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{"15b3397c-76d7-510d-9b01-2bd087128afe":{"name":"Painel de azulejos em forma de tímpano.","description":"Painel de azulejos decorado a azul, turquesa, verde e vermelho. A composição central está emoldurada por enrolamentos de nuvens estilizadas formando uma fita serpentiforme que encerra, num laço trilobado, uma flor de lótus. A partir do motivo central, desenvolvem-se em espiral ramos delgados com folhas, flores em botão e motivos *hatayi* (festões de flores de inspiração chinesa). Na arquitectura otomana os painéis de azulejos decoravam principalmente espaços interiores, no entanto, a proveniência deste painel ainda não está confirmada mas afirma-se que pertence a um conjunto de cerca de doze tímpanos, quase idênticos, e que decoravam um edifício mandado construir por Piyale Pacha, chefe do almirantado e protegido do sultão Selim II. A dúvida reside em se saber que edifício seria esse: a mesquita ou o palácio. A opinião mais generalizada defende que os painéis foram retirados da mesquita de Piyale Pacha em Istambul, construída provavelmente por Sinan, em 980-981 AH / 1573-1574 AD, visto que todos os tímpanos desapareceram e apenas resta o *mihrab*.","short_description":"Painel de azulejos (c. 980 AH / c. 1573 AD) que terá pertencido à mesquita de Piyale Pacha em Istambul. Os motivos vegetais predominam: a composição central está emoldurada por nuvens estilizadas formando uma fita que encerra uma flor de lótus. A partir daí, desenvolvem-se outros temas fitomórficos.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"c. 980 AH / c. 1573 AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 71 cm; comp. 142 cm.","method_for_datation":"Por métodos de análise estilística e por comparação com peças do mesmo período, sendo inegáveis as afinidades estilísticas com os tímpanos provenientes da mesquita de Selim II da autoria de Sinan em Edirne (975-980 AH / 1569-75 AD) e do túmulo do mesmo soberano em Istambul (que Sinan acabou de construir em 981-982 AH / 1574-1575 AD). Por outro lado, todos os tímpanos que integram o conjunto estão datados de 980 AH / 1573 AD, o que confirma a datação deste painel.","method_for_provenance":"Através de peritagem. As colecções europeias onde se encontram os tímpanos que integram o conjunto, como o Museu do Louvre e o Museu de Artes Decorativas de Paris, confirmam a proveniência destes painéis como a Mesquita de Piyale Pacha em Istambul.","provenance":"Iznik, Turquia.","obtention":"Aquisição.","bibliography":"*Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1ª edição 2001, 2ª edição revista e actualizada 2002. \n \n*Only the Best: Masterpieces of the Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon*, catálogo de exposição, New York, 1999. \n \n*Un jardín encantado: arte islámico en la colección Calouste Gulbenkian*, catálogo de exposição, Madrid, 2001.","dynasty":"Período Otomano","linkcatalogs":"IAM_TR_EN_001","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["cerâmica silicosa","flor de lótus","hatayi","Iznik","laço trilobulado","otomanos","painel de azulejos","tímpano","vidrado"],"materials":["Cerâmica siliciosa pintada sob vidrado."]},"18f05dc3-e256-5db0-861c-eedad63d44e9":{"name":"Prato.","description":"Prato com frete alto e pequena aba. É pintado a verde, branco, castanho e azul. O fundo do prato é decorado por pequenas folhas. O centro é marcado por uma flor com quatro pétalas, cujo interior é decorado por várias folhas. A partir desta, espalham-se quatro raios que dividem o prato em quatro campos de tamanhos semelhantes. Cada um deles é decorado por uma grande folha, a qual é preenchida por pequenas folhas. A aba é composta por filetes concêntricos e por um friso decorado por folhas de tamanhos diferentes.","short_description":"Prato do período ilkhânida (século VII AH / XIII AD), oriundo das olarias de Raghés (Sultanabad, Pérsia). Os motivos decorativos principais (pintados a verde, branco, castanho e azul) são de carácter vegetalista e preenchem, em diferentes tamanhos o interior e a aba do prato.","holder":"Museu Nacional de Arte Antiga.","dates":"Século VII AH / XIII AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Diâmetro 22,7 cm","method_for_datation":"A partir da análise estilística da peça, ou seja, de acordo com os motivos decorativos e a técnica utilizada na feitura da peça.","method_for_provenance":"A proveniência do prato foi determinada a partir dos mesmos critérios utilizados para a datação da peça.","provenance":"Sultanabad, Pérsia.","obtention":"Doação do Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga em 1920.","bibliography":"Moulierac, J., *Céramiques du monde musulman*, Paris, 1999. \n \nSoustiel, J., *La céramique islamique,* Paris, 1985.","dynasty":"Período ilkhânida","author":"Paula Pelúcia Aparício","keywords":["decoração vegetalista","faiança","ilkhânidas","Pérsia","prato","Raghés","Sultanabad"],"materials":["Faiança rodada e pintada a verde, azul, castanho e branco."]},"26770047-7eca-547b-bc65-67b8abf591d5":{"name":"*Garrafa*","alternate_name":"Garrafa de Filipe II.","description":"Em 1580, Portugal passou a ter como rei D. Filipe II de Espanha. Esta mudança política alterou inevitavelmente as relações comerciais com os restantes países europeus bem como o comércio com o Oriente. Devido a esta profunda crise política e económica, os ceramistas de Lisboa tiveram de procurar novos mercados. A porcelana chinesa azul, na sua maioria com decoração do reinado de Wan-Li (1573-1619), serviu de modelo actualizado para a faiança portuguesa da época. As cerâmicas eram exportadas pelas rotas comerciais utilizadas pelos portugueses: das colónias ultramarinas para o Norte e o Nordeste da Europa. \nEsta garrafa, de bojo circular e achatado, tem colo cilíndrico e pé trapezoidal. O colo é coberto por uma aplicação de cobre com tampa, ligado por uma corrente, o que significa que podia ser utilizada como copo. Esta forma era pouco habitual na China e inspirou-se provavelmente num protótipo metálico da Ásia Ocidental. Pintada em várias tonalidades de azul, apresenta numa das faces as armas de D. Filipe II de Espanha num medalhão de onde irradiam flores dentro de uma cercadura de pontos. Na face oposta, estão representados um ramo florido e insectos. Ambas as faces têm uma cercadura azul com pontos num tom mais escuro, provável imitação dos pregos utilizados nos exemplares de metal que inspiraram esta peça. \nÉ opinião de Howard e Ayers (1978) que as armas de D. Filipe II de Espanha foram copiadas de uma moeda. Não é, no entanto, evidente como terá sido feita a encomenda, já que, nos anos de 1570, Espanha tinha apenas acesso à China pela Formosa, através das Filipinas, e cerca de 1580, durante um ano, a partir de uma zona concessionada designada Pinal, perto de Macau. Michel Beurdeley (1962) acredita que a colecção de Filipe II teria quase 3000 peças de porcelana chinesa.","short_description":"Esta garrafa de porcelana azul e branca, com as armas de D. Filipe II de Espanha, tem forma e decoração inspiradas nos cantis de peregrinos. Estes objectos preciosos, usados para beber, eram muito apreciados no século XVI.","type":"Cerâmica.","holder":"Museu-Biblioteca da Casa de Bragança.","owner":"João Gonçalo do Amaral Cabral.","dates":"Reinado Wanli.","location":"Vila Viçosa., Évora.","dimensions":"Altura: 26,5 cm; largura: 15,1 cm.","method_for_datation":"Análise estilística.","provenance":"China.","obtention":"Por empréstimo de João Gonçalo do Amaral Cabral.","bibliography":"Beurdeley, M., *Porcelaine de la Compagnie des Indes,* Fribourg, 1962. \nHoward, D., Ayers, J., *China* *for the West: Chinese Porcelain and other Decorative Arts for Export*, 2 vols, New York, 1978. \nMatos, M. A., de, *Azul e Branco da China. Porcelana ao tempo dos Descobrimentos,* Lisboa, CMAG/IPM, 1997. \n*Catálogo Caminhos da Porcelana. Dinastias Ming e Qing*, Lisboa, 1998.","dynasty":"Ming","author":"Maria de Jesus Monge","keywords":["Goa","Índia","peregrinação","Porcelana","primeiras encomendas","viagens e exotismo."],"materials":["Porcelana branca decorada a azul cobalto sob o vidrado."]},"3161f51d-fb30-50db-966e-808b130d86d6":{"name":"Tigela.","description":"Tigela com boca circular, bordo vertical curvo com lábio triangular, corpo hemisférico e base levemente convexa com pie anular diagonal. O exterior está revestido com vidrado monocromo melado, apresentando o interior uma técnica decorativa que combina um friso de pequenas rosetas estampilhadas com a decoração em corda seca total em que as cores branca, verde, manganés e melada do vidrado se encontram separadas por traços de manganés. O tema central é uma árvore da vida formada por três flores de lotus vistas em alçado e unidas por um caule, rodeado pelo friso de rosetas estampilhadas. A composição completa-se com um esquema quatripartido no bordo, formado por dois pares de motivos vegetais alternados. O tema da “árvore da vida” ou “árvore do Paraíso” encontra paralelos na louça dourada iraquiana do século III AH / IX AH (Grube, 1976). Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca do período almóada. O tema central é uma “árvore da vida” formada por três flores de lotus vistas em alçado e unidas por um caule, rodeado por friso de rosetas. A composição completa-se com um esquema quatripartido no bordo, formado por dois pares de motivos vegetais alternados.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século VI AH / segunda metade do século XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 29,2 cm; diâmetro da base 11 cm; altura 8,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idêntica forma e técnica decorativa achadas, por exemplo, em Ceuta e em Alcacer Ceguer (Marrocos) e em Cartagena, Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que a fabricavam, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (Espanha).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte* , ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 127. \nGrube, E., *Islamic Pottery of the Eighth to the Fifteenth Century in the Keir Collection*, Londres, 1976, nº 15. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”*, *I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 94.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","comercio","cuerda seca"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta amarelada pouco compacta em torno rápido, e cozida en atmosfera oxidante vidrada decorada com a técnica da corda seca total."]},"42311da9-1496-5d35-a0ea-56b7ce7ff0f7":{"name":"Talha.","description":"Talha de bordo envasado com lábio quadrangular, boca circular, colo troncocónico invertido, corpo globular com duas asas de aleta com apêndice superior no ombro e base convexa. Encontra-se coberta de vidrado verde no colo e no corpo, e profusamente ornamentada com cordões digitados e marcados com a unha, e com símbolos profiláticos estampilhados de carácter vegetal (rosetas e palmetas), caligráfico e arquitectónico (arcos de ferradura e trilobulados). Peça restaurada.","short_description":"Talha do período almóada, destinada a conservar água. A preocupação em proteger o conteúdo da talha manifesta-se pela profusão de símbolos profilácticos estampilhados. Reconhecem-se motivos de carácter vegetal (rosetas e palmetas), caligráfico e arquitectónico (arcos em ferradura e trilobulados).","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século VI AH / XII AD ou primeiras décadas do século VII AH / XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 28 cm; largura 59 cm; altura 70,5 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD. Esta datação é corroborada pelos paralelos decorativos com um bocal de poço de Tetouan, datado por uma inscrição em 585 AH / 1190 AD.","method_for_provenance":"Encontraram-se em Mértola estampilhas utilizadas para decorar este tipo de talhas.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, p. 163. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 150.","dynasty":"Período almoáda","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["água","cerámica","símbolos profiláticos","vida quotidiana"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta amarelada/acinzentada compacta, e levantada utilizando uma técnica mista de rolinhos na sua parte inferior e com torno na parte superior. Apresenta decoração estampilhada e vidrado parcial."]},"5319542a-7b08-534a-801f-e2b18cb78aef":{"name":"Taça hemisférica.","description":"Fragmento correspondendo a porção do corpo com parte de bordo e fundo completo. O bordo tem o lábio de secção semi-circular e assenta em pé alto e anelar. Pasta de cor beje rosada. Ambas as superfícies apresentam esmalte aderente de cor branca com algum brilho. A superfície interior oferece um motivo em estrela, pintado de cor verde, com oito raios equidistantes entre si e dispostos a partir do centro. \n \nEsta taça hemisférica achatada mostra-nos, pela qualidade e finura da sua pasta, o ambiente de requinte e os usos domésticos da Silves de então.","short_description":"Taça hemisférica do período almóada. Apresenta uma decoração em estrela, pintada a verde, com oito raios equidistantes entre si e dispostos a partir do centro. A qualidade e finura desta peça sugerem o ambiente de requinte e os usos domésticos da cidade de Silves durante aquele período.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. VI-VII AH / Séc. XII-XIII AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 6,4 cm; diâmetro do bordo 22,6 cm; diâmetro do pé 7,6 cm.","method_for_datation":"Por contexto arqueológico, estratigrafia e tipologia.","method_for_provenance":"Escavação decorrida no Castelo de Silves dirigida por Rosa Varela Gomes, com o nº de inventário Cast. Q 110/C3-3.","provenance":"Castelo de Silves.","obtention":"Depositado após escavação decorrida na década de oitenta do séc. XX.","bibliography":"Gomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 62. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V. “Silves (Xelb): Uma Cidade do Gharb Al-Andalus: A Alcáçova”, *Cadernos do IPA*, Lisboa, 2004, p. 402.","dynasty":"Almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["almóadas","cerâmica esmaltada","Silves","taça","vidrado"],"materials":["Cerâmica esmaltada e vidrada com decoração estrelada."]},"5fc4c91c-9fc3-5456-98a6-0dd4aa412e7f":{"name":"Jarro aguamanil.","description":"Fragmento de jarro aguamanil de bordo exvasado curvo, boca circular e colo troncocónico invertido com moldura central, da que parte uma asa vertical de secção oval em direcção ao corpo. Este é globular e do seu ombro sai un bico tubular zoomórfico. No conjunto a peça se assemelha-se a um animal de pescoço estreito e comprido como um camelo ou um dromedário, cuja bossa seria o gargalo do utensílio. A ornamentação foi feita com traços finos de carácter fitomórfico pintados a branco sobre fundo avermelhado.","short_description":"Bico e gargalo de jarro aguamanil. A forma evoca um animal um animal de pescoço estreito e comprido como um camelo ou um dromedário, cuja bossa seria o gargalo do utensílio. A ornamentação foi feita com traços finos de carácter fitomórfico pintados a branco sobre o fundo avermelhado da peça.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Finais do século V AH / XI AD – inícios do século VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Largura 19 cm; altura 22,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com decorações semelhantes do ocidente do al-Andalus.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 110. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 108.","dynasty":"Período das taifas ou almorávida","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["aguamanil","cerámica","zoomorfo"],"materials":["Cerâmica comum fabricada com pasta avermelhada pouco compacta, modelada em torno rápido e cozida em atmosfera oxidante."]},"63bc371f-dee0-5a90-b7cb-1bb399d9c7f6":{"name":"*Grande Panorama de Lisboa*","description":"Painel de azulejos, pintado a azul sobre branco, representando uma extensa vista panorâmica de Lisboa e arredores, antes do terramoto de 1755. A perspectiva estende-se ao longo das margens do rio Tejo, desde o Palácio dos Condes de Miranda, no extremo ocidental da cidade, até ao Convento de São Francisco, em Xabregas, no extremo oriental. \nDestaca-se, nesta representação, o centro político e económico da capital, que incluía os edifícios que rodeavam o Palácio Real da Ribeira. À esquerda, vê-se a Igreja de São Gens e à direita o Convento de São Vicente de Fora. Junto à margem do rio, anexo ao Terreiro do Paço, está o Mercado da Ribeira Velha. Não muito longe, encontra-se a doca da Ribeira das Naus, o Palácio Real e a Igreja de São Paulo. \nNas colinas, situam-se os Conventos de São Francisco da Cidade e de Nossa Senhora do Monte do Carmo; as Igrejas do Loreto, da Encarnação e de São Roque, e o Convento de São Pedro de Alcântara. \nAo longo da beira-rio, vêem-se os palácios dos Duques de Aveiro, dos Marqueses de Abrantes, dos Condes de Murça e o bairro conhecido como Mocambo. A zona ocidental tem uma malha urbana menos densa. As pontes de Alcântara, da Junqueira, do Pocinho e de Algés atravessam o rio, defendido pelos fortes de Alcântara, de São João da Junqueira e de Nossa Senhora da Conceição e pela imponente Torre de Belém. Em segundo plano, destacam-se os conventos do Sacramento, do Livramento, das Flamengas, de São Jerónimo, de Nossa Senhora do Bom Sucesso e de Catarina, a Velha, assim como as capelas do Santo Cristo e de São Jerónimo. \nJunto ao rio, encontram-se o palácio real do Calvário, a Quinta de Santo Amaro à Junqueira, pertencente aos Condes de Aveiro; a Quinta da Calheta, o Palácio da Quinta da Praia, dos Duques do Cadaval, e o Palácio dos Condes de Miranda. \nNa zona oriental, avistam-se a Igreja de Santa Engrácia, os conventos de Santos-o-Novo e da Madre de Deus e, num painel separado, o Convento de São Francisco, em Xabregas.","short_description":"Painel de azulejos de 23 metros de comprimento, representando 14 km da cidade de Lisboa e arredores, vista do rio Tejo, entre o Palácio dos Condes de Miranda, a oeste, e o Convento de S. Francisco, em Xabregas, a este.","type":"Painel de azulejos.","holder":"Museu Nacional do Azulejo","dates":"Cerca de 1700","location":"Lisboa, Lisboa","dimensions":"Altura: 115 cm; largura: 2247 cm.","place_of_production":"Lisboa.","method_for_datation":"É com base na análise estilística que este painel tem sido atribuído a Gabriel del Barco, pintor espanhol de azulejos e decorador, chegado a Portugal em 1669 e que terá morrido cerca de 1703.","provenance":"Palácio dos Condes de Tentúgal, Lisboa.","obtention":"Adquirido pelo Marquês de Sousa Holstein (1838-1878) para a Real Academia de Belas Artes e incorporado na Colecção de Arqueologia e Belas Artes do Palácio Alvor de Lisboa, actualmente Museu Nacional de Arte Antiga. Depois de aí ter estado exposto, entre 1903 e 1960, foi transferido para o Museu do Azulejo, então departamento de cerâmica do Museu Nacional de Arte Antiga.","bibliography":"Vieira, A. da S., \"Panorama de Lisboa em azulejos existente no Museu Nacional de Arte Antiga\", in *Dispersos*, Vol. 2, Lisboa, 1960. \nSimões, J. M. dos S., *Iconografia Olisiponense em Azulejos*, Lisboa, 1961. \nMeco, J., \"Barco, Gabriel del Barco\", in *Dicionário da Arte Barroca em Portugal*, Lisboa, 1991, pp. 66–69. \n\"Azulejos\", *Europalia*, Bruxelas, 1991. \n*The Age of the Baroque in Portugal* (ed. J. Levenson), Washington, 1993. \nMeco, J., \"Azulejos com iconografia de Lisboa\", in *Olisipo*, II, Nº. 1, Lisboa, 1994, pp. 85–113. \n*Lisboa antes do Terramoto. Grande vista da cidade entre 1700 e 1725*, (eds. Gótica and Chandeigne), 2004.","workshop":"Lisboa.","artist_birthdate":"1649","artist_birthplace":"Siguenza, Espanha","artist_deathdate":"C.1703","artist_deathplace":"Lisboa","copyright":"Direitos de autor fotografias: Divisão de Documentação Fotográfica/ Instituto dos Museus e da Conservação, I.P.","author":"Ana Anjos Mântua, João Pedro Monteiro","keywords":["1755","azulejo","Gabriel del Barco.","Painel de azulejo","terramoto","vista panorâmica"],"materials":["Faiança a azul sobre branco."]},"66718328-7241-56c8-a45c-d60aff5e7c2d":{"name":"Taça com inscrição.","description":"Taça de bordo envasado biselado, boca circular, corpo bitroncocónico com carena baixa, uma asa vertical de secção oval que une o bordo e a carena, e base plana com pé anular diagonal. La decoración foi executada com a técnica da corda seca parcial, traçando com uma linha de manganés o motivo caligráfico e preencehendo-o com vidrado verde. O texto encontra-se incompleto embora possamos ler em caracteres cúficos *baraka kamila \\[wani\\]ma sa\\[mila\\]* (“bendição completa e felicidade total”). A frase não está acompanhada por motivos secundários. Trata-se de uma das peças de corda seca parcial mais antigas das que se conservam em Mértola e o seu estilo ornamental e caligráfico distingue-se bastante das peças datáveis do século XII. Peça restaurada.","short_description":"Taça em corda seca parcial com inscrição cúfica: *baraka kamila \\[wani\\]ma sa\\[mila\\]* (“bendição completa e felicidade total”). O texto sugere a necessidade de proteger o conteúdo desta peça de mesa encontrada no castelo de Mértola (segunda metade do séc. V H./XI d.C. ou inícios do séc. VI H./XII d.C.).","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século V AH / XI AD ou inícios do século VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 9,1 cm; diâmetro da base 5,3 cm; largura 13 cm; altura 10,2 cm.","method_for_datation":"Foi datada por razões estratigráficas entre o final do período das taifas e a época almorávida.","method_for_provenance":"Trata-se de um tipo de cerâmica fabricada em várias regiões do al-Andalus, mas cuja produção ainda não se constatou no ocidente da Península Ibérica.","provenance":"Al-Andalus.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola no Castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., *A cerâmica em corda seca de Mértola*, Mértola, 2002. