ll-skills 1.0.0
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- package/README.md +105 -0
- package/agents/ll-implementador.md +23 -0
- package/bin/install.js +475 -0
- package/hooks/ll-skills-check-update.js +157 -0
- package/package.json +38 -0
- package/skills/ll-atualizar/SKILL.md +68 -0
- package/skills/ll-decidir-antes/SKILL.md +81 -0
- package/skills/ll-decidir-antes/referencias/protocolo-entrevista.md +112 -0
- package/skills/ll-decidir-antes/referencias/template-spec.md +238 -0
- package/skills/ll-desarmar/SKILL.md +254 -0
- package/skills/ll-desarmar/referencias/execucao-adversarial.md +217 -0
- package/skills/ll-desarmar/referencias/humanos-e-substitutos.md +116 -0
- package/skills/ll-desarmar/referencias/placar-e-realimentacao.md +140 -0
- package/skills/ll-orquestrar/SKILL.md +100 -0
- package/skills/ll-pesquisar/SKILL.md +159 -0
- package/skills/ll-pesquisar/referencias/frente-de-pesquisa.md +147 -0
- package/skills/ll-pesquisar/referencias/sintese-e-fontes.md +148 -0
- package/skills/ll-pesquisar-mercado/SKILL.md +112 -0
- package/skills/ll-pesquisar-mercado/referencias/dossie.md +375 -0
- package/skills/ll-pesquisar-mercado/referencias/indice-e-fechamento.md +122 -0
- package/skills/ll-pesquisar-mercado/referencias/padroes-de-pesquisa.md +149 -0
- package/skills/ll-verificar-entrega/SKILL.md +73 -0
- package/skills/ll-verificar-entrega/referencias/briefs-auditoria.md +291 -0
- package/skills/ll-voltar-do-futuro/SKILL.md +239 -0
- package/skills/ll-voltar-do-futuro/referencias/anti-padroes-e-fundamentos.md +201 -0
- package/skills/ll-voltar-do-futuro/referencias/vetores-e-testes.md +228 -0
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@@ -0,0 +1,239 @@
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1
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+
---
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2
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+
name: ll-voltar-do-futuro
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3
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+
description: Premortem "voltar do futuro" — o projeto já morreu e você narra por quê, atacando o que nunca foi medido, e converte cada morte em um teste barato com critério de aceite numérico. Use quando pedirem premortem/pré-mortem, "o que pode dar errado", "por que isso vai falhar", análise adversarial de um plano, arquitetura ou ideia, validação de premissas não testadas, ou antes de investir em construir algo caro.
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4
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+
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5
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+
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6
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+
# Voltar do futuro
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7
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+
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8
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+
O projeto morreu. Não "pode morrer": morreu, é fato consumado, você viu o corpo. Esse é o
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9
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+
frame de certeza — pergunta probabilística o cérebro descarta como hipótese remota; fato
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10
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+
consumado ele explica, e gera causas específicas.
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11
|
+
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12
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+
Um projeto quase nunca morre onde foi olhado com rigor. Morre na **fronteira entre a camada
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13
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+
auditada e a camada que entrou na fé**, porque a confiança conquistada na primeira é
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14
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+
transferida indevidamente para a segunda. Por isso o exercício começa medindo essa
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15
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+
assimetria e ataca só o delta. O produto final não é uma lista de riscos: é um conjunto de
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16
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+
premissas falsificáveis com experimento barato, aceite numérico pré-registrado e decisão
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17
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+
pré-comprometida.
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18
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+
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+
## Regras invioláveis
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+
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21
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+
1. **Ataque só o delta.** O que já foi auditado com número, amostra e método está fora do
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22
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+
alvo. Reprovar de novo o que já passou é conforto disfarçado de rigor.
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23
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+
2. **Pretérito e cena.** Cada falha traz quem percebeu, por qual canal, quando, qual número
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24
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+
apareceu e qual foi o dano de negócio. Se a frase caberia sem alteração em outro projeto
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25
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+
qualquer, ela é lugar-comum e sai da lista.
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26
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+
3. **Citação literal e rastreável, ou ponto cego declarado.** Toda falha cita um trecho
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27
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+
literal de um artefato do próprio projeto que já avisava, com o arquivo de origem — ou
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28
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+
declara "nenhum artefato menciona este ponto", tratado como agravante de letalidade.
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29
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+
Citação inventada destrói o exercício inteiro: jamais parafraseie como se fosse citação,
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30
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+
jamais cite arquivo que você não abriu.
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31
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+
4. **Nenhuma falha sai sem teste acoplado.** Teste com amostra, prazo, custo, aceite
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32
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+
numérico, o que ele reprova e o que ele bloqueia. Lista sem teste é pior que lista
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33
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+
nenhuma: entrega a sensação de risco endereçado enquanto o plano segue intocado.
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34
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+
5. **Zero mitigação durante a narrativa.** Enquanto narra, o agente não resolve. Resolver
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35
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+
cedo interrompe a geração e produz otimismo.
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36
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+
6. **5 a 8 falhas, vetores diversos.** Menos de 5 = preparação rasa. Mais de 8 = risk
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37
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+
register diluído. Sete versões da mesma falha contam como uma.
