de Santa Catarina \nCalçada do Combro nº 82 \n1200-115 Lisboa","institution":"Patriarcado de Lisboa"}},"fd90d61a-89b7-54ce-9ca3-a267c0a34c4d":{"name":"Co in-catedral (opcão)","description":""},"ff2f7e9c-b837-54ae-88c0-9b70a0b56098":{"name":"Alas monásticas","description":"Os longos corredores das alas deste mosteiro são o exemplo eloquente dos grandes espaços barrocos monásticos, não pelo excesso de ornamentações mas pela sua dimensão e pela repetição das celas com as suas paredes divisórias.","dates":"Séculos XVII–XVIII","location":"Conjunto monástico"},"ffe6d0a3-8ec6-53da-a302-8f519ac8f39d":{"name":"Igreja de Jerez del Marquesado","description":""},"fff558ab-0546-598a-826f-8a1bf1559465":{"name":"Mesquita do Cristo de la Luz","description":""}}
|