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 100.","dynasty":"Período das taifas / almorávida","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","corda seca"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta amarelada pouco compacta em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada com a técnica da corda seca parcial."]},"6ad7e7f5-5b8d-5bfc-afb9-c3c90a19d9a8":{"name":"Jarra.","description":"Jarra de bordo vertical biselado, boca circular, colo cilíndrico, corpo globular, com duas asas em fita estriadas com apêndice superior em forma de pináculo que unem o colo e o corpo da vasilha, e base convexa com pé anular diagonal. Conserva o arranque de um filtro situado entre o colo e o corpo. O exterior está decorado com a técnica da corda seca parcial, na qual apenas algumas partes do desenho são preenchidas com vidrado verde ou melado esverdeado e outras com ponteado. A decoração organiza-se em seis bandas horizontais sucessivas, com motivos vegetais, ondulados e caligráficos. No bordo encontramos uma estrecha sanefa de palmetas esquemáticas. A maior parte do colo é ocupada por uma banda larga com grandes flores de lótus, aparecendo debaixo dela um friso de motivos dentados. No ombro surge uma cartela caligráfica onde se repete várias vezes em cúfico florido a palavra *baraka* e, no corpo, uma banda de medalhões fitomórficos. Por último, encontramos junto à base um friso de palmetas. Peça restaurada.","short_description":"Jarra em corda seca parcial, do período almorávida ou almóada. A decoração organiza-se em seis bandas horizontais sucessivas, com motivos vegetais, ondulados e caligráficos. Destacam-se motivos como a flor de lótus e a banda epigráfica em cúfico florido onde se lê *baraka*.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 17,8 cm; diâmetro da base 13,4 cm; largura 32 cm; altura 34,8 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idênticas forma, técnica e temática decorativa, achadas em Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que fabricavam este tipo de peças, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (España).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., *A cerâmica em corda seca de Mértola*, Mértola, 2002. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 89.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","comercio","corda seca"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta rosada porosa, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada com a técnica da corda seca parcial."]},"758017b1-e777-564d-bac6-2f8e62ea8bad":{"name":"Tigela.","description":"Peça aberta com corpo de forma circular assente em fundo plano. Tem um bordo de secção semicircular demarcado e ligeiramente introvertido. \n \nCerâmica de pasta muito clara, quase branca com decoração de cor acastanhada, quase sépia. As superfícies têm aguadas da mesma cor da pasta. \n \nA decoração centra-se no interior da peça com motivo em estrela ou flor que emana de um largo círculo com interior decorado com barra geométrica. Como bordadura deste círculo, pormenores constituídos por pequenos semicírculos, com ponto no centro, intercalando com séries de três raios que apontam para fora e se repetem dezassete vezes. \n \nTambém no bordo da taça foi feita decoração listada da mesma cor, em sete conjuntos de pequenos traços de assinalável subtileza. \n \nEste tipo de decoração é frequente no interior de peças congéneres mas também nas paredes exteriores de púcaros. Foi observada decoração muito próxima em cerâmicas de Vilamoura (Loulé, Algarve) e em cerâmica exumada no Castelo de Silves. \n \nNos trabalhos arqueológicos decorridos em Silves, este tipo de ornamentação não foi encontrada em peças de níveis arqueológicos posteriores ao século X. \n \nPoderá tratar-se de peça de produção autóctone.","short_description":"Chama a atenção nesta tigela a elegância do motivo geométrico que ocupa o seu interior. O centro é pontuado por uma estrela ou flor que emana de um círculo decorado no interior com barra geométrica. O conjunto remete para padrões tradicionais na região e que são característicos da arte autóctone.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. II-III AH / VIII-IX AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 4,5 cm; diâmetro do bordo 23,6 cm; diâmetro do fundo 16 cm.","method_for_datation":"Por contexto arqueológico, estratigrafia e tipologia. A data atribuída (Séc. VIII/IX) é questionada por Cláudio Torres, Campo Arqueológico de Mértola, que afirma tratar-se provavelmente de peça mais tardia, comparativamente com outras provenientes do Gharb al-ândalus.","method_for_provenance":"Escavação decorrida no pátio anexo ao Poço-Cisterna em Silves dirigida por Mário e Rosa Varela Gomes, com o nº de inventário de escavação Q 41/C3-silo 1.","provenance":"Pátio anexo ao Poço-Cisterna (hoje Museu Municipal de Arqueologia de Silves), Silves.","obtention":"Depositado após escavação decorrida na década de oitenta do séc. XX.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* Lisboa, 1998, p. 162-163. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 54. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V. “Silves (Xelb): Uma cidade do Gharb Al-Andalus: A Alcáçova”, *Cadernos do IPA*, número?, Lisboa, 2004.","dynasty":"Omíada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["cerámica","comercio","decoração floral","omíadas","Silves","tigela"],"materials":["Cerâmica de torno rápido com decoração estelar."]},"894c4ade-7fb1-538a-a14f-a5e4acebdcde":{"name":"*Painel de azulejo representando o Laboratório Químico da Universidade de Coimbra*","description":"No contexto da reforma do ensino proposta pelo Marquês de Pombal, que pretendia substituir a escolástica aristotélica, seguida pelos Jesuítas, expulsos em 1759, pelo ensino baseado na experiência e na observação prática, procedeu-se à adaptação dos edifícios antigos pertencentes aos Jesuítas mas também à edificação de novos. \nOs projectos são da autoria do engenheiro inglês William Eldsen, responsável pelas obras, e o edifício representado neste painel é o único dos novos departamentos científicos projectados de raiz cujo projecto foi concretizado, albergando actualmente o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. \nO painel representando a *Elevação Geométrica Do Edifício Do Laboratório Chimico* integra um conjunto de nove, encomendados pelo reitor, depois bispo, para decorar o paço episcopal, hoje Museu Nacional de Machado de Castro. A encomenda dos painéis pretendeu comemorar a reforma pombalina da Universidade de Coimbra (1772-1777) e o papel nela desempenhado por D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, nomeado *Reformador e Reitor da Universidade de Coimbra.* \nEstes painéis terão sido encomendados à Nova Fábrica da Telha Vidrada, propositadamente fundada em Coimbra, em 1773, para satisfazer as encomendas de azulejos, telha e tijolos necessários às obras decorrentes da construção e da renovação dos edifícios universitários. \nA sua produção de azulejos de padrão, figura avulsa, painéis ornamentais e figurativos, integra-se na segunda fase do período rococó ou pombalino, posterior ao terramoto de 1755, que, em Coimbra, se prolongou até ao fim do século. Os concheados volumosos das molduras, similares a outros presentes em encomendas documentadas, remetem a pintura do painel para Salvador de Sousa Carvalho (1727-1810), que, em alternância com Manuel da Costa Brioso (act.1752-1776), dirigiu a Nova Fábrica da Telha Vidrada no período em questão.","short_description":"O painel representa a qualidade da cerâmica coimbrã do século XVIII, sendo também um memorial da tentativa de reformar o ensino universitário em Portugal à luz do que melhor se fazia nos países mais evoluídos da época.","type":"Painel de Azulejos.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro","owner":"Museu Nacional de Machado de Castro.","initial_owner":"Museu Nacional de Machado de Castro.","dates":"1773–1779","location":"Coimbra, Coimbra","dimensions":"Altura: 104 cm; largura: 296 cm.","place_of_production":"Nova Fábrica da Telha Vidrada, Rua João Cabreira, Coimbra.","method_for_datation":"A data estabeleceu-se por analogia com outras obras do autor e pela sua presença na direcção da Nova Fábrica da Telha Vidrada, no período em apreço.","provenance":"Coimbra.","obtention":"Integrava um silhar adossado a uma das salas do Museu Nacional de Machado de Castro (antigo Paço Episcopal).","bibliography":"Carvalho, R., *A História do Gabinete de Física da Universidade de Coimbra*, Coimbra, 1978. \nFiolhais, C., \"Os meus livros favoritos de Rómulo de Carvalho\", in *Gazeta de Física*, págs. 15 a 17, vol. 20, fasc. 1, Janeiro/Março, 1997. \nPimentel, A. F., *A Morada da Sabedoria. O Paço Real de Coimbra: das origens ao estabelecimento da Universidade*, Coimbra, 2005. \nPais, A., Pacheco, A., Coroado, J., *Cerâmica de Coimbra do século XVI-XX,* Lisboa, 2007, p. 90.","workshop":"Fabrico de Coimbra.","artist_birthdate":"1727","artist_birthplace":"Lisboa","artist_deathdate":"1810","artist_deathplace":"Coimbra","copyright":"Direitos de autor fotografia: Divisão de Documentação Fotográfica /Instituto dos Museus e Conservação,IP.","author":"António Pacheco","keywords":["faiança portuguesa","Iluminismo.","Painel de azulejo","reforma pombalina","Universidade de Coimbra"],"materials":["Faiança."]},"8c32bee4-0f68-56fc-9da8-59caa6e72f6d":{"name":"Taça/Tigela","description":"Recipiente aberto, com corpo de forma hemisférica. Tem bordo semicircular, ligeiramente extrovertido. Pé em anel, pasta de cor clara. As superfícies são esmaltadas com decoração polícroma. Ao centro tem uma ingénua e amadora representação de bolbo de lótus que simboliza a eternidade da vida. Este tipo de peça, pela sua forma, especialmente o pé anelar, indica a produção ibérica que reproduz tipologia oriental. Além do fundo decorado também o bordo da peça apresenta motivo decorativo ondulado interrompido três vezes.","short_description":"Taça fabricada na Península Ibérica com base em modelos orientais. Esta peça do século IV H. / X d.C apresenta no centro uma representação bastante ingénua de um bolbo de lótus, símbolo da eternidade da vida.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. IV AH / Séc. X AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 4 cm; diâmetro do bordo 15,6 cm; diâmetro do fundo 6,8 cm.","method_for_datation":"Por contexto arqueológico e tipologia semelhante.","method_for_provenance":"Escavação decorrida em Silves no Pátio anexo ao Poço-Cisterna, dirigida por Mário Varela Gomes, com o nº de inventário Silves 3, Q37 – C3.","provenance":"Pátio anexo ao Poço-Cisterna (hoje Museu Municipal de Arqueologia de Silves), Silves .","obtention":"Depositado após a escavação decorrida na década de oitenta do séc. XX.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* 1998, p.98. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 57. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V. “Silves (Xelb): Uma cidade do Gharb Al-Andalus: A Alcaçova”, *Cadernos do IPA*, Lisboa, 2004, p. 402.","dynasty":"Omíada, califal","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["decoração floral","decoração polícroma","omíadas de Córdova","Silves","taça","tigela"],"materials":["Cerâmica com decoração polícroma."]},"8d436c70-8d15-5b93-b5b5-044a974ad60d":{"name":"Panela.","description":"Panela de bordo vertical recto com lábio plano e rebordo exterior, boca circular, colo cilíndrico, corpo troncocónico com carena pronunciada situada junto à base. Possui duas asas de fita com uma nervura central e base convexa. Apresenta incisões decorativas horizontais no bordo, no colo y cuerpo, e marcas de fogo que indicam o seu uso culinário. Peça restaurada.","short_description":"Peça de uso culinário, de grande simplicidade formal e marcado despojamento decorativo. Este tipo de panela foi encontrado num forno almóada escavado en Mértola e aparece quase exclusivamente nesta região, razões que permitem identificá-la como uma produção local.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Primeiras décadas do VII AH / primeras décadas do XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro do borde 23,5 cm; diâmetro da base 19 cm; comprimento 35 cm; altura 21,5 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Este tipo de panela foi encontrado num forno almóada escavado en Mértola e aparece quase exclusivamente nesta región, razões que nos permiten identificá-lo como uma produção local.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, pp. 107-167. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 155.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["alimentação","cozinha","vida quotidiana"],"materials":["Cerâmica comum moldada com pasta avermelhada em torno rápido e cozida em atmosfera oxidante."]},"8e2d8258-5733-5cff-a71b-a0329ecb34b2":{"name":"Fogareiro.","description":"Fogareiro composto por uma câmara superior ou câmara de fogo, uma grade e uma câmara inferior ou cinzeiro. A câmara superior apresenta bordo vertical com uma moldura onde se encaixava outro objecto, boca circular, corpo cilíndrico com carena alta, orificios para arejar o lume e duas asas verticais com apêndice cónico superior. A grade é convexa com orificios circulares que comunicam a câmara superior com o cinzeiro, que é quase cilíndrico com uma abertura ovalada e base plana. Está ornamentado con um cordão na carena, três linhas incisas onduladas paralelas e pintura branca sobre fundo avermelhado com traços ondulados verticais e horizontais entrecruzados. A peça apresenta abundantes marcas de fogo deixadas pelo seu uso como fogareiro ou pequeno forno portátil para cozinhar ou aquecer ambientes. Peça restaurada.","short_description":"Utensílio de cozinha do período almóada (primeiras décadas do século VII AH/ XIII AD), de provável fabrico local. O fogareiro é composto por uma câmara superior ou câmara de fogo, por uma grade e por uma câmara inferior ou cinzeiro. Trata-se de um tipo de peça usado até aos nossos dias nesta região.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Primeiras décadas do VII AH / primeras décadas do XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 29,2 cm; diâmetro da base 15,6 cm; comprimento 33,5 cm; altura 22,2 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Este tipo de objectos é comercializado localmente. Trata-se, além disso, de uma forma muito frequente na região, com características técnicas e formais típicas das produções de Mértola.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., \"La cerámica decorada islámica de Mértola\", *VI Colloque International sur la Céramique Médiévale en Méditerranée, Aix-en-Provence, 1995*, Aix-en-Provence, 1997, pp. 311-325. \nGómez Martínez, S., “Contenedores de fuego en el Garb al-Andalus”, *Actas do III Congresso de Arqueologia Peninsular. Vila Real de Trás-os-Montes, Setembro de 1999*, vol. VII: *Arqueologia da Idade Média da Península Ibérica*, Oporto, 2000, pp. 421-434. \nGómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, 2001, pp. 107-167. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 155.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["fogo","vida quotidiana"],"materials":["Cerâmica comum de pasta avermelhada semi-compacta, modelada em torno rápido, e cozida em atmosfera que alternou a oxidação e a redução."]},"9550bb5f-dcd9-54bc-a521-b59609c24581":{"name":"Vaso de Tavira.","description":"Trata-se de um recipiente de barro vermelho depositado no museu de Tavira. \n \nAs paredes, levemente inclinadas para o exterior, engrossam no topo formando um canal invisível que permitia a passagem de água, previamente introduzida numa espécie de gargalo-funil que se destaca claramente do conjunto. A água, depois de percorrer a tubagem seria, por sua vez, lançada para o interior do vaso por 8 das 14 figurinhas erguidas sobre o bordo. \n \nDois cavaleiros armados, acompanhados por um besteiro apeado, enquadram uma mulher também a cavalo. Seguem-se dois músicos que fariam parte de um quarteto, hoje incompleto. A este conjunto de personagens sucediam-se cinco animais, dos quais restam quatro: um bovídeo; uma corça ou gazela; um camelo e ainda um leão. Um bando de pombas pousa no gargalo-funil. \n \nÉ uma peça extraordinária de arte popular representando certamente o rapto cerimonial que antecede uma cerimónia de casamento em que os animais pretendem ser uma alegoria de bons augúrios para os noivos. A água lançada pelas 8 gárgulas teria por objectivo regar um arbusto plantado no interior do vaso e que poderia ser um mangericão, relacionado nas tradições ibéricas e mediterrâneas, ao culto do amor.","short_description":"Vaso de arte popular (almorávida) representando o rapto cerimonial que antecede uma cerimónia de casamento. As figuras humanas (mulher, besteiro, cavaleiros, músicos) são acompanhadas por animais, que pretendem ser uma alegoria de bons augúrios para os noivos. Uma planta ocuparia o interior do vaso.","holder":"Museu Municipal de Tavira.","dates":"Finais do século V ou inícios do século VI AH / finais séc. XI-inícios séc. XII AD.","location":"Tavira., Faro.","dimensions":"Alt. 36 cm, larg. 42 cm.","method_for_datation":"Por referencias estratigráficas e comparação tipológica de artefactos associados.","method_for_provenance":"Recolhido em escavações arqueológicas dirigidas por Maria e Manuel Maia, junto da Porta de D. Manuel em Tavira.","provenance":"Tavira.","obtention":"Depositado no Museu após escavações arqueológicas.","bibliography":"Maia, M., “O vaso de Tavira e o seu contexto”, *Actas do Colóquio Internacional sobre Portugal, Espanha e Marrocos. O Mediterrâneo e o Atlântico*, Faro, 2004, pp. 143-166. \n \nTorres, C., *O vaso de Tavira*, Mértola, 2004.","dynasty":"Almorávida","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Cláudio Torres","keywords":["arte popular","cerâmica vermelha","cerimónia de casamento","cozedura oxidante","modelado","Tavira","torno","vaso"],"materials":["Cerâmica em cozedura oxidante, fabricado ao torno e modelado."]},"aab132c1-e5b3-5bd5-b73f-973fd09a0e8e":{"name":"*Painel de Azulejos* de S. Francisco de Assis","description":"Construído para albergar uma pequena comunidade de frades franciscanos da Ordem Terceira, o Convento de Nossa Senhora da Visitação de Vila Verde dos Francos ocupava parte do domínio de uma das residências de campo da família nobre Albuquerque Noronha, no século XVI uma das mais importantes da região, onde também está sepultado o seu fundador D. Pedro de Noronha. Muitos elementos dessa família - de que se destaca D. Catarina de Ataíde, a \"eterna Natércia de Camões\"- passavam grandes períodos no Convento em recolhimento. \nA sociedade regia-se por valores morais e religiosos muito específicos. \nA figura do Diabo foi muito representada durante o período da Contra-Reforma, como forma de evidenciar a luta constante travada pelo indivíduo contra os valores materiais e superação de si mesmo, para encontrar a virtude e a salvação da alma. A hagiografia de S. Francisco de Assis foi uma das temáticas mais utilizadas até ao fim do período Barroco, como instrumento didáctico e pedagógico, para fazer lembrar aos homens e explicar às mulheres como se deviam comportar em sociedade. \nNeste painel, S. Francisco de Assis, ainda jovem e pecador, é tentado por uma mulher, representada pelo Diabo. A magnífica composição barroca de azulejos azuis e brancos, atribuídos ao *Ciclo dos Grandes Mestres*, revela um exímio domínio técnico e artístico, capaz de transformar uma história moralizante pintada em azulejo numa impressionante obra de arte. Fazendo uso de gravuras de modo muito criativo, o artista adaptou doze painéis sobre a vida do santo e um sobre a vida de Santo António de Lisboa, articulando-os com outras composições com anjos, pilastras e albarradas (vasos com flores), cobrindo quase totalmente as paredes para criar uma cenografia no eixo visual do observador. Em estreita relação com o espaço exterior ajardinado, as jarras de flores e frutos azuis e brancos, delimitados por barras de volutas, reflectem a reverberação da luminosidade que incide sobre a superfície esmaltada. \nEste painel, em particular, conta o episódio de S. Francisco de Assis convertendo os infiéis na Síria, durante a V cruzada, período durante o qual terá sido abordado por uma mulher muito bela. Fingindo ter sido seduzido, o santo terá tirado a roupa e ter-se-á atirado para a fogueira, convidando a mulher a segui-lo. Tendo sobrevivido miraculosamente, S. Francisco de Assis mostrou ter superado a tentação, salvando também a alma da mulher pecadora.","short_description":"Neste painel de azulejos azuis e brancos, S. Francisco de Assis é tentado pelo Diabo, símbolo da vaidade e da luxúria, dois dos mais graves pecados atribuídos às mulheres. Curiosamente, este Diabo, meio-nú, meio-mulher, foi realizado para a igreja deste convento masculino da Ordem Terceira.","type":"Painel de azulejos","owner":"Sociedade Agrícola da Quinta do Convento da Visitação – SAG","initial_owner":"Pedro Noronha (Família Gomide, Albuquerque, Noronha Angeja)","dates":"c. 1740","location":"Quinta do Convento de Nossa Senhora da Visitação de Vila Verde dos Francos, Lisboa","dimensions":"A: 161 cm; L: 364 cm; cada azulejo 14 cm x 14 cm","place_of_production":"Lisboa","provenance":"Lisboa","obtention":"*In situ*","bibliography":"Albuquerque, M. J., *Proposta de Leitura do Convento de Nossa Senhora da Visitação de Vila Verde dos Francos*, Tese de Mestrado – UNL, Lisboa, 1997. \nAlbuquerque, M. J., *Proposta de Leitura Integrada do Convento de Nossa Senhora da visitação de Vila Verde dos Francos,* Tese de Mestrado, FLLUL, Lisboa, 2001. \nSerrão, V., *História da Arte – O Barroco*, Lisboa, 2003, p. 224.