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38
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+
7. **Veredicto duro no bloco (a).** Nada de "embora o time provavelmente perceba a tempo".
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39
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+
A nuance vai para o veredicto medido da F5, depois do número.
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40
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+
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+
## Material de apoio
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42
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+
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+
Resolva o **caminho absoluto do diretório desta skill** antes de delegar — subagentes não
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44
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+
herdam este contexto e precisam do caminho literal nos briefs.
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45
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+
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46
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+
- `referencias/vetores-e-testes.md` — 12 vetores de ataque, anatomia de 8 partes do teste
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47
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+
desarmador, padrões de teste por tipo de incógnita, substitutos quando o teste exige
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48
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+
terceiros, 5 fatores de letalidade, exemplo trabalhado. Leia antes da F1.
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49
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+
- `referencias/anti-padroes-e-fundamentos.md` — 17 anti-padrões, checklist de "pronto",
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50
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+
fundamentos da literatura. Leia antes da verificação final e ao justificar o método a um
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51
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+
humano cético.
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52
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+
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53
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+
## F0 — Inventário: medido × fé
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54
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+
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55
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+
Varra os artefatos do projeto (specs, POCs, ADRs, benchmarks, relatórios, docs de pesquisa)
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56
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+
e produza `docs/premortem/00-inventario-medido-vs-fe.md`:
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57
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+
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58
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+
1. **Medido** — toda afirmação com **número, amostra e método**, mais o **escopo exato da
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59
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+
medição**: qual camada, qual ambiente, qual amostra, qual regime de operação.
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60
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+
2. **Na fé** — toda afirmação sem medição: bibliografia citada, analogia, projeção,
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61
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+
decisões justificadas por "sabemos que", "deve", "esperamos", "assume-se", "é padrão de
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62
|
+
mercado", e tudo que só existe como desenho.
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63
|
+
3. **Confissões do projeto** — seções de "fora de escopo", "limitações", "não medido",
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64
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+
"trabalho futuro", "riscos conhecidos", TODOs e ressalvas de rodapé, cada uma com
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65
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+
**citação literal + arquivo:seção**. Esta é a munição mais valiosa do exercício.
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66
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+
4. **A frase da fronteira** — no formato *"medimos X com rigor; o produto depende de Y; X e
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67
|
+
Y são coisas diferentes"*. Concreta, com os nomes reais dos componentes.
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68
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+
5. **A zona de ataque** — o delta, enumerado. E a lista explícita do que fica **fora do
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69
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+
alvo** por já ter sido auditado.
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70
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+
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71
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+
> **Checkpoint 1 (humano).** Apresente em ≤ 10 linhas: a frase da fronteira, a zona de
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72
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+
> ataque, o **horizonte e a data** propostos para a narrativa e as personas escolhidas.
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73
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+
> O horizonte é o ponto em que o projeto teria *provado* sua tese central — curto demais
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74
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+
> gera falhas triviais, longo demais gera ficção científica. Peça correção antes de seguir.
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75
|
+
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76
|
+
**Se existe `docs/` de uma pesquisa de mercado** (skill `ll-pesquisar-mercado`), as premissas
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77
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+
mapeadas por importância × evidência já são metade da F0: as de alta importância e baixa
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78
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+
evidência entram direto na coluna "na fé". Use como insumo quando houver; a F0 funciona
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79
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+
igual sem ela.
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80
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+
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81
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+
## F1 — Narradores paralelos, contexto limpo
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82
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+
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83
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+
Rode **4 a 6 narradores em paralelo, cada um em subagente próprio**, com personas
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84
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+
distintas. Um único narrador ancora: gera sete variações do primeiro tema que apareceu.
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85
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+
Este é o análogo digital da escrita silenciosa antes da roda de conversa.
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86
|
+
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87
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+
Personas disponíveis (escolha as que o projeto realmente tem): engenharia/dados,
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88
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+
operação e escala, economia unitária, jurídico/regulatório e dependências externas,
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89
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+
usuário final e percepção, concorrente/mercado.
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90
|
+
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91
|
+
Os narradores **não devem ver o raciocínio que produziu o plano** — só os artefatos e o
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92
|
+
dossiê da F0. Cada um grava seu resultado em arquivo e devolve só o caminho: o orquestrador
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93
|
+
lê os arquivos na F2, não os transcritos. Rode-os em Opus.
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94
|
+
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95
|
+
<brief-modelo-narrador>
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96
|
+
Você é o(a) [PERSONA: ex. engenheiro(a) de dados sênior] de [PROJETO] e voltou do futuro:
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97
|
+
é [DATA/HORIZONTE] e o projeto morreu. Não "poderia morrer" — morreu, é fato consumado,
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98
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+
você viu o corpo. Sua tarefa é relatar, em pretérito, o que aconteceu.
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99
|
+
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100
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+
Contexto: este relato alimenta um premortem que decide, nesta semana, quais testes baratos
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101
|
+
rodam ANTES de qualquer construção. Quanto mais específica e mais dolorosa sua narrativa,
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102
|
+
mais dinheiro e meses ela economiza. Você tem permissão explícita para ser brutal; suavizar
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103
|
+
aqui é o único jeito de falhar nesta tarefa.