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Sociedade Agrícola da Quinta da Visitação.","author":"Maria João Albuquerque","keywords":["Contra-Reforma","Convento Franciscano da Ordem Terceira","Diabo","Educação","Iconoclastia"],"materials":["Painel de azulejos azuis e brancos"]},"b1b31d42-2423-51e8-9e8c-0117ff7b0186":{"name":"Caneca cilíndrica.","description":"Caneca cilíndrica de pega angular, decorada com ramos de tulipas, jacintos e outras flores em azul claro, verde e vermelho sobre fundo branco. Os caules verticais têm uma ligeira curvatura. Um filete ondulado com pequenas folhas remata o bordo e a base. O modelo desta caneca, inspirado na arte dos metais do Balcãs, vulgarizou-se na Turquia otomana na segunda metade do século XVI. Esta peça também poderá ter sido utilizada como vaso para flores.","short_description":"Caneca cilíndrico cujo modelo se inspirou na arte dos metais do Balcãs, tendo-se vulgarizado na Turquia otomana na segunda metade do século XVI. Esta peça (c. 982 AH / c. 1575 AD) apresenta uma decoração de ramos de tulipas, jacintos e outras flores em azul claro, verde e vermelho sobre fundo branco.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"c. 982 AH / c. 1575 AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 22,5 cm; diâm. 11,3 cm.","method_for_datation":"Através de análise estilística. A ampliação da gama cromática com a introdução do vermelho, armenian bole, aponta para a produção da segunda metade do século XVI.","method_for_provenance":"Através de peritagem, análise estilística, comparativa e catálogos de exposições da autoria de especialistas internacionais, mencionados na bilbiografia.","provenance":"Iznik, Turquia.","obtention":"Proveniente da colecção Jeuniette, foi adquirida a 10 de Abril de 1919 através de intermediário M. Stora & Cª.","bibliography":"*Only the Best: Masterpieces of the Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon*, catálogo de exposição, New York, 1999. \n \nRibeiro, M. Q., *Louças Iznik / Iznik Pottery - Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1996. \n \nRoxburgh, D. (ed.), *Turks: A Journey of a Thousand Years, 600-1600*, London, 2005. \n \n*Un jardín encantado: arte islámico en la colección Calouste Gulbenkian*, catálogo de exposição, Madrid, 2001.","dynasty":"Período Otomano","linkcatalogs":"IAM_TR_EN_001","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["caneca","cerámica","engobe","Iznik","otomanos","vidrado"],"materials":["Cerâmica siliciosa pintada sobre engobe e sob vidrado transparente."]},"b6ddda27-c0ff-5f0f-b4b1-bb06af0f4dc4":{"name":"Vaso com tampa.","description":"Vaso coberto, pintado com medalhões em azul sob o vidrado transparente e decoração de reflexo metálico. Sobre o fundo branco estão dispostos, em registos horizontais, compartimentados, motivos compostos por pseudo-inscrições em cúfico florido interrompidos por medalhões circulares com motivos florais e enrolamentos. A tampa segue o mesmo esquema decorativo que o bojo. Não se pode afirmar com certeza qual seria a função da peça, poderá ter sido um objecto utilitário ou decorativo, ou mesmo ambos.","short_description":"Vaso com tampa do período ayyúbida, proveniente de Raca (Síria). Sobre o fundo branco estão dispostos, em registos horizontais compartimentados, motivos compostos por pseudo-inscrições em cúfico florido interrompidos por medalhões circulares com motivos florais e enrolamentos.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"Finais do séc. VI AH / XII AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 26 cm; diâm. 27,7 cm.","method_for_datation":"Por métodos de análise estilística e por comparação com peças do mesmo período.","method_for_provenance":"Através de peritagem. Na correspondência relativa à peça, Antoine G. Brimo refere ter recebido de Calouste Gulbenkian uma determinada soma pela sua *expertise* sobre a peça em questão, onde confirma a autenticidade da mesma.","provenance":"Raca, Síria.","obtention":"Adquirida por intermédio de Dikran Kelekian, em Paris, a 27 de Dezembro de 1907.","bibliography":"Makariou, S. (ed.), *L'Orient de Saladin. L'art des Ayyoubides*, catálogo de exposição, Paris, 2002. \n \nMota, M. M., *Catálogo das Louças Islâmicas*, vol. I: *Louças Seljúcidas*, Lisboa, 1988. \n \n*Memorias del Imperio árabe*, catálogo de exposição, Santiago de Compostela, 2000. \n \n*Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1ª edição 2001, 2ª edição revista e actualizada 2002.","dynasty":"Período ayyúbida","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["ayyúbidas","cerâmica silicosa","Raca","reflexo metálico","Síria","vaso com tampa"],"materials":["Cerâmica siliciosa com decoração de “reflexo metálico”."]},"b8c52c07-1db7-5b7e-a968-695ff14489a0":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo vertical arredondado, boca circular, corpo troncocónico invertido com carena baixa e base com pé anular diagonal. Coberto com vidrado monocromo melado no exterior e decorado em corda seca total com cores branca, verde e melada separadas por traços de manganés. O tema central é a palavra “baraka” escrita com caracteres cúficos, rodeada por um friso de palmetas que percorre o bordo da peça. Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca total do período almorávida ou almóada. O tema central é a palavra “baraka” escrita com caracteres cúficos, rodeada por um friso de palmetas que percorre o bordo da peça. Esta peça tem paralelos em vários pontos do Mediterrâneo Ocidental.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 25 cm; diâmetro da base 10,3 cm; altura 8 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idêntica forma e técnica decorativa achadas em Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga, onde encontramos uma caligrafia muito parecida, e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que fabricavam peças com esta decoração, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (Espanha).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., *A cerâmica em corda seca de Mértola*, Mértola, 2002. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”, I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 93.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","comercio","corda seca"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta amarela pouco compacta, modelada em torno rápido, cozida em ambiente oxidante e decorada con a técnica da corda seca total."]},"bd228d18-d160-5fd5-95ad-52e75e120f02":{"name":"*Figura de Convite*","alternate_name":"Alabardeiro","description":"O alabardeiro aqui isolado constitui o primeiro dos três guardas pintados em azulejo da escadaria do Palácio da Mitra de Santo Antão do Tojal, ou do Patriarca (hoje Casa do Gaiato)*.* Os azulejos decorados com elaborado *trompe l'œil* destinavam-se a transformar uma escadaria vulgar em escadaria magnificente. O artista usou desenho arquitectónico, festões de folhagem e flores e pequenos e exóticos animais de estimação, como macacos e pássaros, para fazer crer aos visitantes que se encontravam em jardins exóticos, guardados por alabardeiros. \nPara acentuar essa ilusão, os alabardeiros foram desenhados à escala natural, como actores num cenário de ópera, num esplêndido ritual de boas vindas para os visitantes do Palácio, exibindo magníficos trajes barrocos: o tecido das *vesteas* bordado a ouro. Este alabardeiro exibe detalhes que revelam alta dignidade militar, como uma *écharpe* usada na diagonal sobre o busto, ou outra usada como um cinto, ou ainda uma gravata presa num botão da *vestea* (provavelmente, um elemento da guarda especial alemã ou *Tudesca* de D. João V). Estas figuras de convite, como guardas pessoais, são características de palácios em Lisboa, em edifícios religiosos, como o Corpo Santo, em Setúbal, ou o Colégio do Espírito Santo (Universidade de Évora). O inventor desta iconografia assinou alguns dos seus trabalhos com as letras P.M. ou P.M.P., que se julga ligado ao Padre Manuel Pereira, frade pintor e arquitecto amador, que viveu nos reinados de D. Pedro II e D. João V. \nO antigo Palácio dos Patriarcas de Lisboa, do século XVII, foi reformado no século XVIII. Este trabalho é, talvez, do arquitecto italiano António Cannevari, autor da nova igreja do palácio, fonte nos arredores, aqueduto e pequeno palácio com fonte no exterior. O patrono destas novas estruturas urbanas e da decoração do antigo palácio foi D. Tomás de Almeida, Patriarca de Lisboa. Estas obras de arte foram desenhadas para receber dignamente D. João V e a sua corte aquando da sua passagem a caminho do Palácio-Convento de Mafra, então em construção.","short_description":"Este alabardeiro é a primeira das três figuras de convite que decoram a escadaria principal do Palácio da Mitra, ou do Patriarca, em Santo Antão do Tojal. Os azulejos pintados a azul-cobalto, com apontamentos a amarelo ouro nos trajos dos alabardeiros, foram pensados para transformar uma escadaria modesta num espaço magnificente para receber convidados de honra, como D. João V e a sua corte.","type":"Azulejaria.","holder":"Antigo Palácio da Mitra ou Palácio do Patriarca, hoje Casa do Gaiato","owner":"Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.","initial_owner":"D. Tomás de Almeida, primeiro Patriarca de Lisboa.","dates":"C. 1730","location":"Santo Antão do Tojal, Lisboa","dimensions":"Altura: 2 m; largura: 2 m (aproximadamente)","place_of_production":"Lisboa.","method_for_datation":"A oficina e a datação destes azulejos foram estabelecidas por comparação com os azulejos assinados ou datados pelo mesmo artista, P.M.P., como os do edifício da Irmandade do Corpo Santo, de Setúbal.","provenance":"Palácio do Patriarca ou Palácio da Mitra, Santo Antão do Tojal.","obtention":"Os azulejos foram desenhados para a escadaria do Palácio da Mitra de Santo Antão do Tojal e estão ainda *in situ*.","bibliography":"Smith, R. \"French models for Portuguese Tiles\", in *Apollo*, 134, 1973, 396-407. \nSimões, J. *Azulejaria em Portugal no século XVIII*, Lisboa, 1979. \nArruda, L.,”Figuras de Convite”, *Azulejaria Barroca Portuguesa*, Lisboa, 1993. \nArruda, L., *Caminho do Oriente,* Lisboa, 1998.","workshop":"Barroco; período da Arte da Azulejaria Portuguesa, designado como Período dos Mestres; oficina do Mestre P.M.P.","author":"Luisa Arruda","keywords":["alabardeiros","aristocracia.","corte","escadaria","Figuras de Convite"],"materials":["Azulejos pintados e esmaltados em azul-cobalto e amarelo ouro sobre branco. O busto da figura e a parte superior da alabarda revelam corte dos contornos."]},"c14e61c4-a9ad-5af3-bb2d-94ef6f7c83f0":{"name":"Prato “cuenco”","description":"Prato de formato circular, *cuenco*, de médias dimensões, com a superfície de linha ligeiramente quebrada. É decorado a castanho sobre fundo branco e reflexo metálico. Enquadra-se na série *pardalot*, de estilo persa, cujo tema central é um pássaro, estilizado e rodeado por decoração vegetalista. A ave insere-se em reserva limitada por linhas concêntricas triplas, alternadas por faixa de entrelaçados. Tem o bordo arredondado, acentuado por larga faixa contínua, trespassando para o tardoz. Este não é decorado, mas possui escorrimentos provenientes da volatização dos óxidos metálicos durante a cozedura. São ainda visíveis três verrugas equidistantes resultantes da marca das trempes. Este prato imita e substitui, como louça de mesa, as peças de metal, sendo no entanto igualmente considerado um objecto de luxo.","short_description":"Prato “cuenco” oriundo de Manises. Tem decoração a castanho sobre fundo branco e reflexo metálico e enquadra-se na série *pardalot*, de estilo persa. O tema central é um pássaro, estilizado e rodeado por decoração vegetalista. Este prato imita e substitui, como louça de mesa, as peças de metal.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro.","dates":"Séc. XV.","location":"Coimbra.","dimensions":"Alt. 6 cm; diâmetro do bordo 28 cm; diâmetro do fundo 9 cm.","method_for_datation":"Datação provável, por analogia estilística com a cerâmica de Manises, série de reflexo dourado, produzida nos séculos XV-XVIII. Os muçulmanos de Valência estenderam a sua produção até ao século XVIII, introduzindo perfis mais variados e novas formas, bem como variações na sua decoração, especialmente através da policromia. Por este motivo parece-nos que o presente exemplar poderá pertencer ao período inicial da produção de Manises. A forma, a influência persa e o carácter popular do tema central da peça, característicos da 1ª metade do séc. XV, reforçam esta datação.","method_for_provenance":"Manises é o local de onde provêm as faianças de reflexo metálico, que durante o séc. XV tiveram um grande mercado em toda a Europa, como objectos de luxo.","provenance":"Manises, Valência.","obtention":"Foi incorporado em 1915-16, constando da lista de bens transferidos do Paço Episcopal.","dynasty":"Mudéjar","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001","author":"Ana Alcoforado, António Pacheco","keywords":["barro","estilo persa","Manises","modelado","mudejár","pardalot","prato “cuenco”","reflexo metálico","vidrado"],"materials":["Barro modelado ao torno e vidrado (faiança com reflexo metálico)."]},"c74b04a7-bc79-53ff-971f-1725e4e20a41":{"name":"Prato fundo.","description":"Prato fundo decorado a verde, vermelho, azul, branco e contornos a negro. Duas harpias afrontadas estão pousadas sobre arbustos preenchidos com escamas e ladeadas por ramos de flores de ameixoeira constituindo a decoração do campo central inscrito num medalhão. As harpias apresentam, neste prato, cabeça feminina coroada e corpo de dragão alado. A representação de harpias, criaturas míticas, está relacionada com diferentes fábulas de animais e assume características diferenciadas. Na aba, cães de caça perseguindo pássaros, um gato, lebres e um par de mochos afrontados. Dois orifícios na aba e no frete para suspensão.","short_description":"Prato fundo (c. 987-992 AH / c. 1580-1585 AD), no qual estão representadas duas harpias afrontadas pousadas sobre arbustos preenchidos com escamas e ladeadas por ramos de flores de ameixoeira. Na aba, uma movimentada cena mostra-nos cães de caça perseguindo pássaros, um gato e lebres.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"c. 987-992 AH / c. 1580-1585 AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Diâm máx. 28 cm.","method_for_datation":"Através de análise estilística. A gama cromática com introdução do vermelho, armenian bole, aponta para as peças produzidas na segunda metade do século XVI.","method_for_provenance":"Através de peritagem, análise estilística, comparativa e catálogos de exposições da autoria de especialistas internacionais mencionados na bilbiografia.","provenance":"Iznik, Turquia.","obtention":"Proveniente da colecção Jeuniette, foi adquirido a 10 de Abril de 1919 através do intermediário M. Stora & Cª.","bibliography":"Atasoy, N ., e Raby, J., *Iznik: the pottery of Ottoman* , London, 1989. \n \nRibeiro, M. Q., *Louças Iznik / Iznik Pottery*, Lisboa, 1996.","dynasty":"Período Otomano","linkcatalogs":"IAM_TR_EN_001","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["cerámica","engobe","Iznik","otomanos","prato","vidrado"],"materials":["Cerâmica siliciosa pintada sobre engobe e sob vidrado transparente."]},"d5968214-2acb-5a7f-a152-88470aecce15":{"name":"Prato umbonato.","description":"Prato rodado, de grandes dimensões, com o centro elevado –*umbonato*. É profusamente decorado a castanho cobre, com apontamentos a azul, sobre fundo branco e reflexo metálico. O tema central, de cariz heráldico, ocupa todo o fundo da peça e é constituído por águia bicéfala, com uma coroa, rodeada por motivos vegetalistas – folhas de heras – estilizados. Na aba repetem-se os mesmos motivos decorativos, pontuados por quatro grandes folhas (semelhantes a folha de salsa) realçadas a azul. O tardoz é decorado com apontamentos estilizados constituídos por traços curvos reentrantes, lembrando rubricas. Apresenta três verrugas equidistantes resultantes da marca das trempes. Trata-se de uma peça utilitária, de luxo, usada como louça de mesa, em substituição das peças de metal, que procurava imitar.","short_description":"Prato umbonato com origem em Manises, na região valenciana. A tradição oleira da cidade mergulha as suas raízes no período islâmica. Esta peça de luxo apresenta no centro um motivo de cariz heráldico, constituído por uma águia bicéfala com uma coroa rodeada por motivos vegetalistas estilizados.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro.","initial_owner":"João Maria Correia Ayres de Campos, Conde de Ameal.","dates":"Séc. XV.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 7,5 cm; diâmetro do bordo 38 cm; diâmetro do fundo 9 cm.","method_for_datation":"Datação provável, por analogia estilística com a cerâmica de Manises, série de reflexo dourado (sécs. XV-XVIII). Os muçulmanos de Valência estenderam a sua produção até ao século XVIII, introduzindo perfis mais variados e novas formas, bem como variações na sua decoração, especialmente através da policromia. Por este motivo parece-nos que o presente exemplar poderá pertencer ao período inicial da produção de Manises. Por outro lado, os elementos estilizados presentes no tardoz da peça são ainda característicos do séc. XV.","method_for_provenance":"Manises é o local de onde provêm as faianças de reflexo metálico, que durante o séc. XV tiveram um grande mercado em toda a Europa, como objectos de luxo.","provenance":"Manises, Valência.","obtention":"Foi incorporado em 1921, por doação.","bibliography":"Vente d'objects d'art. Collections Comte de Ameal. Catalogue descriptif, Lisboa, 1921, nº 2157.","dynasty":"Mudéjar","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001","author":"Ana Alcoforado, António Pacheco","keywords":["águias bicéfalas","barro","Manises","modelado","mudejár","prato umbonato","reflexo metálico","vidrado"],"materials":["Barro modelado ao torno e vidrado (faiança com reflexo metálico)."]},"e25630b9-4eae-5a54-82aa-8350634cc2c3":{"name":"Pote.","description":"Recipiente de forma globular assente em fundo anelar com bordo de secção semicircular ligeiramente extrovertido. A pasta é de cor alaranjada e as superfícies são vidradas de cor castanha melada. Na superfície exterior apresenta decoração fitomórfica que pontua com colunas todo o corpo, contornadas de cor castanha escura a negro de manganês. \n \nEste tipo de decoração surge em Silves, em peças datadas do século XI, embora sejam mais frequentes no século XII. \n \nSão consideradas cerâmicas comuns. A sua configuração sugere ter sido um recipiente para guardar azeite ou outro líquido doméstico como a água. Os exemplares de dimensões menores poderiam ter sido utilizados para cosméticos ou simplesmente como objectos decorativos. \n \nA tipologia da peça é semelhante a outras com decoração de reflexo metálico, datadas do século IX e X, de proveniência egípcia e iraniana. A utilização de motivos decorativos com contorno a manganês, mas em esmalte, remonta a período anterior e poderá ter origem oriental. A decoração desta peça, apesar das aproximações estílisticas com o Oriente, apresenta paralelos com outras peças encontradas em Silves, o que levou a admitir poderem tratar-se de cerâmicas de produção local do Gharb, até mesmo de Silves, copiando modelos orientais. \n \nEste tipo de peça cerâmica manteve-se ao longo de todo o período muçulmano na região do Gharb al-Ândalus.","short_description":"Pote de fabrico local (datável do séc. V H./XI d.C.), embora provavelmente inspirado em modelos iranianos ou egípcios. Na superfície exterior apresenta decoração fitomórfica que pontua com colunas todo o corpo. A configuração da peça sugere ter sido um recipiente para guardar líquidos.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","dates":"Séc. IV-V AH / Séc. X-XI AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 19,6 cm; diâmetro 11,2 cm; diâmetro do fundo 10,5 cm.","method_for_datation":"Pelo contexto arqueológico e a estratigrafia onde foi encontrado. A análise estilística leva-nos ao encontro de outros exemplares similares e do mesmo período.","method_for_provenance":"Escavação decorrida na Rua da Arrochela (Centro Histórico de Silves) dirigida por Rosa Varela Gomes, com o nº de inventário de escavação AR Q5/E15/C2-1.","provenance":"Arrochela (Centro Histórico de Silves).","obtention":"Depositado após escavação decorrida na década de noventa do séc. XX.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* Lisboa, 1998, p. 158. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 59. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII)*, Lisboa, 1999.","dynasty":"Omíada, califal","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["água","Arrochela","cosmético","omíadas de Córdova","pote","Silves"],"materials":["Cerâmica vidrada com decoração a manganês."]},"eefabf6a-3ca7-5c93-ade3-a4e5bbb13859":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo arredondado biselado, boca circular, corpo semi-ovalado com suave carena baixa e base convexa com pé anular diagonal. 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Motivos vegetais preenchem os espaços vazios e parecem sugerir a paisagem que rodeia o animal.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro de la boca 25,5 cm; diâmetro de la base 10,6 cm; altura 8 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. 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Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 100.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","comercio","corda seca"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta amarelada/rosada porosa, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada com a técnica da corda seca total."]