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104
|
+
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105
|
+
Leia, nesta ordem:
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106
|
+
1. [CAMINHO ABSOLUTO]/docs/premortem/00-inventario-medido-vs-fe.md — o que foi medido, o
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|
107
|
+
que está na fé, e a fronteira entre os dois.
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108
|
+
2. [CAMINHOS DOS ARTEFATOS RELEVANTES PARA ESTA PERSONA]
|
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109
|
+
3. [CAMINHO ABSOLUTO DA SKILL]/referencias/vetores-e-testes.md — os 12 vetores de ataque
|
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110
|
+
(cubra pelo menos os vetores [N, N, N]) e a anatomia de 8 partes do teste desarmador.
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|
111
|
+
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112
|
+
Instruções:
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113
|
+
- Ataque exclusivamente a zona de ataque do dossiê. O que está listado como já auditado
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|
114
|
+
está fora do alvo.
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|
115
|
+
- Escreva 3 a 5 mortes, cada uma como cena concreta: quem percebeu, por qual canal, quando,
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116
|
+
qual número apareceu, qual foi o dano de negócio. Termine no dano, não no defeito.
|
|
117
|
+
- Para cada morte, cite **literalmente** um trecho de um artefato do projeto que já avisava,
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118
|
+
com arquivo e seção. Se nenhum artefato menciona o ponto, escreva exatamente "nenhum
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119
|
+
artefato do projeto menciona este ponto" — isso é um achado, não uma falta. Nunca escreva
|
|
120
|
+
entre aspas algo que não esteja literalmente no arquivo.
|
|
121
|
+
- Nomeie o viés ou mecanismo que explica por que o aviso, existindo, não foi agido.
|
|
122
|
+
- Não proponha mitigação e não amenize. Proponha apenas o teste barato que desarmaria a
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123
|
+
premissa, com os 8 componentes da referência.
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124
|
+
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125
|
+
Contrato de saída — grave em [CAMINHO ABSOLUTO]/docs/premortem/narradores/[persona].md,
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126
|
+
uma seção por morte, exatamente neste formato:
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127
|
+
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128
|
+
## [título da morte em uma linha, com o número que a define]
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|
129
|
+
**(a)** [história em pretérito, 1–5 frases, com cena, números e dano]
|
|
130
|
+
**(b)** [citação literal + `arquivo.md` §seção — ou a declaração de ponto cego] + [nome do
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|
131
|
+
viés que cegou]
|
|
132
|
+
**(c)** [teste: afirmação falsificável, amostra adversarial, ground truth independente,
|
|
133
|
+
aceite numérico, "este teste reprova se ___", prazo e custo, decisão pré-comprometida nos
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|
134
|
+
dois ramos, e o que ele bloqueia]
|
|
135
|
+
**Confiança:** [alta | média | baixa] — [uma frase sobre o que sustenta ou fragiliza este
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|
136
|
+
relato]
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|
137
|
+
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|
138
|
+
Limites: não edite nenhum outro arquivo; não leia relatos de outros narradores; não
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139
|
+
proponha roadmap, arquitetura ou solução.
|
|
140
|
+
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141
|
+
Sucesso: 3 a 5 mortes gravadas no arquivo; nenhuma delas caberia sem alteração em outro
|
|
142
|
+
projeto; toda citação é verificável abrindo o arquivo citado; todo teste tem número no
|
|
143
|
+
aceite e uma frase de reprovação plausível; todo teste cabe em ≤ 2 semanas sem construir
|
|
144
|
+
o produto. Devolva na resposta apenas o caminho do arquivo e os títulos das mortes.
|
|
145
|
+
</brief-modelo-narrador>
|
|
146
|
+
|
|
147
|
+
## F2 — Consolidação
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|
148
|
+
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|
149
|
+
Leia os arquivos dos narradores. Deduplique (mesma premissa em roupas diferentes vira uma
|
|
150
|
+
falha, com a melhor cena e a melhor citação). Corte lugares-comuns e catástrofes sem
|
|
151
|
+
alavanca de teste. **Verifique cada citação abrindo o arquivo citado** — a que não bater
|
|
152
|
+
literalmente vira declaração de ponto cego ou sai. Chegue a 5–8 falhas, cada uma com os
|
|
153
|
+
três blocos:
|
|
154
|
+
|
|
155
|
+
<contrato-de-falha>
|
|
156
|
+
**(a) A história concreta da morte.** Pretérito, cena, números, consequência de negócio.
|
|
157
|
+
Uma a cinco frases. Termina no *dano*, não no *defeito*.
|
|
158
|
+
**(b) O aviso que existia + o viés que cegou.** Citação literal do artefato do projeto com
|
|
159
|
+
arquivo de origem (ou "nenhum artefato menciona este ponto"), mais o nome do mecanismo que
|
|
160
|
+
explica por que o aviso não foi agido.
|
|
161
|
+
**(c) O teste barato que desarma.** Amostra adversarial, ground truth independente, aceite
|
|
162
|
+
numérico pré-registrado, "reprova se ___", prazo e custo, decisão pré-comprometida, e o que
|
|
163
|
+
ele bloqueia.