},"f26b90aa-a82b-52f5-8ce6-f87882cade6c":{"name":"Fanal.","description":"Objecto de corpo esférico com base bem marcada levemente convexa, asa zenital de secção oval, orifício frontal semi-circular e espigão cónico vertical no interior. Apresenta decoração de cordão digitado, linhas onduladas incisas e traços de pintura branca sobre fundo avermelhado. \nEste peculiar utensílio era utilizado para iluminar espaços abertos, ao jeito de uma lanterna. A sua forma fechada protegia a chama do vento e a sua asa horizontal facilitava o transporte. Peça restaurada.","short_description":"Utensílio utilizado para iluminar espaços abertos, ao jeito de uma lanterna. O orifício frontal semi-circular permitia a saída da luz, a forma fechada protegia a chama do vento e a asa horizontal facilitava o transporte. Esta peça de arte popular é datável do período almóada.","holder":"Museu de Mértola","dates":"Primeiras décadas de VII AH / Primeras décadas de XIII AD.","location":"Mértola, Beja","dimensions":"Diâmetro da base 12,7 cm; comprimento 16,2 cm; altura 18,2 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Trata-se de uma peça com características técnicas e formais típicas das produções de Mértola, embora tenha abundantes paralelos na região de Valência (Espanha).","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrado nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Contenedores de fuego en el Garb al-Andalus”, *Actas do III Congresso de Arqueologia Peninsular. Vila Real de Trás-os-Montes, Setembro de 1999*, vol. VII: *Arqueologia da Idade Média da Península Ibérica*, Oporto, 2000, pp. 421-434. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 130.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["fogo","iluminação","vida quotidiana"],"materials":["Cerâmica comum moldada com pasta avermelhada compacta em torno rápido e cozida em atmosfera oxidante."]},"f4d8be9c-5207-5d6b-9a80-d65d6b7fa366":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo extrovertido com pequena aba horizontal, boca circular, corpo hemisférico e base convexa com pie anular vertical. O exterior foi revestido com um vidrado esbranquiçado quase transparente. O interior foi decorado com vidrado polícromo em branco, verde, manganés e amarelo, com um peculiar estilo figurativo esquemático. O motivo central consiste numa dinâmica cena de caça em que um galgo e uma ave (tal vez um falcão ou uma águia) atacam simultaneamente uma gazela. Esta leva na boca um elemento em forma de espiral que poderá ser uma serpente ou um ramo. No bordo encontramos um festão de arcos negros cheios com vidrado verde. \nO objecto foi reparado com gatos durante o seu período de uso. Encontramos também orifícios na base, que se destinavan, provavelmente, a pendurar o objecto na parede. Peça restaurada.","short_description":"Tigela onde se representa uma cena de caça em que um galgo e um falcão atacam uma gazela. Esta segura na boca um elemento em forma de espiral. A peça, datada da segunda metade do século V H./XI d.C. e com paralelos no Mediterrâneo Ocidental, terá sido importada da zona de Kairouan.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século V AH / XI AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro máximo 39 cm; diâmetro de la base 13,6 cm; altura 13 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A datação na segunda metade do século V AH / XI AD foi estabelecida através de paralelos com peças de forma semelhante da Qal'a dos Banu Hammad (Argélia), Tunis y Kairouan (Tunísia), Denia e Cartagena (Espanha), e Pisa (Itália).","method_for_provenance":"A proveniência deste tipo de cerâmica encontra-se actualmente em debate. A abundância de peças com este estilo decorativo em Kairouan inclinou os investigadores a atribuir-lhes esta origem, mas as análises de pastas efectuadas em peças de Mértola e de Pisa contrariam tal hipótese e fazem supor uma possível procedência do sul da Península Ibérica.","provenance":"Kairouan (Tunísia).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “La cerámica de verde y morado de Mértola”, *Arqueologia Medieval*, n.º 3, 1994, pp. 113-132. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, pp. 108-109. \nGómez Martínez, S., “Producciones cerámicas en la Mértola Islámica”, *Actes du VIIeme Congrès International sur la Céramique Médiévale en Méditerranée. Thessaloniki, 11-16 Octobre 1999*, Atenas, 2003, pp. 653-58. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 100.","dynasty":"Período das taifas","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","comercio","zoomorfo"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta amarelada pouco compacta, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada em “verde e manganés”."]},"f68ad2e3-66ed-57d2-8adb-c0e1504537b3":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo extrovertido arredondado, boca circular, corpo semi-ovalado e base plana. Apresenta acabamento em vidrado monocromo de cor melada no exterior da peça, e vidrado polícromo em cor branca, verde e manganés no interior, onde se representa um motivo vegetal que consiste numa composição radial de oito flores de lótus triangulares rematadas por outros tantos lótus ovais. No bordo, encontramos uma composição quatripartida na qual alternam semi-círculos e motivos fitomórficos. Apresenta um defeito no fundo, produzido quando o vidrado se colou a outra peça no forno. Peça restaurada.","short_description":"Tigela vidrada (segunda metade do séc. X d.C.) onde se representa um motivo vegetal que consiste numa composição radial de oito flores de lótus triangulares rematadas por outros tantos lótus ovais. É provável que esta peça, com paralelos em Madinat al-Zahra, seja proveniente da região de Córdova.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século X (339-390 AH / 950-1000 AD).","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro máximo 29 cm; diâmetro da base 17 cm; altura 6 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A datação, na segunda metade do século IV AH / X AD, foi estabelecida mediante paralelos com peças de idêntica forma encontradas em Madinat al-Zahra (Córdova, Espanha).","method_for_provenance":"A forma, tema ornamental e tipo de pasta assemelham-se muito às cerâmicas da zona de Córdova.","provenance":"Provavelmente Córdova (Espanha).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “La cerámica de verde y morado de Mértola”, *Arqueologia Medieval*, n.º 3, 1994, p. 125. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 111. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 97.","dynasty":"Omeias do al-Andalus, período califal","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["decoração floral","louça de mesa"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta compacta de cor rosada, modelada em torno rápido, cozida en atmosfera oxidante e decorada em “verde e manganés”."]},"fd9231ec-9280-5e60-8248-b9d7c9cf8d62":{"name":"Taça com pé.","description":"Taça com pé em branco-marfim com cena de corte representada ao centro. Um jovem príncipe está sentado num trono de espaldar alto sobre o qual estão empoleirados dois falcões. O príncipe está ladeado por dois cortesãos e a seus pés estão representados dois pavões afrontados, símbolos da realeza. Em redor do motivo central estão pintados pares de esfinges confrontadas, separadas por pequenos medalhões. No bordo do interior da taça pode ler-se uma inscrição votiva em caligrafia cúfica e no exterior uma inscrição pseudo-cúfica entre arabescos.","short_description":"Taça do período seljúcida com cena de corte representada ao centro. Em redor do motivo central estão pintadas esfinges confrontadas, separadas por pequenos medalhões. No bordo interior pode ler-se uma inscrição em caligrafia cúfica, tendo o exterior uma inscrição pseudo-cúfica entre arabescos.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"Final do séc. VI AH / XII AD ou início do séc. VII / XIII.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 8 cm; diâm. 20 cm.","method_for_datation":"Por métodos de análise estilística e por comparação com peças do período seljúcida.","method_for_provenance":"Através de peritagem. Na correspondência relativa à venda da peça em questão, L.A. Raffy dá “garantia da autenticidade da cerâmica da Pérsia”.","provenance":"Caxã, Pérsia.","obtention":"Adquirida a L. A. Raffy, em Paris, a 23 de Junho de 1914.","bibliography":"*Islamic Art in the Calouste Gulbenkian Collection*, catálogo de exposição, Abu Dhabi, 2004. \n \nMota, M. M., *Catálogo das Louças Islâmicas*, vol. I: *Louças Seljúcidas*, Lisboa, 1988. \n \n*Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1ª edição 2001, 2ª edição revista e actualizada 2002.","dynasty":"Período Seljúcida","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["Caxã","esfinge","haftrang","minai","seljúcidas","taça","vidrado"],"materials":["Faiança minai ou haftrang (sete cores) com decoração pintada sob e sobre o vidrado."]},"feee4da0-04af-5864-b229-a94005de718d":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo arredondado, boca circular, corpo hemisférico com carena baixa pouco marcada e base convexa com pie anular diagonal. O exterior está revestido com vidrado monocromo melado e o interior está decorado com a técnica da corda seca total, em que as cores branca, verde e melada do vidrado se encontram separadas por linhas de manganés. O tema decorativo é um grande florão criado a partir de uma composição geométrica radial que ocupa todo o espaço destinado à ornamentação e que poderia corresponder a uma flor de lótus vista de cima. Exemplos idênticos a esta peça foran encontrados em diversos portos do Mediterrâneo ocidental, concretamente na alcáçova de Málaga, em Cartagena, em Palma de Mallorca, em Pisa e em Ceuta. Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca total, cujo tema decorativo é um grande florão criado a partir de uma composição geométrica radial que ocupa todo o espaço destinado à ornamentação. O tema central representa uma flor de lótus vista de cima. Esta peça tem paralelos em vários pontos do Mediterrâneo Ocidental.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 26 cm; diâmetro da base 10,5 cm; altura 8,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idêntica forma e técnica decorativa achadas em Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que a fabricavam, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (España).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., *A cerâmica em corda seca de Mértola*, Mértola, 2002. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”*, *I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C. & Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 92.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica","comercio","corda seca"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta alaranjada semi-compacta, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e vidriada decorada com a técnica da corda seca total."]}}
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{"15b3397c-76d7-510d-9b01-2bd087128afe":{"name":"Painel de azulejos em forma de tímpano.","description":"Painel de azulejos decorado a azul, turquesa, verde e vermelho. A composição central está emoldurada por enrolamentos de nuvens estilizadas formando uma fita serpentiforme que encerra, num laço trilobado, uma flor de lótus. A partir do motivo central, desenvolvem-se em espiral ramos delgados com folhas, flores em botão e motivos *hatayi* (festões de flores de inspiração chinesa). Na arquitectura otomana os painéis de azulejos decoravam principalmente espaços interiores, no entanto, a proveniência deste painel ainda não está confirmada mas afirma-se que pertence a um conjunto de cerca de doze tímpanos, quase idênticos, e que decoravam um edifício mandado construir por Piyale Pacha, chefe do almirantado e protegido do sultão Selim II. A dúvida reside em se saber que edifício seria esse: a mesquita ou o palácio. A opinião mais generalizada defende que os painéis foram retirados da mesquita de Piyale Pacha em Istambul, construída provavelmente por Sinan, em 980-981 AH / 1573-1574 AD, visto que todos os tímpanos desapareceram e apenas resta o *mihrab*.","short_description":"Painel de azulejos (c. 980 AH / c. 1573 AD) que terá pertencido à mesquita de Piyale Pacha em Istambul. Os motivos vegetais predominam: a composição central está emoldurada por nuvens estilizadas formando uma fita que encerra uma flor de lótus. A partir daí, desenvolvem-se outros temas fitomórficos.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"c. 980 AH / c. 1573 AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 71 cm; comp. 142 cm.","method_for_datation":"Por métodos de análise estilística e por comparação com peças do mesmo período, sendo inegáveis as afinidades estilísticas com os tímpanos provenientes da mesquita de Selim II da autoria de Sinan em Edirne (975-980 AH / 1569-75 AD) e do túmulo do mesmo soberano em Istambul (que Sinan acabou de construir em 981-982 AH / 1574-1575 AD). Por outro lado, todos os tímpanos que integram o conjunto estão datados de 980 AH / 1573 AD, o que confirma a datação deste painel.","method_for_provenance":"Através de peritagem. As colecções europeias onde se encontram os tímpanos que integram o conjunto, como o Museu do Louvre e o Museu de Artes Decorativas de Paris, confirmam a proveniência destes painéis como a Mesquita de Piyale Pacha em Istambul.","provenance":"Iznik, Turquia.","obtention":"Aquisição.","bibliography":"*Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1ª edição 2001, 2ª edição revista e actualizada 2002. \n \n*Only the Best: Masterpieces of the Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon*, catálogo de exposição, New York, 1999. \n \n*Un jardín encantado: arte islámico en la colección Calouste Gulbenkian*, catálogo de exposição, Madrid, 2001.","dynasty":"Período Otomano","linkcatalogs":"IAM_TR_EN_001","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["painel de azulejos; tímpano; cerâmica silicosa; vidrado; otomanos; Iznik; laço trilobulado; flor de lótus; hatayi"],"materials":["Cerâmica siliciosa pintada sob vidrado."]},"18f05dc3-e256-5db0-861c-eedad63d44e9":{"name":"Prato.","description":"Prato com frete alto e pequena aba. É pintado a verde, branco, castanho e azul. O fundo do prato é decorado por pequenas folhas. O centro é marcado por uma flor com quatro pétalas, cujo interior é decorado por várias folhas. A partir desta, espalham-se quatro raios que dividem o prato em quatro campos de tamanhos semelhantes. Cada um deles é decorado por uma grande folha, a qual é preenchida por pequenas folhas. A aba é composta por filetes concêntricos e por um friso decorado por folhas de tamanhos diferentes.","short_description":"Prato do período ilkhânida (século VII AH / XIII AD), oriundo das olarias de Raghés (Sultanabad, Pérsia). Os motivos decorativos principais (pintados a verde, branco, castanho e azul) são de carácter vegetalista e preenchem, em diferentes tamanhos o interior e a aba do prato.","holder":"Museu Nacional de Arte Antiga.","dates":"Século VII AH / XIII AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Diâmetro 22,7 cm","method_for_datation":"A partir da análise estilística da peça, ou seja, de acordo com os motivos decorativos e a técnica utilizada na feitura da peça.","method_for_provenance":"A proveniência do prato foi determinada a partir dos mesmos critérios utilizados para a datação da peça.","provenance":"Sultanabad, Pérsia.","obtention":"Doação do Grupo dos Amigos do Museu Nacional de Arte Antiga em 1920.","bibliography":"Moulierac, J., *Céramiques du monde musulman*, Paris, 1999. \n \nSoustiel, J., *La céramique islamique,* Paris, 1985.","dynasty":"Período ilkhânida","author":"Paula Pelúcia Aparício","keywords":["prato; faiança; ilkhânidas; decoração vegetalista; Sultanabad; Pérsia; Raghés"],"materials":["Faiança rodada e pintada a verde, azul, castanho e branco."]},"26770047-7eca-547b-bc65-67b8abf591d5":{"name":"*Garrafa*","alternate_name":"Garrafa de Filipe II.","description":"Em 1580, Portugal passou a ter como rei D. Filipe II de Espanha. Esta mudança política alterou inevitavelmente as relações comerciais com os restantes países europeus bem como o comércio com o Oriente. Devido a esta profunda crise política e económica, os ceramistas de Lisboa tiveram de procurar novos mercados. A porcelana chinesa azul, na sua maioria com decoração do reinado de Wan-Li (1573-1619), serviu de modelo actualizado para a faiança portuguesa da época. As cerâmicas eram exportadas pelas rotas comerciais utilizadas pelos portugueses: das colónias ultramarinas para o Norte e o Nordeste da Europa. \nEsta garrafa, de bojo circular e achatado, tem colo cilíndrico e pé trapezoidal. O colo é coberto por uma aplicação de cobre com tampa, ligado por uma corrente, o que significa que podia ser utilizada como copo. Esta forma era pouco habitual na China e inspirou-se provavelmente num protótipo metálico da Ásia Ocidental. Pintada em várias tonalidades de azul, apresenta numa das faces as armas de D. Filipe II de Espanha num medalhão de onde irradiam flores dentro de uma cercadura de pontos. Na face oposta, estão representados um ramo florido e insectos. Ambas as faces têm uma cercadura azul com pontos num tom mais escuro, provável imitação dos pregos utilizados nos exemplares de metal que inspiraram esta peça. \nÉ opinião de Howard e Ayers (1978) que as armas de D. Filipe II de Espanha foram copiadas de uma moeda. Não é, no entanto, evidente como terá sido feita a encomenda, já que, nos anos de 1570, Espanha tinha apenas acesso à China pela Formosa, através das Filipinas, e cerca de 1580, durante um ano, a partir de uma zona concessionada designada Pinal, perto de Macau. Michel Beurdeley (1962) acredita que a colecção de Filipe II teria quase 3000 peças de porcelana chinesa.","short_description":"Esta garrafa de porcelana azul e branca, com as armas de D. Filipe II de Espanha, tem forma e decoração inspiradas nos cantis de peregrinos. Estes objectos preciosos, usados para beber, eram muito apreciados no século XVI.","type":"Cerâmica.","holder":"Museu-Biblioteca da Casa de Bragança.","owner":"João Gonçalo do Amaral Cabral.","dates":"Reinado Wanli.","location":"Vila Viçosa., Évora.","dimensions":"Altura: 26,5 cm; largura: 15,1 cm.","method_for_datation":"Análise estilística.","provenance":"China.","obtention":"Por empréstimo de João Gonçalo do Amaral Cabral.","bibliography":"Beurdeley, M., *Porcelaine de la Compagnie des Indes,* Fribourg, 1962. \nHoward, D., Ayers, J., *China* *for the West: Chinese Porcelain and other Decorative Arts for Export*, 2 vols, New York, 1978. \nMatos, M. A., de, *Azul e Branco da China. Porcelana ao tempo dos Descobrimentos,* Lisboa, CMAG/IPM, 1997. \n*Catálogo Caminhos da Porcelana. Dinastias Ming e Qing*, Lisboa, 1998.","dynasty":"Ming","author":"Maria de Jesus Monge","keywords":["Porcelana; primeiras encomendas; Goa; India; peregrinação; viagens e exotismo."],"materials":["Porcelana branca decorada a azul cobalto sob o vidrado."]},"3161f51d-fb30-50db-966e-808b130d86d6":{"name":"Tigela.","description":"Tigela com boca circular, bordo vertical curvo com lábio triangular, corpo hemisférico e base levemente convexa com pie anular diagonal. O exterior está revestido com vidrado monocromo melado, apresentando o interior uma técnica decorativa que combina um friso de pequenas rosetas estampilhadas com a decoração em corda seca total em que as cores branca, verde, manganés e melada do vidrado se encontram separadas por traços de manganés. O tema central é uma árvore da vida formada por três flores de lotus vistas em alçado e unidas por um caule, rodeado pelo friso de rosetas estampilhadas. A composição completa-se com um esquema quatripartido no bordo, formado por dois pares de motivos vegetais alternados. O tema da “árvore da vida” ou “árvore do Paraíso” encontra paralelos na louça dourada iraquiana do século III AH / IX AH (Grube, 1976). Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca do período almóada. O tema central é uma “árvore da vida” formada por três flores de lotus vistas em alçado e unidas por um caule, rodeado por friso de rosetas. A composição completa-se com um esquema quatripartido no bordo, formado por dois pares de motivos vegetais alternados.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século VI AH / segunda metade do século XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 29,2 cm; diâmetro da base 11 cm; altura 8,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idêntica forma e técnica decorativa achadas, por exemplo, em Ceuta e em Alcacer Ceguer (Marrocos) e em Cartagena, Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que a fabricavam, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (Espanha).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte* , ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 127. \nGrube, E., *Islamic Pottery of the Eighth to the Fifteenth Century in the Keir Collection*, Londres, 1976, nº 15. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”*, *I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 94.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerámica; cuerda seca; comercio"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta amarelada pouco compacta em torno rápido, e cozida en atmosfera oxidante vidrada decorada com a técnica da corda seca total."]},"42311da9-1496-5d35-a0ea-56b7ce7ff0f7":{"name":"Talha.","description":"Talha de bordo envasado com lábio quadrangular, boca circular, colo troncocónico invertido, corpo globular com duas asas de aleta com apêndice superior no ombro e base convexa. Encontra-se coberta de vidrado verde no colo e no corpo, e profusamente ornamentada com cordões digitados e marcados com a unha, e com símbolos profiláticos estampilhados de carácter vegetal (rosetas e palmetas), caligráfico e arquitectónico (arcos de ferradura e trilobulados). Peça restaurada.","short_description":"Talha do período almóada, destinada a conservar água. A preocupação em proteger o conteúdo da talha manifesta-se pela profusão de símbolos profilácticos estampilhados. Reconhecem-se motivos de carácter vegetal (rosetas e palmetas), caligráfico e arquitectónico (arcos em ferradura e trilobulados).","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século VI AH / XII AD ou primeiras décadas do século VII AH / XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 28 cm; largura 59 cm; altura 70,5 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD. Esta datação é corroborada pelos paralelos decorativos com um bocal de poço de Tetouan, datado por uma inscrição em 585 AH / 1190 AD.","method_for_provenance":"Encontraram-se em Mértola estampilhas utilizadas para decorar este tipo de talhas.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, p. 163. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 150.","dynasty":"Período almoáda","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; água; vida quotidiana; símbolos profiláticos"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta amarelada/acinzentada compacta, e levantada utilizando uma técnica mista de rolinhos na sua parte inferior e com torno na parte superior. Apresenta decoração estampilhada e vidrado parcial."]},"5319542a-7b08-534a-801f-e2b18cb78aef":{"name":"Taça hemisférica.","description":"Fragmento correspondendo a porção do corpo com parte de bordo e fundo completo. O bordo tem o lábio de secção semi-circular e assenta em pé alto e anelar. Pasta de cor beje rosada. Ambas as superfícies apresentam esmalte aderente de cor branca com algum brilho. A superfície interior oferece um motivo em estrela, pintado de cor verde, com oito raios equidistantes entre si e dispostos a partir do centro. \n \nEsta taça hemisférica achatada mostra-nos, pela qualidade e finura da sua pasta, o ambiente de requinte e os usos domésticos da Silves de então.","short_description":"Taça hemisférica do período almóada. Apresenta uma decoração em estrela, pintada a verde, com oito raios equidistantes entre si e dispostos a partir do centro. A qualidade e finura desta peça sugerem o ambiente de requinte e os usos domésticos da cidade de Silves durante aquele período.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. VI-VII AH / Séc. XII-XIII AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 6,4 cm; diâmetro do bordo 22,6 cm; diâmetro do pé 7,6 cm.","method_for_datation":"Por contexto arqueológico, estratigrafia e tipologia.","method_for_provenance":"Escavação decorrida no Castelo de Silves dirigida por Rosa Varela Gomes, com o nº de inventário Cast. Q 110/C3-3.","provenance":"Castelo de Silves.","obtention":"Depositado após escavação decorrida na década de oitenta do séc. XX.","bibliography":"Gomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 62. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V. “Silves (Xelb): Uma Cidade do Gharb Al-Andalus: A Alcáçova”, *Cadernos do IPA*, Lisboa, 2004, p. 402.","dynasty":"Almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["taça; Silves; almóadas; cerâmica esmaltada; vidrado"],"materials":["Cerâmica esmaltada e vidrada com decoração estrelada."]},"5fc4c91c-9fc3-5456-98a6-0dd4aa412e7f":{"name":"Jarro aguamanil.","description":"Fragmento de jarro aguamanil de bordo exvasado curvo, boca circular e colo troncocónico invertido com moldura central, da que parte uma asa vertical de secção oval em direcção ao corpo. Este é globular e do seu ombro sai un bico tubular zoomórfico. No conjunto a peça se assemelha-se a um animal de pescoço estreito e comprido como um camelo ou um dromedário, cuja bossa seria o gargalo do utensílio. A ornamentação foi feita com traços finos de carácter fitomórfico pintados a branco sobre fundo avermelhado.","short_description":"Bico e gargalo de jarro aguamanil. A forma evoca um animal um animal de pescoço estreito e comprido como um camelo ou um dromedário, cuja bossa seria o gargalo do utensílio. A ornamentação foi feita com traços finos de carácter fitomórfico pintados a branco sobre o fundo avermelhado da peça.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Finais do século V AH / XI AD – inícios do século VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Largura 19 cm; altura 22,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com decorações semelhantes do ocidente do al-Andalus.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 110. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 108.","dynasty":"Período das taifas ou almorávida","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; aguamanil; zoomorfo"],"materials":["Cerâmica comum fabricada com pasta avermelhada pouco compacta, modelada em torno rápido e cozida em atmosfera oxidante."]},"63bc371f-dee0-5a90-b7cb-1bb399d9c7f6":{"name":"*Grande Panorama de Lisboa*","description":"Painel de azulejos, pintado a azul sobre branco, representando uma extensa vista panorâmica de Lisboa e arredores, antes do terramoto de 1755. A perspectiva estende-se ao longo das margens do rio Tejo, desde o Palácio dos Condes de Miranda, no extremo ocidental da cidade, até ao Convento de São Francisco, em Xabregas, no extremo oriental. \nDestaca-se, nesta representação, o centro político e económico da capital, que incluía os edifícios que rodeavam o Palácio Real da Ribeira. À esquerda, vê-se a Igreja de São Gens e à direita o Convento de São Vicente de Fora. Junto à margem do rio, anexo ao Terreiro do Paço, está o Mercado da Ribeira Velha. Não muito longe, encontra-se a doca da Ribeira das Naus, o Palácio Real e a Igreja de São Paulo. \nNas colinas, situam-se os Conventos de São Francisco da Cidade e de Nossa Senhora do Monte do Carmo; as Igrejas do Loreto, da Encarnação e de São Roque, e o Convento de São Pedro de Alcântara. \nAo longo da beira-rio, vêem-se os palácios dos Duques de Aveiro, dos Marqueses de Abrantes, dos Condes de Murça e o bairro conhecido como Mocambo. A zona ocidental tem uma malha urbana menos densa. As pontes de Alcântara, da Junqueira, do Pocinho e de Algés atravessam o rio, defendido pelos fortes de Alcântara, de São João da Junqueira e de Nossa Senhora da Conceição e pela imponente Torre de Belém. Em segundo plano, destacam-se os conventos do Sacramento, do Livramento, das Flamengas, de São Jerónimo, de Nossa Senhora do Bom Sucesso e de Catarina, a Velha, assim como as capelas do Santo Cristo e de São Jerónimo. \nJunto ao rio, encontram-se o palácio real do Calvário, a Quinta de Santo Amaro à Junqueira, pertencente aos Condes de Aveiro; a Quinta da Calheta, o Palácio da Quinta da Praia, dos Duques do Cadaval, e o Palácio dos Condes de Miranda. \nNa zona oriental, avistam-se a Igreja de Santa Engrácia, os conventos de Santos-o-Novo e da Madre de Deus e, num painel separado, o Convento de São Francisco, em Xabregas.","short_description":"Painel de azulejos de 23 metros de comprimento, representando 14 km da cidade de Lisboa e arredores, vista do rio Tejo, entre o Palácio dos Condes de Miranda, a oeste, e o Convento de S. Francisco, em Xabregas, a este.","type":"Painel de azulejos.","holder":"Museu Nacional do Azulejo","dates":"Cerca de 1700","location":"Lisboa, Lisboa","dimensions":"Altura: 115 cm; largura: 2247 cm.","place_of_production":"Lisboa.","method_for_datation":"É com base na análise estilística que este painel tem sido atribuído a Gabriel del Barco, pintor espanhol de azulejos e decorador, chegado a Portugal em 1669 e que terá morrido cerca de 1703.","provenance":"Palácio dos Condes de Tentúgal, Lisboa.","obtention":"Adquirido pelo Marquês de Sousa Holstein (1838-1878) para a Real Academia de Belas Artes e incorporado na Colecção de Arqueologia e Belas Artes do Palácio Alvor de Lisboa, actualmente Museu Nacional de Arte Antiga. Depois de aí ter estado exposto, entre 1903 e 1960, foi transferido para o Museu do Azulejo, então departamento de cerâmica do Museu Nacional de Arte Antiga.","bibliography":"Vieira, A. da S., \"Panorama de Lisboa em azulejos existente no Museu Nacional de Arte Antiga\", in *Dispersos*, Vol. 2, Lisboa, 1960. \nSimões, J. M. dos S., *Iconografia Olisiponense em Azulejos*, Lisboa, 1961. \nMeco, J., \"Barco, Gabriel del Barco\", in *Dicionário da Arte Barroca em Portugal*, Lisboa, 1991, pp. 66–69. \n\"Azulejos\", *Europalia*, Bruxelas, 1991. \n*The Age of the Baroque in Portugal* (ed. J. Levenson), Washington, 1993. \nMeco, J., \"Azulejos com iconografia de Lisboa\", in *Olisipo*, II, Nº. 1, Lisboa, 1994, pp. 85–113. \n*Lisboa antes do Terramoto. Grande vista da cidade entre 1700 e 1725*, (eds. Gótica and Chandeigne), 2004.","workshop":"Lisboa.","artist_birthdate":"1649","artist_birthplace":"Siguenza, Espanha","artist_deathdate":"C.1703","artist_deathplace":"Lisboa","copyright":"Direitos de autor fotografias: Divisão de Documentação Fotográfica/ Instituto dos Museus e da Conservação, I.P.","author":"Ana Anjos Mântua, João Pedro Monteiro","keywords":["Painel de azulejo; azulejo; vista panorâmica; terramoto; 1755; Gabriel del Barco."],"materials":["Faiança a azul sobre branco."]},"66718328-7241-56c8-a45c-d60aff5e7c2d":{"name":"Taça com inscrição.","description":"Taça de bordo envasado biselado, boca circular, corpo bitroncocónico com carena baixa, uma asa vertical de secção oval que une o bordo e a carena, e base plana com pé anular diagonal. La decoración foi executada com a técnica da corda seca parcial, traçando com uma linha de manganés o motivo caligráfico e preencehendo-o com vidrado verde. O texto encontra-se incompleto embora possamos ler em caracteres cúficos *baraka kamila \\[wani\\]ma sa\\[mila\\]* (“bendição completa e felicidade total”). A frase não está acompanhada por motivos secundários. Trata-se de uma das peças de corda seca parcial mais antigas das que se conservam em Mértola e o seu estilo ornamental e caligráfico distingue-se bastante das peças datáveis do século XII. Peça restaurada.","short_description":"Taça em corda seca parcial com inscrição cúfica: *baraka kamila \\[wani\\]ma sa\\[mila\\]* (“bendição completa e felicidade total”). O texto sugere a necessidade de proteger o conteúdo desta peça de mesa encontrada no castelo de Mértola (segunda metade do séc. V H./XI d.C. ou inícios do séc. VI H./XII d.C.).","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século V AH / XI AD ou inícios do século VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 9,1 cm; diâmetro da base 5,3 cm; largura 13 cm; altura 10,2 cm.","method_for_datation":"Foi datada por razões estratigráficas entre o final do período das taifas e a época almorávida.","method_for_provenance":"Trata-se de um tipo de cerâmica fabricada em várias regiões do al-Andalus, mas cuja produção ainda não se constatou no ocidente da Península Ibérica.","provenance":"Al-Andalus.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola no Castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., *A cerâmica em corda seca de Mértola*, Mértola, 2002. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 100.","dynasty":"Período das taifas / almorávida","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; corda seca"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta amarelada pouco compacta em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada com a técnica da corda seca parcial."]},"6ad7e7f5-5b8d-5bfc-afb9-c3c90a19d9a8":{"name":"Jarra.","description":"Jarra de bordo vertical biselado, boca circular, colo cilíndrico, corpo globular, com duas asas em fita estriadas com apêndice superior em forma de pináculo que unem o colo e o corpo da vasilha, e base convexa com pé anular diagonal. Conserva o arranque de um filtro situado entre o colo e o corpo. O exterior está decorado com a técnica da corda seca parcial, na qual apenas algumas partes do desenho são preenchidas com vidrado verde ou melado esverdeado e outras com ponteado. A decoração organiza-se em seis bandas horizontais sucessivas, com motivos vegetais, ondulados e caligráficos. No bordo encontramos uma estrecha sanefa de palmetas esquemáticas. A maior parte do colo é ocupada por uma banda larga com grandes flores de lótus, aparecendo debaixo dela um friso de motivos dentados. No ombro surge uma cartela caligráfica onde se repete várias vezes em cúfico florido a palavra *baraka* e, no corpo, uma banda de medalhões fitomórficos. Por último, encontramos junto à base um friso de palmetas. Peça restaurada.","short_description":"Jarra em corda seca parcial, do período almorávida ou almóada. A decoração organiza-se em seis bandas horizontais sucessivas, com motivos vegetais, ondulados e caligráficos. Destacam-se motivos como a flor de lótus e a banda epigráfica em cúfico florido onde se lê *baraka*.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 17,8 cm; diâmetro da base 13,4 cm; largura 32 cm; altura 34,8 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. 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(eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 89.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; corda seca; comércio"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta rosada porosa, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada com a técnica da corda seca parcial."]},"758017b1-e777-564d-bac6-2f8e62ea8bad":{"name":"Tigela.","description":"Peça aberta com corpo de forma circular assente em fundo plano. Tem um bordo de secção semicircular demarcado e ligeiramente introvertido. \n \nCerâmica de pasta muito clara, quase branca com decoração de cor acastanhada, quase sépia. As superfícies têm aguadas da mesma cor da pasta. \n \nA decoração centra-se no interior da peça com motivo em estrela ou flor que emana de um largo círculo com interior decorado com barra geométrica. Como bordadura deste círculo, pormenores constituídos por pequenos semicírculos, com ponto no centro, intercalando com séries de três raios que apontam para fora e se repetem dezassete vezes. \n \nTambém no bordo da taça foi feita decoração listada da mesma cor, em sete conjuntos de pequenos traços de assinalável subtileza. \n \nEste tipo de decoração é frequente no interior de peças congéneres mas também nas paredes exteriores de púcaros. Foi observada decoração muito próxima em cerâmicas de Vilamoura (Loulé, Algarve) e em cerâmica exumada no Castelo de Silves. \n \nNos trabalhos arqueológicos decorridos em Silves, este tipo de ornamentação não foi encontrada em peças de níveis arqueológicos posteriores ao século X. \n \nPoderá tratar-se de peça de produção autóctone.","short_description":"Chama a atenção nesta tigela a elegância do motivo geométrico que ocupa o seu interior. O centro é pontuado por uma estrela ou flor que emana de um círculo decorado no interior com barra geométrica. O conjunto remete para padrões tradicionais na região e que são característicos da arte autóctone.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. II-III AH / VIII-IX AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 4,5 cm; diâmetro do bordo 23,6 cm; diâmetro do fundo 16 cm.","method_for_datation":"Por contexto arqueológico, estratigrafia e tipologia. A data atribuída (Séc. VIII/IX) é questionada por Cláudio Torres, Campo Arqueológico de Mértola, que afirma tratar-se provavelmente de peça mais tardia, comparativamente com outras provenientes do Gharb al-ândalus.","method_for_provenance":"Escavação decorrida no pátio anexo ao Poço-Cisterna em Silves dirigida por Mário e Rosa Varela Gomes, com o nº de inventário de escavação Q 41/C3-silo 1.","provenance":"Pátio anexo ao Poço-Cisterna (hoje Museu Municipal de Arqueologia de Silves), Silves.","obtention":"Depositado após escavação decorrida na década de oitenta do séc. XX.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* Lisboa, 1998, p. 162-163. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 54. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V. “Silves (Xelb): Uma cidade do Gharb Al-Andalus: A Alcáçova”, *Cadernos do IPA*, número?, Lisboa, 2004.","dynasty":"Omíada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["tigela; Silves; omíadas; cerâmica; decoração floral; comércio"],"materials":["Cerâmica de torno rápido com decoração estelar."]},"894c4ade-7fb1-538a-a14f-a5e4acebdcde":{"name":"*Painel de azulejo representando o Laboratório Químico da Universidade de Coimbra*","description":"No contexto da reforma do ensino proposta pelo Marquês de Pombal, que pretendia substituir a escolástica aristotélica, seguida pelos Jesuítas, expulsos em 1759, pelo ensino baseado na experiência e na observação prática, procedeu-se à adaptação dos edifícios antigos pertencentes aos Jesuítas mas também à edificação de novos. \nOs projectos são da autoria do engenheiro inglês William Eldsen, responsável pelas obras, e o edifício representado neste painel é o único dos novos departamentos científicos projectados de raiz cujo projecto foi concretizado, albergando actualmente o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. \nO painel representando a *Elevação Geométrica Do Edifício Do Laboratório Chimico* integra um conjunto de nove, encomendados pelo reitor, depois bispo, para decorar o paço episcopal, hoje Museu Nacional de Machado de Castro. A encomenda dos painéis pretendeu comemorar a reforma pombalina da Universidade de Coimbra (1772-1777) e o papel nela desempenhado por D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, nomeado *Reformador e Reitor da Universidade de Coimbra.* \nEstes painéis terão sido encomendados à Nova Fábrica da Telha Vidrada, propositadamente fundada em Coimbra, em 1773, para satisfazer as encomendas de azulejos, telha e tijolos necessários às obras decorrentes da construção e da renovação dos edifícios universitários. \nA sua produção de azulejos de padrão, figura avulsa, painéis ornamentais e figurativos, integra-se na segunda fase do período rococó ou pombalino, posterior ao terramoto de 1755, que, em Coimbra, se prolongou até ao fim do século. Os concheados volumosos das molduras, similares a outros presentes em encomendas documentadas, remetem a pintura do painel para Salvador de Sousa Carvalho (1727-1810), que, em alternância com Manuel da Costa Brioso (act.1752-1776), dirigiu a Nova Fábrica da Telha Vidrada no período em questão.","short_description":"O painel representa a qualidade da cerâmica coimbrã do século XVIII, sendo também um memorial da tentativa de reformar o ensino universitário em Portugal à luz do que melhor se fazia nos países mais evoluídos da época.","type":"Painel de Azulejos.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro","owner":"Museu Nacional de Machado de Castro.","initial_owner":"Museu Nacional de Machado de Castro.","dates":"1773–1779","location":"Coimbra, Coimbra","dimensions":"Altura: 104 cm; largura: 296 cm.","place_of_production":"Nova Fábrica da Telha Vidrada, Rua João Cabreira, Coimbra.","method_for_datation":"A data estabeleceu-se por analogia com outras obras do autor e pela sua presença na direcção da Nova Fábrica da Telha Vidrada, no período em apreço.","provenance":"Coimbra.","obtention":"Integrava um silhar adossado a uma das salas do Museu Nacional de Machado de Castro (antigo Paço Episcopal).","bibliography":"Carvalho, R., *A História do Gabinete de Física da Universidade de Coimbra*, Coimbra, 1978. \nFiolhais, C., \"Os meus livros favoritos de Rómulo de Carvalho\", in *Gazeta de Física*, págs. 15 a 17, vol. 20, fasc. 1, Janeiro/Março, 1997. \nPimentel, A. F., *A Morada da Sabedoria. O Paço Real de Coimbra: das origens ao estabelecimento da Universidade*, Coimbra, 2005. \nPais, A., Pacheco, A., Coroado, J., *Cerâmica de Coimbra do século XVI-XX,* Lisboa, 2007, p. 90.","workshop":"Fabrico de Coimbra.","artist_birthdate":"1727","artist_birthplace":"Lisboa","artist_deathdate":"1810","artist_deathplace":"Coimbra","copyright":"Direitos de autor fotografia: Divisão de Documentação Fotográfica /Instituto dos Museus e Conservação,IP.","author":"António Pacheco","keywords":["Painel de azulejo; faiança portuguesa; Universidade de Coimbra; reforma pombalina; Iluminismo."],"materials":["Faiança."]},"8c32bee4-0f68-56fc-9da8-59caa6e72f6d":{"name":"Taça/Tigela","description":"Recipiente aberto, com corpo de forma hemisférica. Tem bordo semicircular, ligeiramente extrovertido. Pé em anel, pasta de cor clara. As superfícies são esmaltadas com decoração polícroma. Ao centro tem uma ingénua e amadora representação de bolbo de lótus que simboliza a eternidade da vida. Este tipo de peça, pela sua forma, especialmente o pé anelar, indica a produção ibérica que reproduz tipologia oriental. Além do fundo decorado também o bordo da peça apresenta motivo decorativo ondulado interrompido três vezes.","short_description":"Taça fabricada na Península Ibérica com base em modelos orientais. Esta peça do século IV H. / X d.C apresenta no centro uma representação bastante ingénua de um bolbo de lótus, símbolo da eternidade da vida.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","owner":"Câmara Municipal de Silves.","dates":"Séc. IV AH / Séc. X AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 4 cm; diâmetro do bordo 15,6 cm; diâmetro do fundo 6,8 cm.","method_for_datation":"Por contexto arqueológico e tipologia semelhante.","method_for_provenance":"Escavação decorrida em Silves no Pátio anexo ao Poço-Cisterna, dirigida por Mário Varela Gomes, com o nº de inventário Silves 3, Q37 – C3.","provenance":"Pátio anexo ao Poço-Cisterna (hoje Museu Municipal de Arqueologia de Silves), Silves .","obtention":"Depositado após a escavação decorrida na década de oitenta do séc. XX.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* 1998, p.98. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 57. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII),* Lisboa, 1999. \n \nGomes, R. V. “Silves (Xelb): Uma cidade do Gharb Al-Andalus: A Alcaçova”, *Cadernos do IPA*, Lisboa, 2004, p. 402.","dynasty":"Omíada, califal","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["taça; tigela; Silves; omíadas de Córdova; decoração polícroma; decoração floral"],"materials":["Cerâmica com decoração polícroma."]},"8d436c70-8d15-5b93-b5b5-044a974ad60d":{"name":"Panela.","description":"Panela de bordo vertical recto com lábio plano e rebordo exterior, boca circular, colo cilíndrico, corpo troncocónico com carena pronunciada situada junto à base. Possui duas asas de fita com uma nervura central e base convexa. Apresenta incisões decorativas horizontais no bordo, no colo y cuerpo, e marcas de fogo que indicam o seu uso culinário. Peça restaurada.","short_description":"Peça de uso culinário, de grande simplicidade formal e marcado despojamento decorativo. Este tipo de panela foi encontrado num forno almóada escavado en Mértola e aparece quase exclusivamente nesta região, razões que permitem identificá-la como uma produção local.