|
|
164
|
+
</contrato-de-falha>
|
|
165
|
+
|
|
166
|
+
Para calibrar densidade, cena e tom de veredicto, leia o exemplo trabalhado no fim de
|
|
167
|
+
`referencias/vetores-e-testes.md`.
|
|
168
|
+
|
|
169
|
+
## F3 — Letalidade e TOP 3
|
|
170
|
+
|
|
171
|
+
Ordene da mais letal para a menos e **marque as três primeiras**. A marcação é o contrato de
|
|
172
|
+
triagem que faz o resultado ser acionável na semana seguinte em vez de virar backlog eterno.
|
|
173
|
+
|
|
174
|
+
Calibre pelos cinco fatores (detalhados na referência): mata ou machuca; custo de retrofit e
|
|
175
|
+
irreversibilidade; centralidade de dependência; probabilidade **dado que ninguém olhou**;
|
|
176
|
+
tempo até a detecção. *Atraso não é letalidade.*
|
|
177
|
+
|
|
178
|
+
**Contrato:** os testes do TOP 3, somados, cabem em ~2 semanas e antecedem qualquer
|
|
179
|
+
construção.
|
|
180
|
+
|
|
181
|
+
## F4 — Síntese
|
|
182
|
+
|
|
183
|
+
Não termine com lista. Termine com duas coisas:
|
|
184
|
+
|
|
185
|
+
1. **O diagnóstico transversal** — a única causa-raiz de processo que explica *todas* as
|
|
186
|
+
falhas ao mesmo tempo.
|
|
187
|
+
2. **A regra que faltou** — uma política de processo enunciável em uma linha, que teria
|
|
188
|
+
evitado a lista inteira e passa a valer daqui em diante. Verificável ("existe auditoria
|
|
189
|
+
própria para esta camada? sim/não"), nunca exortativa ("ser mais rigoroso"). É o único
|
|
190
|
+
entregável do premortem que sobrevive ao projeto.
|
|
191
|
+
|
|
192
|
+
Grave `docs/premortem/premortem.md`: parágrafo de contexto de quem voltou (com a frase da
|
|
193
|
+
fronteira) → falhas ordenadas com TOP 3 marcados → síntese.
|
|
194
|
+
|
|
195
|
+
> **Checkpoint 2 (humano).** Apresente o TOP 3 com custo somado dos testes e peça a decisão
|
|
196
|
+
> que só o humano toma: quais testes rodam agora, quem é o dono de cada um e qual a data de
|
|
197
|
+
> retorno. Registre as decisões pré-comprometidas como acordo, não como sugestão.
|
|
198
|
+
|
|
199
|
+
## F5 — Placar
|
|
200
|
+
|
|
201
|
+
O premortem só está encerrado quando cada falha tem **veredicto medido**. Ele derruba a
|
|
202
|
+
confiança no plano e depois a reconstrói sobre evidência — parar na metade é teatro.
|
|
203
|
+
|
|
204
|
+
A execução dos testes é trabalho da skill `ll-desarmar` (ll-skills), que confere cada
|
|
205
|
+
teste contra a anatomia, executa com disciplina "reprova primeiro" e preenche o placar.
|
|
206
|
+
Após o Checkpoint 2, entregue o premortem e nomeie esse próximo passo — invocá-lo é decisão
|
|
207
|
+
do usuário. Só execute os testes você mesmo se o usuário pedir, respeitando o contrato
|
|
208
|
+
abaixo.
|
|
209
|
+
|
|
210
|
+
Grave `docs/premortem/placar.md`: uma linha por falha, com **vocabulário fechado**:
|
|
211
|
+
|
|
212
|
+
| Veredicto | Significa |
|
|
213
|
+
|---|---|
|
|
214
|
+
| **DESARMADA** | Teste rodou, aceite passou, **com a fronteira de validade explicitada** (onde vale e onde não vale). Desarmar não é aprovar tudo. |
|
|
215
|
+
| **DESARMADA COM CONDIÇÕES** | Passou no fio, e a passagem depende de uma decisão de desenho que agora vira requisito. |
|
|
216
|
+
| **CONFIRMADA, COM ROTA DE SAÍDA QUANTIFICADA** | O premortem estava certo, e o teste mediu **qual alavanca resolve**. É o resultado de maior valor do exercício: redesenho fundamentado antes de qualquer código. |
|
|
217
|
+
| **EM CURSO** | Teste de duração instalado e rodando, com data de leitura. |
|
|
218
|
+
| **PENDENTE, COM SUBSTITUTO DECLARADO** | Exige terceiros indisponíveis; rodou simulação com o que ela prova e o que não prova escrito, e o item foi reclassificado de bloqueio para validação pré-lançamento. |
|
|
219
|
+
|
|
220
|
+
Registre também os **achados colaterais**: testes desenhados para falsear premissas
|
|
221
|
+
encontram bugs e cravam decisões de arquitetura que nenhuma revisão de código encontra.