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Primeiras décadas do VII AH / primeras décadas do XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro do borde 23,5 cm; diâmetro da base 19 cm; comprimento 35 cm; altura 21,5 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Este tipo de panela foi encontrado num forno almóada escavado en Mértola e aparece quase exclusivamente nesta región, razões que nos permiten identificá-lo como uma produção local.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, pp. 107-167. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 155.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["vida quotidiana; cozinha; alimentação"],"materials":["Cerâmica comum moldada com pasta avermelhada em torno rápido e cozida em atmosfera oxidante."]},"8e2d8258-5733-5cff-a71b-a0329ecb34b2":{"name":"Fogareiro.","description":"Fogareiro composto por uma câmara superior ou câmara de fogo, uma grade e uma câmara inferior ou cinzeiro. A câmara superior apresenta bordo vertical com uma moldura onde se encaixava outro objecto, boca circular, corpo cilíndrico com carena alta, orificios para arejar o lume e duas asas verticais com apêndice cónico superior. A grade é convexa com orificios circulares que comunicam a câmara superior com o cinzeiro, que é quase cilíndrico com uma abertura ovalada e base plana. Está ornamentado con um cordão na carena, três linhas incisas onduladas paralelas e pintura branca sobre fundo avermelhado com traços ondulados verticais e horizontais entrecruzados. A peça apresenta abundantes marcas de fogo deixadas pelo seu uso como fogareiro ou pequeno forno portátil para cozinhar ou aquecer ambientes. Peça restaurada.","short_description":"Utensílio de cozinha do período almóada (primeiras décadas do século VII AH/ XIII AD), de provável fabrico local. O fogareiro é composto por uma câmara superior ou câmara de fogo, por uma grade e por uma câmara inferior ou cinzeiro. Trata-se de um tipo de peça usado até aos nossos dias nesta região.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Primeiras décadas do VII AH / primeras décadas do XIII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 29,2 cm; diâmetro da base 15,6 cm; comprimento 33,5 cm; altura 22,2 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Este tipo de objectos é comercializado localmente. Trata-se, além disso, de uma forma muito frequente na região, com características técnicas e formais típicas das produções de Mértola.","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., \"La cerámica decorada islámica de Mértola\", *VI Colloque International sur la Céramique Médiévale en Méditerranée, Aix-en-Provence, 1995*, Aix-en-Provence, 1997, pp. 311-325. \nGómez Martínez, S., “Contenedores de fuego en el Garb al-Andalus”, *Actas do III Congresso de Arqueologia Peninsular. Vila Real de Trás-os-Montes, Setembro de 1999*, vol. VII: *Arqueologia da Idade Média da Península Ibérica*, Oporto, 2000, pp. 421-434. \nGómez Martínez, S. “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, 2001, pp. 107-167. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 155.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["fogo; vida quotidiana"],"materials":["Cerâmica comum de pasta avermelhada semi-compacta, modelada em torno rápido, e cozida em atmosfera que alternou a oxidação e a redução."]},"9550bb5f-dcd9-54bc-a521-b59609c24581":{"name":"Vaso de Tavira.","description":"Trata-se de um recipiente de barro vermelho depositado no museu de Tavira. \n \nAs paredes, levemente inclinadas para o exterior, engrossam no topo formando um canal invisível que permitia a passagem de água, previamente introduzida numa espécie de gargalo-funil que se destaca claramente do conjunto. A água, depois de percorrer a tubagem seria, por sua vez, lançada para o interior do vaso por 8 das 14 figurinhas erguidas sobre o bordo. \n \nDois cavaleiros armados, acompanhados por um besteiro apeado, enquadram uma mulher também a cavalo. Seguem-se dois músicos que fariam parte de um quarteto, hoje incompleto. A este conjunto de personagens sucediam-se cinco animais, dos quais restam quatro: um bovídeo; uma corça ou gazela; um camelo e ainda um leão. Um bando de pombas pousa no gargalo-funil. \n \nÉ uma peça extraordinária de arte popular representando certamente o rapto cerimonial que antecede uma cerimónia de casamento em que os animais pretendem ser uma alegoria de bons augúrios para os noivos. A água lançada pelas 8 gárgulas teria por objectivo regar um arbusto plantado no interior do vaso e que poderia ser um mangericão, relacionado nas tradições ibéricas e mediterrâneas, ao culto do amor.","short_description":"Vaso de arte popular (almorávida) representando o rapto cerimonial que antecede uma cerimónia de casamento. As figuras humanas (mulher, besteiro, cavaleiros, músicos) são acompanhadas por animais, que pretendem ser uma alegoria de bons augúrios para os noivos. Uma planta ocuparia o interior do vaso.","holder":"Museu Municipal de Tavira.","dates":"Finais do século V ou inícios do século VI AH / finais séc. XI-inícios séc. XII AD.","location":"Tavira., Faro.","dimensions":"Alt. 36 cm, larg. 42 cm.","method_for_datation":"Por referencias estratigráficas e comparação tipológica de artefactos associados.","method_for_provenance":"Recolhido em escavações arqueológicas dirigidas por Maria e Manuel Maia, junto da Porta de D. Manuel em Tavira.","provenance":"Tavira.","obtention":"Depositado no Museu após escavações arqueológicas.","bibliography":"Maia, M., “O vaso de Tavira e o seu contexto”, *Actas do Colóquio Internacional sobre Portugal, Espanha e Marrocos. O Mediterrâneo e o Atlântico*, Faro, 2004, pp. 143-166. \n \nTorres, C., *O vaso de Tavira*, Mértola, 2004.","dynasty":"Almorávida","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Cláudio Torres","keywords":["vaso; Tavira; cerâmica vermelha; cozedura oxidante; torno; modelado; arte popular; cerimónia de casamento"],"materials":["Cerâmica em cozedura oxidante, fabricado ao torno e modelado."]},"aab132c1-e5b3-5bd5-b73f-973fd09a0e8e":{"name":"*Painel de Azulejos* de S. Francisco de Assis","description":"Construído para albergar uma pequena comunidade de frades franciscanos da Ordem Terceira, o Convento de Nossa Senhora da Visitação de Vila Verde dos Francos ocupava parte do domínio de uma das residências de campo da família nobre Albuquerque Noronha, no século XVI uma das mais importantes da região, onde também está sepultado o seu fundador D. Pedro de Noronha. Muitos elementos dessa família - de que se destaca D. Catarina de Ataíde, a \"eterna Natércia de Camões\"- passavam grandes períodos no Convento em recolhimento. \nA sociedade regia-se por valores morais e religiosos muito específicos. \nA figura do Diabo foi muito representada durante o período da Contra-Reforma, como forma de evidenciar a luta constante travada pelo indivíduo contra os valores materiais e superação de si mesmo, para encontrar a virtude e a salvação da alma. A hagiografia de S. Francisco de Assis foi uma das temáticas mais utilizadas até ao fim do período Barroco, como instrumento didáctico e pedagógico, para fazer lembrar aos homens e explicar às mulheres como se deviam comportar em sociedade. \nNeste painel, S. Francisco de Assis, ainda jovem e pecador, é tentado por uma mulher, representada pelo Diabo. A magnífica composição barroca de azulejos azuis e brancos, atribuídos ao *Ciclo dos Grandes Mestres*, revela um exímio domínio técnico e artístico, capaz de transformar uma história moralizante pintada em azulejo numa impressionante obra de arte. Fazendo uso de gravuras de modo muito criativo, o artista adaptou doze painéis sobre a vida do santo e um sobre a vida de Santo António de Lisboa, articulando-os com outras composições com anjos, pilastras e albarradas (vasos com flores), cobrindo quase totalmente as paredes para criar uma cenografia no eixo visual do observador. Em estreita relação com o espaço exterior ajardinado, as jarras de flores e frutos azuis e brancos, delimitados por barras de volutas, reflectem a reverberação da luminosidade que incide sobre a superfície esmaltada. \nEste painel, em particular, conta o episódio de S. Francisco de Assis convertendo os infiéis na Síria, durante a V cruzada, período durante o qual terá sido abordado por uma mulher muito bela. Fingindo ter sido seduzido, o santo terá tirado a roupa e ter-se-á atirado para a fogueira, convidando a mulher a segui-lo. Tendo sobrevivido miraculosamente, S. Francisco de Assis mostrou ter superado a tentação, salvando também a alma da mulher pecadora.","short_description":"Neste painel de azulejos azuis e brancos, S. Francisco de Assis é tentado pelo Diabo, símbolo da vaidade e da luxúria, dois dos mais graves pecados atribuídos às mulheres. Curiosamente, este Diabo, meio-nú, meio-mulher, foi realizado para a igreja deste convento masculino da Ordem Terceira.","type":"Painel de azulejos","owner":"Sociedade Agrícola da Quinta do Convento da Visitação – SAG","initial_owner":"Pedro Noronha (Família Gomide, Albuquerque, Noronha Angeja)","dates":"c. 1740","location":"Quinta do Convento de Nossa Senhora da Visitação de Vila Verde dos Francos, Lisboa","dimensions":"A: 161 cm; L: 364 cm; cada azulejo 14 cm x 14 cm","place_of_production":"Lisboa","provenance":"Lisboa","obtention":"*In situ*","bibliography":"Albuquerque, M. J., *Proposta de Leitura do Convento de Nossa Senhora da Visitação de Vila Verde dos Francos*, Tese de Mestrado – UNL, Lisboa, 1997. \nAlbuquerque, M. J., *Proposta de Leitura Integrada do Convento de Nossa Senhora da visitação de Vila Verde dos Francos,* Tese de Mestrado, FLLUL, Lisboa, 2001. \nSerrão, V., *História da Arte – O Barroco*, Lisboa, 2003, p. 224.","copyright":"Direitos de autor fotografias: Sociedade Agrícola da Quinta da Visitação.","author":"Maria João Albuquerque","keywords":["Educação; Convento Franciscano da Ordem Terceira; Contra-Reforma; Iconoclastia; Diabo"],"materials":["Painel de azulejos azuis e brancos"]},"b1b31d42-2423-51e8-9e8c-0117ff7b0186":{"name":"Caneca cilíndrica.","description":"Caneca cilíndrica de pega angular, decorada com ramos de tulipas, jacintos e outras flores em azul claro, verde e vermelho sobre fundo branco. Os caules verticais têm uma ligeira curvatura. Um filete ondulado com pequenas folhas remata o bordo e a base. O modelo desta caneca, inspirado na arte dos metais do Balcãs, vulgarizou-se na Turquia otomana na segunda metade do século XVI. Esta peça também poderá ter sido utilizada como vaso para flores.","short_description":"Caneca cilíndrico cujo modelo se inspirou na arte dos metais do Balcãs, tendo-se vulgarizado na Turquia otomana na segunda metade do século XVI. Esta peça (c. 982 AH / c. 1575 AD) apresenta uma decoração de ramos de tulipas, jacintos e outras flores em azul claro, verde e vermelho sobre fundo branco.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"c. 982 AH / c. 1575 AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 22,5 cm; diâm. 11,3 cm.","method_for_datation":"Através de análise estilística. A ampliação da gama cromática com a introdução do vermelho, armenian bole, aponta para a produção da segunda metade do século XVI.","method_for_provenance":"Através de peritagem, análise estilística, comparativa e catálogos de exposições da autoria de especialistas internacionais, mencionados na bilbiografia.","provenance":"Iznik, Turquia.","obtention":"Proveniente da colecção Jeuniette, foi adquirida a 10 de Abril de 1919 através de intermediário M. Stora & Cª.","bibliography":"*Only the Best: Masterpieces of the Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon*, catálogo de exposição, New York, 1999. \n \nRibeiro, M. Q., *Louças Iznik / Iznik Pottery - Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1996. \n \nRoxburgh, D. (ed.), *Turks: A Journey of a Thousand Years, 600-1600*, London, 2005. \n \n*Un jardín encantado: arte islámico en la colección Calouste Gulbenkian*, catálogo de exposição, Madrid, 2001.","dynasty":"Período Otomano","linkcatalogs":"IAM_TR_EN_001","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["caneca; cerâmica; engobe; vidrado; otomanos; Iznik"],"materials":["Cerâmica siliciosa pintada sobre engobe e sob vidrado transparente."]},"b6ddda27-c0ff-5f0f-b4b1-bb06af0f4dc4":{"name":"Vaso com tampa.","description":"Vaso coberto, pintado com medalhões em azul sob o vidrado transparente e decoração de reflexo metálico. Sobre o fundo branco estão dispostos, em registos horizontais, compartimentados, motivos compostos por pseudo-inscrições em cúfico florido interrompidos por medalhões circulares com motivos florais e enrolamentos. A tampa segue o mesmo esquema decorativo que o bojo. Não se pode afirmar com certeza qual seria a função da peça, poderá ter sido um objecto utilitário ou decorativo, ou mesmo ambos.","short_description":"Vaso com tampa do período ayyúbida, proveniente de Raca (Síria). Sobre o fundo branco estão dispostos, em registos horizontais compartimentados, motivos compostos por pseudo-inscrições em cúfico florido interrompidos por medalhões circulares com motivos florais e enrolamentos.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"Finais do séc. VI AH / XII AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 26 cm; diâm. 27,7 cm.","method_for_datation":"Por métodos de análise estilística e por comparação com peças do mesmo período.","method_for_provenance":"Através de peritagem. Na correspondência relativa à peça, Antoine G. Brimo refere ter recebido de Calouste Gulbenkian uma determinada soma pela sua *expertise* sobre a peça em questão, onde confirma a autenticidade da mesma.","provenance":"Raca, Síria.","obtention":"Adquirida por intermédio de Dikran Kelekian, em Paris, a 27 de Dezembro de 1907.","bibliography":"Makariou, S. (ed.), *L'Orient de Saladin. L'art des Ayyoubides*, catálogo de exposição, Paris, 2002. \n \nMota, M. M., *Catálogo das Louças Islâmicas*, vol. I: *Louças Seljúcidas*, Lisboa, 1988. \n \n*Memorias del Imperio árabe*, catálogo de exposição, Santiago de Compostela, 2000. \n \n*Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1ª edição 2001, 2ª edição revista e actualizada 2002.","dynasty":"Período ayyúbida","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["vaso com tampa; ayyúbidas; Raca; Síria; cerâmica silicosa; reflexo metálico"],"materials":["Cerâmica siliciosa com decoração de “reflexo metálico”."]},"b8c52c07-1db7-5b7e-a968-695ff14489a0":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo vertical arredondado, boca circular, corpo troncocónico invertido com carena baixa e base com pé anular diagonal. Coberto com vidrado monocromo melado no exterior e decorado em corda seca total com cores branca, verde e melada separadas por traços de manganés. O tema central é a palavra “baraka” escrita com caracteres cúficos, rodeada por um friso de palmetas que percorre o bordo da peça. Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca total do período almorávida ou almóada. O tema central é a palavra “baraka” escrita com caracteres cúficos, rodeada por um friso de palmetas que percorre o bordo da peça. Esta peça tem paralelos em vários pontos do Mediterrâneo Ocidental.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 25 cm; diâmetro da base 10,3 cm; altura 8 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. 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Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”, I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 93.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; corda seca; comércio"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta amarela pouco compacta, modelada em torno rápido, cozida em ambiente oxidante e decorada con a técnica da corda seca total."]},"bd228d18-d160-5fd5-95ad-52e75e120f02":{"name":"*Figura de Convite*","alternate_name":"Alabardeiro","description":"O alabardeiro aqui isolado constitui o primeiro dos três guardas pintados em azulejo da escadaria do Palácio da Mitra de Santo Antão do Tojal, ou do Patriarca (hoje Casa do Gaiato)*.* Os azulejos decorados com elaborado *trompe l'œil* destinavam-se a transformar uma escadaria vulgar em escadaria magnificente. O artista usou desenho arquitectónico, festões de folhagem e flores e pequenos e exóticos animais de estimação, como macacos e pássaros, para fazer crer aos visitantes que se encontravam em jardins exóticos, guardados por alabardeiros. \nPara acentuar essa ilusão, os alabardeiros foram desenhados à escala natural, como actores num cenário de ópera, num esplêndido ritual de boas vindas para os visitantes do Palácio, exibindo magníficos trajes barrocos: o tecido das *vesteas* bordado a ouro. Este alabardeiro exibe detalhes que revelam alta dignidade militar, como uma *écharpe* usada na diagonal sobre o busto, ou outra usada como um cinto, ou ainda uma gravata presa num botão da *vestea* (provavelmente, um elemento da guarda especial alemã ou *Tudesca* de D. João V). Estas figuras de convite, como guardas pessoais, são características de palácios em Lisboa, em edifícios religiosos, como o Corpo Santo, em Setúbal, ou o Colégio do Espírito Santo (Universidade de Évora). O inventor desta iconografia assinou alguns dos seus trabalhos com as letras P.M. ou P.M.P., que se julga ligado ao Padre Manuel Pereira, frade pintor e arquitecto amador, que viveu nos reinados de D. Pedro II e D. João V. \nO antigo Palácio dos Patriarcas de Lisboa, do século XVII, foi reformado no século XVIII. Este trabalho é, talvez, do arquitecto italiano António Cannevari, autor da nova igreja do palácio, fonte nos arredores, aqueduto e pequeno palácio com fonte no exterior. O patrono destas novas estruturas urbanas e da decoração do antigo palácio foi D. Tomás de Almeida, Patriarca de Lisboa. Estas obras de arte foram desenhadas para receber dignamente D. João V e a sua corte aquando da sua passagem a caminho do Palácio-Convento de Mafra, então em construção.","short_description":"Este alabardeiro é a primeira das três figuras de convite que decoram a escadaria principal do Palácio da Mitra, ou do Patriarca, em Santo Antão do Tojal. Os azulejos pintados a azul-cobalto, com apontamentos a amarelo ouro nos trajos dos alabardeiros, foram pensados para transformar uma escadaria modesta num espaço magnificente para receber convidados de honra, como D. João V e a sua corte.","type":"Azulejaria.","holder":"Antigo Palácio da Mitra ou Palácio do Patriarca, hoje Casa do Gaiato","owner":"Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.","initial_owner":"D. Tomás de Almeida, primeiro Patriarca de Lisboa.","dates":"C. 1730","location":"Santo Antão do Tojal, Lisboa","dimensions":"Altura: 2 m; largura: 2 m (aproximadamente)","place_of_production":"Lisboa.","method_for_datation":"A oficina e a datação destes azulejos foram estabelecidas por comparação com os azulejos assinados ou datados pelo mesmo artista, P.M.P., como os do edifício da Irmandade do Corpo Santo, de Setúbal.","provenance":"Palácio do Patriarca ou Palácio da Mitra, Santo Antão do Tojal.","obtention":"Os azulejos foram desenhados para a escadaria do Palácio da Mitra de Santo Antão do Tojal e estão ainda *in situ*.","bibliography":"Smith, R. \"French models for Portuguese Tiles\", in *Apollo*, 134, 1973, 396-407. \nSimões, J. *Azulejaria em Portugal no século XVIII*, Lisboa, 1979. \nArruda, L.,”Figuras de Convite”, *Azulejaria Barroca Portuguesa*, Lisboa, 1993. \nArruda, L., *Caminho do Oriente,* Lisboa, 1998.","workshop":"Barroco; período da Arte da Azulejaria Portuguesa, designado como Período dos Mestres; oficina do Mestre P.M.P.","author":"Luisa Arruda","keywords":["Figuras de Convite; alabardeiros; escadaria; corte; aristocracia."],"materials":["Azulejos pintados e esmaltados em azul-cobalto e amarelo ouro sobre branco. 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Este prato imita e substitui, como louça de mesa, as peças de metal, sendo no entanto igualmente considerado um objecto de luxo.","short_description":"Prato “cuenco” oriundo de Manises. Tem decoração a castanho sobre fundo branco e reflexo metálico e enquadra-se na série *pardalot*, de estilo persa. O tema central é um pássaro, estilizado e rodeado por decoração vegetalista. Este prato imita e substitui, como louça de mesa, as peças de metal.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro.","dates":"Séc. XV.","location":"Coimbra.","dimensions":"Alt. 6 cm; diâmetro do bordo 28 cm; diâmetro do fundo 9 cm.","method_for_datation":"Datação provável, por analogia estilística com a cerâmica de Manises, série de reflexo dourado, produzida nos séculos XV-XVIII. Os muçulmanos de Valência estenderam a sua produção até ao século XVIII, introduzindo perfis mais variados e novas formas, bem como variações na sua decoração, especialmente através da policromia. Por este motivo parece-nos que o presente exemplar poderá pertencer ao período inicial da produção de Manises. A forma, a influência persa e o carácter popular do tema central da peça, característicos da 1ª metade do séc. XV, reforçam esta datação.","method_for_provenance":"Manises é o local de onde provêm as faianças de reflexo metálico, que durante o séc. XV tiveram um grande mercado em toda a Europa, como objectos de luxo.","provenance":"Manises, Valência.","obtention":"Foi incorporado em 1915-16, constando da lista de bens transferidos do Paço Episcopal.","dynasty":"Mudéjar","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001","author":"Ana Alcoforado, António Pacheco","keywords":["prato “cuenco”; mudéjar; Manises; barro; modelado; vidrado; reflexo metálico; pardalot; estilo persa"],"materials":["Barro modelado ao torno e vidrado (faiança com reflexo metálico)."]},"c74b04a7-bc79-53ff-971f-1725e4e20a41":{"name":"Prato fundo.","description":"Prato fundo decorado a verde, vermelho, azul, branco e contornos a negro. Duas harpias afrontadas estão pousadas sobre arbustos preenchidos com escamas e ladeadas por ramos de flores de ameixoeira constituindo a decoração do campo central inscrito num medalhão. As harpias apresentam, neste prato, cabeça feminina coroada e corpo de dragão alado. A representação de harpias, criaturas míticas, está relacionada com diferentes fábulas de animais e assume características diferenciadas. Na aba, cães de caça perseguindo pássaros, um gato, lebres e um par de mochos afrontados. Dois orifícios na aba e no frete para suspensão.","short_description":"Prato fundo (c. 987-992 AH / c. 1580-1585 AD), no qual estão representadas duas harpias afrontadas pousadas sobre arbustos preenchidos com escamas e ladeadas por ramos de flores de ameixoeira. Na aba, uma movimentada cena mostra-nos cães de caça perseguindo pássaros, um gato e lebres.