|
|
222
|
+
Isso deve ser esperado e capturado. Números medidos aqui realimentam o índice de pesquisas
|
|
223
|
+
da skill `ll-pesquisar-mercado`, quando ela existir no projeto.
|
|
224
|
+
|
|
225
|
+
## Verificação antes de entregar
|
|
226
|
+
|
|
227
|
+
Rode o checklist de "pronto" e os 17 anti-padrões de
|
|
228
|
+
`referencias/anti-padroes-e-fundamentos.md` contra o documento gravado, e reporte ao usuário
|
|
229
|
+
o resultado destas três verificações, que são as que mais falham:
|
|
230
|
+
|
|
231
|
+
- **Citações**: cada trecho entre aspas foi conferido abrindo o arquivo citado e bate
|
|
232
|
+
literalmente. Diga quantas conferiu e quantas falhas ficaram sem aviso documentado.
|
|
233
|
+
- **Especificidade**: nenhuma falha sobrevive ao teste do "cabe em qualquer projeto do
|
|
234
|
+
mundo"; cada uma tem um número na história e um número no aceite.
|
|
235
|
+
- **Orçamento do TOP 3**: os três testes somados, com prazos declarados, dão ≤ ~2 semanas e
|
|
236
|
+
nenhum deles exige construir o produto.
|
|
237
|
+
|
|
238
|
+
Reporte também o que ficou fora e por quê. "Não encontrei aviso documentado para as falhas 3
|
|
239
|
+
e 5" é resultado válido e esperado; preencher a lacuna com uma citação plausível não é.
|
|
@@ -0,0 +1,201 @@
|
|
|
1
|
+
# Anti-padrões, critérios de pronto e fundamentos
|
|
2
|
+
|
|
3
|
+
Material de verificação do premortem `ll-voltar-do-futuro`. Lido antes de entregar o documento
|
|
4
|
+
e sempre que for preciso defender o método diante de um humano cético.
|
|
5
|
+
|
|
6
|
+
---
|
|
7
|
+
|
|
8
|
+
## Os 17 anti-padrões
|
|
9
|
+
|
|
10
|
+
### Do conteúdo das falhas
|
|
11
|
+
|
|
12
|
+
1. **Falha genérica.** "Pode faltar orçamento", "o time pode não ter experiência", "o mercado
|
|
13
|
+
pode mudar", "requisitos podem crescer". Teste: se a frase caberia sem alteração em
|
|
14
|
+
qualquer outro projeto do mundo, ela não é falha — é lugar-comum. Corte ou reescreva com
|
|
15
|
+
os detalhes deste projeto.
|
|
16
|
+
2. **Catástrofe não acionável.** Pandemia, mudança regulatória global, aquisição do
|
|
17
|
+
fornecedor. Sem alavanca de teste barato, não entra na lista principal.
|
|
18
|
+
3. **Falha sem número.** Toda história de morte precisa de pelo menos uma quantidade — taxa
|
|
19
|
+
de erro, custo, tempo, n. Sem número, não há como desenhar critério de aceite.
|
|
20
|
+
4. **Atacar o que já foi auditado.** Reprovar de novo o que já passou é conforto disfarçado
|
|
21
|
+
de rigor, e desperdiça a única passagem que o exercício tem.
|
|
22
|
+
5. **Citação fabricada.** O modo de falha mais grave para um agente LLM: inventar uma frase
|
|
23
|
+
"do documento do projeto" que soa plausível. Toda citação é literal e rastreável ao
|
|
24
|
+
arquivo; na ausência de aviso documentado, dizer isso em voz alta.
|
|
25
|
+
6. **Lista inflada.** Vinte falhas equivalem a zero decisões. 5–8, ordenadas, com TOP 3.
|
|
26
|
+
7. **Ancoragem monotemática.** Sete falhas que são a mesma falha em sete roupas. Cubra
|
|
27
|
+
vetores distintos: dado, algoritmo, operação, custo, jurídico, humano/percepção, escala.
|
|
28
|
+
|
|
29
|
+
### Do processo
|
|
30
|
+
|
|
31
|
+
8. **Risk theater — listar sem desarmar.** O anti-padrão dominante. Uma lista de modos de
|
|
32
|
+
falha que não muda nada é *pior* que nenhuma lista, porque entrega a sensação de ter
|
|
33
|
+
endereçado o risco enquanto o plano segue intocado. Regra: nenhuma falha sai do documento
|
|
34
|
+
sem teste acoplado.
|
|
35
|
+
9. **Mitigação vaga no lugar de teste.** "Vamos monitorar", "teremos cuidado", "adicionaremos
|
|
36
|
+
validação". Não é falseável, não tem aceite, não tem data.
|
|
37
|
+
10. **Critério de aceite ajustado depois de ver o resultado.** Pré-registre. Se o número ficou
|
|
38
|
+
no fio (79,7% contra aceite de 80%), diga que ficou no fio e trate como *condição*, não
|
|
39
|
+
como aprovação.
|
|
40
|
+
11. **Teste que não pode reprovar.** "Verificar se a extração funciona bem." Aceite
|
|
41
|
+
qualitativo é aceite ausente.
|
|
42
|
+
12. **Teste caro disfarçado.** Se o teste exige construir metade do produto, foi desenhado
|
|
43
|
+
errado — ou o time está usando o premortem como autorização para começar a construir.
|
|
44
|
+
13. **Rodar o premortem com quem escreveu o plano, no mesmo fio de raciocínio.** Herda a
|
|
45
|
+
inside view inteira. Exige contexto limpo, persona adversarial e permissão explícita para
|
|
46
|
+
ser brutal.
|
|
47
|
+
14. **Um único narrador.** Ancoragem garantida. Vários narradores independentes com ângulos
|
|
48
|
+
diferentes, deduplicados depois — o equivalente digital da escrita silenciosa de Klein.
|
|
49
|
+
15. **Otimismo de cortesia do agente.** LLMs suavizam por padrão ("embora o time
|
|
50
|
+
provavelmente perceba isso a tempo…"). O bloco (a) não admite ressalva conciliatória; a
|
|
51
|
+
nuance vai para o veredicto medido, depois.
|
|
52
|
+
16. **Confundir premortem com pessimismo ou com abandono.** O objetivo é converter incerteza
|
|
53
|
+
em experimento. Falha CONFIRMADA não significa "desistir": significa "redesenhar agora,
|
|
54
|
+
com o número na mão" — a rota de saída quantificada é resultado de sucesso.
|
|
55
|
+
17. **Não fechar o ciclo.** Premortem sem placar posterior é metade do trabalho. Data de
|
|
56
|
+
retorno é marcada junto com cada teste.
|
|
57
|
+
|
|
58
|
+
---
|
|
59
|
+
|
|
60
|
+
## Critérios de pronto
|
|
61
|
+
|
|
62
|
+
### O documento de premortem está pronto quando
|
|
63
|
+
|
|
64
|
+
- [ ] A F0 produziu, por escrito, as duas listas (medido × na fé) e a frase da fronteira
|
|
65
|
+
("medimos X; o produto depende de Y; são coisas diferentes").
|
|
66
|
+
- [ ] Há **5 a 8 falhas**, cada uma com os três blocos completos.
|
|
67
|
+
- [ ] **Toda falha é específica deste projeto**: nomeia componentes, números, atores e
|
|
68
|
+
consequências reais. Nenhuma sobreviveria ao teste do "cabe em qualquer projeto".
|
|
69
|
+
- [ ] **Toda falha tem citação literal e rastreável** de um artefato do projeto que já
|
|
70
|
+
avisava, **ou** a declaração explícita de que não há aviso algum. Zero citações
|
|
71
|
+
inventadas — cada uma foi conferida abrindo o arquivo.
|
|
72
|
+
- [ ] **Toda falha nomeia o viés ou mecanismo** que explica por que o aviso não foi agido.
|
|
73
|
+
- [ ] **Toda falha tem teste acoplado** com os 8 componentes: afirmação falsificável, amostra
|
|
74
|
+
adversarial, ground truth independente, aceite numérico pré-registrado, "reprova se
|
|
75
|
+
___", prazo e custo, decisão pré-comprometida nos dois ramos, e o que ele bloqueia.
|
|
76
|
+
- [ ] As falhas estão **ordenadas por letalidade** com **TOP 3 marcados**, justificáveis
|
|
77
|
+
pelos cinco fatores.
|
|
78
|
+
- [ ] Os testes dos **TOP 3 somam ~2 semanas ou menos** e antecedem a construção.
|
|
79
|
+
- [ ] Os vetores cobertos são **diversos**, e cada seção de "não medido / fora de escopo" dos
|
|
80
|
+
artefatos ou virou falha, ou tem justificativa explícita de por que é inofensiva.
|
|
81
|
+
- [ ] A síntese entrega **o padrão transversal** e **a regra que faltou**, esta última
|
|
82
|
+
enunciada como política verificável, não como exortação.
|
|
83
|
+
|
|
84
|
+
### O ciclo está encerrado quando
|
|
85
|
+
|
|
86
|
+
- [ ] Cada falha tem **veredicto medido** no vocabulário fechado.
|
|
87
|
+
- [ ] Cada "desarmada" traz a **fronteira de validade** — onde vale e onde não vale — não
|
|
88
|
+
apenas o "passou".
|
|
89
|
+
- [ ] Cada "confirmada" traz a **alavanca quantificada** e a decisão de desenho que decorre
|
|
90
|
+
dela.
|
|
91
|
+
- [ ] Os **achados colaterais** (bugs, decisões de arquitetura cravadas pelos testes) estão
|
|
92
|
+
registrados.
|
|
93
|
+
- [ ] O que continua pendente está listado com dono, e explicitamente reclassificado de
|
|
94
|
+
*bloqueio* para *validação posterior* — ou mantido como bloqueio.