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"c. 987-992 AH / c. 1580-1585 AD.","location":"Lisboa.","dimensions":"Diâm máx. 28 cm.","method_for_datation":"Através de análise estilística. 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Q., *Louças Iznik / Iznik Pottery*, Lisboa, 1996.","dynasty":"Período Otomano","linkcatalogs":"IAM_TR_EN_001","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["prato; cerâmica; engobe; vidrado; otomanos; Iznik"],"materials":["Cerâmica siliciosa pintada sobre engobe e sob vidrado transparente."]},"d5968214-2acb-5a7f-a152-88470aecce15":{"name":"Prato umbonato.","description":"Prato rodado, de grandes dimensões, com o centro elevado –*umbonato*. É profusamente decorado a castanho cobre, com apontamentos a azul, sobre fundo branco e reflexo metálico. O tema central, de cariz heráldico, ocupa todo o fundo da peça e é constituído por águia bicéfala, com uma coroa, rodeada por motivos vegetalistas – folhas de heras – estilizados. Na aba repetem-se os mesmos motivos decorativos, pontuados por quatro grandes folhas (semelhantes a folha de salsa) realçadas a azul. O tardoz é decorado com apontamentos estilizados constituídos por traços curvos reentrantes, lembrando rubricas. Apresenta três verrugas equidistantes resultantes da marca das trempes. Trata-se de uma peça utilitária, de luxo, usada como louça de mesa, em substituição das peças de metal, que procurava imitar.","short_description":"Prato umbonato com origem em Manises, na região valenciana. A tradição oleira da cidade mergulha as suas raízes no período islâmica. Esta peça de luxo apresenta no centro um motivo de cariz heráldico, constituído por uma águia bicéfala com uma coroa rodeada por motivos vegetalistas estilizados.","holder":"Museu Nacional de Machado de Castro.","initial_owner":"João Maria Correia Ayres de Campos, Conde de Ameal.","dates":"Séc. XV.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 7,5 cm; diâmetro do bordo 38 cm; diâmetro do fundo 9 cm.","method_for_datation":"Datação provável, por analogia estilística com a cerâmica de Manises, série de reflexo dourado (sécs. XV-XVIII). Os muçulmanos de Valência estenderam a sua produção até ao século XVIII, introduzindo perfis mais variados e novas formas, bem como variações na sua decoração, especialmente através da policromia. Por este motivo parece-nos que o presente exemplar poderá pertencer ao período inicial da produção de Manises. Por outro lado, os elementos estilizados presentes no tardoz da peça são ainda característicos do séc. XV.","method_for_provenance":"Manises é o local de onde provêm as faianças de reflexo metálico, que durante o séc. XV tiveram um grande mercado em toda a Europa, como objectos de luxo.","provenance":"Manises, Valência.","obtention":"Foi incorporado em 1921, por doação.","bibliography":"Vente d'objects d'art. Collections Comte de Ameal. Catalogue descriptif, Lisboa, 1921, nº 2157.","dynasty":"Mudéjar","linkcatalogs":"IAM_ES_PT_001","author":"Ana Alcoforado, António Pacheco","keywords":["prato umbonato; mudéjar; Manises; barro; modelado; vidrado; reflexo metálico; águias bicéfalas"],"materials":["Barro modelado ao torno e vidrado (faiança com reflexo metálico)."]},"e25630b9-4eae-5a54-82aa-8350634cc2c3":{"name":"Pote.","description":"Recipiente de forma globular assente em fundo anelar com bordo de secção semicircular ligeiramente extrovertido. A pasta é de cor alaranjada e as superfícies são vidradas de cor castanha melada. Na superfície exterior apresenta decoração fitomórfica que pontua com colunas todo o corpo, contornadas de cor castanha escura a negro de manganês. \n \nEste tipo de decoração surge em Silves, em peças datadas do século XI, embora sejam mais frequentes no século XII. \n \nSão consideradas cerâmicas comuns. A sua configuração sugere ter sido um recipiente para guardar azeite ou outro líquido doméstico como a água. Os exemplares de dimensões menores poderiam ter sido utilizados para cosméticos ou simplesmente como objectos decorativos. \n \nA tipologia da peça é semelhante a outras com decoração de reflexo metálico, datadas do século IX e X, de proveniência egípcia e iraniana. A utilização de motivos decorativos com contorno a manganês, mas em esmalte, remonta a período anterior e poderá ter origem oriental. A decoração desta peça, apesar das aproximações estílisticas com o Oriente, apresenta paralelos com outras peças encontradas em Silves, o que levou a admitir poderem tratar-se de cerâmicas de produção local do Gharb, até mesmo de Silves, copiando modelos orientais. \n \nEste tipo de peça cerâmica manteve-se ao longo de todo o período muçulmano na região do Gharb al-Ândalus.","short_description":"Pote de fabrico local (datável do séc. V H./XI d.C.), embora provavelmente inspirado em modelos iranianos ou egípcios. Na superfície exterior apresenta decoração fitomórfica que pontua com colunas todo o corpo. A configuração da peça sugere ter sido um recipiente para guardar líquidos.","holder":"Museu Municipal de Arqueologia de Silves.","dates":"Séc. IV-V AH / Séc. X-XI AD.","location":"Silves., Faro.","dimensions":"Alt. 19,6 cm; diâmetro 11,2 cm; diâmetro do fundo 10,5 cm.","method_for_datation":"Pelo contexto arqueológico e a estratigrafia onde foi encontrado. A análise estilística leva-nos ao encontro de outros exemplares similares e do mesmo período.","method_for_provenance":"Escavação decorrida na Rua da Arrochela (Centro Histórico de Silves) dirigida por Rosa Varela Gomes, com o nº de inventário de escavação AR Q5/E15/C2-1.","provenance":"Arrochela (Centro Histórico de Silves).","obtention":"Depositado após escavação decorrida na década de noventa do séc. XX.","bibliography":"AAVV, *Portugal Islâmico: os últimos sinais do Mediterrâneo,* Lisboa, 1998, p. 158. \n \nGomes, R. V. *Palácio Almóada da Alcáçova de Silves*, Lisboa, 2001, p. 59. \n \nGomes, R. V. *Silves (Xelb) – Uma Cidade do Gharb Al-Andalus – Arqueologia e História (séculos VIII- XIII)*, Lisboa, 1999.","dynasty":"Omíada, califal","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Maria da Conceição Amaral","keywords":["pote; Silves; Arrochela; omíadas de Córdova; água; cosmético"],"materials":["Cerâmica vidrada com decoração a manganês."]},"eefabf6a-3ca7-5c93-ade3-a4e5bbb13859":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo arredondado biselado, boca circular, corpo semi-ovalado com suave carena baixa e base convexa com pé anular diagonal. 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A sua forma fechada protegia a chama do vento e a sua asa horizontal facilitava o transporte. Peça restaurada.","short_description":"Utensílio utilizado para iluminar espaços abertos, ao jeito de uma lanterna. O orifício frontal semi-circular permitia a saída da luz, a forma fechada protegia a chama do vento e a asa horizontal facilitava o transporte. Esta peça de arte popular é datável do período almóada.","holder":"Museu de Mértola","dates":"Primeiras décadas de VII AH / Primeras décadas de XIII AD.","location":"Mértola, Beja","dimensions":"Diâmetro da base 12,7 cm; comprimento 16,2 cm; altura 18,2 cm.","method_for_datation":"Foi datado na época almóada por razões estratigráficas, já que foi encontrado nos níveis de abandono de uma das casas da alcáçova abandonadas após a conquista de Mértola pelos cristãos em 635-636 AH / 1238 AD.","method_for_provenance":"Trata-se de uma peça com características técnicas e formais típicas das produções de Mértola, embora tenha abundantes paralelos na região de Valência (Espanha).","provenance":"Mértola.","obtention":"Encontrado nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “Contenedores de fuego en el Garb al-Andalus”, *Actas do III Congresso de Arqueologia Peninsular. Vila Real de Trás-os-Montes, Setembro de 1999*, vol. VII: *Arqueologia da Idade Média da Península Ibérica*, Oporto, 2000, pp. 421-434. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 130.","dynasty":"Período almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["fogo; iluminação; vida quotidiana"],"materials":["Cerâmica comum moldada com pasta avermelhada compacta em torno rápido e cozida em atmosfera oxidante."]},"f4d8be9c-5207-5d6b-9a80-d65d6b7fa366":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo extrovertido com pequena aba horizontal, boca circular, corpo hemisférico e base convexa com pie anular vertical. O exterior foi revestido com um vidrado esbranquiçado quase transparente. O interior foi decorado com vidrado polícromo em branco, verde, manganés e amarelo, com um peculiar estilo figurativo esquemático. O motivo central consiste numa dinâmica cena de caça em que um galgo e uma ave (tal vez um falcão ou uma águia) atacam simultaneamente uma gazela. Esta leva na boca um elemento em forma de espiral que poderá ser uma serpente ou um ramo. No bordo encontramos um festão de arcos negros cheios com vidrado verde. \nO objecto foi reparado com gatos durante o seu período de uso. Encontramos também orifícios na base, que se destinavan, provavelmente, a pendurar o objecto na parede. Peça restaurada.","short_description":"Tigela onde se representa uma cena de caça em que um galgo e um falcão atacam uma gazela. Esta segura na boca um elemento em forma de espiral. A peça, datada da segunda metade do século V H./XI d.C. e com paralelos no Mediterrâneo Ocidental, terá sido importada da zona de Kairouan.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século V AH / XI AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro máximo 39 cm; diâmetro de la base 13,6 cm; altura 13 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A datação na segunda metade do século V AH / XI AD foi estabelecida através de paralelos com peças de forma semelhante da Qal'a dos Banu Hammad (Argélia), Tunis y Kairouan (Tunísia), Denia e Cartagena (Espanha), e Pisa (Itália).","method_for_provenance":"A proveniência deste tipo de cerâmica encontra-se actualmente em debate. A abundância de peças com este estilo decorativo em Kairouan inclinou os investigadores a atribuir-lhes esta origem, mas as análises de pastas efectuadas em peças de Mértola e de Pisa contrariam tal hipótese e fazem supor uma possível procedência do sul da Península Ibérica.","provenance":"Kairouan (Tunísia).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “La cerámica de verde y morado de Mértola”, *Arqueologia Medieval*, n.º 3, 1994, pp. 113-132. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*,ed. S. Macias, Mértola, pp. 108-109. \nGómez Martínez, S., “Producciones cerámicas en la Mértola Islámica”, *Actes du VIIeme Congrès International sur la Céramique Médiévale en Méditerranée. Thessaloniki, 11-16 Octobre 1999*, Atenas, 2003, pp. 653-58. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 100.","dynasty":"Período das taifas","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; zoomorfo; comércio"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta amarelada pouco compacta, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e decorada em “verde e manganés”."]},"f68ad2e3-66ed-57d2-8adb-c0e1504537b3":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo extrovertido arredondado, boca circular, corpo semi-ovalado e base plana. Apresenta acabamento em vidrado monocromo de cor melada no exterior da peça, e vidrado polícromo em cor branca, verde e manganés no interior, onde se representa um motivo vegetal que consiste numa composição radial de oito flores de lótus triangulares rematadas por outros tantos lótus ovais. No bordo, encontramos uma composição quatripartida na qual alternam semi-círculos e motivos fitomórficos. Apresenta um defeito no fundo, produzido quando o vidrado se colou a outra peça no forno. Peça restaurada.","short_description":"Tigela vidrada (segunda metade do séc. X d.C.) onde se representa um motivo vegetal que consiste numa composição radial de oito flores de lótus triangulares rematadas por outros tantos lótus ovais. É provável que esta peça, com paralelos em Madinat al-Zahra, seja proveniente da região de Córdova.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Segunda metade do século X (339-390 AH / 950-1000 AD).","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro máximo 29 cm; diâmetro da base 17 cm; altura 6 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A datação, na segunda metade do século IV AH / X AD, foi estabelecida mediante paralelos com peças de idêntica forma encontradas em Madinat al-Zahra (Córdova, Espanha).","method_for_provenance":"A forma, tema ornamental e tipo de pasta assemelham-se muito às cerâmicas da zona de Córdova.","provenance":"Provavelmente Córdova (Espanha).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., “La cerámica de verde y morado de Mértola”, *Arqueologia Medieval*, n.º 3, 1994, p. 125. \nGómez Martínez, S., “Catálogo da cerâmica”, *Museu de Mértola. Arte Islâmica*, ed. S. Macias, Mértola, 2001, p. 111. \nTorres, C., y Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 97.","dynasty":"Omeias do al-Andalus, período califal","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["decoração floral; louça de mesa"],"materials":["Cerâmica vidrada fabricada com pasta compacta de cor rosada, modelada em torno rápido, cozida en atmosfera oxidante e decorada em “verde e manganés”."]},"fd9231ec-9280-5e60-8248-b9d7c9cf8d62":{"name":"Taça com pé.","description":"Taça com pé em branco-marfim com cena de corte representada ao centro. Um jovem príncipe está sentado num trono de espaldar alto sobre o qual estão empoleirados dois falcões. O príncipe está ladeado por dois cortesãos e a seus pés estão representados dois pavões afrontados, símbolos da realeza. Em redor do motivo central estão pintados pares de esfinges confrontadas, separadas por pequenos medalhões. No bordo do interior da taça pode ler-se uma inscrição votiva em caligrafia cúfica e no exterior uma inscrição pseudo-cúfica entre arabescos.","short_description":"Taça do período seljúcida com cena de corte representada ao centro. Em redor do motivo central estão pintadas esfinges confrontadas, separadas por pequenos medalhões. No bordo interior pode ler-se uma inscrição em caligrafia cúfica, tendo o exterior uma inscrição pseudo-cúfica entre arabescos.","holder":"Museu Calouste Gulbenkian.","dates":"Final do séc. VI AH / XII AD ou início do séc. VII / XIII.","location":"Lisboa.","dimensions":"Alt. 8 cm; diâm. 20 cm.","method_for_datation":"Por métodos de análise estilística e por comparação com peças do período seljúcida.","method_for_provenance":"Através de peritagem. Na correspondência relativa à venda da peça em questão, L.A. Raffy dá “garantia da autenticidade da cerâmica da Pérsia”.","provenance":"Caxã, Pérsia.","obtention":"Adquirida a L. A. Raffy, em Paris, a 23 de Junho de 1914.","bibliography":"*Islamic Art in the Calouste Gulbenkian Collection*, catálogo de exposição, Abu Dhabi, 2004. \n \nMota, M. M., *Catálogo das Louças Islâmicas*, vol. I: *Louças Seljúcidas*, Lisboa, 1988. \n \n*Museu Calouste Gulbenkian*, Lisboa, 1ª edição 2001, 2ª edição revista e actualizada 2002.","dynasty":"Período Seljúcida","author":"Maria Queiroz Ribeiro","keywords":["taça; minai; haftrang; vidrado; seljúcidas; Caxã; esfinge"],"materials":["Faiança minai ou haftrang (sete cores) com decoração pintada sob e sobre o vidrado."]},"feee4da0-04af-5864-b229-a94005de718d":{"name":"Tigela.","description":"Tigela de bordo arredondado, boca circular, corpo hemisférico com carena baixa pouco marcada e base convexa com pie anular diagonal. O exterior está revestido com vidrado monocromo melado e o interior está decorado com a técnica da corda seca total, em que as cores branca, verde e melada do vidrado se encontram separadas por linhas de manganés. O tema decorativo é um grande florão criado a partir de uma composição geométrica radial que ocupa todo o espaço destinado à ornamentação e que poderia corresponder a uma flor de lótus vista de cima. Exemplos idênticos a esta peça foran encontrados em diversos portos do Mediterrâneo ocidental, concretamente na alcáçova de Málaga, em Cartagena, em Palma de Mallorca, em Pisa e em Ceuta. Peça restaurada.","short_description":"Tigela em corda seca total, cujo tema decorativo é um grande florão criado a partir de uma composição geométrica radial que ocupa todo o espaço destinado à ornamentação. O tema central representa uma flor de lótus vista de cima. Esta peça tem paralelos em vários pontos do Mediterrâneo Ocidental.","holder":"Museu de Mértola.","dates":"Siglo VI AH / XII AD.","location":"Mértola., Beja.","dimensions":"Diâmetro da boca 26 cm; diâmetro da base 10,5 cm; altura 8,5 cm.","method_for_datation":"O contexto estratigráfico em que foi encontrado o objecto encontrava-se muito revolvido. A sua datação no século VI AH / XII AD foi obtida mediante o estabelecimento de paralelos com peças de idêntica forma e técnica decorativa achadas em Málaga e Almeria (Espanha).","method_for_provenance":"A abundância deste tipo de cerâmica em Málaga e em Almeria (Espanha), onde se encontraram fornos que a fabricavam, levou os investigadores a atribuir a origem da sua produção a estas cidades.","provenance":"Almeria ou Málaga (España).","obtention":"Encontrada nas escavações arqueológicas realizadas pelo Campo Arqueológico de Mértola na alcáçova do castelo de Mértola.","bibliography":"Gómez Martínez, S., *A cerâmica em corda seca de Mértola*, Mértola, 2002. \nTorres, C., “Um lote cerâmico da Mértola Islâmica*”*, *I Congreso de Arqueología Medieval Española. Huesca, 1985*, t. IV, Zaragoza, 1986, pp. 193-228. \nTorres, C. & Gómez, S., \"Le vert et brun au Portugal\", *Le Vert et le Brun de Kairouan à Avignon, céramiques du Xe au XVe siècle. Catalogue de la exposition*, Marseille, 1995, pp. 98-102. \nTorres, C., y Macias, S. (eds.), *O Portugal Islâmico*, Lisboa, 1998, p. 92.","dynasty":"Almorávida ou almóada","linkcatalogs":"IAM_PT_PT_001","author":"Susana Gómez Martínez","translator":"Santiago Macias","keywords":["cerâmica; corda seca; comércio"],"materials":["Cerâmica fabricada com pasta alaranjada semi-compacta, modelada em torno rápido, cozida em atmosfera oxidante e vidriada decorada com a técnica da corda seca total."]}}
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{"0356286a-7b78-54d7-b0a8-bf8bfd97a059":{"name":"Kabe Tasvirli Çini Pano.","description":"Beyaz zemin üzerine mavi, yeşil ve kırmızı renkler kullanılmıştır. Lacivert üzerine siyahla tahrirli zencirek motifli bir bordür ile çevrelenmiştir. Bu çerçeveyi mavi renkli palmetlerden oluşan, panonun üst kısmında mihrap şeklinde tamamlanan ikinci bir bordür zenginleştirmektedir. Mihrabın iki köşesi lacivert zemin üzerine yapılan geçme Rumilerle bezenmiştir. Mihrabın ortasında yine lacivert zemin üzerine dilimli Rûmilerle bezeli simetrik bir alınlık ve bu alınlığın altında siyah renk ve nesih hat ile yazılmış üç satırlık bir metin kısmı yer almaktadır. Metinde, Kur'an'dan III: 96-97 ayetleri yazılıdır. Bu ayetler; “Şüphesiz ki, insanlar yararına yeryüzünde ilk konulan ibadet evi alemler için mübarek olan ve doğru yolu gösteren Mekke'deki mabeddir. Onda açık ayetler, İbrahim makamı vardır. Kim oraya girerse her türlü saldırıdan güvencededir,” mealindedir. Bu metnin altında, mavi ve yeşil renklerle yapılmış bir dikdörtgenin içinde Mescid-ül Haram'ın resmi yapılmıştır. Revaklı bir avlu içine çizilerek tanıtılan Mescid-ül Haram'ın ortasında Kâbe yer almakta, revakların içinde bulunan tüm bina ve kapılar, makamlar, zemzem kuyularının resimleri çizilerek ve isimleri yazılarak tanıtılmaktadır. \n \nİslam dininin kutsal yerleri olan Mekke, Medine şehirleri ve bu şehirlerdeki kutsal makamları, camileri, kitaplarda tanıtmak, bu tanıtımı yaparken de resimlerle bir kez daha vurgulamak erken İslam devirlerinden itibaren görülmektedir. özellikle Eyyubi döneminde hazırlanmış olan ve müze koleksiyonunda da önemli bir yeri bulunan hac vekaletnamelerinde, bu kutsal mekanların resimleri detaylı olarak yapılmıştır. Dönem halifesinin sancağı ile başlayan bu belgelerde, Arafat dağı, Muzdalifa, Mescid-ül Haram, Medine ve hatta Kudüs'ün de resimlendirildiği bilinmektedir. Osmanlı sanatında da benzerleri yapılan hac vekaletnamelerinde de kutsal yerler resimle tanıtılmıştır. Mekke'deki Mescid-ül Haram'ın çini üzerine yapılan resimleri 10. / 16. yüzyılın sonlarından itibaren bazı camilerde de görülmektedir.","short_description":"Neslişah Sultan'ın Edirnekapı'daki camisi için İznik'te üretildiği kabul edilmektedir. Kâbe tasvirli çini panoların yapılmasındaki amaç, İslam dininin en kutsal makamı olan Kâbe'yi cami içinde ibadet ederken de hissedebilmekti.","holder":"Türk ve İslam Eserleri Müzesi.","initial_owner":"Olasılıkla Neslişah Sultan (öl. 1579, Sultan II. Bayezid'in torunu)","dates":"H. 10. / M. 16. yüzyılın son çeyreği.","location":"Sultanahmet, İstanbul","dimensions":"Yük: 62 cm. Gen: 34.","method_for_datation":"Eser, Neslişah Sultan'ın camisi için özel yapılmış olmalıdır dolayısıyla cami ile aynı döneme, 16. yüzyıl sonuna tarihlenmektedir.","method_for_provenance":"Malzeme, teknik ve kullanılan renkler, eserin İznik'te üretildiğini göstermektedir.","provenance":"İznik.","obtention":"Sultan II. Bayezid'in torunu Neslişah Sultan tarafından kendi adına yaptırılan İstanbul-Edirnekapı'daki Neslişah Sultan Camii'nden 1914 yılında Müze'ye getirilmiştir.","bibliography":"ölçer, N. vd, *Türk ve İslam Eserleri Müzesi*, İstanbul, 2002, s.282","dynasty":"Osmanlı Dönemi","linkcatalogs":"IAM_TR_TR_001","author":"Cihat Soyhan","keywords":["Çini","İznik","Kabe"],"materials":["Beyaz hamurlu, sıraltı tekniğinde yapılmış Kâbe tasvirli, tek parça İznik çinisidir."]