|
|
95
|
+
|
|
96
|
+
---
|
|
97
|
+
|
|
98
|
+
## Fundamentos
|
|
99
|
+
|
|
100
|
+
### O núcleo: o frame de certeza
|
|
101
|
+
|
|
102
|
+
Um risk assessment pergunta *"o que pode dar errado?"*. O premortem afirma *"deu errado — por
|
|
103
|
+
quê?"*. A diferença não é retórica: é a passagem de um julgamento probabilístico (que o
|
|
104
|
+
cérebro trata como hipótese remota e educadamente descarta) para uma tarefa explicativa (que
|
|
105
|
+
o cérebro trata como fato consumado e para a qual gera causas específicas). Na formulação de
|
|
106
|
+
Klein: diferente de uma sessão de crítica típica, em que se pergunta o que *poderia* dar
|
|
107
|
+
errado, "o premortem opera sob a suposição de que o 'paciente' morreu, e portanto pergunta o
|
|
108
|
+
que *deu* errado".
|
|
109
|
+
|
|
110
|
+
- **Klein, G. (2007), "Performing a Project Premortem", HBR 85(9), 18–19.** Formaliza o
|
|
111
|
+
exercício: o time é briefado no plano, assume que ele fracassou redondamente, e cada
|
|
112
|
+
participante gera razões plausíveis para a morte.
|
|
113
|
+
- **Mitchell, Russo & Pennington (1989), "Back to the future", JBDM 2(1), 25–38.** Origem do
|
|
114
|
+
*prospective hindsight*, base do número mais citado da técnica (**~30% de aumento na
|
|
115
|
+
capacidade de identificar corretamente razões para resultados futuros**). *Nota de
|
|
116
|
+
honestidade:* esse "30%" é a atribuição que Klein faz ao estudo; o artigo original manipula
|
|
117
|
+
duas variáveis — perspectiva temporal e certeza do desfecho — e encontra o efeito forte na
|
|
118
|
+
**certeza do desfecho**. Isso reforça o método: o que carrega o efeito é assumir que a coisa
|
|
119
|
+
aconteceu, não apenas se projetar no futuro.
|
|
120
|
+
- **Veinott, Klein & Wiggins (2010), ISCRAM.** n=178, cinco condições, plano real de resposta
|
|
121
|
+
a epidemia. O premortem reduziu a confiança no plano cerca do dobro do efeito de gerar
|
|
122
|
+
prós/contras — e, **depois de gerar soluções, a confiança voltou a subir mais** na condição
|
|
123
|
+
premortem. O premortem não é pessimismo: é um ciclo destrói-e-reconstrói.
|
|
124
|
+
- **Klein, Koller & Lovallo (2019), "Bias busters: Premortems", McKinsey Quarterly.** O
|
|
125
|
+
mecanismo organizacional: líderes são superconfiantes e ancoram num único caminho; membros
|
|
126
|
+
do time evitam falar por medo de parecerem negativos. O premortem torna a dissidência a
|
|
127
|
+
tarefa designada, não um ato de coragem.
|
|
128
|
+
|
|
129
|
+
### Os vieses que a técnica desarma
|
|
130
|
+
|
|
131
|
+
- **Falácia do planejamento / viés de otimismo** — Kahneman & Tversky (1979): subestimamos
|
|
132
|
+
prazo, custo e risco e superestimamos benefícios, porque adotamos a *inside view*. A cura é
|
|
133
|
+
a *outside view* (Lovallo & Kahneman, 2003) e o *reference class forecasting* de Flyvbjerg
|
|
134
|
+
(2006, 2008), cuja base empírica é brutal: ~92% dos megaprojetos estouram orçamento, prazo
|
|
135
|
+
ou ambos; sobrecustos médios de 45% (ferrovias), 34% (pontes/túneis) e 20% (rodovias),
|
|
136
|
+
estáveis há 70 anos.
|
|
137
|
+
- **Viés de confirmação** — Wason (1960); Nickerson (1998). Existindo um plano, toda evidência
|
|
138
|
+
é lida como apoio a ele. O premortem inverte o alvo da busca.
|
|
139
|
+
- **Groupthink** — Janis (1972). O premortem torna a dissidência obrigatória e, na versão em
|
|
140
|
+
grupo, anônima na primeira rodada.
|
|
141
|
+
- **Disponibilidade e transferência indevida de confiança** — medir o fácil e chamá-lo de "o
|
|
142
|
+
todo". É o vetor dominante em projetos com uma camada bem auditada.
|
|
143
|
+
|
|
144
|
+
### Vizinhança metodológica
|
|
145
|
+
|
|
146
|
+
| Técnica | O que faz | Como difere |
|
|
147
|
+
|---|---|---|
|
|
148
|
+
| **Risk register / matriz probabilidade×impacto** | Enumera riscos pontuados | Trabalha em modo possibilidade, produz abstrações genéricas, raramente tem dono, teste ou prazo. É inventário; premortem é narrativa causal |
|
|
149
|
+
| **Key Assumptions Check** (Heuer & Pherson, 2010/2019) | Explicita e questiona premissas implícitas | Complementar e ideal como **preparação**: a lista de premissas não medidas é a munição do narrador — é a F0 |
|
|
150
|
+
| **Structured Self-Critique** (Pherson) | O time vira seu crítico mais duro | Evolução formalizada do premortem para análise de inteligência |
|
|
151
|
+
| **Red teaming / advogado do diabo** (Zenko, 2015) | Adversário dedicado ataca o plano | Red team ataca *de fora e no presente*; premortem ataca *de dentro e do futuro*, com acesso a premissas internas que o adversário externo não conhece |
|
|
152
|
+
| **Análise de Hipóteses Concorrentes** (Heuer, 1999) | Avalia evidência contra múltiplas hipóteses | Diagnóstico, não antecipação de falha |
|
|
153
|
+
| **Discovery-Driven Planning** (McGrath & MacMillan, 1995) | Checklist de premissas + reverse income statement + financiamento por marcos | Fornece a disciplina do "depois": sucesso = máximo de aprendizado pelo mínimo de gasto |
|
|
154
|
+
| **Leap-of-faith assumptions / MVP** (Ries, 2011) | Isola as premissas que sustentam o negócio | Mesma filosofia; o premortem é o gerador de candidatas |
|
|
155
|
+
| **Riskiest Assumption Test** (Higham, 2016; Bland & Osterwalder, 2019) | Constrói só o suficiente para testar a maior incógnita | É exatamente o **destino** de cada falha. Assumption mapping (importância × evidência) é a ordenação formal da letalidade |
|
|
156
|
+
| **Kill criteria** (Duke, 2018/2022; McKinsey, 2019) | Sinais pré-comprometidos que mandam parar | Duke é explícita: um premortem só é bom se você estabelece kill criteria e se compromete com as ações ao ver esses sinais |
|
|
157
|
+
| **Strong inference** (Platt, 1964) e falsificacionismo (Popper) | Hipóteses concorrentes + experimento crucial | É a epistemologia do teste desarmador: o teste vale pelo que consegue *reprovar* |
|
|
158
|
+
| **Chaos engineering / GameDays** (Basiri et al., 2016) | Injeta falha em produção | É o premortem executado continuamente sobre um sistema vivo |
|
|
159
|
+
|
|
160
|
+
### A tese em uma linha
|
|
161
|
+
|
|
162
|
+
O premortem funciona porque **transforma incerteza em narrativa, narrativa em premissa
|
|
163
|
+
falsificável, e premissa falsificável em experimento barato com critério de aceite
|
|
164
|
+
pré-comprometido**. Um premortem que para na narrativa é teatro; um que começa na lista de
|
|
165
|
+
riscos nunca chega a ser específico o bastante para virar experimento.
|
|
166
|
+
|
|
167
|
+
---
|
|
168
|
+
|
|
169
|
+
## Referências
|
|
170
|
+
|
|
171
|
+
- Basiri, A. et al. (2016). "Chaos Engineering." *IEEE Software* 33(3).
|
|
172
|
+
- Bland, D. J., & Osterwalder, A. (2019). *Testing Business Ideas*. Wiley.
|
|
173
|
+
- Duke, A. (2018). *Thinking in Bets*. Portfolio. / (2022). *Quit*. Portfolio.
|
|
174
|
+
- Flyvbjerg, B., Holm, M. S., & Buhl, S. (2002). "Underestimating Costs in Public Works
|
|
175
|
+
Projects: Error or Lie?" *JAPA* 68(3).
|
|
176
|
+
- Flyvbjerg, B. (2006). "From Nobel Prize to Project Management: Getting Risks Right."
|
|
177
|
+
*Project Management Journal* 37(3), 5–15.
|
|
178
|
+
- Heuer, R. J. (1999). *Psychology of Intelligence Analysis*. CIA CSI.
|
|
179
|
+
- Heuer, R. J., & Pherson, R. H. (2010; 3ª ed. 2019). *Structured Analytic Techniques for
|
|
180
|
+
Intelligence Analysis*. CQ Press.
|
|
181
|
+
- Higham, R. (2016). "The MVP is dead. Long live the RAT."
|
|
182
|
+
- Janis, I. L. (1972). *Victims of Groupthink*. Houghton Mifflin.
|
|
183
|
+
- Kahneman, D. (2011). *Thinking, Fast and Slow*. FSG.
|
|
184
|
+
- Kahneman, D., & Tversky, A. (1979). "Intuitive prediction: Biases and corrective
|
|
185
|
+
procedures."
|
|
186
|
+
- Klein, G. (2007). "Performing a Project Premortem." *HBR* 85(9), 18–19.
|
|
187
|
+
- Klein, G., Koller, T., & Lovallo, D. (2019). "Bias busters: Premortems: Being smart at the
|
|
188
|
+
start." *McKinsey Quarterly*, abr. 2019. (e "Knowing when to kill a project", jun. 2019)
|
|
189
|
+
- Lovallo, D., & Kahneman, D. (2003). "Delusions of Success." *HBR*, jul. 2003.
|
|
190
|
+
- McGrath, R. G., & MacMillan, I. C. (1995). "Discovery-Driven Planning." *HBR*, jul–ago 1995.
|
|
191
|
+
- Mitchell, D. J., Russo, J. E., & Pennington, N. (1989). "Back to the future: Temporal
|
|
192
|
+
perspective in the explanation of events." *JBDM* 2(1), 25–38.
|
|
193
|
+
- Nickerson, R. S. (1998). "Confirmation bias: A ubiquitous phenomenon in many guises."
|
|
194
|
+
*Review of General Psychology* 2(2), 175–220.
|
|
195
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