},"03e3d46a-3509-564e-8a0c-ed2a1920de29":{"name":"Kütahya Seramikleri.","description":"Env. No: 4083 Fincan. Yeşil ve sarı renkli radyal çizgilerin içleri çiçeklerle bezenmiştir. \n \nEnv. No: 4092 Fincan. Daire içinde stilize bir lale, ağız kenarında bir şerit vardır. Dışta kırmızı ve koyu yeşil renkli bir kökten çıkan çiçek betimi yer almaktadır. \n \nEnv. No: 4151 Gülabdan. Armut formundaki gövde sarı şeritlerle ayrılmış ve içleri stilize kıvrım dallar, yapraklar ve çiçeklerle bezenmiştir. \n \nEnv. No: 4215 Tabak. Mor, yeşil ve mavi renklerin kullanıldığı bezemede iki çiçek buketi arasında mahalli giysilerle bir kadın figürü resmedilmiştir. \n \nEnv. No: 4216 Matara. Sarı, kırmızı, yeşil ve mavi renklerde çiçek motifleriyle bezenmiştir. \n \nEnv. No: 4231 Matara. Yuvarlak mataranın arka ve ön yüzü kabarık daire şeklindedir. ön yüzünde bir rozet etrafında zencirek motifi yer almaktadır. Diğer taraflar stilize çiçek ve yaprak motifleriyle süslüdür. \n \nİznik çini ve seramik üretiminin durmasından sonra Kütahya atölyeleri çini ve seramik üretiminde öne çıkmıştır. Bu atölyelerde genelde ince ve zarif fincan, kase, kapaklı ibrikler, gülabdan, kandil, tütsülük, küçük sürahiler, mataralar en sık üretilen formlardandır. Sert, beyaz hamurlu ve sır altı tekniğinde, mavi, kırmızı, sarı, yeşil, eflatun, lacivert, şarap rengi ile çiçek, yaprak, sarmaşık, damla, kuş, balık ve yerel kıyafetli insan tasvirleri ile bezenmişlerdir. 18. yüzyılın sonlarında ve 19. yüzyılın başlarında üretimde kalite kaybı görülmeye başlanmaktadır. Formlar basitleşmiş ve kabalaşmış, eflatun ve kırmızı renkler ortadan kalkmış, patlıcan morunun kullanımı ile bezemede koyu renk hakim olmuştur. Bu dönemde bezemelerde fırça darbeleriyle yapılmış stilize yaprak, çizgi, benek ve zig zaglar görülmektedir.","short_description":"Kütahya, 12.-13. / 18.-19. yüzyıllarda Osmanlı çini ve seramik üretim merkezi İznik'in yerini almıştı. İznik çinileri gibi Osmanlı ticaretinin önemli bir ihraç ürünü olan Kütahya seramikleri, bazen deniz bazen kara yoluyla taşınarak dünya pazarlarında önemli bir yer kazanmıştı.","holder":"Türk ve İslam Eserleri Müzesi.","dates":"H. 12.-13. / M. 18.-19. yüzyıl.","location":"Sultanahmet, İstanbul","dimensions":"4151: Çap: 5,6cm, Yük: 16,5 cm.; 4083: Çap: 8 cm. Yük: 7 cm.; 4092: Çap: 7,3 cm. Yük: 4,2 cm.; 4215: Çap: 15 cm.; 4216: Çap: 18 cm.; 4231: Çap: 16 cm.","method_for_datation":"üslup, desen ve renk özelliklerinden dolayı 12.-13. / 18.-19. yüzyıllara tarihlendirilmektedir.","method_for_provenance":"Desen ve renk özellikleri eserlerin Kütahya'da üretildiğini göstermektedir. Kütahya, bugün de Türkiye'nin başta gelen sırlı seramik üretim merkezidir.","provenance":"Kütahya.","obtention":"Marmara Denizi'nde bir gemi batığından çıkarılan eserler, 1985 yılında Müze tarafından satın alınmıştır.","bibliography":"ölçer, N. vd, *Türk ve İslam Eserleri Müzesi*, Akbank Yayınları, İstanbul, 2002, s.332-333","dynasty":"Osmanlı Dönemi","linkcatalogs":"IAM_TR_TR_001","author":"Cihat Soyhan","keywords":["Kütahya","Kütahya seramikleri"],"materials":["Sert, beyaz hamurlu ve sır altı tekniğinde, mavi, kırmızı, sarı, yeşil, eflatun, lacivert, şarap rengi ile bezenmişlerdir."]},"5124bb70-6aff-5029-9ff0-37a4fe33e513":{"name":"Milet İşi Kaseler.","description":"Env. No: 3161: Orta kısmı daire şeklinde bir şeritle çevrelenmiştir. çerçevenin içi beyaz zemin üzerine lacivert üçgenlerle bezenmiştir. Lacivert üçgenlerin uçları birbirine birleşecek şekilde yerleştirilmiş böylece ortalarında kalan beyaz zeminde altıgenler meydana getirilmiştir. Altıgenlerin ortalarında lacivert daireler vardır. Bordürü dalga ve kaya motifleriyle süslenmiştir. \n \nEnv. No: 3174: Beyaz zemin üzerine, lacivert konturlu çerçeveler içinde, içleri spirallerle doldurulmuş, sopalardan çıkan stilize palmetlerle süslenmiştir. Bordürde lacivert zemin üzerine beyaz geçme motifi vardır. Dışı, yeşil kıvrık dal bezelidir.","short_description":"9. / 15. yüzyıla tarihlenen kırmızı hamurlu, beyaz astarlı, mavi-beyaz renklerle bezenmiş olan bu seramikler, başlangıçta “Milet İşi” olarak adlandırılan, ancak İznik kazıları sonrasında İznik'te üretildikleri anlaşılan grubun erken tarihli örneklerindendir.","holder":"Türk ve İslam Eserleri Müzesi.","dates":"H. 8.-9. / M. 14.-15. yüzyıl.","location":"Sultanahmet, İstanbul","dimensions":"Env. No.: 3161 Yük:14 cm., çap.:27 cm.; Env. No.: 3174 Yük: 14 cm., çap.: 34 cm.","method_for_datation":"İznik'te yapılan kazılar sonucunda çok sayıda çini fırın atığı ve üretim atığı malzeme bulunmuştur. Bu buluntular, şimdiye kadar Milet, Rodos gibi değişik adlar altında sınıflandırılmış seramiklerin İznik'te yapıldığını kanıtlamış ve bir sınıflama ve tarihleme yapılmasına imkan vermiştir.","method_for_provenance":"İznik çini fırınları kazısı sırasında bulunmuştur.","provenance":"İznik.","obtention":"İznik kazısı buluntularından olan eserler 10 Şubat 1967 tarihinde Müze'ye getirilmiştir.","bibliography":"ölçer, N. vd, *Türk ve İslam Eserleri Müzesi*, Akbank Yayınları, İstanbul, 2002, s.244-245.","dynasty":"Erken Osmanlı Dönemi","linkcatalogs":"IAM_TR_TR_001","author":"Cihat Soyhan","keywords":["Çini.","İznik"],"materials":["Milet işi olarak adlandırılan kırmızı hamurlu, beyaz astarlı ve mavi-beyaz bezeli seramiklerdir."]},"a37a77c0-be32-5414-8a2a-ad1daa8bf28a":{"name":"Yıldız Çiniler.","description":"Beyşehir Kubadabad Sarayı'nın duvarlarını süsleyen yıldız-haç kompozisyonlu sıraltı ve lüster teknikli çiniler, gerek desen özellikleri gerekse taşıdıkları sembolik anlamlarla, Anadolu Selçuklu çini sanatının nadir örnekleridir. Geniş bir figür dünyasının yansıtıldığı çinilerde, genel olarak sultan ve saray yaşantısı konu edilmiştir. Ayrıca, sarayı koruduğuna inanılan, tılsımlı fantastik hayvanlar ile çok çeşitli av ve evcil hayvan figürlerine de (sfenks, siren, tavus kuşu, aslan, çift başlı kartal, kuş, tilki, tavşan, kurt, at, keçi, deve, ördek vb.) yer verilmiştir. \n \nKubadabad Sarayı örneklerinde, yıldız formlu (sekiz köşeli) çiniler, haç formlu çinilerle birbirlerine bağlanarak büyük panolar meydan getirmiştir. Yıldız çinilerde figürlü süsleme yoğunluktadır. Haç formlu çinilerde ise figürlü süslemeye daha az yer verilmiş, genel olarak bitkisel bezeme kullanılmıştır. Sıraltı tekniğinde işlenmiş örneklerde, şeffaf renksiz sıraltına, siyah, firuze ve lacivert renklerle bezeme yapılmıştır. \n \nİyi bir doğa gözlemciliği ve geniş bir hayal gücünün sonucu olarak meydana getirilen figürlü bezemelerde, gerçekçi bir üslup benimsenmiştir. \n \nProfilden verilmiş çift başlı kartallar, yıldız çinin bütün yüzeyini kaplayacak şekilde yerleştirilmişlerdir. Kartalların cepheden verilmiş gövdelerinde bir kartuş içerisinde “es-sultan” yada “el-muazzam” gibi sultanı temsil eden yazılar yer almaktadır. Genel olarak yanlardan birer bitki ile çevrelenen çift başlı kartallar, çeşitli sembolik anlamlar taşımaktadırlar. \n \nçeşitli dönemlerde arma ve totem olarak kullanılan “çift başlı kartal” figürüne; güç, iktidar, koruyucu ruh, soyluluk, bilgelik gibi bir çok anlam yüklenmiştir. Kubadabad Sarayı örneklerinde de gücü simgelediği düşünülen çift başlı kartallar, gövdelerindeki armalarla da muhtemelen Selçuklu Sultanını temsil etmektedirler.","short_description":"Anadolu Selçuklu döneminin en önemli saraylarından biri olan Kubadabad Sarayı, duvarlarını süsleyen çinileriyle ünlüdür. Ana tema olarak sultan, maiyeti ve saray yaşantısının işlendiği çinilerde, iyi bir doğa gözlemciliği ve geniş bir hayal gücünün etkileri görülmektedir.","holder":"Karatay Medresesi Müzesi.","initial_owner":"I. Alaaddin Keykubad (617-635 / 1220-1237).","dates":"I. Alaaddin Keykubad Devri (617-635 / 1220-1237).","location":"Konya","dimensions":"Her bir parçanın yüksekliği 24 cm’dir (4 yıldız çini).","method_for_datation":"Beyşehir Kubadabad Sarayı, ünlü Selçuklu hükümdarı I. Alaaddin Keykubad (617-635 / 1220-1237) tarafından yaptırılmıştır. Kubadabad Sarayının, 1236 yılında (kitabe ve tarihi belgeler ışığında) tamamlandığı anlaşılmaktadır. Sarayda kullanılan çiniler de bu döneme tarihlenmektedir.","method_for_provenance":"Kubadabad Sarayı için bu çinilerin Beyşehir veya Konya'da üretildiği düşünülmektedir. Son kazı bulgularına göre bu çiniler doğrudan sarayda üretilmiş olabilir.","provenance":"Beyşehir veya Konya.","obtention":"20. yüzyılın ortalarından başlayıp, günümüzde de devam eden sistemli kazılar sonucu Beyşehir Kubadabad Sarayı'nda önemli miktarda çini malzeme bulunmuştur. Sarayın duvarlarını kaplayan bu çiniler, gerekli incelemeler yapıldıktan sonra, sergilenmek üzere Konya Karatay Medresesi Müzesi'ne getirilmiştir.","bibliography":"Arık, R., *Kubad Abad*, Türkiye İş Bankası Yayınları, İstanbul, 2000. \n \nAslanapa, O., Anadolu'da Türk çini ve Keramik Sanatı, Ankara, 1965. \n \nOral, Z., “Kubad Abad çinileri”, *Belleten*, C.XVII, Sayı: 66, Ankara, 1959, s.209-222. \n \nönder, M., “Selçuklu Devri Kubad Abad Sarayı çini Süslemeleri”, *Türkiyemiz*, Sayı:6, İstanbul 1972, s.15-18. \n \nöney, G., *Türk çini Sanatı*, İstanbul, 1976. \n \nRoxborough, J.D. (ed.) *Turks, A Journey of a Thousand Years, 600-1600*, London 2005, 392-394.","dynasty":"Anadolu Selçuklu Dönemi","author":"Sevinç Gök Gürhan","keywords":["Çift başlı kartal","Figüratif bezeme","I. Alaaddin Keykubad","Sır","Sıraltı tekniği"],"materials":["Sıraltı tekniğinde yapılmış yıldız çiniler."]}}
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{"0356286a-7b78-54d7-b0a8-bf8bfd97a059":{"name":"Kabe Tasvirli Çini Pano.","description":"Beyaz zemin üzerine mavi, yeşil ve kırmızı renkler kullanılmıştır. Lacivert üzerine siyahla tahrirli zencirek motifli bir bordür ile çevrelenmiştir. Bu çerçeveyi mavi renkli palmetlerden oluşan, panonun üst kısmında mihrap şeklinde tamamlanan ikinci bir bordür zenginleştirmektedir. Mihrabın iki köşesi lacivert zemin üzerine yapılan geçme Rumilerle bezenmiştir. Mihrabın ortasında yine lacivert zemin üzerine dilimli Rûmilerle bezeli simetrik bir alınlık ve bu alınlığın altında siyah renk ve nesih hat ile yazılmış üç satırlık bir metin kısmı yer almaktadır. Metinde, Kur'an'dan III: 96-97 ayetleri yazılıdır. Bu ayetler; “Şüphesiz ki, insanlar yararına yeryüzünde ilk konulan ibadet evi alemler için mübarek olan ve doğru yolu gösteren Mekke'deki mabeddir. Onda açık ayetler, İbrahim makamı vardır. Kim oraya girerse her türlü saldırıdan güvencededir,” mealindedir. Bu metnin altında, mavi ve yeşil renklerle yapılmış bir dikdörtgenin içinde Mescid-ül Haram'ın resmi yapılmıştır. Revaklı bir avlu içine çizilerek tanıtılan Mescid-ül Haram'ın ortasında Kâbe yer almakta, revakların içinde bulunan tüm bina ve kapılar, makamlar, zemzem kuyularının resimleri çizilerek ve isimleri yazılarak tanıtılmaktadır. \n \nİslam dininin kutsal yerleri olan Mekke, Medine şehirleri ve bu şehirlerdeki kutsal makamları, camileri, kitaplarda tanıtmak, bu tanıtımı yaparken de resimlerle bir kez daha vurgulamak erken İslam devirlerinden itibaren görülmektedir. özellikle Eyyubi döneminde hazırlanmış olan ve müze koleksiyonunda da önemli bir yeri bulunan hac vekaletnamelerinde, bu kutsal mekanların resimleri detaylı olarak yapılmıştır. Dönem halifesinin sancağı ile başlayan bu belgelerde, Arafat dağı, Muzdalifa, Mescid-ül Haram, Medine ve hatta Kudüs'ün de resimlendirildiği bilinmektedir. Osmanlı sanatında da benzerleri yapılan hac vekaletnamelerinde de kutsal yerler resimle tanıtılmıştır. Mekke'deki Mescid-ül Haram'ın çini üzerine yapılan resimleri 10. / 16. yüzyılın sonlarından itibaren bazı camilerde de görülmektedir.","short_description":"Neslişah Sultan'ın Edirnekapı'daki camisi için İznik'te üretildiği kabul edilmektedir. Kâbe tasvirli çini panoların yapılmasındaki amaç, İslam dininin en kutsal makamı olan Kâbe'yi cami içinde ibadet ederken de hissedebilmekti.","holder":"Türk ve İslam Eserleri Müzesi.","initial_owner":"Olasılıkla Neslişah Sultan (öl. 1579, Sultan II. Bayezid'in torunu)","dates":"H. 10. / M. 16. yüzyılın son çeyreği.","location":"Sultanahmet, İstanbul","dimensions":"Yük: 62 cm. Gen: 34.","method_for_datation":"Eser, Neslişah Sultan'ın camisi için özel yapılmış olmalıdır dolayısıyla cami ile aynı döneme, 16. yüzyıl sonuna tarihlenmektedir.","method_for_provenance":"Malzeme, teknik ve kullanılan renkler, eserin İznik'te üretildiğini göstermektedir.","provenance":"İznik.","obtention":"Sultan II. Bayezid'in torunu Neslişah Sultan tarafından kendi adına yaptırılan İstanbul-Edirnekapı'daki Neslişah Sultan Camii'nden 1914 yılında Müze'ye getirilmiştir.","bibliography":"ölçer, N. vd, *Türk ve İslam Eserleri Müzesi*, İstanbul, 2002, s.282","dynasty":"Osmanlı Dönemi","linkcatalogs":"IAM_TR_TR_001","author":"Cihat Soyhan","keywords":["Çini; Kabe; İznik"],"materials":["Beyaz hamurlu, sıraltı tekniğinde yapılmış Kâbe tasvirli, tek parça İznik çinisidir."]},"03e3d46a-3509-564e-8a0c-ed2a1920de29":{"name":"Kütahya Seramikleri.","description":"Env. No: 4083 Fincan. Yeşil ve sarı renkli radyal çizgilerin içleri çiçeklerle bezenmiştir. \n \nEnv. No: 4092 Fincan. Daire içinde stilize bir lale, ağız kenarında bir şerit vardır. Dışta kırmızı ve koyu yeşil renkli bir kökten çıkan çiçek betimi yer almaktadır. \n \nEnv. No: 4151 Gülabdan. Armut formundaki gövde sarı şeritlerle ayrılmış ve içleri stilize kıvrım dallar, yapraklar ve çiçeklerle bezenmiştir. \n \nEnv. No: 4215 Tabak. Mor, yeşil ve mavi renklerin kullanıldığı bezemede iki çiçek buketi arasında mahalli giysilerle bir kadın figürü resmedilmiştir. \n \nEnv. No: 4216 Matara. Sarı, kırmızı, yeşil ve mavi renklerde çiçek motifleriyle bezenmiştir. \n \nEnv. No: 4231 Matara. Yuvarlak mataranın arka ve ön yüzü kabarık daire şeklindedir. ön yüzünde bir rozet etrafında zencirek motifi yer almaktadır. Diğer taraflar stilize çiçek ve yaprak motifleriyle süslüdür. \n \nİznik çini ve seramik üretiminin durmasından sonra Kütahya atölyeleri çini ve seramik üretiminde öne çıkmıştır. Bu atölyelerde genelde ince ve zarif fincan, kase, kapaklı ibrikler, gülabdan, kandil, tütsülük, küçük sürahiler, mataralar en sık üretilen formlardandır. Sert, beyaz hamurlu ve sır altı tekniğinde, mavi, kırmızı, sarı, yeşil, eflatun, lacivert, şarap rengi ile çiçek, yaprak, sarmaşık, damla, kuş, balık ve yerel kıyafetli insan tasvirleri ile bezenmişlerdir. 18. yüzyılın sonlarında ve 19. yüzyılın başlarında üretimde kalite kaybı görülmeye başlanmaktadır. Formlar basitleşmiş ve kabalaşmış, eflatun ve kırmızı renkler ortadan kalkmış, patlıcan morunun kullanımı ile bezemede koyu renk hakim olmuştur. Bu dönemde bezemelerde fırça darbeleriyle yapılmış stilize yaprak, çizgi, benek ve zig zaglar görülmektedir.","short_description":"Kütahya, 12.-13. / 18.-19. yüzyıllarda Osmanlı çini ve seramik üretim merkezi İznik'in yerini almıştı. İznik çinileri gibi Osmanlı ticaretinin önemli bir ihraç ürünü olan Kütahya seramikleri, bazen deniz bazen kara yoluyla taşınarak dünya pazarlarında önemli bir yer kazanmıştı.","holder":"Türk ve İslam Eserleri Müzesi.","dates":"H. 12.-13. / M. 18.-19. yüzyıl.","location":"Sultanahmet, İstanbul","dimensions":"4151: Çap: 5,6cm, Yük: 16,5 cm.; 4083: Çap: 8 cm. Yük: 7 cm.; 4092: Çap: 7,3 cm. Yük: 4,2 cm.; 4215: Çap: 15 cm.; 4216: Çap: 18 cm.; 4231: Çap: 16 cm.","method_for_datation":"üslup, desen ve renk özelliklerinden dolayı 12.-13. / 18.-19. yüzyıllara tarihlendirilmektedir.","method_for_provenance":"Desen ve renk özellikleri eserlerin Kütahya'da üretildiğini göstermektedir. Kütahya, bugün de Türkiye'nin başta gelen sırlı seramik üretim merkezidir.","provenance":"Kütahya.","obtention":"Marmara Denizi'nde bir gemi batığından çıkarılan eserler, 1985 yılında Müze tarafından satın alınmıştır.","bibliography":"ölçer, N. vd, *Türk ve İslam Eserleri Müzesi*, Akbank Yayınları, İstanbul, 2002, s.332-333","dynasty":"Osmanlı Dönemi","linkcatalogs":"IAM_TR_TR_001","author":"Cihat Soyhan","keywords":["Kütahya seramikleri; Kütahya"],"materials":["Sert, beyaz hamurlu ve sır altı tekniğinde, mavi, kırmızı, sarı, yeşil, eflatun, lacivert, şarap rengi ile bezenmişlerdir."]},"5124bb70-6aff-5029-9ff0-37a4fe33e513":{"name":"Milet İşi Kaseler.","description":"Env. No: 3161: Orta kısmı daire şeklinde bir şeritle çevrelenmiştir. çerçevenin içi beyaz zemin üzerine lacivert üçgenlerle bezenmiştir. Lacivert üçgenlerin uçları birbirine birleşecek şekilde yerleştirilmiş böylece ortalarında kalan beyaz zeminde altıgenler meydana getirilmiştir. Altıgenlerin ortalarında lacivert daireler vardır. Bordürü dalga ve kaya motifleriyle süslenmiştir. \n \nEnv. No: 3174: Beyaz zemin üzerine, lacivert konturlu çerçeveler içinde, içleri spirallerle doldurulmuş, sopalardan çıkan stilize palmetlerle süslenmiştir. Bordürde lacivert zemin üzerine beyaz geçme motifi vardır. Dışı, yeşil kıvrık dal bezelidir.","short_description":"9. / 15. yüzyıla tarihlenen kırmızı hamurlu, beyaz astarlı, mavi-beyaz renklerle bezenmiş olan bu seramikler, başlangıçta “Milet İşi” olarak adlandırılan, ancak İznik kazıları sonrasında İznik'te üretildikleri anlaşılan grubun erken tarihli örneklerindendir.","holder":"Türk ve İslam Eserleri Müzesi.","dates":"H. 8.-9. / M. 14.-15. yüzyıl.","location":"Sultanahmet, İstanbul","dimensions":"Env. No.: 3161 Yük:14 cm., çap.:27 cm.; Env. No.: 3174 Yük: 14 cm., çap.: 34 cm.","method_for_datation":"İznik'te yapılan kazılar sonucunda çok sayıda çini fırın atığı ve üretim atığı malzeme bulunmuştur. Bu buluntular, şimdiye kadar Milet, Rodos gibi değişik adlar altında sınıflandırılmış seramiklerin İznik'te yapıldığını kanıtlamış ve bir sınıflama ve tarihleme yapılmasına imkan vermiştir.","method_for_provenance":"İznik çini fırınları kazısı sırasında bulunmuştur.","provenance":"İznik.","obtention":"İznik kazısı buluntularından olan eserler 10 Şubat 1967 tarihinde Müze'ye getirilmiştir.","bibliography":"ölçer, N. vd, *Türk ve İslam Eserleri Müzesi*, Akbank Yayınları, İstanbul, 2002, s.244-245.","dynasty":"Erken Osmanlı Dönemi","linkcatalogs":"IAM_TR_TR_001","author":"Cihat Soyhan","keywords":["İznik; Çini."],"materials":["Milet işi olarak adlandırılan kırmızı hamurlu, beyaz astarlı ve mavi-beyaz bezeli seramiklerdir."]},"a37a77c0-be32-5414-8a2a-ad1daa8bf28a":{"name":"Yıldız Çiniler.","description":"Beyşehir Kubadabad Sarayı'nın duvarlarını süsleyen yıldız-haç kompozisyonlu sıraltı ve lüster teknikli çiniler, gerek desen özellikleri gerekse taşıdıkları sembolik anlamlarla, Anadolu Selçuklu çini sanatının nadir örnekleridir. Geniş bir figür dünyasının yansıtıldığı çinilerde, genel olarak sultan ve saray yaşantısı konu edilmiştir. Ayrıca, sarayı koruduğuna inanılan, tılsımlı fantastik hayvanlar ile çok çeşitli av ve evcil hayvan figürlerine de (sfenks, siren, tavus kuşu, aslan, çift başlı kartal, kuş, tilki, tavşan, kurt, at, keçi, deve, ördek vb.) yer verilmiştir. \n \nKubadabad Sarayı örneklerinde, yıldız formlu (sekiz köşeli) çiniler, haç formlu çinilerle birbirlerine bağlanarak büyük panolar meydan getirmiştir. Yıldız çinilerde figürlü süsleme yoğunluktadır. Haç formlu çinilerde ise figürlü süslemeye daha az yer verilmiş, genel olarak bitkisel bezeme kullanılmıştır. Sıraltı tekniğinde işlenmiş örneklerde, şeffaf renksiz sıraltına, siyah, firuze ve lacivert renklerle bezeme yapılmıştır. \n \nİyi bir doğa gözlemciliği ve geniş bir hayal gücünün sonucu olarak meydana getirilen figürlü bezemelerde, gerçekçi bir üslup benimsenmiştir. \n \nProfilden verilmiş çift başlı kartallar, yıldız çinin bütün yüzeyini kaplayacak şekilde yerleştirilmişlerdir. Kartalların cepheden verilmiş gövdelerinde bir kartuş içerisinde “es-sultan” yada “el-muazzam” gibi sultanı temsil eden yazılar yer almaktadır. Genel olarak yanlardan birer bitki ile çevrelenen çift başlı kartallar, çeşitli sembolik anlamlar taşımaktadırlar. \n \nçeşitli dönemlerde arma ve totem olarak kullanılan “çift başlı kartal” figürüne; güç, iktidar, koruyucu ruh, soyluluk, bilgelik gibi bir çok anlam yüklenmiştir. Kubadabad Sarayı örneklerinde de gücü simgelediği düşünülen çift başlı kartallar, gövdelerindeki armalarla da muhtemelen Selçuklu Sultanını temsil etmektedirler.","short_description":"Anadolu Selçuklu döneminin en önemli saraylarından biri olan Kubadabad Sarayı, duvarlarını süsleyen çinileriyle ünlüdür. Ana tema olarak sultan, maiyeti ve saray yaşantısının işlendiği çinilerde, iyi bir doğa gözlemciliği ve geniş bir hayal gücünün etkileri görülmektedir.","holder":"Karatay Medresesi Müzesi.","initial_owner":"I. Alaaddin Keykubad (617-635 / 1220-1237).","dates":"I. Alaaddin Keykubad Devri (617-635 / 1220-1237).","location":"Konya","dimensions":"Her bir parçanın yüksekliği 24 cm’dir (4 yıldız çini).","method_for_datation":"Beyşehir Kubadabad Sarayı, ünlü Selçuklu hükümdarı I. Alaaddin Keykubad (617-635 / 1220-1237) tarafından yaptırılmıştır. Kubadabad Sarayının, 1236 yılında (kitabe ve tarihi belgeler ışığında) tamamlandığı anlaşılmaktadır. Sarayda kullanılan çiniler de bu döneme tarihlenmektedir.","method_for_provenance":"Kubadabad Sarayı için bu çinilerin Beyşehir veya Konya'da üretildiği düşünülmektedir. Son kazı bulgularına göre bu çiniler doğrudan sarayda üretilmiş olabilir.","provenance":"Beyşehir veya Konya.","obtention":"20. yüzyılın ortalarından başlayıp, günümüzde de devam eden sistemli kazılar sonucu Beyşehir Kubadabad Sarayı'nda önemli miktarda çini malzeme bulunmuştur. Sarayın duvarlarını kaplayan bu çiniler, gerekli incelemeler yapıldıktan sonra, sergilenmek üzere Konya Karatay Medresesi Müzesi'ne getirilmiştir.","bibliography":"Arık, R., *Kubad Abad*, Türkiye İş Bankası Yayınları, İstanbul, 2000. \n \nAslanapa, O., Anadolu'da Türk çini ve Keramik Sanatı, Ankara, 1965. \n \nOral, Z., “Kubad Abad çinileri”, *Belleten*, C.XVII, Sayı: 66, Ankara, 1959, s.209-222. \n \nönder, M., “Selçuklu Devri Kubad Abad Sarayı çini Süslemeleri”, *Türkiyemiz*, Sayı:6, İstanbul 1972, s.15-18. \n \nöney, G., *Türk çini Sanatı*, İstanbul, 1976. \n \nRoxborough, J.D. (ed.) *Turks, A Journey of a Thousand Years, 600-1600*, London 2005, 392-394.","dynasty":"Anadolu Selçuklu Dönemi","author":"Sevinç Gök Gürhan","keywords":["Sır; Sıraltı tekniği; Figüratif bezeme; I. Alaaddin Keykubad; Çift başlı kartal"],"materials":["Sıraltı tekniğinde yapılmış yıldız çiniler."]}}
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